História Caminhando em Rumo ao Destino - Capítulo 2


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Categorias Chapeuzinho Vermelho
Personagens Personagens Originais
Tags Chapeuzinho Vermelho, Lobisomens, Misterios, Segredos
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Palavras 1.870
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Estupro, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Desculpem a demora gente

Capítulo 2 - Mayre


Fanfic / Fanfiction Caminhando em Rumo ao Destino - Capítulo 2 - Mayre

Mayre

Três messes após o acontecimento com Syran, a aldeia ficou mais atenta aos lobos. Mesmo não havendo mais ataques, as pessoas da aldeia ainda se mantinham receosos com a morte da confeiteira Cecilia a mãe da pobre garotinha amada por todos.

Já a jovem Syran não passava feliz seu oitavo aniversário. Ainda tinha lembranças claras da morte de sua mãe, o sangue que sujou seu corpo após ter lutado com lobisomens e também o último abraço que pode dar ela...

Syran ainda tão nova era tão feliz e agora é tão sem vida no seu olhar.

A jovem criança aprendeu rapidamente a ser uma mulher, tomava conta de tudo em sua casa, desde preparar a comida até a cuidar dos afazeres domésticos. Sem sua mãe, ela teve que se virar para sobreviver com seu pai.

 

Syran carregava adentro de sua casa um balde de madeira com água que trazia do poço. Passado por seu pai pela sala, que estava jogado no sofá dormindo após uma longa noite de bebidas fora de casa, à garota foi até a cozinha colocando o balde na mesa. Voltando para sala Syran olhava preocupa para o sofá, seu pai tinha diminuído muito a frequência que saia para trabalhar, o adulto não parecia ter melhorado, nem um pouco, desde aquele dia, o dia da morte de sua amada esposa, a filha que viveu um trauma e o pai que sofria com tudo.

Por sorte o pai de Syran não perdeu a razão, não culpou Syran por nada, justamente ao contrário, agradecia por ainda ter sua filha viva.

A garotinha enxugou o suor que escorria de sua testa, soltou um longo suspiro e olhou novamente ao seu pai. Após um tempo pegou sua capa vermelha e saiu de casa deixando o adulto adormecido.

Passou a caminhar pela aldeia, olhando em volta atentar a cada pessoa que via. Estava em busca do homem; não de um lobo, alto, forte, pele branca e cabelos castanhos grisalhos. O lobisomem que lhe propôs o desafio para encontra-lo na forma humana naquele dia chuvoso.

Ao longe dois homens estranhos observavam a criança, á seguia dias e noites sem a mesma perceber. Era mistério do porque desses dois a observava tanto sem demonstrar suspeitas.

Já desistindo de procurar, Syran passou a seguir o caminho da trilha da floresta. Andou até depois da nascente e entrou no jardim secreto da outra vez, Syran ia a visitar o jardim uma vez por semana sem ninguém saber.

Com passos calmos andou até as flores e se abaixou, entre as flores e a grama Syran retirou um arco, o mesmo usado por sua mãe e uma flecha com a ponta suja com o sangue seco. Com dificuldades tentou posicionar a flecha ao arco, meio desajeitada puxou a corda e a soltou, mas nem impulso a flecha caiu direto aos pés de Syran.

-Está segurando errado... – Os olhos assustados de Syran se dirigiram para cima logo atrás dela, e lá estava um rapaz a encarando seriamente, era o mesmo rapaz que a salvou de uma cobra há três meses nesse mesmo jardim.

Por espanto Syran foi para trás tropeçando no próprio pé ameaçando cair, mas o que não foi feito, pois o rapaz a segurou pelo gorro a estrangulando até ela voltar ao equilíbrio.

-Não quero que uma criança tola destrua minhas flores. – Disse de maneira rude intimidando a jovem criança que estremeceu de medo.

Syran olhou para botina de couro do rapaz não tendo coragem de olha-lo nos olhos. Apertou firme o arco de sua mãe em sua mão, e então subiu lentamente o olhar até chegar ao dele e assim ver seu orbe castanho avermelhado. Engoliu seco, á expressão séria dele era assustadora em sua opinião.

