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História Caminhando entre os Reinos - Capítulo 8


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Capítulo 8 - Capítulo 7


No dia seguinte a ida ao Bosque do Limite, Will e seus amigos estavam tentando agir como se nada tivesse acontecido na noite anterior.

Eles haviam voltado tarde àquela noite, o que acabou fazendo com que perdessem a última refeição do dia e tivessem que ir direto para as suas cama. Mas de certa forma, eles acabaram não dando muita importância para o fato de terem que passar o noite com fome, pois nenhum deles estava muito a fim de comer depois de tudo que tinham passado nas últimas horas, na verdade nem sequer conversar durante a caminho de volta academia eles tinham feito, todos ficaram em silêncio, refletindo em suas próprias cabeças sobre os acontecimentos no Bosque Limite.

Se ele fosse chutar, diria que seus amigos, assim como ele, não conseguiam tirar da cabeça o encontro que tiverem com Azual Rack. Will ficava tentando imaginar quais motivos levaram o poderoso feiticero a querer ajudá-los, talvez tenha feito isso porque em sua relação política com os lumens não pudesse deixar que alguma coisa  acontecesse aos estudantes da academia, ou porque pretenda cobrar um favor deles por não ter contado nada a ninguém sobre a visita que fizeram ao bosque, pode até ser simplesmente porque o feiticeiro gostará de como ele lidera com a briga entre os clãs de lobisomens como Azual dissera.

Em todo caso, ele passará a noite toda acordado, olhando para o teto em sua cama enquanto pensava nas razões para feiticero te-los ajudado, o resultado, tanto Will quanto Tobias acordaram atrasados no outro dia, e depois de dar uma rápida passada na cozinha para roubar alguma coisa para comerem, pois haviam perdido o desjejum novamente, ambos os lumens agora se dirigiram para a sua primeira aula do dia, do qual ele não fazia ideia de qual seria.

- Qual é mesmo a nossa primeira aula? Perguntou Tobias que obviamente também não fazia ideia de qual seria a aula.

Retirando seu cronograma do bolso Will conferiu o horário das aulas.

- Vamos ter História Lumem agora, seguido por Esgrima. Disse ele já começando a se animar- E depois do almoço terminamos o dia tendo Genética Familiar.

- Ninguém merece. Falou o amigo em desânimo- Só Esgrima mesmo para salvar esse dia de merda.

Particularmente Will gostava bastante das duas primeiras aulas do dia, a história de seu povo por mais que violenta que seja sempre foi cheia de grandes mistérios do qual ele se sentia instigado a tentar desvendá-los, fora que a história se assemelha muito a um livro, a única diferença é que na maioria dos casos ela narra acontecimentos reais, e como ele não conseguia ficar longe de um podia-se dizer que se daria bem com a aula.

Já a esgrima era um caso a parte para ele, pois segundo seu mestre Will possuía um talento natural para a arte de lutar com uma espada, e modéstia a parte ele era obrigado a concordar com a opinião de seu tutor, já fazia muito tempo que ele o havia superado e atualmente ele não conhecia ninguém capaz de derrotá-lo, só era uma pena que não pudesse testar suas habilidades com seres de outros reinos, se fosse possível talvez finalmente encontrasse um adversário capaz de desafiá-lo.

Mas independentemente disso, a única aula que detestaria ter era Genética familiar, porque como já havia comentado com os amigos teriam que discutir sobre Caídos e Erguidos, mas isso era assunto para depois.

- Bom, então eu espero que você tenha andando praticando, porque eu pretendo te dar uma baita surra hoje. Disse ele de forma irônica ao amigo que riu de sua provocação barata.

- Vamos ver se você ainda é o espadachim fodão que diz ser. Rebateu Tobias.

Os dois lumens passaram por um corredor repleta de quadros feitos de elementos que ficavam se movendo confirme olhavam, e ao final desse corredor uma grande porta de madeira denunciava que ambos haviam chegado ao local da sua primeira aula.

Sem perder mais tempo, já que estavam atrasados, os dois amigos correram para dentro da sala, mas para a sorte de ambos o S.Holin ainda não havia chegado, provavelmente ficará entretido em uma das suas pesquisas e se esquecerá da aula.

Pena que o mesmo não poderia ser dito em relação ao restante da turma, que a essa altura lotava a sala inteira de uma ponta a outra sem deixar um único lugar para que ele e o amigo se sentarem.

