História Call The Police - Capítulo 1


Escrita por: e YangMi1989

Postado
Categorias EXO, Super Junior
Personagens Byun Baek-hyun (Baekhyun), Choi Siwon, Do Kyung-soo (D.O), Huang Zitao (Tao), Kim Jong-dae (Chen), Kim Jong-in (Kai), Kim Jun-myeon (Suho), Kim Min-seok (Xiumin), Lu Han (Luhan), Oh Se-hun (Sehun), Park Chan-yeol (Chanyeol), Wu Yifan (Kris Wu), Zhang Yixing (Lay)
Tags Exo, Hacker Vs Policial, Heaven_hunhan, Hunhan, Luhan, Sehun
Visualizações 24
Palavras 4.950
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, LGBT, Policial, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olha eu aqui de novo! Como estão? Prontos para sofrer por HunHan de novo? Essa história é uma temática que eu queria escrever a um bom tempo, espero que gostem!
Boa leitura!

Capítulo 1 - Chapter 1



01:40 AM, Gangnam-gu - Seul

Ahjussi! ─ gritou o homem de cabelos negros quebrando o silêncio da noite, interrompendo a corrida para recuperar o fôlego. ─ Ahjussi, pare de correr! ─ vendo o homem de vestes escuras afastando-se, logo retomou a perseguição. 

 O senhor anos mais velho continuava a correr pelas ruas praticamente vazias, o ar gélido da madrugada chocando-se com os corpos quentes dos componentes daquela perseguição. Buscando por ar, o senhor seguiu para uma rua mal iluminada, diminuindo as passadas e misturando-se as sombras. 

Ahjussi, não deve correr assim da polícia. O que acha de aparecer e resolvermos isso na delegacia, uh? ─ propôs o Kim, recebendo como resposta o silêncio. ─ Aish! Por que eles sempre correm?!

 Minutos atrás o policial havia recebido um chamado, informando a localização de um estabelecimento que acabara de ser assaltado. Quando a viatura seguia para o local, passaram por um homem suspeito e por instinto o interceptaram, Junmyeon não esperava que ele fosse correr. Acabavam de achar o assaltante e ainda permaneciam naquela perseguição cansativa.

Ahjussi! ─ chamou novamente, olhando para todos os lados.

 O senhor permanecia no maior silêncio possível, observando e esperando que o único policial que o seguiu por duas quadras tomasse outro rumo ou simplesmente desistisse. Entretanto, o barulho de seu pé pisando em uma lata foi o suficiente para chamar a atenção do defensor que rapidamente seguiu em sua direção, obrigando-o a fugir pela segunda vez.

Ahjussi! Pare aí! ─ gritou Junmyeon, adentrando a rua que tornava-se estreita a cada metro percorrido.

 Não demorou para o senhor se ver encurralado entre o policial e um beco sem saída, em desespero retirou uma faca da blusa apontando para o policial que imediatamente entrou em estado de alerta. Junmyeon demonstrava estar aparentemente calmo, mas nunca fora bom com negociações.

Ahjussi, abaixe a faca por favor. Podemos conversar e resolver isso calmamente. ─ disse, aproximando-se devagar.

─ Não vai me prender. ─ gritou o homem, visivelmente alterado.

 Logo avançou para cima do Kim que preparava-se para defender-se do ataque, porém tão rápido quanto o senhor veio em sua direção, na mesma velocidade foi derrubado ao chão e desarmado. Junmyeon não sabia se reclamava ou agradecia ao seu colega de patrulha por salvá-lo.

─ Você não sabe se defender Suho? ─ perguntou Sehun, imobilizando o homem e chutando a faca para longe do alcance do mesmo. ─ Ahjussi, está preso por assalto a mão armada. Tem o direito de permanecer em silêncio e tudo que falar pode ser usado contra o senhor posteriormente. 

 Junmyeon deu de ombros andando até a arma branca e a pegando. O silêncio da noite foi tomado pelos resmungos do senhor e o ruído das algemas sendo fechadas. De fato o Kim iria imobilizar o assaltante de algum modo, mas também era de se esperar que Sehun fosse surgir do nada em um local que nem acesso livre possuía, era sua especialidade.

─ Por que demorou tanto? ─ perguntou Suho, voltando para perto dos homens que agora estavam em pé. 

