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História Cama Dossel - Capítulo 31



Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 31 - Mestre (35)


POV HARRY

— Bom dia, Draco.

— Olha, você parece ótimo.

— Sim, acabei de sair de uma onda e parece que a próxima vai demorar.

— Está tão calmo quanto possível, pelo visto. Que bom, trouxe sorvete para você comer alguma coisa.

— Não quero.

— Ainda bem que eu não perguntei se queria, só avisei que trouxe sorvete para você comer.

— Vai me obrigar?

— Não. — Ele tirou a tampa e pegou uma colherada rasa direto do pote, experimentando. O meu rut era pesado e eu achei sexy só por ele ter agido diferente do que era esperado da alta sociedade. — Isso é bom, não tomo sorvete desde o começo do verão.

É claro que eu via o que ele estava fazendo. Estava me provocando com a comida da mesma maneira que fazia com o seu corpo. Mas eu gostava muito mais dele que de sorvete, principalmente quando estava em rut. Simplesmente não era a mesma coisa. Ele pegou uma colher cheia na segunda vez.

— Draco, eu admito que você é muito bom nisso, mas precisa ser algo que a pessoa já queira. Na verdade te ver comendo isso me fez ter mais tesão que fome.

— Paciência, se não tem apetite é melhor confiar na sabedoria do organismo. Mas nós vamos conversar sobre isso de novo. Eventualmente você vai comer, não pode ficar uma semana em jejum.

— Eu não queria estar te dando trabalho desse jeito.

— Eu fico à toa o dia inteiro, trabalho vai ter quando seu rut acabar. Você fica faltando sem motivo e o trabalho acumula. Agora que esse cio te pegou de surpresa vai ter sete dias de papelada fresca na sua mesa mais o que você tem atrasado.

Rosnei de raiva, todo esse serviço no Ministério significaria horas e horas longe de Draco no pós-rut, e eu nem estava aproveitando a folga porque não podíamos ficar juntos por muito mais que o tempo necessário para transar. Depois decidi que rosnados não iam me ajudar e que ele não merecia ouvir um segundo.

— Eu lido com isso quando chegar a hora, agora não tem nada que eu possa fazer.

— Acho que não tenho prestado muita atenção em você, não é? Devia ter percebido que não foi o bastante. Não me custaria nada te fazer pelo menos uma massagem. Ou melhor ainda, eu podia ter te comprado outro perfume de feromônios.

— A primeira ideia que você tem é sempre a melhor.

— Ficar me elogiando não vai te levar a nada, seu galanteador barato. Só vou "prestar atenção" em você semana que vem. Esse mês seu rut já aconteceu e tudo o que eu posso fazer é pensar com carinho se vou fazer alguma coisa para te ajudar. Estou guardando qualquer energia sexual para a próxima onda, vai me agradecer por isso.

— Não é a mesma coisa que te pegar sóbrio.

— Paciência, Harry, não vou te deixar ter mais cios.

— Imagina como vai ser depois da sua menopausa. Vou precisar daquele seu contato do perfume.

— Lubrificante e preliminares mais longas. Talvez até uma reposição hormonal, ainda não sei se compensa os efeitos colaterais. Vai ser a mesma coisa. Para não dizer que vai ser exatamente igual as paredes da vagina deixam de ser rugosas e ficam lisas, suponho que seria um estímulo a menos. Será que isso vai atrapalhar?

— Por Merlin, Draco, você tem umas preocupações tão aleatórias. Ok, sua vagina é lisa. Você por acaso deixou de ser meu Ômega?

— Seu não, que eu sou livre, se quer mandar está com a pessoa errada. Mas entendi o que você quis dizer, até me sinto idiota por ter perguntado.

— Já te disse cem vezes que não é sexo, eu te amo mesmo.

— Também te amo. Mas você ia me trocar em uma semana se eu me aposentasse, se é que me entende.

— Não é verdade. Você começou a me chupar, não tem problema.

— Sem vergonha. E não se acostume com isso, quando você estiver fora do cio vai ser uma coisa esporádica.

— É claro, amor.

