História Call Out My Name - Capítulo 1


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Categorias Naruto
Personagens Itachi Uchiha, Izumi Uchiha, Madara Uchiha, Shikamaru Nara, Shisui Uchiha, Temari
Tags Drama, Itachi, Itatema, Naruto, Romance, Shikatema, Temari
Visualizações 211
Palavras 2.044
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoas lindas!
Essa história começou com a Dona Tatu me jogando um plot na cara e uma música hahahahah
Eu não posso falar muito, mas saibam que eu to amando escrever essa história <3

E quero dedicar também essa fic para a querida Gabi Alves (LeoaMarinha aqui no spirit)
Presente pra você que curte também um crackshipp doido sua maravilhosaaaa!

E para todos os amantes de ItaTema, apresento a vocês... CAAAALLL OOOUUUTTT MYYYY NAAAAMEEEE hahahaha
Boa leitura

Capítulo 1 - Fade to Black


 

Eu vou contar a vocês um fato da minha vida, não é um fato dos melhores, mas é aquele tipo de coisa que com certeza a gente nunca esquece.

A noite era fria e garoava lá fora, era começo de inverno, mas muitas pessoas não se abalavam com isso e não queriam ficar em casa, no sábado, a noite, assim como eu e Shisui, meu melhor amigo.

Seu pai, Madara, era dono de algumas cafeterias e baladas de rock de São Paulo. Ou seja, era fácil arranjar o que fazer nas noites paulistanas e o melhor, sem gastar um real, ou quase isso.

Shisui era feito na vida, trabalhava para não ouvir Madara dizendo que ele era vagabundo, mas comigo era diferente. Com 16 anos, meu pai me ensinou a dirigir e até a construir um carro se fosse preciso. Fugaku era engenheiro mecânico e o cara que eu mais tinha desavenças na vida. Para ele, era um absurdo um menino com 16 anos de idade querer tocar guitarra ao invés de trocar um pneu ou saber porque o carburador do carro do meu tio do interior encheu de água. Mas, com 20 anos, para que meu pai parasse de pegar no meu pé sobre ser músico, decidi que faria o curso de Direito na faculdade. Hoje trabalho com isso e, realmente, para mim, é um trabalho, e que trabalho.

Meu maior prazer sempre foi tocar, ganhei uma guitarra quando completei 14 anos, do pai de Shisui, e desde então, nunca mais parei de tocar. Tocava em festivais de bandas, tocava em bares e até conseguia tirar uma grana boa com isso, mas nunca conseguiria me sustentar sozinho, infelizmente.

Após muitas brigas com Fugaku, decidi que cederia e faria algum “curso que desse dinheiro”, como ele dizia, e foi aí que resolvi virar advogado.

Noites sem dormir estudando, finais de semana sem sair estudando e finalmente, com 26 anos, consegui minha carteira da OAB e um emprego razoável, com o tempo fui amadurecendo e conseguindo subir financeiramente. Hoje moro sozinho. Já Shisui, é meu vizinho e administra uma das cafeterias de seu pai.

E naquela noite chuvosa de sábado, eu estava limpando a Geralda. Sim, ela é o amor da minha vida, minha guitarra Geralda, com curvas exuberantes e uma voz de encantar qualquer um. Minha querida Ge.

Eu e a Ge estávamos em um love só, eu a limpava e a elogiava, toquei um pouco e pude declarar todo meu amor por essa lindeza. Mas Shisui tocou a campainha de casa, me tirando do meu ritual do amor.

— Já vai! — gritei quando Shisui deu as badaladas da campainha tentando tocar “parabéns a você” e falhando miseravelmente. — Para Shisui! — gritei novamente enquanto procurava pelas chaves, mas ele era teimoso.

— Poxa, eu tava quase! — disse o imbecil do meu amigo assim que viu a porta se abrir.

— Tava quase levando uma multa, isso sim! — Shisui entrou. — Você é péssimo com música.

— Desculpa Jimmi Hendrix! — Shisui falou levantando as mãos em sinal de redenção. — Desculpa se eu não sei tocar igual a você!

— Tá desculpado! — falei rindo e Shisui revirou os olhos. — Diga, porque a empolgação na campainha…

— Bom, além de eu querer demonstrar meus dons musicais e ver que você não me dá valor, venho por meio deste, saber se o bonito aí tem rolê pra hoje…

— O bonito ia ter uma noite de amor com a Ge. — Shisui sabia muito bem quem era “Ge”.

— Ah me poupe, se troca ai que vamos sair. — ele bateu em minhas costas e se esparramou no meu sofá ligando a tv. — Vamos, vamos.

— Posso ao menos saber onde vamos? — perguntei rindo.

