História Camellias - Capítulo 1


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Palavras 2.012
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Fluffy, Hentai, Lemon, LGBT, Literatura Feminina, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Musical (Songfic), Orange, Policial, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Adivinha, que tá criando outra fic, sem nem termina as outras mil?
Não se surpreendam, ainda tem mais umas duas por vi ai kkk

Enfim, esse prolongo, foi longo mesmo kk

Espero que gostem.

Capítulo 1 - Prólogo


2036-04-09

Nova York.

Orfanato Feminino Clark Stelle; Manhattan; Harlem.

Dormitório 15

 

Fechar os olhos sempre foi um ato normal, para Ana

Afinal, era apenas um movimento banal com as pálpebras, mas agora era um ato que a deixava incerta.

Remexer na cama, agora nunca foi tão normal.

Ela não era a única. Antonya, no beliche de cima, também não dormia.

—Oque você vê?—Antonya, Tony como preferia questionou, se sentando em sua cama, colocando a cabeça na divisória das camas.

—Camélias…Azuis—Respondeu olhando na direção, mesmo que não a visse, da mais velha.

Tony suspirou, fazendo um movimento leve com as mãos, e o abajur ligou-se, agora vendo a expressão preocupada da mais nova.

—Azuis…Não existem…—Resmungou

—É. Mas as florescentes também não—Debochou, referindo-se ao que a outra viu ao fechar os olhos.

Antonya, assim como Ana, recentemente havia descoberto a mutação. Ana havia a experimento pela primeira vez semanas antes, e Tony a alguns dias atrás.

—Mas…Quantas vezes já foi lá?

— Acho que…— Repassou— Treze…É, tenho certeza. Treze. E você?

— Quatro— Resmungou

— Acha que vão nos descobrir?— Ana questionou em um fio de voz.

Tony sentou-se na cama, com o questionamento.

— Uh…Seria péssimo— Admitiu— Sharon, tinha uma terceira mutação…

— Mas…Ela foi adotada por um casal alemão…— Ana sussurrou.

— Não, Ana— Discordou— Eu não quis te falar, você se impressiona fácil mas… Eu ouvi as irmãs Murphy conversando e… Elas estava dizendo, que deram sumiço nela…Assim como fizeram com Karen, Lydia, Malia… Com todas que tinham mais de duas.

—Oh…Estamos ferradas não é?

—Não—Negou, descendo do beliche e se sentando na cama da amiga—Temos duas semanas…

—Só, duas semanas—Choramingou.—Vamos ter o mesmo fim que eles!

—Você surtando não vai ajudar!—A mais velho rosnou—Primeiro: Não sabemos oque fazem com eles, oque faram com a gente. E segundo: Se for algo ruim…Sei lá. Se for algo que nos coloque em risco, juro que vou colocar esse país de cabeça para baixo, mas nos vamos fugir! Nada vai nos acontecer, certo?

Ana suspirou. Tinha tanta coragem e determinação no olhar da loira, que ela só pode sorrir e concordar.

—Certo.

******

Nova York.

Central Park

 

—Uni dune tê, salmê minguê, o sorvete colore foi para em você!—As crianças riram apontando para um garotinho loiro, que bufou e se escondeu atrás de uma árvore.

‘’Um, dois, vinte, vinte e sete’’, foi possível se ouvir a contagem errada do menininho.

Cristina dobrou os lábios num sorriso imperceptível ao olhos de qualquer ser humano, no mundo.

O ar quente que escapava de sua boca, entrava em contato com o ar frio de Nova York, criando uma pequena nuvem de vapor.

O sobretudo um tanto velho que usava, por algum milagre era o suficiente para aquecê-la em meio a neve do Central Park.

Os tênis apertavam seus pés, mas a negra agradecia por ter oque calçar.

A calça, assim como a blusa, tinha um ou dois furos, mas isso não era realmente importante.

E por fim, oque realmente era essencial: As luvas.

A esquerda feita de um material que não derretia, da cor negra, protegia as pessoas da ameça quente que era.

E a direita, branca, especial o suficiente para não congelar, protegia o próximo de sua frieza.

Seus dons, suas maldições.

Olhou em volta, e agradeceu por não ter ninguém ali para encher seu saco, ou para persegui-la.

Sua vida era assim, sempre fugindo, correndo e se escondendo.

Ela sabe, sabe que isso não é vida, não de verdade. Mas preferia morrer a ter que ficar presa num buraco que ousavam chamar de orfanato, cheio de garotas idiotas e conformadas que nunca fazem nada para mudar sua situação, sendo que tem mais poder juntas do que todo os EUA teria em décadas!

Em New York, haviam cinco orfanatos, um para cada distrito, sendo que apenas oque ficava no Harlem, em Manhattan, era feminino.