Ele me deu um selinho e voltou a tomar o sorvete. Tinha derretido um pouco mas ainda parecia bom. Draco deve ter percebido o jeito que eu olhava para o pote.

— Não vai querer mesmo? A última coisa que você comeu foi o chá das cinco ontem.

— Tecnicamente...

— Cala a boca, pervertido, isso não conta como alimento. E não mude de assunto.

— Tem nutrientes. E eu não vou conseguir manter nada no meu estômago agora.

— Por isso mesmo eu te trouxe sorvete. Deixa de ser teimoso.

— Mas eu não quero que você veja isso.

— Malditos Alfas, sempre querendo parecer inumanos. Eu ainda lembro das nossas primeiras vezes depois do seu divórcio. Como seu rut acabou vindo aquele mês e você preferiu sumir do mapa por uma semana a me contar o que estava acontecendo.

— Eu não queria te assustar.

— Já vi coisas mais assustadoras que um namorado no cio. E agora você está fazendo o mesmo, tentando fingir que não vomita como todo mundo. Eu não vou deixar de sentir atração por você por causa disso. Você cuida de mim e respeita meus limites, não tem mais nada que eu queira pedir.

— Duvido, você sempre tenta melhorar qualquer coisa que fique tempo o bastante parada na sua frente.

— Bem, eu queria que você tivesse um vocabulário refinado e que fosse de preferência sangue-puro para a minha posição política não ficar no caminho. Mas ambição é prejudicial, você atende ao propósito. Tem alguns Alfas puros que usam as palavras certas e eu não amo nenhum deles, com a possível exceção de Escórpio, mas é um amor muito diferente.

— Não posso ser refinado porque não existem sinônimos perfeitos.

— O que uma coisa tem a ver com a outra?

— Se eu te convidar para fazer sexo parece que eu nem quero, preciso dizer no mínimo "transar". Pelo menos de vez em quando.

— Harry, mesmo que você quisesse disfarçar o quanto você me quer eu não acho que seria possível. Eu também não consigo esconder. Agora para de me enrolar e come alguma coisa.

— Certo.

Draco me desamarrou. Ele preferia me deixar solto, mas eu pedi para ele com muito jeitinho (também posso ter ameaçado experimentar os mamilos dele com chantilly, mas se ele tivesse acreditado tenho certeza que teria me colocado para fora em pleno rut) e ele achou que não custava nada me prender. Depois me deu o pote e a colher.

Qualquer coisa fria me trazia lembranças ruins da véspera, até porque eu ainda teria cinco ou seis banhos gelados, mas o sorvete estava descendo sem maiores problemas.

— Sabe, eu teria mais apetite se você servisse de pote.

— Do que diabos você está falando?

— Não é nada, só estava pensando que você ficaria ainda mais gostoso recheado.

— Juro que se você entrar em rut de novo eu te mando para a casa de Blásio, ele sim ia saber lidar com esse tipo de coisa. Você não vai colocar sorvete na minha vagina, Potter.

— Por que?

— Mas que droga você quer dizer com "por que"? Isso é gelado e o açúcar vai alimentar fungos ou qualquer coisa assim. Vai alterar meu pH.

— E se eu colocasse um recheio morno dentro de uma camisinha feminina? Aí não teria problema?

Ele riu até perder lágrimas. Voltei a comer, olhando para ele com curiosidade.

— Eu não consigo ficar bravo com você. Que tipo de "recheio" você tem em mente?

— Chocolate derretido. Você ia ficar com cheiro de maçã do amor.

— Eu não acredito que vou topar isso. Tudo bem, vai ser engraçado.

— Sério mesmo?

— Sim, vou mandar derreter o chocolate para a próxima onda. Posso fazer de novo quando o rut acabar, não tem por que não.

— Eu nunca pensei que você fosse mesmo aceitar isso. Quando você decidir que está na hora de comprar um lubrificante me lembra de escolher um com sabor.

— Só se for para usar com um preservativo feminino, com a minha sorte vou ter alergia com certeza.

— Tenho que aproveitar enquanto você está aceitando tudo. Aquela coisa da inversão, por exemplo, ainda está de pé?

— Sim, mas não durante o rut, você vai se machucar. E nós vamos fazer sexo tradicional primeiro para você não estar tão ansioso e desesperado na hora.