─ "Por que demorou tanto?" ─ resmungou Sehun, imitando a pergunta do outro. ─ Você saiu correndo e após 15 minutos ainda não havia voltado. Então, vim fazer o que não conseguiu e pelo visto evitei um possível esfaqueamento. ─ retrucou, irritado. ─ A viatura está na próxima rua. ─ disse, levando o senhor. 

Aish! Você sempre fica chato quando é escalado para a patrulha noturna. ─ Junmyeon resmunga, seguindo os outros dois.


×-×-×-×-×


03:40 PM, Gangnam-gu - Seul

 Sehun andava pela casa apenas com uma toalha presa na cintura, enquanto com outra tentava enxugar os fios de cabelos molhados. Como de costume após terminar o horário do turno da noite, ele e Junmyeon foram dispensados. Estavam cansados mesmo após dormirem, não aguentavam mais aquela escala que era injusta na visão do Kim.

─ Será que nunca vão mudar o quadro de horários? Já vimos todo o tipo de coisa nesse último mês. ─ perguntou Junmyeon deitado no sofá. 

─ É nosso trabalho, queria o quê?! ─ retrucou Sehun, andando em direção ao quarto. 

─ Você está tão azedo ultimamente. ─ sentou-se incomodado pelas palavras proferidas a si, observando o Oh fechar a porta sem responder-lhe. ─ Ya! ─ gritou, levantando e invadindo o quarto. 

─ Não vou poder nem me trocar em paz? ─ perguntou Sehun, virando-se para o mais baixo que acomodava-se em sua cama. ─ Ou quer me ver pelado?

─ Primeiro: não é como se eu nunca tivesse visto você pelado; segundo: não me interessa nada o que você tem aí. ─ diz apontando para o corpo alheio. ─ Agora, gostaria de saber o que te incomoda tanto para estar de mal humor sempre.

Aish! Pode ser apenas você me irritando. ─ respondeu, vestindo uma calça de moletom.

─ Eu sou naturalmente irritante, convivemos a bastante tempo, pensei que já estivesse se acostumado com isso. E coloca uma cueca por favor.

─ Prefere me ver andando pelado? ─ perguntou Sehun pronto para tirar a calça.

─ Não mude de assunto.

Okay. ─ resmungou, passando as mãos pelos fios úmidos e vestindo uma camiseta. ─ Só ando meio estressado. Acho que essas patrulhas seguidas não estão me fazendo bem.

─ Você pode mudar ou trocar o horário com alguém. ─ sugeriu Junmyeon, observando Sehun andar até a janela do quarto, abrindo as cortinas.

─ Não acho necessário. ─ deu de ombros. 

─ Hum. Okay. Vou voltar a assistir meu dorama. ─ diz, levantando-se. ─ Não se atreva a aparecer pelado na sala. ─ ordenou antes de sair pela porta.

 Sozinho no quarto agora iluminado pela luz do dia, Sehun não queria reconhecer que não estava bem, aquela não era a primeira vez que mentia para o amigo. Algo realmente grave o incomodava, mas a muito tempo ele não conseguia falar sobre aquilo. O mesmo motivo pelo qual dedicou-se nos últimos 10 anos parecia cada vez mais sem sentido.

 Sentado na cadeira giratória que sempre mantinha junto a escrivaninha, pensou que as coisas poderiam ser mais fáceis se falasse com Suho, afinal, o Kim era bom em ouvir; mas a morte do pai era o assunto que mais lhe corroeu e contraditoriamente deu-lhe forças para seguir em frente. Era um dia que Sehun queria esquecer mesmo que fosse impossível. 

 Quando sozinho no quarto ele voltava a pensar sobre o dia trágico, quando sozinho na casa ele revivia aquele dia trágico. O fato de chegar na rua de sua residência aos 16 anos e o olhar cruzar-se com um senhor que dirigia em alta velocidade, para depois ao longe ver o próprio pai envolto em uma poça de sangue havia sido demais para si.

 Nunca fora capaz de esquecer aquele dia traumatizante, assim como não conseguia tirar o rosto do assassino de sua mente. Entretanto, após a morte do pai tudo pareceu desmoronar, o que fora claramente um assassinato acabou como um caso de suicídio, sua mãe meses depois morreu por causa da depressão e então se viu sozinho no mundo.