Por um momento passou a lembrança do que ele disse há pouco tempo atrás, á fazendo se questionar e se encorajar a perguntar:

-Sabe atirar de arco e flecha? Você disse que eu estava á segurar errado. – Perdeu por instantes a intimidade que o rapaz a passava, mas foi ele fungar pelo nariz que ela voltou a engolir seco.

O moreno não parecia à vontade perto de Syran, o incomodo que sentia era visível, até sua garganta arranhava por dentro. Ignorando a pergunta passou por ela e se agachou, pegou uma tesoura que mantinha guardada e passou a podar suas flores.

Syran gesticulou as sobrancelhas. Não entendia do porque ter sido ignorada.

-Ãhn... Posso saber seu nome pelo menos? – Levou ás duas mãos para a costa ainda segurando o arco. Olhou o mais velho curiosa pela atenção que ele tinha pelas flores.

O moreno a encarou olhou para ás orbes azuis dela e crespiu os lábios em seguida falando:

-Enthony Richards... – Disse em tom seco e se virou de volta as flores.

Syran pôs á pensar um pouco em duvida, com o polegar no lábio inferior e passou o dedo ali á pensar.

-Bonito nome, mas... Não acho que combine com você. – Diz de forma inocente ainda a pensar, o que fez o rapaz a olhar e ergue as sobrancelhas em dúvida. – Posso te chamar Enny? É mais fácil de pronunciar. – Pediu sorridente.

Enthony então pode entender o porquê da à criança achar que seu nome não combinava, mas não ligou tanto, apenas a respondeu de modo frio – Não.

Syran deixou de sorrir e fez um bico manhoso nos lábios. – Sempre foi chato assim? Bom... Ainda acho que Enthony não combine com você.

-O que você quer aqui? Não era para uma garotinha feita você está aqui. Este é meu jardim! – Levantou apontando a tesoura para o pescoço da menor que deu um passo para trás.

-E-e-eu só quer...ria treinar, para me defender d...os lobisomens que estão atrás de mim e-e-e quem sabe ter minha vingança. – Disse gaguejando por medo.

-Tola, assim como havia imaginado, você é uma tola, acha mesmo que vingança lhe trará sua mãe de volta. E mesmo que traga você não consegue nem segurar um arco. Mulheres não tem o dom para se defenderem sozinhas, muito menos garotinhas. – Disse usando a outra mão para segurar o rosto de Syran a encarando seriamente.

Os olhos de Syran ficaram alaranjados, expressão séria contendo certa dor ao ouvir tudo aquilo, lacrimejou um pouco, mas não chorou. -Não preciso que um homem me diga isso, minha mãe foi uma mulher de honra e conseguiu me proteger, por que você tem que dizer a mim que mulheres não sabem se defender sozinhas? Eu não acredito nisso! Nenhum homem estava lá quando eu estava em perigo. – Syran empurrou a mão dele e saiu correndo dali, deixando o rapaz com uma expressão de surpresa que não durou muito.

Syran corria pela trilha, sem olhar pra onde ia, sua expressão estava séria, seus olhos ainda com a coloração laranja e lacrimejando. Ela corria sem pausa até que seu caminho foi desviado por alguém lhe puxando pelos arbustos, preste a gritar sua boca foi tampada então ficou aterrorizada.

- Acalme-se Syran, acalme-se... – Disse uma voz feminina.

Após a garota se acalmar a mulher desconhecida a soltou, e a garotinha se preparou para correr de novo, mas a mulher a segurou pelo pé fazendo-a cair.

- Ai! Quem é você e o que quer de mim? – Gritou a pequena que encarou a mulher ruiva de olhos verdes e gritou. – Bruxa! Saia de perto de mim!

