História Caminho - Capítulo 23


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Categorias Hunter x Hunter
Personagens Personagens Originais
Tags Gonkillu, Killugon, Likkonter
Visualizações 75
Palavras 6.581
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Esporte, Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Se preparem para um casal terrivelmente estranho que o autor fumou e veio na cabeça ashauehaus mas faz parte.
Boa Leitura.

Capítulo 23 - Caminhando como um príncipe como princesa e até como um leão


Fanfic / Fanfiction Caminho - Capítulo 23 - Caminhando como um príncipe como princesa e até como um leão

Killua encarava Gon com um sorrisinho de canto, estava escorado na parede do corredor, próximo a porta de seu quarto. Gon fazia o mesmo, o encarando emburrado, seus braços estavam cruzados para não acabar voando no pescoço do albino e o estrangular com suas próprias mãos. 

 — Eu já disse uma vez Killua, e vou dizer outra vez. Não é ciúmes, caramba. — Bufou, quase falando um palavrão. 

 — Claro, claro. Então me diz o porquê de eu não poder andar com o Phinks e o Feitan? Não vejo outro motivo além de ciúmes. 

 — Por que eles são do mal. — Disse firmemente inflando as bochechas irritado. Killua voltou a gargalhar, estava adorando ver Gon com ciúmes. 

 — Ci.U.MES. — Disse pausadamente se aproximando mais do menor que aperta o próprio braço querendo o matar ali mesmo. 

 Desde que Gon resolveu, tentar conversar com o albino sobre suas novas amizades, Killua tem feito piadas sobre Gon estar com ciúmes o que não era o caso. Fazendo os nervos do moreno ferverem por tentar ter um diálogo sério e não ser possível por parte do albino. 

 Gon não quer ver ele andando com eles por saber que não são boas companhias, sempre desconfiou e tem uma fonte loira bem confiável que deixou bem claro suas suspeitas e não quer que Killua acabe sendo influenciado por eles. 

 — Não precisa ter ciúmes Gon. Eles não vão roubar seu lugar, não se preocupe. — Disse novamente com aquele sorrisinho irritante, com a mão agora em seu ombro. — Não precisa se preocupar é sério. — Gon serra o cenho, clamando por paciência. 

 Contou até dez e respirou fundo. 

 — Killua, eu já disse que não estou com ciúmes, caramba. — Terminou a frase com ênfase, quase falando um palavrão outra vez. — Eu realmente não ligo que você faça outras amizades, o problema é quem são essas amizades. 

 — Então se amanhã, por acaso... depois dá escola, eu chegar aqui, com um cara que você não conhece, dizendo ser meu novo amigo, você não iria ligar? 

 — Não, e hoje é sábado, não vamos para a escola amanhã. Mas eu realmente não ligaria, se o cara for legal eu ficaria feliz, eu nunca me senti confortável disso de só termos um ao outro como amigos. — Abriu os olhos encarando o maior escorado na parede. — Você poderia fazer amizade com o Leorio, vocês se deram tão bem quando ele estava aqui fazendo o trabalho comigo. — Disse sorrindo, ficando um pouco mais calmo. 

 — Ele é um cara legal, mas não faz meu tipo. — Tombou a cabeça para trás, mantendo somente um olho aberto para ler as expressões do moreno. 

 — Aé e qual é seu tipo? — Deu um sorriso provocativo. Killua deu uma risada nasal, arrumando a postura, olhando o menor dos pés à cabeça. — Espera... você tá fugindo do assunto de novo. — Reclamou novamente cruzando os braços. 

 Killua respirou fundo, colocando as mãos nos bolsos. 

 — Eu já disse Gon. O Phinks é um cara bem legal, apesar de sempre parecer bravo. Mas isso é por que ele não tem sobrancelhas e nunca dá para entender as expressões dele. Feitan também é legal, as vezes ele me dá medo. Mas eles não são tão do mal assim... — Deu uma risada de canto. 

 — O problema não é esse Killua, eles fazem coisas erradas. 