 A dedicação no decorrer dos anos tornou-se obssessiva, nada era mais importante que seus estudos e Sehun faria justiça. Ele seria um perito criminal ou um promotor, iria achar o homem que matou seu pai e mandá-lo para a prisão. Entretanto, as coisas acabaram não sendo tão fáceis; mesmo sendo o melhor aluno da classe, de algum modo não conseguiu entrar para nenhum escritório. 

 Durante aquela época e até os dias atuais, Sehun agradece a Suho por ter lhe ajudado. Prestaram concurso juntos e não muito tempo depois ambos trabalhavam como policiais no distrito de Gangnam, mesmo Sehun não considerando a possibilidade. Consequentemente acabaram tornando-se melhores amigos e moravam juntos, como também eram colegas de patrulha. Então sim, Sehun estava mais do que acostumado com a irritação que Junmyeon causava em si.

 Porém, muito tempo havia passado e o Oh nunca fora capaz de contar sobre o assassinato do pai para ninguém, apenas dizia que os pais morreram e pelo assunto ser desconfortável para se discutir, era facilmente esquecido. Mas havia aquela força dentro de si, aquela raiva pela injustiça, seu pai havia morrido e ninguém estava sendo culpado, Sehun tinha certeza do assassinato. 

 Então, mesmo as coisas não saindo como planejado, ele ainda continuava a investigar em segredo por mais alguns anos e cada dia mais estava se frustrando, nada estava sendo resolvido, parecia um caminho sem fim. E, especificamente naquela semana, Sehun permanecia alterado, passara o aniversário de morte de seu pai chorando em frente as urnas dos progenitores.

 Ele estava mesmo com raiva, irritado, estressado, mas nunca fora por causa de Suho que mais parecia um ursinho de pelúcia quando bravo, era por si próprio. A culpa por sua incompetência, por não conseguir encontrar a pessoa que acabou com a vida de sua família, já era o décimo aniversário de morte do pai e nunca encontrara nada; afinal, ele talvez não fosse tão bom quanto os professores da universidade disseram.

 Sehun permanecia com os olhos fechados, ele queria estar anestesiado de tudo aquilo. O único pensamento que ficava em looping na sua mente era: se ele não era bom o suficiente, todo seu esforço nos últimos anos não tenha valido de nada e a motivação que o manteve em pé estaria começando a se esgotar. A verdade era que durante o final da adolescência e começo da vida adulta, um objetivo era claro e somente o trabalho importava. Ele não cogitava abandonar a investigação, Sehun não sabia quem realmente era sem toda aquela raiva e obsessão. Isso também o irritava.

 Em um sobressalto após ouvir batidas na porta ficou em pé, passando as mãos pelos fios agora secos porém bagunçados. Ditou um entre logo vendo Suho colocar somente a cabeça para dentro do cômodo, este possuía um sorriso pequeno no rosto que mais parecia algum tipo de aegyo não intencional, mas Sehun sabia que ele queria alguma coisa bem inconveniente de si.

─ Vai começar a passar Goblin. ─ diz, aumentando o sorriso. ─ Vem assistir comigo. ─ pediu formando um biquinho nos lábios. 

─ Para com isso, 'tá me dando medo. ─ retruca, já andando até a porta. ─ Se você chorar no meu ombro de novo, eu te deito no soco.

─ Pode tentar.


×-×-×-×-×


07:15 AM, Gangnam-gu - Seul

 Junmyeon estava praticamente deitado sobre o teclado do computador no qual trabalhava, enquanto Sehun o cutucava regulamente para tentar o manter acordado. O Kim havia trocado o horário de ambos com outros dois policiais e agora não mais fariam a patrulha da madrugada, contudo, o horário de sono deles permanecia diferente. Sehun apenas estava mais atento porque não maratonou quase todo o dorama com Suho.

 Já era o quarto copo de café que o Oh tomava quando um de seus superiores os chamou para uma conversa. Junmyeon tinha o rosto marcado por algumas teclas de computador e Sehun queria apenas fotografar aquela cena. Sentados em frente a mesa do delegado Jung, não faziam a mínima ideia do que o homem queria falar com ambos.