— Que ideia boa, então quando começássemos eu já teria um nó. Parece gostoso.

— Certo, isso está ficando progressivamente mais perturbador. Mais algum fetiche? Pode pedir qualquer coisa.

— E se você me batesse agora?

— Só quando começar a onda.

— Eu não quis dizer com sexo, você podia só me espancar mesmo.

— E por que você quer ficar mais excitado?

— Pensa comigo, meu lobo te obedece apesar de já ter avançado em outros Ômegas. Eu me preocupo com você, a maioria dos Alfas se preocupam com quem está com eles, mas ainda assim não podemos controlar nossos lobos. Eu estava refletindo essa noite: e se o meu lobo simplesmente tem mais satisfação em te servir do que em te usar? Faria sentido, eu sou assim.

— Sabe, você tem um ponto. Mas por que apanhar agora? Não é melhor esperar a onda?

— Tem essa coisa que eles chamam de "manutenção" no BDSM sério. Basicamente um espancamento semanal para lembrar ao submisso o lugar dele e liberar o estresse do dominador.

— Isso é um pouco radical, tem semanas em que a gente nem faz sexo.

— Não precisa ter sexo e não precisa ser rotina se você não quiser. Mas eu estava pensando que assim eu tomaria menos decisões ruins durante o cio. Um lobo submisso só traz vantagens e entre as ondas do rut é o momento que ele está mais perto da superfície, mas ainda sem escapar. Estou viajando?

— Não, acho que tudo isso tem lógica. E eu não ligo de fazer isso toda semana se é o que você quer, contanto que você não estoure mais nenhum vasinho da minha mão e que você não se machuque mais que o necessário. — Ri, só Draco mesmo para usar a palavra "necessário" a respeito dos meus fetiches. — Para de rir de mim, eu não sou desse mundo.

— Você bem que se diverte.

— Sim, porque eu tenho uma oportunidade de me sentir vingado sem te fazer mal.

— Ei, isso não valeu.

— Da onde você achou que eu tirava força para te bater a ponto de deixar marcas? Eu não consigo abrir uma tampa sem magia a não ser que alguém já tenha tirado o lacre.

— É verdade. Podemos começar logo com isso? Não sei quanto tempo temos antes da próxima onda.

— Só admita que está ansioso.

— Eu estou ansioso.

Ali eu já estava me submetendo à vontade dele. Nós não levávamos isso muito a sério porque Draco era um pouco reprimido e porque eu mesmo não era um submisso muito radical, era mais fetiche que estilo de vida BDSM. Eu era masoquista, gostava de obedecer até certo ponto durante o sexo, mas ainda tentava convencer Draco a fazer o que eu queria e agia normalmente no dia-a-dia. Bom, mais ou menos, ele sabia que me tinha na palma da mão e me controlava, principalmente quando eu o estava irritando. Era o mínimo que ele podia ganhar por fazer aquelas coisas que não o excitavam muito para me dar prazer, educar meus filhos muito melhor que eu e Ginevra e resolver meus problemas no geral.

— Pelo amor de Merlin, não conte isso para as pessoas. Acabei de perceber que se nós não vamos nem fazer sexo então é só sadomasoquismo.

— Quem está na posição mais vergonhosa sou eu que peço para um Ômega me espancar.

— Você não sabe o que é vergonha, seu Alfa pervertido. Jure que não vai contar.

— Tudo o que você quiser, mestre.

— Vou morrer de vergonha. Você está fazendo isso de propósito.

— Sim, mestre.

— Que horror, parece até que você está me pagando. Vamos ver quando eu acabar com você se vai ter coragem de me chamar de mestre.

Rosnei baixinho com a expectativa.

— Vai pegar pesado comigo?

— Acho melhor não. Não vai ter prazer para te aliviar.

— Se estiver doendo muito eu te peço para parar.

— Prometa.

— Eu prometo.

— Tudo bem, vou bater com força, mas então não pode ser com as mãos.

Ele passeou pelo quarto, pegou uma escova na penteadeira e trouxe com ele, testando o peso devagarinho na própria mão. Rosnei alto e ele riu.