 — Eu sei disso, mas não é como se eu fosse sair por aí roubando com eles. Não se preocupe com isso. — Encarou os olhos que o queimavam fazendo o mesmo. — Não me olhe desse jeito, você vive com o Kurapika. São tudo farinha do mesmo saco, isso para não dizer outra coisa... 

 — Kurapika é diferente, ele não rouba. — Killua começa a gargalhar. 

 — Duvido, aposto que ele não é todo certinho como ele mostra ser. Você sabe muito bem que ele vive arrancando dinheiro meu quando brigamos. Aquelezinho... — Encarou o final do corredor, sabendo que ele estava lá embaixo.  

 Ele passa mais tempo aqui, que na própria casa, por que não se muda para cá logo? Revirou os olhos com esse pensamento. 

 — Tá bom, tá bom, vamos tomar banho logo... — Gon diz se virando indo em direção ao seu quarto. 

 — To-to-tomar banho? nós vamos tomar banho juntos? — Disse com um pouco de dificuldade, tendo todo seu corpo aos poucos esquentando. Sua cabeça já trabalhava demais... 

 — Tem dois banheiros nessa casa Killua, eu vou no do meu quarto e você no banheiro do corredor.  

 — Ahhh, eu estava gostando da ideia... — Viu a expressão séria do menor. — Desculpa, estou brincando, mas se você quiser... 

 — Vamos logo que ainda temos que nos arrumar. — Gon revira os olhos, ignorando a fala anterior. 

 — Vamos para onde mesmo? 

 — Vamos jantar fora. — Gon parou em frente ao quarto, se preparando para entrar. 

 — Tipo um encontro? — Killua diz lentamente, fazendo o moreno bater na própria testa, de novo Killua com esse papo. 

 — Meu deus Killua, nós vamos conhecer a namorada do seu pai.  

 — Argh, que nojo, o papai é velho, é estranho dizer que ele tá namorando. — Fez uma careta indo em direção ao seu quarto pegar uma toalha. Gon resolveu ficar quieto para não estender de mais aquele assunto, já deveriam estar arrumados e Silva poderia arrancar suas espinhas se demorassem mais. 

 [...] 

  — Não é possível, não tem como isso ser coincidência. — Kurapika disse baixinho em um tom choroso vendo a tela de seu celular. Não pretendia aparecer ali hoje, mas realmente precisava matar suas suspeitas.  

 Silva não parava quieto, sempre estava indo para um lado e para outro naquela casa, subia e descia as escadas que já dava nos nervos do loiro. De todos, Silva era quem estava mais nervoso. 

 — Kurapika você é bom nisso né? poderia me ajudar com a gravata. — Os dentes do mais velho rangiam em nervosismo, assim como suas mãos que tremiam e suavam mais que o normal. Estava se sentindo novamente um adolesceste, apesar de não ser o primeiro encontro deles dois, estava nervoso em saber que ela iria conhecer sua família, que no caso não é muito normal. 

 — Claro, ajudo sim. — Deu um sorriso torto e amarelo. Silva não percebeu o quanto o loiro o queimava por conta do nervosismo, mas parecia que ele iria voar em seu pescoço, feito um animal selvagem querendo lutar por sua fêmea ao aparecer outro maior e mais forte. 

 Não o estrangule, não o estrangule, não o estrangule. Kurapika repetia essas mesmas palavras em sua cabeça arrumando a gravata do mais velho. Nem tinha terminado direito e o mais velho já tinha desfeito todo seu trabalho de novo, indo novamente para seu escritório dizendo palavras inaudíveis. 

 — Argh, essa coisa aqui é insuportável, como que meu pai passa o dia inteiro usando isso? Por que raios nós temos que usar ternos? isso aqui é muito quente. — Killua descia reclamando, folgando um pouco o nó feito em seu pescoço. — O Gon não desceu ainda? 

 — Está vendo ele aqui? — Kurapika responde no mesmo tom de sempre, talvez um pouco mais agressivo por realmente não estar confortável com esse "encontro" do Silva.  

 — Não seu idiota, é por isso que perguntei. — Preferiu não dizer em voz alta, já não estava muito confortável usando aquilo. 