─ Pelo visto não dormiu bem Junmyeon. ─ comentou o superior e Sehun reprimiu uma risada.

─ Não senhor. ─ diz com o rosto vermelho. ─ Agora que trocamos de horário, meu corpo ainda não se acostumou. ─ o homem olhou dele para Sehun. ─ Sehun não é humano. ─ brincou, fazendo o Jung rir.

─ De qualquer forma teriam mesmo que mudar os horários. ─ comentou, deixando os policiais confusos. ─ Eu chamei vocês aqui porque ontem recebi um ligação, um grupo de investigação quer trabalhar com vocês dois. Eles estão com um caso de roubo milionário em mãos e solicitaram vocês. 

─ Não sei se devemos aceitar sunbae-nim. ─ Suho falou após alguns segundos em silêncio. 

─ Não é uma escolha, é uma ordem. ─ ditou o homem, pondo-se em pé. ─ Vou enviar o endereço para vocês e lá lhes explicarão o resto.

─ Certo. ─ pronunciou-se Sehun, ainda sem entender.


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09:40 AM, Yeongdeungpo-gu - Seul

 O táxi parou no endereço que foi dito ao motorista, um prédio alto e cinza com vidraças enormes e límpidas. O Oh pagou o senhor de meia idade e adentrou o local seguindo Junmyeon que não conseguia esconder a empolgação mesmo não sabendo do que se tratava. Caminharam até a recepção do que parecia ser um escritório, falaram os nomes para a mulher que sorriu simpática e os surpreendeu dando-lhes crachás de acesso com fotos dos mesmos.

 Entraram no elevador e seguiram a trajetória em completo silêncio. Sehun não sabia o que esperar, provavelmente era um trabalho de campo no qual precisavam de quaisquer policiais disponíveis e os dois foram escolhidos. Uma enxaquexa irritante começava a dar sinais quando as portas do elevador se abriram revelando uma sala enorme repleta de pessoas que andavam de um lado para outro. Naquele momento Sehun apenas tinha uma certeza: iriam trabalhar com investigação criminal.

 Mordendo o lábio inferior em ansiedade Suho foi o primeiro a sair, seguido de Sehun. Não demorou para um rapaz alto de cabelos castanhos os receber com um sorriso fechado, em seu crachá dizia: Park Chanyeol, estagiário. Sehun analisava o local lembrando da época em que queria trabalhar com investigação, o coração batendo forte em seu peito.

─ Olá, eu sou Park Chanyeol. ─ apresentou, curvando-se. ─ Em que posso ajudá-los?

─ Somos Oh Sehun e Kim Junmyeon, fomos solicitados para uma investigação pelo que nos fois dito. ─ respondeu Sehun, fazendo uma breve reverência. 

─ Ah, certo. O delegado Choi estava esperando por vocês. Me sigam. ─ diz, seguindo entre meio o movimento excessivo de pessoas. 

 Enquanto andavam Sehun fazia notas mentais: o lugar não estava muito organizado, era quase impossível apenas uma pessoa trabalhar com quantidades de papéis tão altas que eram vistas em várias das mesas, Chanyeol tinha orelhas grandes e provavelmente era alguém de confiança para estar envolto em uma investigação, já que estava apenas em um estágio. 

 Logo Chanyeol abriu a porta que dava em outra sala ─ esta, um pouco menor ─ de reuniões. Porém, ao adentrarem constataram que não estava muito diferente da anterior, exceto pelo enorme quadro e a quantidade de informações que continha, vários papéis espalhados sobre a mesa oval que localizava-se no centro do ambiente, alguns copos de café e um homem de terno olhando a tela do computador com o semblante sério.

─ Delegado Choi, os policias estão aqui. ─ pronunciou-se o Park.

─ Okay, obrigado Chanyeol. Pode se retirar. ─ respondeu, erguendo o olhar para os dois homens a sua frente do outro lado da mesa. ─ Bom dia rapazes. ─ cumprimentou com uma reverência e um sorriso contido. ─ Eu sou o delegado Choi Siwon. Enviaram vocês mais rápido do que o imaginado, de qualquer forma sejam bem-vindos. 