Sem outra alternativa ambos se esgueiraram por entre os alunos que conversavam entre si sentados em cima de suas mesas, até que Will e Tobias encontraram Raquel e Eric no canto esquerdo da sala. Ele já desconfiava que fossem achar os dois amigos nessa aula, pois por mais que sua sociedade adorasse ressaltar que eram divididos em classes de poder suas matérias não eram tão diferentes assim da dos níveis superiores, e para alegria de Will esses dois anjos em sua vida haviam guardado lugares para que ele e Tobias pudessem se sentar.

Mas é claro que a amiga não deixaria em branco o atrasado dos dois, tanto que assim que se aproximaram ela fez questão de perguntar.

- A onde vocês dois estavam? Eri e eu já estávamos começando a ficar preocupados. Disse Raquel com uma voz debochada porque obviamente sabia que ambos estavam dormindo.

E lá estava de novo, o bendito apelido que a amiga dera ao semideus sendo usado como se os dois já fossem melhores amigos, desse jeito mais cedo ou mais tarde os dois acabariam saindo no soco pela atenção de Eric, e quando eles brigavam a coisa tendia a ficar feia, tanto que nem mesmo Tobias conseguia aparta os seus embates.

Mas a essa altura talvez Raquel já tenha conseguido prender o semideus em suas garras, porque o filho de Poseidon apenas acenara em concordância a suas palavras.

Que ótimo, ele já começará essa guerra perdendo.

- Pelo Criador. Disse Will levando as mãos de forma dramática a cabeça- Será que essa menina não consegue passar uma manhã sequer sem a nossa ilustre presença.

Sua brincadeira como era de se esperar teve o efeito esperado na amiga, pois essa com as bochechas corando apenas disse:

- Até parece que eu ligo para esses dois idiotas.

- Que palavras mais cruéis para se dizer aos amigos Raquel, nós podemos ficar magoados. Continuou Tobias que sempre mostrava-se feliz em participar das brincadeiras com a amiga.

Contudo, dessa vez a lumem preferiu ignorar a provocação de ambos ao direcionar sua atenção para frente da sala enquanto essa fingia que os dois não existiam.

Já Will e Tobias como não tinham mais nada para fazer ali, se sentaram em seus lugares e ficaram aguardando a chegada do professor. Todavia, como o S.Holin estava demorando muito ele resolverá dar uma analisada nos grupos de alunos espalhados pela sala, quem sabe encontrasse algum grupo que chamasse a sua atenção.

Mas não foi isso que aconteceu, a situação permanecia a mesma de sempre, havendo uma esmagadora maioria de grupos formados por alunos de classe baixa, todos assim como na orla compostos por membros de somente um mesmo nível de poder, como por exemplo um grupo de só meninas nível dois, que por sinal quando notaram que ele as  estava observando fizeram questão de cumprimentá-lo com acenos dos quais ele simpaticamente retribuiu, chamando a sua atenção para a garota loiro na borda esquerda do grupo que demostrava ter uma personalidade de líder entre as meninas, se Will não estava enganado ela se chamava Débora, e era uma nível dois minimus, o que só tornava ainda mais interessante o fato dela as liderarem.

Outro lumem que também aparentemente tinha uma posição de destaque dentro estudantes do seu nível era Daemon Derlim, mas esse ele já conhecia muito bem, pois o lumem vivia uma situação muito parecida com a sua, tendo ele também nascido com uma mutação genética que alterasse o seu nível de poder, mas diferentemente de Will que nascerá como Caído, Daemon tivera a sorte de nascer um Elevado com pais nível três e poderes de um nível quatro maximus, o tornado muito famoso pela sorte que tivera.

Fora que, seus pais eram famosos estilistas que ganharam muita fama e dinheiro em Lasxtin por produzir as melhores peças de roupas para a alta sociedade lumem, tanto que frequentemente Will e Raquel iam até a loja de seus pais encomendar novas roupas para ambos usarem, e os pais de Daemon sempre foram extremamente simpáticos e divertidos com eles, Will particularmente adorava quando a senhora Derlim começava a imitar a postura orgulhosa que alguns nível cinco usavam quando entravam na sua loja, ambos, Raquel e ele, se matavam de rir.

E por fim, ele obviamente notou o único grupo de níveis cinco na sala, Andrews, seu irmão Billy e o restante daqueles idiotas que formam o grupo da alta sociedade sentavan-se no fundo da sala encarando os demais alunos como se eles fossem os reis do lugar. (Lia e suas seguidoras provavelmente devem estar tendo outra aula) e sobre tais circunstâncias Will até desviaria logo o olhar do grupo, pois até ficar encarando a parede era algo mais produtivo do que se esperar que alguma coisa de boa saísse daqueles imbecis.