 — Onde está o Illumi. — Silva gritou no escritório, alto suficiente para ouvir da rua ou até mesmo onde seja lá onde for que Illumi esteja. — Se ele não estiver aqui em cinco minutos eu irei matar ele. 

 — Gon, desce logo antes que o papai queira arrancar sua espinha, aproveita que ele só quer a do Illumi. — Killua gritou na escada. Vendo o mesmo aparecendo também já arrumado, assim como ele usava um terno preto também feito sob medida especialmente para aquele jantar. Ficou parado em frente a escada, vendo os passos lentos que o mesmo dava em sua direção. Diferente dele mesmo, Gon sempre descia aquela escada com calma, sempre vindo degrau por degrau, nunca pulando nenhum, diferente dele que já saindo atropelando tudo a sua frente, geralmente pulando do quinto degrau. As mãos do Gon sempre desciam suavemente pelo corrimão conforme ia descendo. 

 O moreno para no último degrau, encarando o mais velho de cima a sua frente. O albino rouba suas mãos daquele corrimão, o ajudando a descer com delicadeza, como se fosse o quebrar em um movimento brusco.  

 — Me diz, você já tem acompanhante? — Killua pergunta se curvando e beijando as costas de sua mão. Fazendo o mesmo dar um sorriso de canto vendo ele de cima. Killua fazia o mesmo com a coluna curvada, o olhando de baixo. 

 — Sim, eu tenho e ele é bem ciumento. — Respondeu encarando os olhos que refletiam a si mesmo. 

 — Hmm, isso certamente é um problema, porque eu também sou. — Arrumou a postura, ainda segurando as mãos do menor, o encarando. — Me fale um pouco dele, talvez eu seja bem melhor, quem sabe assim mude sua opinião e você resolva partir para outro... — Estufou o peito, empinando o nariz de modo determinado, dando uma piscada para Gon em seguida. 

 — Hmm, ele é bem bonito, inteligente, não é muito forte, mas mesmo assim sempre que estou com ele eu me sinto seguro. Como se nada pudesse me machucar, como se fosse meu escudo pessoal. — Deu uma risada de canto com o final, tomando cuidado para não elevar Killua de mais. 

 — Bem, isso é fácil, eu posso te proteger e te defender de tudo e todos. Ser um escudo bem melhor que ele, posso também ser sua lança e se quiser posso até mesmo ser um leão. 

 — Leão? pra que eu iria querer um leão? — Diz gargalhando baixo. 

 — Todo príncipe precisa de um cavalo, mas pra que um cavalo se um leão é bem melhor? — Novamente se curvou, beijando novamente sua mão. 

 — Todo príncipe também precisa de uma princesa... — Gon disse, fazendo o albino para no caminho e abrir os olhos o encarando embaixo. 

 — Eu sei disso, por isso que eu não corro atrás de princesas, na verdade eu corro atrás de um outro príncipe, mas ele tem alguns defeitos... — Sorriu de canto, retribuindo o sorriso do menor.  

 — Ué, agora ele que viro o príncipe? — Hisoka perguntou baixinho, cochichando na porta ao lado de Illumi, encarando a cena dos dois em silêncio desde o começo. 

 — Aé? que tipos de defeitos esse príncipe tem? — Gon cruzou os braços, voltando a fitar os orbes azuis que ficavam um pouco mais encima. 

 — Bem, ele é um príncipe com um escudo muito fraco, ele também não tem uma boa lança para atacar, também não tem um cavalo... mas acho que se ele tivesse um leão seria bem melhor. Leões são mais ferozes, leais e fortes. — Termina fazendo pose, arrancando algumas gargalhadas do moreno. 

 — Também são bem possessivos e isso pode ser um problema. — Gon disse firme, ainda com um sorriso no rosto, era um bom argumento. 

 — Mas é só você o adestrar bem que você o controla facilmente. 

 — Hmm. — Com a mão no queixo, refletia olhando para o teto. — Tudo bem, irei deixar você me acompanhar, pelo menos por hoje.  

 — Mas e o outro? ele não pode se tornar um problema? — Killua diz suavemente pegando os braços do moreno e colocando em seus ombros. 

