História Cama de gato - Capítulo 21


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Categorias Histórias Originais
Tags Amizade, Gato, Romance, Traição, Triângulo Amoroso
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Palavras 1.127
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 21 - Nossa relação: pouca conversa e muita ação


Devo confessar que aquela relação com Elias estava me deixando bastante confusa, pois, ao mesmo tempo que era empolgante e diferente, também, era vazia e superficial, fadada a não ter vida longa. Então, aproveite essa experiência única, deixe queimar até virar cinzas, dizia a mim mesma.

Elias não conhece limites. As palavras de George ecoavam na minha cabeça a cada proposta louca, que meu namorado fazia.

Naquela manhã, quando cheguei à empresa, encontro Ícaro, na sua sala, cabisbaixo, um tanto desleixado, sua barba e seu cabelo, sempre impecáveis, estavam um tantinho desgrenhados, o corretivo não ajudou a disfarçar muito as olheiras, aquilo me incomodou, prefiro quando ele está brigando com todo mundo, dando ordem, deixando a gente louca.

— Você está bem? — perguntei, de mansinho, depois, de algum tempo.

— Não. Fabio está com um namorado novo. Ele postou nas redes sociais, aquelas caras sorridentes — revelou, com amargura, coloco a mão sobre o seu ombro, sem palavras para consolá-lo, sabendo como dói. — Mas, o que há de fazer, a vida é assim mesmo, a fila anda, seguimos em frente! — proclamou, em um tom falsamente animado. — E você com seu novo namorado?

— Estamos bem — Dou de ombros. — Só que...

— Só que?

— Ele é um tanto, como direi, audaz, inovador. — Ícaro me interroga com o olhar. — Ele gosta de experimentar, não é nada convencional.

— E isso não é bom?

— Não sei, acho que é.

Durante o resto do dia, ponho Elias de lado e me concentro no jantar com George, que já se tornou rotina. Será a minha vez hoje, por isso, penso no que farei. Nada complicado, apesar de querer fugir do conforto das massas, por isso, ando assistindo programas de culinárias e pesquisando novos pratos em sites especializados. Então, eu me decido por uns belos filés de entrecôte e uma salada especial. Afinal, não deve ser tão difícil assim fritar bifes. Por um breve instante, até considero a hipótese de convidar Elias para jantar conosco, mas mudo de ideia, rapidinho.

Na hora combinada, George chega com uma garrafa de vinho em uma das mãos e a sobremesa na outra. Elogia a mesa já posta, acaricia a cabeça de Sabbath, que dormitava no sofá.

— Abra o vinho, que vou fritar os bifes — peço e sumo para a cozinha.

Como já havia aprendido, deixo a frigideira ficar bem quente antes de pôr a carne, que chia lindamente. George chega com uma taça e me entrega. Sabbath para ao lado fogão e espia o que estou fazendo.

— Para a cozinheira. Que belos filés!

— Estão mesmo.

— Você convidou Elias?

— Não. Tem notícias de Letícia?

— Nós não temos nos falado muito, ultimamente. Você sabe, fuso horários muito diferentes.

— Você prefere bem ou malpassados.

— Ao ponto, por favor. Você está melhorando cada vez mais na cozinha!

— Obrigada, que bom que notou. Por favor, leve a salada e pão para mesa, pois os filés já estão prontos.

 Nós nos sentamos e começamos a comer. O vinho estava maravilhoso e combinava muito bem com a carne.

— Por que não chamou Elias para jantar conosco? — George tem um jeito sério, quase acusador.

— Porque com Elias aqui seria diferente entre nós dois.

— Eu sei. Como vocês dois estão?

— Bem, quer dizer, ele é engraçado, bonito, sexy, mas tem aqueles horários malucos, às vezes, aparece no meio da madrugada, como se fosse a coisa mais natural do mundo.

— Elias é assim mesmo, vive no seu próprio mundo. Desculpe se estou sendo intrometido, não me leve a mal, mas ele lhe propõe jogos?

Paro por instante, pensando se deveria me abrir com George, afinal, ele, também, é amigo de Elias e deve saber disso. Será que Letícia contou para ele?

— Sim, o tempo todo. Ele é bem audaz, gosta do risco. Mas, você sabe, não é? — Ele balança a cabeça afirmativamente. — Era assim com Letícia? – Eu me encho de coragem para perguntar.

— Foi uma das causas de eles terminarem. Letícia se cansou disso tudo.

Imaginei quando aconteceria comigo, iria cansar e terminar com tudo aquilo.

— Ele começou a pedir coisas que ela não queria fazer, então, Elias ficava aborrecido, por fim, ela acabava cedendo e fazia o que ele queria.

Quis perguntar o que eram essas coisas, porém, não tive coragem.

— Acho que sou uma garota um tanto convencional — brinco, não quero mais falar a respeito de Letícia, já que ela foi tão importante para Elias e ainda é para George.

— O jantar está delicioso, Sabrina — Percebo que George, também, quer mudar de assunto.

— Bife com salada? Grande jantar! — rebato, com sarcasmo.

— Não, você está se aprimorando. — Ele segura a minha mão com carinho, acho que só percebeu quando quedo paralisada, meus olhos vão das nossas mãos unidas para o rosto dele. Ficamos nos olhando, por alguns segundos, desejo tanto me aproximar e colar minha boca na dele, mas não devo, não posso, soltamos nossas mãos, dou um sorriso sem graça e voltamos a comer, constrangidos. A comida desce com dificuldade, há um bolo na minha garganta. Eu não sei o que está ocorrendo comigo, por que eu me sinto assim quando estou perto de George? Talvez, fosse melhor acabar com esses jantares, nos afastarmos.

Mais tarde, depois que George vai embora, deito na cama, não consigo dormir, pensando no que aconteceu na hora do jantar. O que significava aquilo? Estou acordada, por isso, não me espanto ao ouvir o interfone, mesmo que já passe das duas da manhã, é quase um hábito.

Recebo Elias com um beijo ardente, sem perguntas. Culpa por até há pouco estar pensando em outro homem?  Ele segura os meus quadris e me tira do chão, enrosco minhas pernas em sua volta dele e me leva até o quarto. É assim a nossa relação: pouca conversa e muita ação.

— O que houve? — ele me pergunta de pé junto a janela, enquanto fumava, depois, de mais uma tórrida sessão de sexo.

— Nada. Por quê?

— Porque você estava diferente, mais quente. Não que você não seja quente e sexy, mas, hoje... Uauuu! Você estava demais!

— Eu não sei, não tem nada de diferente — Dei de ombros, com falsa inocência.

Ele apaga o cigarro no cinzeiro, vai até onde estão suas roupas e pega o telefone.

— O que está fazendo? — Fico curiosa, então ele apontada o aparelho para mim.

— Tire o lençol! — ordena.

— O quê? Eu estou nua!

— Por isso mesmo, quero filmar você!

— De jeito nenhum! Não quero minhas imagens por aí!

— E não vão, eu prometo, será só para mim — ele fala de um modo brando, tanto que me balança, mas já vi acontecer antes com outras garotas, não quero problemas para mim.

— Não! Apague as luzes e volte para cama, venha dormir

Por via das dúvidas, coloco minha camisola, fecho os olhos e tento dormir um pouco, relembrando da conversa que tive com George mais cedo. 



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