─ Obrigado senhor. ─ agradeceram os dois policiais em uníssono. ─ Mas ainda não sabemos por que estamos aqui. ─ completou Junmyeon. 

─ Ah certo. ─ assentiu Siwon, procurando alguns papéis em meio as dezenas em sua frente. ─ Sentem-se. Aqui. ─ ordenou, entregando-lhes algumas folhas que continham marcações e anotações. ─ Sou o responsável por uma operação chamada "Call the police", estamos tentando localizar e prender um hacker que está roubando milhões de dólares de vários chaebol's aqui na Coreia.

─ E onde entramos nisso? Precisa de policias para prender ele? ─ questionou o Kim.

─ Ou ela. ─ sugeriu Siwon. ─ Mas não é por isso que chamei vocês. Policias aqui não faltam. O que quero é a habilidade que vocês possuíam antes disso.

 Sehun não sabia, mas naquele momento estava pálido. O coração acelerado e os olhos percorrendo as informações no papel como se fossem sumir. Embora quisesse trabalhar com investigação, era apenas por um motivo, e se fracassasse como estava acontecendo com o caso de seu pai?

─ Pelo que pesquisei, vocês dois estudaram ciências contábeis e eram bons nas áreas que planejavam trabalhar. Não sei como tornaram-se policias civis. ─ comentou a última parte baixo, mais para si mesmo. ─ Enfim, essa operação não recebeu tanta atenção como deveria e parece que a República da Coreia tem assuntos mais importantes em outros distritos, então estamos desfalcados e os "profissionais" que nos enviaram não valem de nada.

─ Será que o senhor pode ir direto ao ponto? ─ perguntou Sehun, incomodado pela dor insistente em sua cabeça.

─ Bem, Kim Junmyeon queria ser auditor contábil e Oh Sehun planejava ser perito criminal. Eu quero oferecer essa chance a vocês, gostaria de trabalhar com os profissionais que se tornariam caso não fossem policiais civis. ─ Naquele momento Suho estava quase pulando de tanta empolgação, enquanto Sehun sentia as mãos tremendo. ─ O trabalho de campo de vocês nesses últimos anos como policiais é ótimo, mas as aulas práticas na época em que estudavam eram melhores ainda.

─ Quer que trabalhemos em novas áreas? ─ perguntou o Oh, ainda incrédulo. 

─ Prefiro definir como áreas nas quais pretendiam trabalhar. Sei que faz muito tempo, mas sei que ainda podem ajudar mais do que aqueles bastardos que só enrolaram por aqui. ─ resmungou o Choi, sentando-se e encarando os homens. ─ E então, quando começamos?


×-×-×-×-×


02:50 PM, Yeongdeungpo-gu - Seul

─ Não sabemos se é um homem ou uma mulher. Também não sabemos se é uma quadrilha. Sabemos como o dinheiro foi movido, mas não sabemos para qual conta. Não temos o IP de nada. Cinco chaebol's foram roubados até agora e mais de uma vez. ─ Junmyeon listava as informações. ─ A quanto tempo essa operação acontece?

─ 4 meses. ─ respondeu Chanyeol que agora encontrava-se na reunião. 

─ E conseguiram só isso?

─ Não é tão fácil achar um hacker. ─ retrucou Siwon.

─ Mas não é impossível. ─ comentou Sehun. ─ Não temos uma área de crime na qual possamos ir para conseguir pistas…

─ Tudo acontece online. ─ ditou Suho. ─ Preciso de um computador para trabalhar. Temos que ir atrás de códigos que foram deixados para trás, no mínimo.

─ Chanyeol, consiga um computador. ─ ordenou Siwon, olhando para os papéis espalhados na mesa.

─ Aqui tem um. ─ disse um outro rapaz adentrando a sala, segurando justamente um notebook.

─ Esse é o nosso outro estagiário, aspirante a auditor. ─ explicou o Choi.

─ Olá, me chamo Byun Baekhyun. Espero que possamos trabalhar bem juntos. ─ apresentou-se o loiro arrumando a armação fina dos óculos sobre o nariz.

─ Obrigado. ─ agradeceu Suho após pegar o eletrônico.