 — Não, agora eu tenho um escudo melhor comparado com aquele que eu tinha antes, tenho também uma lança e até mesmo um leão, ele não vai ter chances. — Disse calmo, envolvendo seu braço em seu pescoço. 

— Então, me permite ser seu acompanhante hoje? — Balançou a cabeça em negação. — Não, permite ser seu acompanhante para sempre?  

 — Para sempre? não acha que é muito tempo? — Levantou uma sobrancelha, envolvendo seus braços em seu pescoço com muito mais firmeza. 

 — Eu ainda acho muito pouco tempo para ficar com você. — Se abaixou, se colocando entre as pernas de Gon levantando com ele em seus ombros. O mesmo quase se desequilibra por não estar preparado com aquilo. 

 — Hey, o que está fazendo? 

 — Estou levando minha princesa para a carruagem, não irei permitir que você ande até lá. — Passou por Hisoka e Illumi sem dizer nada. 

 — Agora eu virei uma princesa? — Gon diz entrelaçando seus dedos aos deles no nível dos ombros, próximo as suas pernas com medo de acabar se desequilibrando. 

 — Você pode ser minha princesa, meu príncipe, pode até ser meu rei se quiser. Não me importa em como queira ser chamado, se eu puder chamar de meu está ótimo. — Diz sumindo com o mesmo na direção do carro em meio a escuridão. 

 Illumi e Hisoka permaneceram de boca aberta, assim como o loiro no sofá. 

 — O que acabou de acontecer aqui? — Illumi gargalha se encorando no ombro do ruivo ao seu lado. 

 — Eu adorei o teatro. — Hisoka acompanha o mesmo gargalhando. — Apesar que acho que não teve atuação nenhuma aqui. — Disse se referindo ao próprio celular, reproduzindo a cena recém gravada.  

 Hisoka, guarda o aparelho, encarando o moreno ao seu lado. Dá um enorme sorriso, fazendo o mesmo e pegando a sua mão. 

 — E você vossa majestade, também está sem acompanhante hoje? — Hisoka faz o mesmo, e beija as costas de sua mão subindo, fazendo trilhas de beijos até o ombro, sem se importar com o tecido preto que estava ali. 

 — Hmm, estou... — Encarou os olhos do ruivo, não querendo entrar naquele teatrinho. — Mas no momento só tem um bobo dá corte aqui, quem sabe aparece uma fada e me arruma um príncipe também, apesar que... — Não termina de falar. Apenas olha o bobo dá corte dos pés à cabeça, mordendo o lábio inferior. 

 Hisoka dá uma gargalhada, se preparando para dizer algo. Porem a madrasta malvada aparece, para os separar cruelmente. 

 — Ótimo, você já chegou, vamos logo. — Silva fala no final do corredor, indo na direção do moreno o pegando pelo braço o puxando em direção ao carro. 

 — Pai, espera... eu preciso... — Não terminou, se soltou do braço de seu pai, correndo em direção ao seu quarto em seguida. 

 — Ótimo, nem estamos atrasados mesmo. Onde está Gon e Killua? se eles não estiverem no carro eu irei arrancar a espinha deles dois. — Estralou os dedos no ar, seguido por uma veia pulsando em sua testa. 

 — Não se preocupe senhor Zoldyck. Ela sempre se atrasa... — Kurapika diz melancólico, indo em direção a saída. Nem mesmo se despediu quando saiu, continuou seguindo em direção a sua casa em silêncio. Somente ele e seu celular com a pura imagem da beleza nele. 

 Em meio a um teatro de príncipes e princesas, Kurapika havia perdido a sua rainha...  

 Deu uma última olhada no celular, já engolindo que não era coincidência, não tinha como ser, estava obvio. 

 — Acho que a única coincidência foi ter escolhido ficar com o senhor Zoldyck. De alguma forma isso pode se torna interessante. — Parou na esquina, guardando seu celular olhando para as estrelas brilhando no azul escuro que estava o céu.  

Chegou em direção a sua casa, apertando a campainha, nem mesmo se deu conta que estava com as chaves dá casa como sempre. Tocou uma segunda vez, tendo a porta aberta pela loira que cuidou deles por todo esse tempo. 