Contudo, Andrews escolheu esse exato momento para virar o rosto em sua direção, fazendo com que os olhares de ambos se encontrassem e que o lumem por uma fração de segundos tomasse um belo de um susto, mas para tristeza de Will ele se recuperara rápido, assumindo aquela sua tradicional postura zombaria que o nível cinco sempre usava quando estava na presença dele. E como já era de se esperar do lumem ele foi tentar provocá-lo.

- Will, meu bom amigo você enfim decidiu nos dar a graça da sua presença por aqui? Começou Andrews se levantando da sua carteira- Faz tempo que eu não o vejo, então me responda, você continua sendo a desgraça que envergonha a sua família a onde quer que vá?

O silêncio reinou na sala diante as palavras do nível cinco, mas tudo o que Will conseguia sentir era tédio, será que toda a maldita vez que se encontravam o idiota tinha que agir dessa maneira babaca? Era simplesmente muita imaturidade para um lumem só tentar provocá-lo justamente por meio de uma situação do qual ele não tinha controle e que por mais estúpidas que se parecesse já mexerá muito com ele no passado, porque sabia que tudo o que Andrews dizia era verdade, mas ele nunca dera a satisfação ao idiota de vê-lo afetado por suas palavras e com o tempo ele deixará de se importar com suas provocações.

- Nós vamos realmente fazer isso? Perguntou Will ainda entediado ao nível cinco.

Mas tudo o que Andrews fez foi lhe responder com mais zombação.

- Ah, qual é Will? A gente sabe que é difícil para você falar sobre isso, mas vamos lá, contemos como é se sentir um estorvo dia após dia.

É, aparentemente iriam fazer mais uma das suas clássicas discussões, então colocando um falso sorriso no rosto ele se aproximou do lumem até quase o peito de ambos se tocarem e perguntou:

- Você usa óculos?

- O que? Indagou o nível cinco sem entender o por que da pergunta.

- Você me ouviu, estou te perguntando se você usa óculos? Porque o fato de você estar sem eles me parece ser a única justifica para você não enxergar que meu querido irmão Billy, que por sinal é o seu melhor amigo, está parado bem ao seu lado e que se você quisesse saber alguma coisa sobre mim só precisaria perguntar a ele. Explicou Will com uma voz bem calma para que o idiota pudesse entender tudo perfeitamente- Bom, a única outra explicação que vejo para a questão é que você tenha se esquecido de quem é o seu melhor amigo, mas isso só pioraria as coisas, porque significaria que você tem um sério problema de memória.

E pronto, ele havia conseguido uma reação dos lumens ao seu redor que soltaram leves risadas da tiração de sarro que Will estava fazendo com Andrews, pena que esse não gostou muito, pois esse com o rosto ficando vermelho de ódio esse tentou se justificar.

- Eu preferi pergunt…

- Não, tudo bem Andrews. Disse ele interrompendo o lumem antes que o idiota pudesse começar a ladainha novamente- Nós entendemos que é difícil para você reconhecer que não consegue se lembrar nem mesmo mais do seu melhor amigo, mas não precisa se preocupar, eu estou aqui me voluntariando para lhe dar todo o apoio que você precisar.

De uma só vez toda a sala gargalhou da interpretação de amigo extremamente preocupado que Will usará com Andrews, só que agora o problema era que ele provavelmente teria que lidar com com o nível cinco irritadiço a sua frente, pois esse parecia prestes a atacá-lo, estando com os punhos apertados em torno da sua cintura como se estivesse louco para socá-lo, além dos olhos praticamente vermelhos de ódio.

Mas, quando o lumem deu um passo em sua direção o S.Holin, pela graça do Criador, escolheu justamente esse momento para entrar na sala.

- Perdoem-me o atraso caros alunos. Começou o professor sem notar que uma briga esteve quase para acontecer ali- Mas agora quero todos sentados em seus lugares porque iremos começar a aula.

Imediatamente os alunos que acompanhavam a discussão começaram a se dirigir para suas carteiras e quando Will passou por Andrews o lumem fez questão de lhe dizer:

- Isso não vai ficar assim.

É claro que o idiota veria com ameaças agora, isso sempre acontecia quando ele fazia Andrews passar alguma vergonha como agora, mas diferentemente das outras vezes que não dera muita importância para as palavras do nível cinco dessa vez ele resolverá que prestaria atenção nas atitudes do lumem, não poderia correr o risco de ser prejudicado em seu processo de elevação de nível por alguma maquinação desse idiota.