 Sehun olhava tudo acontecer ainda sentindo-se deslocado. Suho emanava alegria, Siwon voltou a mesma posição de quando chegaram na sala, Byun e Park passavam papéis um para o outro em um canto afastados dos demais, como aquela "equipe" poderia dar certo? O caso não era diferente do de seu pai, ambos não tinham nenhuma pista para início, apenas um crime, aumentando ainda mais suas chances de fracasso.

─ A equipe que está aí fora trabalhou muito para conseguir esse pouco de informação durante meses. Se precisarem de ajuda, não hesitem em chamá-los. ─ falou Siwon. ─ Entretanto, me falem antes.

─ Sim senhor. ─ assentiu Sehun, levantando-se e andando até o quadro rabiscado em uma das paredes da sala. ─ Posso tirar fotos disso aqui? ─ perguntou, ainda receoso ao começar aquilo.

─ Se algo vazar daqui, sei que foi você. ─ respondeu o Choi sem olhá-lo.

─ Não é como se tivesse tanta coisa relevante mesmo. ─ murmurou Sehun, lendo os vários nomes escritos. 


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11:30 PM, Gangnam-gu - Seul

─ Você acha que nos metemos em uma busca sem fim? ─ perguntou Suho deitado no sofá como sempre. 

─ Não sei. ─ respondeu Sehun do outro estofado.

─ E se não conseguirmos encontrar nada? Já faz uma semana. 

─ Nada é resolvido tão rápido. ─ O Oh ainda olhava para as várias fotos que tirara das informações, também estava frustrado com aquela demora.

─ Mas já foram 4 meses e com nós, mais uma semana, sem nada relevante.

─ Acho que todos estamos deixando algo passar.

 Naquele ponto, Sehun encontrava-se completamente envolvido com a investigação, era uma vontade que acabou o consumindo. Uma semana havia se passado com eles encontrando-se todos os dias com a equipe do delegado Choi, e a operação Call the police ─ que mais parecia uma piada sobre os dois policias recém chegados ─ continuava sem nenhuma evolução. Sehun tinha certeza de que não estava percebendo algo, nenhum crime era perfeito.

─ Acho que vou para o quarto. ─ comentou o Oh, bloqueando a tela do celular e levantando-se. ─ Boa noite.

─ Boa noite.

 Sehun entrou no cômodo escuro com a cabeça doendo, procurou por um remédio em uma das gavetas da escrivaninha e tomou, torcendo para aliviar aquela dor que começava a ser presente todos os dias. Deixou o celular sobre a cama e dirigiu-se a mesa na qual guardava as folhas com as mais diversas informações e anotações relacionadas a operação. Sentou-se pegando uma delas, lendo calmamente sem prestar muito atenção. Ele já tinha lido aquilo mais de 10 vezes, o que poderia faltar? 

 Em uma folha em branco começou a anotar uma coleção de novas informações: a quantidade de dinheiro roubada, a frequência com que foram roubados, de quem foram roubados. A única coisa que poderia estar relacionado seriam os chaebol's, mas nenhum deles tinha qualquer tipo de ligação entre si. Entretanto, juntou os papéis de cada milionário daquela lista. Ricos, bem-sucedidos, filhos na universidade. Assim, escreveu um breve resumo sobre eles, aparentemente tudo normal. Leu tudo novamente e como um dejavu percebeu que havia escrito algo mais de uma vez. Comparando as anotações, pegou os papéis rapidamente e seguiu para a sala.

Hyung, quais são as chances dos filhos de todos os chaebol's roubados estarem estudando na mesma universidade? ─ perguntou, quase derrubando Suho do sofá. 

Aish! Precisava chegar como um terremoto? ─ reclamou o Kim, sentando-se. ─ Eles são ricos, podem pagar a universidade que quiserem para os filhos. ─ respondeu.

─ Mas justamente a mesma? ─ insistiu Sehun.

─ Qual delas? ─ perguntou, olhando o nome da instituição. ─ Yonsei. Uma das SKY, super aceitável. Não acho que essa informação seja relevante.

─ Do jeito que estamos, qualquer informação é relevante. ─ bateu com os papéis na perna do amigo. ─ Pensa comigo, certo que as universidades que compõem a SKY são as melhores do país, mas também poderiam escolher a da Coreia ou de Seul, não somente a Yonsei, quem sabe até Harvard. E veja, esse cara aqui poderia ter mandado o filho estudar em uma universidade na China. ─ diz, apontando para a família de um chaebol chinês. 