— No Akatsuki Bar, e meu pai pediu que leve a Ge, ele quer saber se você pode cobrir um guitarrista lá…

— Como assim cara? — perguntei me sentando no outro sofá.

— Sabe aquela banda que sempre toca aos sábados? — afirmei que sim. — O guitarrista ta zuado e meu pai quer saber se tem como você ficar no lugar.

— Caralho Shisui, eu nem sei o que eles tocam.

— Claro que sabe, são esses rocks clássicos aí que você curte. — Shisui não olhava pra mim, zapeava os canais e mexia o controle com a mão. — Essa pilha do controle tá ruim?

— Shisui, olha pra mim, que horas que eu tenho que estar lá? — perguntei aflito enquanto ele fingia que nada estava acontecendo.

— Daqui uma hora. — falou batendo na “bunda” do controle.

— Uma hora! — gritei. — Caralho, porque você só me avisa agora, eu não vou ter tempo nem de olhar alguma partitura.

— É só tomar banho, se trocar, pegar a Ge e vamos cara. — bocejou Shisui.

— Nossa, eu te odeio.

〰〰〰

Já estávamos no carro, com os vidros abertos e cada um com seu respectivo cigarros em mãos. Eu sei, eu sei, não faz bem à saúde e todo esse blábláblá, não precisam me dizer, mas, estávamos fumando e conversando sobre os problemas de morar sozinho.

As contas, as obrigações e o desastre que meu amigo era na cozinha.

— Pare de se achar Itachi, eu até que sei cozinhar. — falou Shisui com as mãos no volante e com o cigarro pendurado no lábio.

— Sabe sim! — fui sarcástico, lógico.

— E você, que só sabe fritar ovo.

— Como ousa. — me virei para encará-lo.

— Ai, eu faço o melhor ovo frito… mimimi — Shisui tentou me imitar miseravelmente, com o cigarro entre os dedos.

— Mas eu faço mesmo, e não só ovos fritos, mexidos também! — falei depois de tragar.

— Pelo menos não passa fome né, Mister Egg.

— Quando você sair do carro, eu vou socar sua cara.

Shisui ria da minha cara, mas eu não ligava, tragava meu cigarro e soprava toda a fumaça escutando a música que tocava no rádio do carro.

Esse idiota dirigia bem, detestava confessar isso, ele dirigia muito melhor que eu, e as vezes eu achava que tínhamos trocado as famílias quando éramos crianças. Meu pai era alucinado por carro e Shisui também. Madara era roqueiro, e eu também. É, preciso providenciar o DNA com urgência.

— Chegamos, Mister Egg! — olhei para um Shisui sorridente.

— Cala a boca, vai! — eu não consegui segurar o riso.

Saímos do carro, peguei a Ge e fomos encontrar o Madara. O Akatsuki Bar ficava localizado em uma região de São Paulo que tinham muitos bares de rock, era um casarão grande com paredes pretas e chão de madeira, muito bem decorado com muitos posters de banda dos anos 70 e 80, as mesas eram de madeira também, combinando com o chão. A banda era montado no fundo do bar, em um pequeno palco, longe das mesas.

Enquanto eu e Shisui afinavamos a guitarra no palco, ouvi a voz grossa de Madara chamando seu filho que foi abraçá-lo.

— E ai, Itachi, como vai? — Madara estendeu a mão para mim. — fiquei feliz que pode vir.

Madara era um velho que não parecia ser tão velho assim, seus cabelos escuros e compridos até a cintura, não havia um fio branco para contar história sobre suas aventuras naquele bar, suas roupas surradas, mas com um ar de rebeldia, não entregava a sua idade e às vezes ele ficava com meninas que eu e Shisui estávamos de olho a noite inteira, era vergonhoso, mas real.

— Vou bem! — apertei a mão dele. — E o senhor?

Perguntei rindo já porque sabia o quanto Madara odiava que o chamasse de senhor.

— Me respeita moleque. Senhor tá no céu! — falou rindo e me mostrando o dedo do meio.

— O seu filho me avisou de última hora que você precisava de um guitarrista hoje. — falei olhando pra Shisui que sorria falsamente, fingindo que não era com ele.

— Eu devia ter mandado mensagem pra você, pelo visto. — Madara se virou para seu filho dando um cascudo na cabeça dura de Shisui.

— O que vamos tocar essa noite?

— Hoje é cover de Metallica, você já sabe tocar até ao contrario que eu sei. — Madara pegou cervejas e ofereceu a mim e ao seu filho.

Conversamos sobre o bar e como andava o movimento por ali, Madara perguntou várias vezes para Shisui se estava tudo certo no café que ele administrava e, obviamente encheu o saco com perguntas sobre namoradas. Apesar de aparentar ser novo, Madara continuava com algumas chatices de velho.