Assim, quando Will finalmente se livrou do lumem ficou cara a cara com seu irmão Billy. Ele ainda se surpreendida com a semelhança entre o irmão e seu pai, ambos tinham cabelos e olhos bem pretos, uma pele extremamente pálida como se nunca tivesse tomado sol na vida, mas sua semelhança com seu pai terminava aí, pois sua altura era apenas a de um lumem normal, e não o monstruoso tamanho do seu velho, já seu rosto tinha uma aparência mais delicada como de sua mãe, mas no geral ambos eram bem parecidos.

E da mesma forma que o seu amigo, Billy também não parecia muito contente.

- Você precisava enfiar o meu nome no meio da confusão? Questionou-lhe o irmão.

Então era isso, seu maninho estava preocupado com o que os lumens iriam pensar dele por ter seu nome envolvido na discussão entre ele a Andrews, Will não sabia por que ele ainda ficava surpreso, esse era seu irmão, só se preocupava com o que os outros estavam pensando dele.

Assim, ele optou por continuar com suas ironias:

- Eu não poderia deixar que seu melhor simplesmente te esquecesse, que tipo de irmão eu seria se fizesse isso? Questionou ele a Billy que apenas o encarou como se ele fosse o idiota do ano, e por fim acabou desistindo de tentar falar com ele ao voltar para o seu lugar no fundo da sala. Ideia essa que foi seguida por Will, pois a aula estava preste a começar.

O S.Holin era um lumem de certa idade já, estava na casa dos seus cinquenta e poucos anos, tinha os cabelos todos brancos e uma estatura baixa para os padrões de sua sociedade, além dos olhos castanhos claros que dificilmente eram vistos por trás dos seus óculos embasados que impediam a visão de qualquer coisa por trás das lentes, mesmo que o professor nunca os tire do rosto.

Suas vestes cluíam um sobretudo marrom que assim como as suas calças encontravan-se desgastadas por excesso de uso, e um relógio que aparentemente o professor não usava muito, já que chegará atrasado para aula. Mas, com relação a esse último ao que tudo indicava Will se enganará sobre os motivos para o S.Holin chegar atrasado, porque esse disse ao se sentar:

- Lamento muito que tenha deixado vocês aqui esperando alunos, entretanto, quero que saibam que foi por um bom motivo. Abrindo o seu sobretudo o professor retirou de lá um livro velho que já parecia bem desgastado pelo tempo e o ergueu para que os estudantes pudessem vê-lo- Esse meus caros é a versão original do livro "Origens desse mundo e do império lumem" escrito durante o governo da rainha Morgam, da dinastia Caustey a mais de mil anos atrás, e depois de muito brigar com o S.Arlique, o admistrador da biblioteca, eu consegui o livro emprestado para mostrar a vocês. Disse o professor esperando uma reação tão eufórica quanto a sua da parte dos alunos.

Pena que isso não aconteceu, já que os alunos se mostraram bem entediados com o livro velho e mofado que o S.Holin trouxera para a aula.

Will, por outro lado, achará o livro bem interessante, só de imaginar que ele fora escrito em uma época totalmente diferente da sua, no qual poderosos reis e rainhas nível seis existiam e jogavam jogo das casas com as demais famílias ricas da época já fazia com que sua cabeça começasse a viajar pela história.

Fora que, estavam tendo o privilégio de acessar algo proibido a maioria da população, pois artefatos antigos como esse ficavam muito bem guardados em lugares seguros da cidade e somente os membros do conselho e alguns estudiosos como o S.Holin tinham acesso a eles, nem mesmo os poderosos generais nível cinco tinham acesso a esse conteúdo, imaginem o quanto devem ficar furiosos por saberem que um mísero nível três têm acesso ao um livro restrito até mesmo a eles.

Então, ele não sabia da onde vinha toda essa falta de interesse da turma, será que todos nessa bosta de sociedade tudo o que importa é lutar, conquistar poder e arranjar alguém para transar? Ele sinceramente esperava que não, mas essa não seria a primeira vez o seu povo lhe decepcionava.

E por falar em decepção, essa parecia ser uma palavra de definia bem a expressão de seu professor agora.

- Bom, essa falta de animação de vocês com certeza é uma lástima, mas vamos começar a aula então. Disse o S.Holin meio triste com reação dos alunos- Esse livro como vocês devem ter percebido pelo título vai tratar-se da origem do nosso mundo e do nosso povo, entretanto desde já devo avisá-los que nem tudo o que está aqui pode estar certo, porque fatos de milênios atrás nem sempre são precisos, na verdade esse sempre foi um problema da história, ela pode ser facilmente distorcida. Mas quem aqui pode me fazer um breve resumo dessa origem? Perguntou o professor a turma e ganhando a resposta praticamente imediata de Will, que ergueu a sua mão para cima.