─ Por que? Ele não pode simplesmente estudar na Coreia? ─ retrucou Suho.

─ Não muda de assunto. Eu acho essa informação importante! Amanhã eu vou para a Universidade de Yonsei e você avisa o delegado que estarei fazendo trabalho de campo ou inventa uma desculpa. ─ ditou, levantando-se e andando para o quarto.

─ Mas Sehun, essa não é uma boa maneira de começar uma investigação. 

─ A melhor maneira de começar algo é começando. Good night. ─ fechou a porta, deixando um Suho estático na sala.


×-×-×-×-×


09:32 AM, Sinchon-dong - Seul

 O campus da Universidade de Yonsei era realmente gigante, Sehun lembrava-se da época em que se perdia pelos corredores do lugar. Os anos letivos eram um pouco exaustivos para si, mas ser o melhor aluno não era uma tarefa fácil. Agora, no mesmo lugar onde viu seus sonhos e objetivo crescerem, ele estava feliz por ter algo que poderia ser uma pista.

 Na noite anterior havia passado algumas horas pesquisando sobre os filhos dos chaebol's, o que faziam, o que estudavam, como viviam… Porém, sempre preferiu trabalho de campo, talvez por isso no fundo gostasse de ser policial mesmo não sendo uma opção antigamente?! Ele não estava uniformizado, temia que se os abordasse, iriam omitir algo. Pretendia conversar, quem sabe até estudar a rotina daquelas pessoas, as amizades e relacionamentos.

 Andava pelos corredores do que pareciam ser as salas designadas aos cursos de ciências biológicas. É, sem dúvidas estava perdido, mas não era surpresa para si. Só não pediu ajuda porque na primeira vez que olhou a sua volta encontrou um dos rapazes, um baixinho de cabelos brancos e olhos de gatinho, Kim Minseok era o nome se não estivesse enganado. Agora, só precisava se aproximar, ação que realizaria se não fosse por uma mão segurar seu pulso.

─ Está perdido? ─ perguntou o rapaz, extremamente bonito na visão de Sehun.

─ Não estou. ─ respondeu rápido, procurando pelo Kim.

─ Parecia perdido. ─ o garoto ainda agarrado ao seu pulso falou. ─ Posso te ajudar?

─ Pode ajudar me soltando. ─ retrucou sem paciência ao ver o Kim afastar-se com um grupo de pessoas.

─ Nossa que grosseria. ─ resmungou o menor, atraindo a atenção do Oh. ─ Você não parece ser desse curso, então, quem está procurando? 

─ Não é da sua conta. ─ Sehun começava a se irritar de verdade.

Aish! Você parecia ser tão bonito de longe, pena que beleza não esconde arrogância. ─ falou o jovem, arrancando uma risada incrédula de Sehun.

─ Olha garoto, eu preciso ir fazer algo importante. ─ disse, começando a andar atrás do outro rapaz que perdera de vista. 

─ Garoto?! ─ repetiu o moreno. ─ Ya! ─ esbravejou, correndo atrás do Oh. ─ Eu tenho nome, sabia?

─ E eu tenho emprego, sabia? ─ retrucou.

─ Ah, qual? ─ questionou, curioso.

─ Você não precisa saber.

─ Policial? Segurança? ─ sugeriu e Sehun parou de andar de imediato, encarando o garoto.

─ Como sabe? Quem é você? 

─ Quando você estava correndo, sua jaqueta levantou e vi sua arma. Se você não for algum fora da lei ou tiver licença para porte de arma, seria alguma dessas profissões, não?! ─ respondeu simplista. ─ E eu me chamo Xiao Luhan. ─ curvou-se em um cumprimento. 

 Sehun nem queria entender como aquele rapaz reparou tanto em si, mas com certeza estava irritado com aquela perseguição. Seria fácil apenas ordenar que o deixasse em paz, afinal, as pessoas deveriam respeitar a polícia, certo?

─ Fique longe! ─ ordenou. ─ Eu estou em horário de trabalho, não me atrapalhe por favor.

─ E então? Qual deles? ─ perguntou o chinês, deixando Sehun ainda mais confuso. ─ Policial, segurança ou fora da lei? ─ repetiu com um sorriso aberto.