— Começa logo com isso.

— Escolhe uma posição.

Me deitei de novo e ergui as pernas. Draco me olhou estranho, eu tinha ensinado para ele em quais posições a dor e o prazer eram maiores e essa devia ser a mais intensa que a gente já tinha tentado.

— Está tudo bem, amor?

— Sim, vou começar aos poucos. Me avisa se alguma coisa estiver errada.

Fiz que sim com a cabeça e ele começou a mirar, tocando a parte de trás da minha coxa com a escova. Depois deu o primeiro golpe e eu me contorci. Ele me olhou nos olhos, procurando saber se tinha feito certo, e pareceu satisfeito porque bateu de novo na outra coxa. Eu já estava duro. As sensações, os hormônios do rut, o cheiro de Ômega, a própria posição vulnerável em que eu estava, o nível de confiança e conexão com Draco, e tinha acabado de começar.

Ele bateu de novo e dessa vez foi por cima do último golpe. Meu corpo reflexivamente tentou sair do caminho. Como se eu fosse fazer isso quando o tinha ali, fazendo o que eu tinha desejado por três meses enquanto usava o resto do último perfume de feromônios. Ele continuou me batendo, aumentando a força devagar, me provocando e me fazendo rosnar de ansiedade e prazer.

Eu me sentia muito quente, principalmente no meu pau e onde ele estava batendo. Esfreguei minhas pernas uma na outra como um adolescente excitado com o primeiro cio. Era assim que ele me fazia sentir, até porque as memórias mais marcantes que eu tinha com ele ainda eram daqueles encontros secretos e cheios de desespero na adolescência, depois dos quais eu virava a noite repassando cada detalhe mentalmente e tentando descobrir se ele também gostava de mim. Como eu pensava nele em todos os meus cios e, depois que ele teve o heat lembrava de todas as loucuras que tínhamos feito para me tocar até meus pulsos não me obedecerem mais. A dor e a excitação quando a próxima onda chegava e eu não podia nem bater uma ainda estavam frescas na minha memória.

E ele estava lá, me batendo cada vez mais forte, fazendo meu pau escorrer pré-gozo e minha respiração sair do controle. Fazia mais de três meses que não fazíamos isso porque Draco não conseguia tansar irritado comigo, então eu estava sensível e pronto para o que viria depois. Infelizmente eu sabia que não faríamos nada disso, eu teria que esperar a próxima onda. Eu estava ansioso por ela, tinha colocado na cabeça que não me tocaria na frente dele e tinha medo de ir contra isso com ou sem onda. Draco não se importava com isso se estivesse excitado o bastante, mas eu decidira que era hora para mostrar controle, mal tinha consertado as coisas e já entrava em rut e machucava seu corpo perfeito.

Um golpe mais forte me fez gemer de gosto, Draco finalmente estava me batendo com a força certa. Eu franzia a testa e jogava a cabeça para trás. Draco nunca parava para apertar minha pele ou fazer carinho, só batia do jeito que eu gostava, um golpe em cima do outro. E eu quase perdi.

— Para.

Ele fez exatamente o que eu tinha pedido e ainda assim só consegui rosnar de frustração. Eu estava perto, muito perto, e ele tinha parado. Abaixei as pernas.

— Tudo bem, Harry? Doeu muito?

Rosnei mais alto, lutando contra a vontade de estimular meu pau de algum jeito.

— Eu ia gozar.

— Mas não encostei no seu pênis.

Rosnei de novo, Draco parecia inocente com a escova na mão, os termos técnicos e aquela expressão de "Isso existe?". Era o bastante para me excitar, mas não me enganava. Se tem uma coisa que ele não é é inocente.

— Tenho certeza que ia acontecer, eu senti chegando.

— Você não queria tão cedo?

— Queria, mas você disse que só quando a onda chegasse.

— Coitadinho, não era tão importante. Você vai ter Hipertensão Epididimal.

— Isso mata?

— Não. Agora pensando bem acho que você conhece isso como bolas azuis. Anda, deixa eu te fazer uma massagem.

— Pode só continuar me batendo? Tenho certeza que posso gozar assim.