 A mesma usava um vestido justo, com um decote até mesmo exagerado, dando visão de pele de mais. Seus cabelos loiros estavam sempre soltos, não passando de seus ombros. Usava uma maquiagem leve, e um batom vermelho que combinava com seus olhos também dá mesma cor. 

 — O que aconteceu Kurapika, por que não usou as chaves? — Pakunoda pergunta não ganhando respostas. O loiro sem falar nada continua seguindo reto em direção ao quarto, se jogando na cama. 

 — Eu deveria ter o estrangulado quando eu tive chance. — Apertou o punho no ar, encarando o teto com a imagem do ogro que teria que matar um dia.  

 [...] 

 — O que aconteceu com vocês? — Silva pergunta entranhando os dois garotos no banco de trás do carro.  

 — Nada. — Os dois respondem animadamente, até demais. 

 — Vocês dois estão muito sorridentes, o que estão planejando? — Perguntou desconfiando. 

 — Nada. — Respondem juntos, aumentando os sorrisos no rosto ainda mais. 

 — Illumi, fica de olhos nesses dois. Estão sorridentes de mais para meu gosto. — Illumi, apenas assenti mantendo os olhos na direção. Silva estava nervoso de mais até mesmo para dirigir. 

 — Pai, relaxa. — O moreno dá uma gargalhada, encarando o mais velho ao seu lado quase que perdendo as digitais de tanto que esfregava as próprias mãos. — Nós já chegamos. 

 — Já chegamos? e como você quer que eu relaxe sabendo disso? — Silva já estava em um nível que comia as próprias unhas. 

 — Por que o senhor está tão nervoso? 

 — Nossa família não é completamente normal, você sabe disso. 

 — Ata entendi. — Estacionou o carro, em uma vaga com o nome de seu pai. Tirou o cinto, saindo em seguida. 

 Killua no banco de trás faz o mesmo, enquanto Silva dava uma volta antes de entrar naquele fino restaurante. Illumi e Killua ficaram alguns segundos esperando Gon sair do carro, porem o mesmo permaneceu lá dentro de braços cruzados emburrado. 

 — Acho que ele está esperando você abrir a porta para ele sair. — Cochichou no nível do albino ao seu lado.  

 — Burro. — Killua bate na própria testa, como poderia esquecer algo tão importante? 

 — Nossa família não é completamente normal, você sabe disso. — Se lembrou das palavras ditas por seu pai segundos atrás rindo em ver que realmente era verdade.  

 Killua correu contornado o carro por trás, abrindo a porta para o moreno sair. 

 — Até que enfim, achei que iria ficar aqui plantado para sempre. — Deu ênfase em sempre, fingindo estar bravo. Killua deu um sorriso torto, tentando pegar a mão do mesmo para o ajudar a descer. Mas Gon a nega, dando um tapa de leve para o lado, descendo sozinho e dando as costas para o mesmo. — Menos um ponto. Meu outro acompanhante nunca deixava eu plantado dentro do carro. — Seguiu de nariz empinado ao lado de Illumi, bateu na própria roupa a desamassando. 

 — Agora está valendo pontos? — Illumi pensou, fitando o menor exigente ao seu lado. — Considerando que os dois estavam quietos de mais dentro do carro e corados acredito que se beijaram... quantos pontos valeram o beijo dos dois? — Começou a rir sozinho pensando nisso.  

 Silva chegou em silêncio, vendo seu filho mais velho rindo sozinho, o do meio cabisbaixo do nada e o mais novo bravo por algum motivo. 

 — Sem dúvidas, não são normais. — Pensou ainda os encarando, massageando a testa. — Vamos.  

 Seguiram em direção ao fino restaurante. Silva já era um cliente importante no local, sempre costuma jantar com seus sócios e a maioria de seus contratos foram assinados ali. Então sua moral ali era bem maior que o restos dos clientes, até mesmo comparado aos mais perigosos.  

 — Parece que ela também se atrasou. — Limpou o suor na testa, se lembrando do que Kurapika disse antes de sair.  