─ Policial. ─ respondeu, não aguentando mais. ─ Agora, fique aqui. ─ ditou, retornando a andar mesmo sabendo que já havia perdido o Kim.

 Não demorou muito para o moreno de cabelos pretos estar ao seu lado novamente, Sehun já se arrependia de ter ido naquela universidade, ainda mais ter azar de encontrar o rapaz que parecia querer acompanhá-lo para todo lugar. Então o Oh apenas o ignorou e rondou por inúmeros corredores, algumas vezes passando pelo mesmo, arrancando risadas baixas do chinês. 

─ Não é mais fácil você perguntar sobre o que ou quem está procurando? Eu estudo aqui, talvez eu possa ajudar. ─ Luhan disse, parando ao lado de Sehun que recuperava o fôlego sentado em um dos bancos no gramado.

─ Não acho que possa, além do mais, é confidencial. ─ respondeu, cansado demais para dar uma desculpa mal educada; mas como disse na noite anterior, qualquer informação é uma informação. ─ Você conhece essas pessoas: Kim Minseok, Kim Jongin, Kim Jongdae, Do Kyungsoo e Wu Yifan? ─ perguntou, olhando para o Xiao que mantinha a expressão calma olhando para o céu. 

─ Claro! Quem não conhece?! ─ retrucou com tom áspero. ─ São os filhos dos chaebol's que foram roubados, certo? Está em todos os jornais, os milhões que os pais deles estão perdendo. ─ Sehun percebeu que Luhan não gostava de alguém no mesmo instante. ─ Mas eles não se importam. Acho que humilhar as pessoas é um hobby mais importante para eles. ─ deu de ombros.

─ Por que está assim? ─ o Oh perguntou. O rapaz de minutos atrás era alegre e um pouco chatinho, mas não assustava como este que permanecia sério e agora, olhando para frente. 

─ Só não concordo com as coisas que eles fazem, ─ respondeu, virando o rosto para o outro. ─ mas não acho que um policial vá se importar com o que um grupo de "garotos" fazem?!

─ Eu disse que é confidencial. ─ afirmou. ─ Posso te perguntar mais coisas?

─ Me dê seu número! ─ entregou o celular rapidamente para Sehun que o olhava incrédulo. ─ Rápido. ─ balançou o aparelho em frente ao rosto do Oh.

─ Isso é uma negociação? ─ Luhan assentiu. Sehun bufou antes de digitar o número.

─ Oh Sehun. ─ falou Luhan, lendo o nome do outro e discando para confirmar, logo o celular de Sehun vibrava no bolso da jaqueta jeans. ─ Okay! Esse número é o meu.

─ Posso te interrogar agora?

─ Pensei que isso fosse uma troca de informações. ─ comentou o Xiao. ─ Enfim, você disse que estava em horário de trabalho e eu estou no de estudos, ─ disse, levantando-se. ─ o que significa que não posso flertar com o senhor sem ser preso. ─ Sehun o olhava sem entender onde aquilo chegaria. ─ Eu preciso estudar, quando quiser conversar, me liga! ─ falou, afastando-se.

Ya! Luhan! ─ o chamou, atraindo alguns poucos olhares e sendo ignorado pelo chinês. 

 Sehun estava indignado por ter sido enganado, agora teria que manter contato. Porém, já era alguma coisa, uma fonte. E se seguisse uma linha de raciocínio… e se roubaram os chaebol's não por causa dos pais e sim por causa dos filhos? Era uma grande possibilidade. Só que nada no momento estava tão presente na mente de Sehun do que aquele chinês que claramente tinha interesse em si.


Continua…


Notas Finais


Primeiro capítulo da three shot finalizado. Gostaram?
Demorou um pouco para escrever a história, mas estamos aqui agora e isso é o que importa. Aguardem os próximos capítulos ansiosamente!
Obrigada a @Heaven_Hunhan por toda a paciência que tem com todos os escritores com bloqueio criativo e crise existencial.

Nos siga e venha sofrer por Hunhan.
Projeto: @Heaven_Hunhan
Ficwriter: @YangMi1989
Betagem por: @YangMi1989
Capa maravigold por: @Suzy_Puppy


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