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História Camélia Negra - Capítulo 9


Escrita por: BloodBee

Notas do Autor


Desculpem a demora, estava em semana de provas. Conto com a compreensão.

Boa leitura! ♡

Capítulo 9 - Capítulo 8 - Perigoso!


Já passava de meia noite quando Camélia e Alberto finalmente tiveram um tempo a sós. Leandro já havia saído acompanhado com uma mulher, mas muitos apostadores se mantinham no salão de jogos. 

Eles subiram até o escritório do cassino, no elevador entraram em silêncio. Camélia ajeitava o longo decote do vestido justo e vermelho que usava.

- Esse vestido é muito vulgar? - Ela pergunta sorrindo, enquanto se olhava no espelho do elevador. Ela sentiu o olhar dele sobre seu corpo, o breve silêncio entre a pergunta deixou uma pequena tensão no ar.

Alberto estava encostado na parede direita do elevador, com os braços cruzados. Ele parecia estar prestes a agarrá-la, ao ver ela inclinar o corpo para olhar melhor o decote no espelho, fazendo o bumbum levantar.

- Está perfeito em voc-... na senhora! - Camélia vira o rosto para ele, e Alberto se volta para a porta do elevador.

Ele sempre se referia a ela como "senhora" por ser sua chefe, o que fez Camélia ficar surpresa com o "você", mesmo após tantos anos trabalhando juntos.
Antes que ela dissesse algo, a porta se abre e eles caminham até o escritório.

A sala era bem ampla e ficava no último andar do edifício. Um lugar bem decorado a gosto de Camélia, com um grande quadro em uma parede lateral, uma estante com vários livros e históricos referente ao hotel-cassino. Um grande tapete persa vermelho, com detalhes em ouro, decorava onde ficava um tipo de sofá de quanto.

- Whisky? - Ela pergunta se servindo na mesinha de bebidas que havia ali no escritório.

- Não, obrigado senhora. Acho que já bebi demais por hoje...

Ela começa a beber em pé próximo a grande janela atrás da poltrona. Alberto estava sentado na cadeira de frente escrivaninha. Por razões que ele resolveu não perguntar, Camélia havia deixado o lugar a meia luz.
O brilho maior emanava de fora, mas das grandes placas do cassino.

- Você sumiu por três dias sem dizer o porquê... - Camélia faz uma pausa olhando pela janela as pessoas se movimentando lá em baixo e continua.

- Claro que você é independente a mim, mas de qualquer forma, administramos isso aqui!

- Mais uma vez, eu sinto muito, Senhora Camélia! São assuntos que eu não achei que valeria sua perturbação... Nada além disso.

Um silêncio surge enquanto Camélia se servia com mais whisky, ainda de costas para Alberto.

- Ah, e sobre o convite que recebi outro dia... Se lembra não é?

- Aquele que a senhora me falou na terça-feira.

- Sim... No convite já me mandaram até a passagem do trem. Está previsto para sair na quita.

- Mas o evento não será no sábado?

- Aparentemente terá um reunião antes disso.

- Eu posso organizar tudo até lá... O nosso gerente dará conta de tudo por aqui, e o meu trabalho... Bem, eu arrumo um jeito.

- Não quero te acumular, mas ainda assim gostaria de ter alguém de confiança por perto.

- Está suspeitando de algo, senhora?

- É só um palpite... Mas fui informada que o dono do cassino na região leste do Estado também foi convidado. É claro que somos influentes, mas nem todos nos veem (donos de cassino) com bons olhos.

- Desconfia do Ministro?

- Não do Ministro, mas de quem ele está cercado. Por isso eu decidi que vamos um dia antes do esperado. Iremos na quarta!

- Quarta-feira... Tudo bem. Eu compro as passagens e...

- Não! - Camélia o interrompe. - Vou mandar o "P2" fazer isso. Eles te conhecem e sabem que trabalha comigo, se virem você por lá e se houver alguém na cidade vigiando, não poderemos sair tranquilos.