- S.Tusquim pode falar. Incentivou-lhe o S.Holin que pareceria novamente animado por alguém lhe dar atenção.

- O surgimento do nosso mundo está ligado principalmente ao de dois outros, Linux o mundo das criaturas de luz e Norton o mundo das criaturas das trevas, ambos feitos pelo Criador e que deveriam ser o oposto um do outro. Mas, segundo dizem as lendas o Criador não ficou satisfeito somente com esses mundos, ele queria um terceiro mundo que equilibra-se ambos os lados, então ele criou o nosso mundo, um mundo que foi preenchido com diversas criaturas das mais variadas formas e tamanhos para usufluir do lugar. Contudo, quando Ozuriam, o senhor do reino das trevas, descobriu a existência desse mundo ele passou a invejá-lo ainda mais do que invejava o de seu irmão Litiz, fazendo com que sua ambição crescesse e ele almejasse o domínio de todos os três mundo. Então, de alguma maneira que ninguém sabe como, o senhor do reino das trevas criou fissuras entre o seu mundo e nosso, que nada mais eram do que portais entre ambos os lugares.

Will fez uma pequena pausa para respirar e observou brevemente à turma, todos agora prestavam atenção a sua explicação, até mesmo o grupinho de idiotas do seu irmão parecia não ter encontrado mais nada de interessante para fazer do que assisti-lo, então ele continuou.

- Dessa forma, Ozuriam pode liberar sua infinidade de demônios sobre o nosso mundo e iniciou um verdadeiro massacre as criaturas que nele viviam. Alguns podem até pensar que esses seres foram fracos por terem sidos tão facilmente derrotados, mas é preciso se levar em consideração que era difícil lutar com um inimigo do qual nunca havia se enfrentado antes e que consequentemente você não conhecia seus pontos fracos e fortes. Fora que, como muitos de vocês já devem saber o senhor do escuro tinha uma orla infinita de demônios a sua disposição, o que tornava a derrota dos seres sobrenaturais daquela época algo praticamente inevitável.

“Assim, o Criador se apiedando dos seres de nosso mundo deu origem a um novo povo, os lumens, esses tendo como missão combater aos seres do reino das trevas e salvar os demais reinos sobrenaturais que sobreviveram ao massacre. Existe uma discussão muito grande que vêm se estendendo ao longo da história com relação ao número de lumem que foram criados e a qual nível pertenciam, mas em todo caso tudo o que interessa saber é que com o incrível poder que o nosso povo detinha os seres dos reinos sobrenaturais criaram esperança novamente de que poderiam vencer a guerra e juntos ambos os lados varreram o exército inimigo de volta para o seu reino.”

“Contudo, depois da vitória um novo problema surgiu, ninguém em nenhum dos reinos sabia como fechar os portais entre os mundo abertos pelo senhor das trevas, muitos tentaram mas nenhum conseguiu, provavelmente apenas o próprio senhor dos demônios sabia como fechá-los. Assim, os lumens vendo que esse mundo continuaria sujeito ao ataque dessas criaturas criaram uma área de monitoramento em volta dos portais que muito cresceu ao longo da história conforme mais demônios surgiam ou quando esses estavam envolvidos demais em seus conflitos internos para monitorá-los de forma adequada.”

Assim Will finalizou sua explicação com a garganta já seca de tanto falar e um tanto constrangido com o silêncio que causará no restante da turma, que mesmo depois do fim da sua explicação mal abrirá a boca para dizer uma só palavra.

Mas graças ao Criador o S.Holin o salvou da situação constrangedora ao dizer:

- Muito bom S.Tusquim, excelente explicação, agora turma, voltando à discussão sobre o livro, vocês d…

O professor continuou a falar sobre a importância do livro que falava sobre a origem dos lumem para o restante da turma, o que acabou fazendo com que os alunos voltassema se distrair com as explicações tediosas desse, contudo, tal divagação não aconteceu com ele que continuou respondendo as perguntas do S.Holin até que ao final da aula Will teve a certeza de que conquistará a simpatia do velho lumem, fazendo com que ele abrisse um sorriso pela primeira vez aquele dia, pois ao conquistar o professor dera o primeiro passo em direção ao seu processo de elevação. 





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