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História Câmera. - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Capitulo único,


                               Apenas os dedos se juntavam, tentavam permanecer juntos enquanto corríamos como crianças. Ele, Xiao De Jun estava lá comigo, usando gravata e blusa branca, como se estivesse no colegial. Sorria sem ver, e os olhos brilhavam como uma lua cheia, no meio da escuridão, eram seus olhos que se tornaram meus faróis. Invadimos, quase como por aspas, aquele local que pertencia a faculdade de artes de Fugwan. Havia escadas manchadas, papéis brancos sob o piso, celofane por entre aqui e lá, andaimes e tudo que um cenário em construção poderia ter, e uma câmera em meu pescoço esperando para ser usada. Mas aquela câmera nunca pegaria a totalidade que eu via, o que eu sentia. Será que ela mostraria meu coração pulsar enquanto meus olhos se deleitavam com a visão do ser mais belo que vi, em cabelos virginais, expressões asiáticas, magro de queixo delineado.

                Diziam que todos asiáticos eram iguais, mas é porque o senhor da pastelaria é descuidado com sua própria imagem, e porque eles não conheciam Xiao. Minha mãe dizia que ele não tinha jeito de ‘hominho’ e sempre levei essa consideração acreditando que significava que ele não tinha jeito bruto, não tinha um corpo bruto. Não é uma beleza de ombro truncado, expressão para dentro, um homem de carpir. Ele é macio, tem olhar gentil e não se irrita, tenta arrumar a postura, de calos apenas os dedos que jogam LOL, de força, apenas os pesos de academia. O olhar entre amigos é mais duro, malicioso, tende a ser aventureiro, ele gosta de ter os olhos para seu próprio foco. É também travesso, porque longe das mães, nenhum filho é o que parece ser.

                Havia olheiras em seu rosto, o nariz estava um pouco ensebado, mas ainda assim valia a pena ser pintado e então exposto como obra em meu coração. Nossos dedos se soltaram, no ambiente apenas o bater de asas de algum pássaro ressoou e caímos no silêncio. Abraçando uma planta, foi assim que a primeira foto do dia foi tirada, depois uma sessão se iniciou, sendo o click da câmera aquilo que rompia nosso silêncio. Mas ele ria, e eu também. Eu me esparramava no chão, para alcançar o melhor ângulo e ele gargalhava, tirava seu celular e me zoava em fotos que eram seu papel de parede. Eu, esparramada com uma câmera nas mãos.

                No meio disso tudo nossas mãos se tocavam, ele pôs para rodopiar, me abraçar e cair no chão comigo, algumas fotos saíram borradas, e essas são as que mais gosto, são borrões de sorrisos, de quedas, de um coração vivo. Sentados em banquinhos de madeira, dividimos um salgadinho fedorento, os dedos estavam laranjas e gargalhamos no depósito vazio. Entre as escadas, gravamos uma experiência de romeu e julieta.

-ô romeu! - gritei com a mão sob a face - salve-me da tristeza de morrer sozinha e em vão. Dá-me teu amor!

-Como posso? - respondeu circundando a escada, enfiando a cabeça entre os degraus - se seis que tu peidas a noite?! - E ri, ri descaradamente enquanto a câmera gravava minha queda de atriz e eu me deixava ser feliz.


Notas Finais


XOXO


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