- Está bem, como a senhora quiser! - Alberto mais uma vez fica em silêncio com suas mãos juntas, e seu antebraço sobre as pernas.

A quietude na sala permanece, os ruídos distantes aparentava ser da música e das pessoas no cassino.

- Está com problemas, Alberto? Seja sincero! - Quando ela se referia a ele pelo nome, é porquê estava realmente séria sobre algum assunto. Ele entendeu que seria melhor não fazer rodeios.

- Há alguns. Os meus sentimentos... Talvez.

Ao ouvir "sentimentos" Camélia tem um leve sobressalto e se vira para ele. Alberto mantinha o olhar nas mãos que movia com o nervosismo. Geralmente eles não tratavam dos assuntos pessoais ou sobre com quem se relacionavam, de forma aberta.

- Talvez... - ele continua. - Eu não esteja sabendo lidar, é como estar divido entre o não e o querer.

- É sobre a Natalie?

- Também...

- Também? - Ela da a volta na mesa e se senta nela, ficando de frente para Alberto. - O que não está dando certo?

- Já sentiu algo que preferia não sentir, mas ainda assim continua rodeando sua mente? - Ele não tinha costume de fazer perguntas pessoais, deixando Camélia surpresa outra vez.

- Já... - Alberto levanta o rosto e olhos deles se encontram. - É outra pessoa? - ela pergunta.

- Sim. - Ele responde sinceramente sem desviar dos olhos dela.

- E o que quer fazer sobre isso?

- O que me recomendaria? - Um silêncio tenso se manteve por pouco tempo, mas o suficiente para um frio no estômago surgir em ambos.

- Apenas se abrir da melhor forma... provavelmente. - Ela sorri.

- E se eu não souber usar as palavras? - Ele se levanta, e com um passo eles ficam mais próximos. - O que eu poderia fazer?

Camélia suspira e não consegue desviar seu olhar do dele, era como se estivesse hipnotizada. Com as mãos na mesa ela equilibra seu tronco, em pé Alberto tinha total visão do corpo dela. Estava tão perto, suas mãos tremiam para tocá-la.

- O que você não consegue dizer em palavras, podem ser ditas em ações. - O olhos dele brilhavam enquanto ela dizia essas palavras.
Seu coração começou a ficar descompassado, ele suspirou discretamente.

- É o que eu gostaria, o que eu mais desejo...

Camélia toca no peito dele e desliza até o ombro, fazendo ele sentir um frio na espinha e no estômago. Mas foi de forma tão natural, como se por instinto, até ela se dar conta do que fez.
Alberto engole seco com aquele simples toque. Ela sente a tensão entre eles aumentar, seus lábios entreabertos estavam quase implorando por um beijo.

toc toc toc ... - Batidas na porta fazem a mulher recuar. - Senhora Camélia?

- Sim... Entre - Ela responde e Alberto volta a se sentar na cadeira.

- Tem uma pessoa fazendo escândalo pelas fichas, senhora. - O funcionário diz aflito.

- Eu já estou indo...

O funcionário se retira a esperando no lado de fora da porta, e ela continua sentada sobre a mesa. Agora Alberto não conseguia encará-la. "O que acabou de acontecer?" Ele se perguntava. Seu coração acelerado, como se estivessem sido pegos fazendo algo errado.

Camélia preciona suas mãos na beirada da mesa, para conter o nervosismo repentino. "Aquilo não era certo e poderia trazer consequências terríveis, para ela e para os negócios" Ela pensava.
A mulher suspira fundo e vai em direção a porta, Alberto se levanta e a segue.

Enquanto o funcionário explicava a situação ao descerem no elevador, os dois não se olharam ou trocaram palavras até resolverem a situação.

Algo perigoso poderia ter surgido naquela sala, e aquilo fazia ambos queimarem por dentro. Raiva e desejo emanava e regia a situação.



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