 Foram em direção a mesa no segundo andar, Gon estava na frente acalmando Silva para o mesmo não ter um treco. Killua ficou um pouco atrás, vendo as pessoas de narizes empinando a sua volta em suas mesas. Até os garçons do local se achavam mais que realmente eram.  

 O local era amaldiçoado por um silencio tão desconfortável que dava vontade de gritar, tudo que era ouvido era o barulho de talheres batendo em pratos. Todos os homens usavam ternos caros e sob medida, as mulheres usavam vestidos mais caros que suas almas, isso se elas tiverem uma. O local não era muito bem Iluminado, apesar disso as mesas tinham velas suficiente para facilmente iniciar um incêndio acidental. 

 Viu um casal ao fundo, também indo em direção a suas mesas. O homem puxou a cadeira para sua acompanhante se sentar, fazendo o albino se virar bruscamente vendo as costas do seu atual "acompanhante" confortando seu pai. Tudo ficou escuro e viu uma luz saindo dá janela iluminando a mesa em que iriam ficar.  

 Missão: Chegar na mesa antes do Gon e puxar a cadeira para o mesmo se sentar. Igual nos filmes.  

 Quem sabe isso valide o ponto perdido no estacionamento. 

 Killua avança, esbarrando nas costas de seu irmão a sua frente. Massageou o nariz, vendo que não tinha como passar por ele, o corredor feito por mesas alinhadas em que estavam era muito estreito e poderia acabar fazendo merda ao esbarrar nas mesas.  

 Analisando o local friamente, Killua encontra uma rota alternativa. O albino passa por cima de um assento vazio próximo, indo para o outro lado de onde estavam, tinha umas mesas no caminho, mas rapidamente ele as contornava, assim como as pessoas a sua frente. Illumi viu o menor se afastando não entendo o que ele pretendia fazer. 

 Porém, assim como Killua, viu um casal fazendo a mesma coisa mais ao fundo, Illumi volta a rir sozinho, ao notar Gon a sua frente e entender a situação do albino.  

 Killua acelera o passo, desviando de um garçom com alguns pratos e copos em uma bandeja, ele quase a derruba por Killua ter passado por debaixo de seu braço no momento que ele se virou. O albino se desculpa, o garçom fala algum palavrão inaudível, mas não era o foco no momento, olhou para trás, vendo Gon o fitando, enquanto conversava com seu pai. 

 O olhar dele era "O quê raios você está fazendo."  

 Ao chegar na mesa ao lado dá sua, vê um enorme grupo de homens de terno, seus olhares eram frios e assustadores. Não tinha opção, teria que passar por debaixo dá mesa para chegar ao outro lado, não chegou até ali para ter que voltar. 

 Amaldiçoando quem projetou aquele restaurante ele fica de quatro, engatinhando feito um gato assustando no meio daquele monte de pernas. Eles nem virem quando se abaixou e pretendia que não vissem quando levantasse também.   

 Chegou no final, batendo a cabeça na mesa ao levantar. A mesma balança fazendo os homens se abaixarem e verem o garoto de cabelos brancos embaixo da mesa. Os olhares frios agora eram direcionados a ele, o mesmo rapidamente corre em direção a sua mesa, vendo Gon e Silva a sua frente. O enorme silencio no local era ecoando pelas risadas exageradamente altas de Illumi.  

 Os homens dá mesa continuaram a encarar Killua, cochichavam alguma coisa uns com os outros. 

 Na verdade, eles são de uma máfia bem poderosa na região, no momento estão discutindo a possibilidade de Killua ser um espião mandando por outra família para descobrir segredos no atual jantar. Como não viram o momento que Killua foi para debaixo dá mesa, imaginaram que ele poderia estar lá o tempo todo. 

 — Só tem uma forma de resolver isso. — Disse um homem friamente na mesa, ainda encarando Killua. — Pode deixar comigo chefe. — Um homem com uma cicatriz em forma de lua, bate na mesa irritado, fazendo os pratos pularem. 

 — Não a necessidade disso. — Um homem calmamente fala no canto dá mesa. — Você só quer... 