O restante da banda chegou e terminamos de arrumar tudo para a hora do show, eu já estava tomando a quinta cerveja e sim, tava bebado, mas ouso em dizer que toco melhor assim.

Já passara da meia-noite e Madara subiu no palco, que permanecia com as luzes apagada, para testar os microfones, fez alguns testes, arrumou algumas coisas de lugar, e fez um sinal com as mãos, os caras que comandavam as luzes do palco entenderam e ligaram os holofotes em nossa direção. Eu estava desacostumado com aquilo, meus olhos ardiam com as luzes, mas meu coração pulava no peito, essa sensação… eu nunca a esqueceria.

— Boa noite nação roqueira! — disse Madara na ponta do palco fazendo com que todos gritasse e levantassem de seus lugares para nos prestigiar. — Quem é da casa já sabe que sábado é dia da banda “Fuel”, a melhor banda cover de Metallica de todos os tempos. Então quero que vocês gritem e batam palmas para esses fodidos. — Madara abriu os braços e as palmas e gritos vieram em meus ouvidos, eu não entendia como ele conseguia fazer isso com tanta facilidade, agitar a galera assim era coisa de quem tinha dom pra isso.

Ele colocou o microfone no lugar e eu olhei a pequena lista que os outros caras da banda haviam colado na caixa de som, a minha sorte é que eu sabia, realmente, todas as músicas de trás pra frente, sem esforço.

As luzes mudaram de cor, de brancas foram para roxas e o outro guitarrista começou a tocar os primeiros acordes de Enter Sandman, logo depois o baterista começou a bater nos pratos da bateria para começar a sua parte e então foi a hora que eu e o baixista arranhamos nossos dedos nos instrumentos para o começo da nossa parte.

A galera gritava na plateia e eu poderia sentir meus dedos irem no automático com aquela música. Fazia tempo que não me sentia completo desse jeito. Os arranhões das duas guitarras, baixo, bateria e a voz grossa do vocalista, entregava que ele já havia fumado e bebido mais que eu aquela noite. Mas tudo aquilo fazia com que eu desse risada, risadas de alegrias enquanto meus dedos dedilhavam a Geralda.

Eu pouco conseguia olhar para a plateia, as luzes estavam completamente em minha cara, mas o pouco que eu via era de cabelos batendo, pessoas pulando e se derramando cerveja por toda parte.

Depois tocamos ‘Whiskey in the jar’, ‘ St Anger’ e ‘Master of Puppets’, mas foi em ‘Fade to Black’ que a minha vida mudou.

As primeiras notas da música eram com o outro guitarrista, a música era mais calma e as luzes se abaixaram, então eu pude olhar pra ela entrando no meio da pista de dança com uma Heineken na mão. Eu comecei a fazer o solo da música e aquele cabelo loiro despenteado foi iluminado por uma luz que passou de relance em cima de sua cabeça. Eu estava hipnotizado.

O vocalista começou a cantar e ela cantava junto, tentando passar por todos aqueles cabeludos dançando ou tendo um ataque, eu não sabia definir a dança deles.

A minha guitarra arranhava mais alto enquanto ela chegara mais próximo do palco e eu não tirava os olhos daquela mulher. Quando ela finalmente se colocou em frente da banda, dançava calmamente, eu sentia como se aquela música do Metallica, fora feita para ela. A loira dançava suavemente um rock dos anos 70/80 enquanto um bando de cabeludos loucos dançavam igual abutres ao redor dela, mas o que mais me chamava atenção é que se alguém pegava no braço dela, com um olhar arrebatador o cara já se afastava. Ela estava ali porque queria estar e não por ninguém, não pra ninguém e eu gostava disso, da autonomia dela e da independência daquela mulher.

E era justamente essa a mulher que ia mudar a minha vida, deixaria tudo de ponta cabeça, era justamente esse o dia que eu diria ‘adeus’ ao antigo Itachi e diria ‘oi’ a este Itachi aqui que vos fala.

 


Notas Finais


Tatu, sua linda, MEGA OBRIGADA PELO PLOT <3


-> Músicas do capítulo
Enter Sandman
https://www.youtube.com/watch?v=CD-E-LDc384

Whiskey in the Jar
https://www.youtube.com/watch?v=wsrvmNtWU4E

St Anger
https://www.youtube.com/watch?v=6ajl1ABdD8A

Master Of Puppets
https://www.youtube.com/watch?v=xnKhsTXoKCI

Fade to Black
https://www.youtube.com/watch?v=WEQnzs8wl6E


OBS: Pra quem não sabe, Call Out My Name é uma música do The Weeknd que vai aparecer logo mais na fic (https://www.youtube.com/watch?v=A0JEeaIA8Vw)


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