Fora lá que conseguira as luvas. E fora lá, que também tinha criado ranço de aglomerações e colegas de quarto… E orfanatos.

Em Clark Stelle, quando uma das órfãs tem um ‘’dom’’ que pode vir a machucar alguém, os diretores, fazem de tudo para que isso seja impedido.

Por mais que Clark Stelle, esteja cheio do que metade do mundo mais odeia, se houvesse notícias de que os ‘’órfãos mutantes’’ estavam se machucando por descuidos da diretoria, um escândalo iria se iniciar e isso não seria legal, pra nenhum dos lados, então eles sempre tentavam manter todos os órfãos seguros uns dos outros…Seguros de si mesmo.

Cristina, envolta em seus pensamente, mal percebeu a aproximação de dois homens altos, vestido com ternos dignos do FBI.

Se arrepiou por completo quando sentiu uma mão pesar sobre seu ombro esquerdo, e engoliu em seco, tentando se manter firme

—Você, vem com a gente mocinha. Dessa vez, não tem como correr—A voz grave de um dos homens soou.

—Não se cansaram dessa brincadeira ainda?—Suspirou

—Sabe, que não—O segundo riu.

Cristina rolou os olhos ao ver um terceiro caminhando em sua direção. Ótimo, aquele engomadinho estava ali também. Loiro, alto e olhos estupidamente azuis, a figura conhecida acenou para a negra.

—Jasper—Resmungou, o encarando.

O homem abriu um breve sorriso, ajeitando seu terno e fazendo sinal para o homem que agarrava o ombro da garota que logo a soltou.

—Sabe que não é pessoal, Tina—Sibilou o apelido.

Cristina odiava quando a chamavam de Cris ou Tina. Era irritante, e uma grade demonstração de falsidade, mas Jasper não lhe passava esse sentimento.

Não o odiava, não, mesmo.

Jasper Tompson, era o único ser na terra o qual Cristina, chamaria de amigo.

Okay, ele estava sempre atrás de si, querendo levá-la de volta para Clark Stelle, mas ela sabia que era apenas o trabalho do homem, não que fosse admitir. Também sabia que se ele pudesse, teria sua guarda, ele mesmo já havia dito, mas ele não podia.

Era um Inspetor, um agente treinado para deter e capturar os dominadores. Inspetores, ao menos podiam se casar, imagine adotar alguém? Melhor: Adotar uma mutante?

Não, não rolaria.

—Essa é a graça—Sorriu mordaz e Jasper rolou os olhos em antecipação, quando a viu retirar a luva negra, e estalar os dedos, vendo-a tomar uma coloração alaranjada.—E então? Quem vai virar churrasco primeiro?

—Droga garota!—Rosnou—Você podia tanto facilitar meu trabalho—Suspirou, fechando os olhos por um segundo—Temos homens por toda a parte. Alguns armados com tranquilizantes, de cavalo, dosagem tripla, porque eu sei que um comum não vai te derrubar, já disse que odeio tua segunda mutação?

—Muitas vezes. Mas já agradeceu, porque se eu não a tivesse já teria me matado—Acusou e Jasper desviou o olhar, envergonhado. Odiava o fato de que aquela garota, a qual perseguia a no mínimo cinco anos o conhecia melhor que sua mãe.

—Senhor?—Um dos homens atrás de cristina o chamou

—Sim?

—Er…Quando devemos agir?—Perguntou

—Oh, claro! Perdão, me distrai—Sorriu, logo se voltando a garota. Deus, Cristina tinha crescido não? Estava quase de seu tamanho!—E então? Como vai ser?

—Vocês podem tentar me parar, e além de falharem virarem picolé e churrasco ou simplesmente me deixar ir—Deu de ombros, retirando a luva branca e as colocando dentro do bolso do sobretudo, repetindo o mesmo ato de estalar os dedos, e logo sua mãe estava branca como a neve—Se quiserem imitar as crianças ali—Apontou com a cabeça, as crianças que brincavam alheias ao impasse ali—Tirem na sorte.

Jasper suspirou, passando as mãos sobre os cabelos loiros. Cristina notou que estava maior que da última vez…Jasper também tinha olheiras, e a barba estava por fazer…A quanto tempo Tompson não dormia?

O loiro deu um passo para o lado, saindo da frente da garota que franziu o cenho confusa… Ele realmente a deixaria ir.

—Quero testar uma coisa—Respondeu a pergunta que havia em sua testa—Tem dez minutos de vantagem

Cristina piscou algumas vezes, incrédula ainda. Jasper puxou a manga do terno revelando o relógio simples que usava, Cristina sorriu, ela quem tinha dado, e começou a contar.