— Tomara que não exista vida após a morte, vai ser difícil explicar isso no julgamento.

Ele pegou a escova e eu rapidamente ergui as pernas de novo. Ele voltou a me bater, um pouco mais fraco que antes, tentando ver se estava mesmo tudo bem. Depois que pegou o ritmo eu devo ter durado uns dois golpes antes de gozar muito forte, sentindo o nó inchar dentro da calça e o formigamento gostoso do sangue saindo do resto do pau e voltando para a circulação. Quando abri os olhos Draco estava vermelho e duro, apertava a escova e procurava agir normalmente.

— Será que eu sou sádico? Foi muito excitante te assistir ter um orgasmo e ejacular assim.

Tentei me acalmar um pouco antes de falar qualquer coisa, Draco não queria ouvir gemidos, eu tinha que explicar para ele.

— Não sou sádico, mas se te visse gozar só apanhando eu ia ficar louco.

— Não, eu gostei de ter sido eu a fazer isso. Posso tentar de novo outro dia?

— Se você pode realizar meu fetiche e me dar todo esse prazer de novo? Me deixa pensar. — Eu respondi sorrindo, mas logo apertei os olhos com as sensações.

Quando eu vi que ele não ia continuar a conversa deixei minha mão descansar em cima do nó, fazendo peso e aumentando as sensações. É uma pena que no rut durem tão pouco, eu não reclamaria de sentir aquela quantidade de prazer por uma hora ou mais. Draco veio se enroscar em mim e mesmo vestidos eu senti a umidade no centro do corpo dele. Eu queria tocá-lo, mas ele tinha pedido para esperar a onda, então me controlei. A melhor parte das surras era que ele sabia que a maioria dos bottoms precisava de aftercare, melhor do que o nó só o corpo morno dele, ainda mais com aquele cheiro infinitamente afrodisíaco que ele tinha quando se excitava. Passei os braços em volta dele, que se acomodou mais perto de mim e acabou ficando por cima do meu pau ainda sensível. Rosnei e ele começou a me fazer carinho e sussurrar as coisinhas que eu gostava de ouvir, não deve ter notado o que estava acontecendo.

— Meu Alfa. Eu te amo, sabia? Meu. Quer que eu busque um copo de água?

— Não, estou bem.

Aspirei seu pescoço, sentindo ele tremer meio em cima de mim, inclusive do nó. Tudo tinha cheiro de maçãs maduras e lubrificação natural, ele estava cheio de tesão. Como Alfa eu conhecia essa sensação, querer desesperadamente uma pessoa e não poder tocar nela sem quebrar as próprias regras. Mas estava claro que ele não ia aguentar até a próxima onda, eu precisava pelo menos tentar, ver se ele queria a minha ajuda.

Corri a mão pelas suas costas devagar e experimentei enfiar os dedos por baixo da calça dele. Como ele não reclamou fiz um desvio por um lado da bunda dele (tive a impressão que eu correria risco de vida se encostasse no anelzinho com a mão que ia tocar a rata) e puxei seu corpo mais para cima para alcançar sua entrada. Toquei os lábios internos e provoquei perto do seu pau. Então comecei a esfregar um dedo para cima e para baixo bem no meio (nem à esquerda nem à direita), ignorando o buraco. Tinha uma coisa que eu queria tentar e ele estava ficando mais e mais molhado, era a minha chance.

Draco tirou a calça e deitou com as costas na cama. Puxei a cueca dele com uma calma que eu não tinha realmente e continuei tocando em volta da uretra. O pênis dos Ômegas homens, assim como o clitóris nas mulheres, serve só para prazer, já que é praticamente impossível um Ômega engravidar alguém. Eles têm uma uretra separada do órgão sexual como as mulheres, e em volta dela o ponto U. Eu tinha estudado sobre ejaculação feminina, e parece que se você tocar essa parte direito as mulheres e Ômegas podem esguichar. O problema é que Draco não aceitaria isso tão facilmente, era mais fácil para ele realizar um fetiche meu a experimentar uma sensação nova.