A mulher se apavorou e tampo a boca dela novamente, e disse:

- Eu não sou uma bruxa, pare de gritar, por favor, eu não quero ser enforcada. – Pediu desesperada olhando para os lados. Ainda segurando Syran continuou. – Eu sou Mayre, amiga da sua mãe, eu preciso de um favor seu, traga-me o livro de receitas da sua mãe amanha a está hora, neste local. Não traga ninguém junto, por favor, eu não quero ser morta por algo que não sou. – A soltou novamente e saiu correndo para longe com medo que Syran gritasse novamente.

Syran a viu correr sem entender mais nada...

 

-Vó quem era Mayre? – Perguntou Syran para a senhora logo após ela entregar uma xicara de chá para sua neta.

A senhora primeiramente se sentou a cadeira de balanço antes de pensar em responder sua neta.

- Mayre, era uma doce criancinha que nem você querida, era muito amiga da sua mãe, mas a coitadinha era odiada, pobrezinha. – Disse lamentando pela Mayre. – Por que a curiosidade de repente querida? – Perguntou curiosa.

- Por nada, a mamãe falou uma vez dela, mas nunca perguntei direito quem era. – Mentiu Syran jamais ouviu de sua mãe sobre tal pessoa. – Por que ela era odiada, ela era má?

A vó de Syran se sentia incomodada por responder essa pergunta, ela não tinha certeza se ela estava madura para compreender o que ia ouvir, mas mesmo assim respondeu:

- Mayre era diferente... E a diferença nunca foi bem vista Syran... – Disse respirando fundo. – Sua mãe era a única entre outras crianças que brincava com ela, por Mayre ser diferente os pais ensinavam aos seus filhos a ficar longe dela, como medo que algo fosse acontecer. Syran que tipo de pessoa você aprendeu evitar? – Perguntou à senhora.

A garota pensava sobre o que sua vó disse, estava confusa “por qual motivo odiariam alguém diferente?” Se perguntava.

- As bruxas...- Respondeu sem pensar sobre.

-E como elas são?

-Ruivas de cabelos de fogo, a cor do inferno que nem o papai diz. – Respondeu novamente sem pensar

A senhora á encarou desapontada e disse:

- Isso é apenas uma diferença Syran, não há nenhuma prova que elas sejam bruxas. Mayre era ruiva, mas assim como você era doce, curiosa e muito amável. Não tinha como aquela garotinha ser uma bruxa.

Syran se surpreendeu, ela havia entendido de certa forma como aquela mulher da floresta estava se sentindo.

Assim Syran mudou de assunto e passou mais algum tempo a tomar chá com sua avó.

 

Já ao anoitecer Syran chegou a sua casa e se surpreende com o estado que ela se encontrava, o sofá estava de ponta cabeça e a cozinha um caos.

- Syran!! – Gritou o pai da garota que a abraçou com força. – Onde você estava? Eu achei que havia te perdido. – Chorava o adulto molhando o capuz da garota.

-Fui ver como a vovó estava eu não quis te acorda. – Disse surpresa com tudo, tentando se soltar dele.

O homem não a soltava, cheirava a bebida alcoólica, ele não tinha nenhum pingo de sanidade naquele momento.

-Pai, esta machucando... – Murmurou e finalmente ele a soltou.

-Mil perdões princesa, eu tenho medo de te perde também, não sei o que eu faria sem você. – Caiu em lagrimas abraçando ela novamente.

-Pai... – Syran o abraçou de volta.

 

No dia seguinte Syran olhava o caderno de receitas de sua mãe, tentava achar algo lá que fosse de seu interesse antes de entregar para alguém que nem conhecia.

-Ela não iria pedir algo da minha mãe se não fosse importante. – Disse enquanto virava as paginas. – Hm? ... Isso é... –Fechou o livro vestiu seu capuz de uma olhada para seu pai que dormia e saiu de casa as pressas para a trilha da floresta.

 

Não distante da casa de Syran os dois homens que há observava o dia inteiro se olharam e sorriram por um motivo misterioso. 


Notas Finais


espero que vocês tenham gostado :)
Se tiver algum erro por favor me relatem


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