—Um, dois, três…Vamos! O tempo está passando—Apontou o caminho

Cristina deu de ombros e começou a correr.

Quando já estava um tanto longe, ouviu Jasper, gritar algo, não parou, não tinha tempo sua vantagem era curta logo estariam atrás de si, mas sorriu com oque o loiro tinha dito.

******

Nova York.

Orfanato Feminino Clark Stelle; Manhattan; Harlem

Dormitório 13

 

O som da bola de tênis indo de encontro com a parede, irritava Natalle, oh completamente!

—Eu juro, pela minha vida…Eu vou destruir essa bola—Falou, abrindo os olhos—Eu tentando me concentrar!

—Aff, você é sempre tão chata—Natasha resmungou, agarrando a bola, desta vez não a jogando de encontro com a parede novamente—Porque quer tanto se concentrar?

Natasha se levantou do chão, onde estava sentada escorada no beliche, dando a volta na cama e se sentando no chão em frente a figura idêntica a si.

Sorriu com o pensamento.

Idêntica uma ova!

Era tão diferentes que ate mesmo assustava. Era Yin e Yang, água e fogo; E tudo isso no sentido literal

Natasha, controlava a luz e o fogo, já Natalle, as sombras e a água. Se complementavam, mas eram diferentes.

—Você sabe porque—Natalle resmungou, fechando os olhos

—Você vai se dar mal com isso, mana—Choramingou—Devia parar de tentar voltar.

Natalle abriu os olhos, encarando a irmã com a testa franzia. Mas em? Não era Natasha especialista em quebrar regras?

—Tá, quem é você, e oque fez com a minha irmã rebelde?—Questionou, cerrando os olhos.

—Idiota—Rolou os olhos—Eu sei, que em outras situações diria para continuar, mas…A inspeção é em duas semanas! Se descobrirem que isso é oque eu acho que é, que isso é uma terceira mutação, você já sabe não é? Vai dar merda. Vai dar errado, muito errado.

—Eu sei—Deu de ombros e sorriu travessa—Não é atoa que somos chamadas de irmãs Murphy…’’Com a gente….

—Tudo dá errado’’—Natasha riu completando a frase.

O apelido irmãs ou gêmeas Murphy, veio depois que ambas conseguiram fazer uma grande bagunça na cozinha. Natasha colocou fogo, sem querer, e Natalle com medo de que aquilo viesse a se alastrar por todo o orfanato tentou apagar, e acabou alagando o primeiro andar. E semanas depois como que para mostrar que o apelido não era bobo, Natasha colocou fogo nas rosas do jardim e Natalle ao tentar apagar, acabou matando todas as outras plantas ‘’afogadas’’.

Elas realmente tinham a mania de colocar fogo, e ao tentar apagar fazer uma bagunça pior ainda.

Gêmeas Murphy.

—Mas eu falo sério Nath—Natasha agarrou sua mão—Se descobrirem sua mutação vai se ferrar, e dessa vez pra sempre, sabe que sim. Sabe oque eles fazem com aqueles que tem mais de duas.

—Nos não sabemos se é verdade—Discordou, apertando a mão da irmã—Não sabemos, se fazem mesmo aquilo com eles, não temos certeza.

—Natalle—Suspirou. Natalle era sempre a centrada, Natalle dava conselhos, não ela! Natalle era duas horas mais velha, Natalle era quem tinha a cabeça no lugar!—A gente viu fotos…Aquilo era horrível! A gente tem sim certeza; Você viu Sharon como estava…Péssima, nojenta. Por favor, só…Para sim?

—Tá, eu prometo que não vou mais tentar—Suspirou e sorriu

—Ótimo—Riu, abraçando a irmã, descabaçando o queixo no ombro esquerdo desta e fechando os olhos.

Natalle estranhou, quando de repente, Natasha ficou rígida em seus braços.

—Tasha?—Chamou, se afastando, vendo a irmã, pálida(Mas do que o normal), com a boca aberta e com olhos arregalados—Natasha?

—E-eu….—Abriu a fechou a boca inúmeras vezes, como um peixe fora d’água, encarando a parede atrás de Natalle.

—Natasha?—A chacoalhou—Oque foi? Você oque?—Se virou e olhou para a parede. Não tinha nada ali—Oque aconteceu irmã?

—Eu…—Finalmente olhou para a mais velha—Eu vi.

—Oque? Oque você viu?—Novamente olhou para a parede atrás de si. Ainda não tinha nada ali!—Oque você viu?

—Camélias—Respondeu por fim—Eu vi as camélias


Notas Finais


Olha, assim de inicio pode parecer bem sem sentido, mas calma tá?
Não épra ter sentindo, ao menos não ainda
Vai ser tudo explicado mais pra frente.

E então?
Continuamos ou não?


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