Fiz círculos em volta da uretra para estimular o ponto de outra maneira e evitar que ele se entediasse. Eu gostava de ver seu corpo enrijecendo e depois relaxando por causa do meu dedo, ver que eu podia dar prazer a ele daquele jeito e que talvez ele gostasse disso.

— O que você... mnnn... tá fazendo?

— Te agradecendo. Está gostoso?

Ele não precisou responder, o jeito que ele se molhou mais ainda foi o bastante, eu não via ele assim tão molhado há tempos. Com sorte meu nó acabaria rápido e eu poderia fodê-lo. Parecia que eu tinha acabado de começar quando ele gemeu longamente e ejaculou por dois buracos ao mesmo tempo. Rapidamente levei minha boca até sua vulva, o esguicho tinha um gosto fraco e doce. Draco se contorceu e achei melhor largá-lo caso fosse esse o problema. Demorou dez segundos para ele se acalmar e mais dez para recuperar o fôlego.

— O que foi isso, eu me urinei?

— A sua rata ejaculou.

Ele riu fraco.

— A verdade, Harry. O que você fez?

— É o seu ponto U.

Fui tocá-lo de novo para mostrar onde ficava mas ele bateu na minha mão antes que eu pudesse abrir suas pernas.

— Não fica encostando em mim.

— Desculpa.

— Tudo bem, deixa para lá, eu gostei. Não tem quase nada que eu não vá te deixar experimentar antes das crianças voltarem. E você vai me ensinar a fazer isso.

— Eu faço quando você quiser.

— De jeito nenhum, depois você morre e me deixa sozinho, mal-acostumado e só sabendo alcançar orgasmo peniano e de ponto G. E eu acho que você vai ser meu último, dois Alfas foram mais que o bastante para uma vida inteira.

Rosnei lembrando de Astória com meu Ômega, mas depois pensei com mais calma. Ele não podia ter tido só dois Alfas, ele disse que ficava com algum sangue-puro da Sonserina. A não ser que...

— Astória foi a sua peimeira?

Ele me olhou estranho.

— Não, só ficamos juntos depois do casamento. Mas não fique pensando nisso, acabou, deixe-a descansar em paz.

Hesitei em continuar a conversa. Se Draco gostasse dela não me diria, então eu não tinha como saber. Eu não devia falar da esposa morta dele, talvez fosse um tema sensível.

— Você já me disse que mentiu, que eu não fui o seu primeiro. Agora disse que só teve dois Alfas. Quer dizer que você gosta de Astória desde o sexto ano?

— Oh, não, quando eu disse que menti era uma mentira. Eu fiquei com algumas Betas, mas no sentido que você diz eu era virgem. Você foi o meu primeiro e eu só fiquei com ela depois de casar. Só beijei dois Alfas, sinto muito por essa mentira. Se bem que você merecia na época. Agora pensando bem, enganei os dois por anos, porque disse para Astória que era virgem e para você que era experiente. A verdade é que os Alfas raramente percebem alguma diferença.

— Mas você não sangrou. Se as suas cinco primeira vezes foram comigo por que não sangrou?

— Isso é uma história engraçada. Quando fui ter Tiago o médico conferiu a minha dilatação e disse que meu hímen estava intacto. Perguntei para ele como aquilo era possível e ele disse que a maioria das pessoas não rompe na primeira vez e que eu tinha um hímen muito fino, flexível e que o furo no meio dele era grande. Eles chamam de hímen complacente, basicamente quer dizer que eu o rompi dali algumas horas quando Tiago nasceu. É curioso, mas se te faz feliz eu era tecnicamente virgem em todas essas cinco vezes no período pré-Astória.

— Legal, é como se eu tivesse tirado a sua virgindade cinco vezes. — Falei sem nenhuma malícia, só achando interessante mesmo. — Também queria ter um hímen desses.

— Deixa de ser absurdo, Harry, para que você ia querer um hímen?

— Eu sei lá, é bom para puxar assunto.

— Bom para puxar assunto. — Ele repetiu, sem conseguir acreditar. — Sabe que isso é muito comum, não sabe? As pessoas simplesmente não falam disso. Mas é claro que você contaria para todo mundo sobre seu hímen complacente, não sei nem por que estou surpreso.


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