História Cama de gato - Capítulo 20


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Categorias Histórias Originais
Tags Amizade, Gato, Romance, Traição, Triângulo Amoroso
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Palavras 1.069
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 20 - Confia em mim?


Acordei no meio da madrugada, sem entender o que estava acontecendo, foi quando escutei o barulho insistente que demorei a reconhecer. O interfone! Dei um pulo da cama. Acendi a luz e corri para atender, tropecei quase cai, dei uma topada na cadeira, antes de alcançar meu objetivo, imaginando que houvesse ocorrido algo grave, tipo um incêndio no prédio ou alguma coisa parecida.

— Sabrina! – Reconheci a voz do outro lado.

— Elias? O que está fazendo aqui, a essa hora? — Não podia acreditar.

— Eu vim te ver. Posso entrar? O porteiro está fazendo jogo duro.

           Minutos depois, lá estava ele diante de mim, com seu jeito de sempre.

— O que houve? O que você está fazendo aqui? — perguntei, meio zonza de sono, saindo da frente para lhe dar passagem.

— A festa estava um saco, então, eu fugi para ver você.

— E que horas são?

 — Sei lá! Umas três horas? — ele deu de ombros.

— Três horas! — gemi.

— O que importa a hora se eu estou aqui, com você — Segurou meu rosto entre as mãos e me beijou, com tanto ardor, que até fiquei sem folego. — Vamos para o seu quarto, estou louco para trepar com você — murmurou junto a minha boca.

Sem desgrudar nossas bocas e deixando uma trilha de roupas pelo caminho, já não havia mais nada quando chegamos lá, foi quando se separou de mim e indo até a janela, que abriu, completamente.

— Não!

— Por que não? Está muito quente, além disso, não tem ninguém acordado a essa hora.

Ele rebateu voltando até mim, de um modo tão quente e intenso, sem me dar tempo para pensar, que até me esqueci que a luz do quarto ficou acesa, só percebi quando ela ofuscou meus olhos, assim que terminamos.

Elias saiu da cama para fumar na janela e sorriu ao perceber que havia posto um cinzeiro ali, no peitoril.

— Será que alguém nos viu? — perguntei, preocupada, puxando o lençol sobre mim, já que minha cama ficava bem de frente a janela, no meu pequeno quarto.

— E daí? Você está no seu quarto, na sua cama e ninguém tem nada a ver com isso.

— É esquisito.

— É empolgante e sexy, imaginar sermos observado, enquanto transamos — falou, cheio de entusiasmo.

Elias desconhece limites, as palavras de George ecoaram na minha cabeça.

— E por que você apareceu assim de repente?

— Sei lá! Estava entediado, então pensei, o que estou fazendo aqui, nessa festa chata, quando tem uma gata linda e sexy me esperando em uma cama quentinha? E eu vim — Deu de ombros.

Ele apagou o cigarro e voltou para o meu lado, dessa vez, apagou a luz.

— E você, o que fez hoje à noite? — perguntou, se aconchegando junto a mim.

— Assisti um filme bem interessante sobre... — conto meia verdade, mas paro de falar, ao perceber que ele está de olhos fechado, dormindo.

Solto o ar com força, viro de lado, me aconchegou no travesseiro e volto a dormir.

 Acordo com a claridade do dia, entrando pela janela, as cortinas continuavam abertas, Elias, sem roupa, ajoelhado ao meu lado, murmura no meu ouvido:

— Confia em mim?

Não!

— Sim.

Ele não fala mais nada, apenas segura as minhas mãos e as amarram com uma faixa de seda semelhante as do dia anterior e a prende na cabeceira da cama, deixando meus braços esticados e, dessa vez, vai até a janela e fecha as cortinas.

— Você vai gostar, não vamos fazer nada perigoso ou muito doloroso hoje. Agora, precisamos de certa privacidade, isso será só entre nós dois.

 Seu tom é tão sério que me assusta um pouco, voltando para mim, tira outra faixa não sei de onde, vendando os meus olhos, fiquei imobilizada no escuro à mercê daquele homem, com os nervos à flor da pele, meu coração aos pulos e a respiração ofegante, à espera do desconhecido que estava por vim, no entanto, fiquei atenta, imaginando o que ele estava aprontando, mas, após alguns minutos, nada.

— Elias! — chamei baixinho.

Silêncio.

— Elias! — chamei, de novo, e mais alto.

Silêncio.

Apurei os ouvidos estava tudo muito quieto ali, por isso, tentei libertar as minhas mãos, contudo, foi inútil, estavam muito bem amarradas. Será que fazia parte do jogo? Sendo assim, só me restava aguardar o que quer que fosse.

Não sei quanto tempo depois, eu ainda estava lá, com minhas mãos dormentes, minhas costas doendo e minha bexiga tão cheia que parecia preste a explodir e nenhum sinal de Elias. Será que ele se esqueceu de mim?

Acho que cochilei e despertei com um som dentro do meu quarto, rezei que fosse Elias e não o gato. Logo em seguida, senti minhas amarras se afrouxarem, estava livre, puxei depressa a venda dos meus olhos e encontrei Elias com um sorriso de satisfação, tive vontade de socá-lo.

— Onde você estava? Fiquei aqui sozinha, amarrada por um tempão — Não disfarcei a minha ira.

— Calma, Sabrina. Você me deu um voto de confiança.

— Eu sei, mas...  Não era para isso!

— Minha querida senhora, o que posso fazer para apaziguar a sua ira? — Ele se prostrou a minha frente, em sinal de adoração. — Deseja me surrar até eu pedir clemência? Ou deseja que eu lhe dê prazer até você pedir clemência?

— As duas propostas são tentadoras, mas, nesse segundo, só preciso ir ao banheiro? — E sai correndo para o meu objetivo, antes que houve algum acidente constrangedor.

Estou ali, me aliviando, quando percebo Elias me observando da porta do banheiro, que, na pressa, esqueci aberta.

— O que você está fazendo aqui?

— Só vendo você.

— Vá embora! Esse é um momento muito íntimo.

— Por isso mesmo, é um momento muito íntimo, sendo assim, quero compartilhar com você.

— Você é maluco! — Eu tenho que achar graça e, com o pé, empurro a porta para ela se fechar.

 Mais tranquila, vou ao encontro de Elias.

— Você não me disse onde estava, quando me deixou amarrada na cama.

— Fui comprar nosso café da manhã — disse, de um jeito casual, e, com um gesto teatral, me mostrou a mesa posta, cheia de coisas gostosas. — Quis fazer uma surpresa.

— Com certeza, eu fiquei muito surpresa.

— Podemos comer agora? Pois, quero continuar de onde paramos.

— Você não vai me amarrar de novo!

— Não estava pensando nisso.

— Por que não podemos, simplesmente, passar um domingo tranquilo, assistindo um bom filme, conversando? Eu não conheço quase nada sobre você.

— E qual a graça disso? Além do mais, não há nada a mais que precise saber sobre mim.



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