 — Tudo bem, eu não me importo. — A voz mais grossa e rígida da mesa dá sua permissão, fazendo o dá cicatriz dar um sorriso para o mesmo no canto dá mesa. 

Ele se levanta estralando os dedos e relaxando os músculos. 

 — Agora aquele garçom irá aprender que não deve me trazer cebolas quando eu pedir batatas fritas. — Seguiu em direção a cozinha segurando a arma em sua cintura. 

 Killua finalmente se senta, se jogando de uma vez na cadeira, ficando ao lado do moreno que agora sorria para ele por ter puxado sua cadeira para ele se sentar. 

 — Eu deveria ganhar muito mais que um ponto. Se olhar torto matasse eu provavelmente perderia sete vidas. Igual um gato. — Olhou de canto para a mesa ao lado, vendo que não estava mais sendo fuzilado, ficando mais tranquilo. 

 — Você deu essa volta toda só para fazer isso? — Gon cochicha ao seu lado, olhando pela janela, jurando ter visto um rosto conhecido, porem resolveu dar de ombros. 

 — Sim... — Killua suspira como se estivesse exausto. 

 — Parece que o meu novo cavalheiro realmente é bem determinado. — Gon diz encarando o albino bebendo água ao seu lado, dizia baixo suficiente para Silva não ouvir. 

 — Eu não era um príncipe? — Diz afastando o copo d'água que bebia para falar. 

 — Ah, verdade... Parece que o meu novo príncipe realmente é bem determinado. — Diz se apoiando em sua coxa. Ficaram alguns segundos em silencio. — Nós iremos conhecer a nova namorada do Silva, então por que tem mais dois assentos aqui? — Gon perguntou contando e vendo que realmente tinha uma cadeira a mais.  

 — Argh, que nojo. — Killua diz massageando a testa, ainda não conformado que seu pai estava namorando.  

 — Na verdade... — Silva iria falar até ser cortado, por um voz doce e calma. 

 — Desculpe a demora, eu sempre me atraso. — Todos se viram em direção a dona dá voz, menos Illumi ele estava preso dentro de sua própria cabeça encarando a janela.  

 — Eu acho que conheço essa voz. — Killua diz cutucando Gon que também reconhece. Ficaram a encarando com o queixo no chão não acreditando que era realmente ela. — Então é por isso que o loiro estava tão agressivo e encarando o papai como se quisesse o estrangular durante esses últimos dias.  

 A mesma usava um vestido muito simples para um restaurante fino daqueles. Usava um chapéu com uma fita roxa que combinava com a cor de seu cabelo, o chapéu ainda cobria seu rosto por estar caído para frente.  

 Por debaixo do chapéu, ela analisava os três novos conhecidos na mesa. As duas crianças que provavelmente já a reconheceram e o moreno mais velho, que lentamente se vira em sua direção sem demostrar um pingo de interesse em estar ali. Ele não demostrava nenhuma emoção e seus olhos sem brilho dava medo, assim como Silva tinha falado. 

 Sabia dá relação dele com sua mãe e provavelmente será o mais difícil dos três ali, provavelmente não vai ganhar ele tão fácil e até mesmo pode ser rejeitada por estar com seu pai, era só olhar dentro dos olhos dele que era visível isso. Ele provavelmente deve estar a fuzilando por dentro.  

 Imaginando isso, faz com que ela fique mais nervosa que já estava antes de chegar ali, passou os últimos dias totalmente nervosa em imaginar que o filho mais velho provavelmente seria um problema. Já tinha uma enorme pedra em um dos sapatos e agora outra iria acabar com ela. 

 Ela encara o moreno na mesa, imaginando os pensamentos cruéis e desumanos que ele poderia estar tendo no momento.  

 — Será que eu vou conseguir dar o lance naquela maldita agulha do século 19? — Illumi refletia encarando a mulher em frente à mesa, sem nem ao menos se dar conta quem poderia ser. — O que será que o Hisoka está fazendo agora? — Pensou voltando a encarar a janela até finalmente se tocar ao ver aquela mulher ao lado de seu pai. 

 — Prazer, eu sou Senritsu Melody. — A mesma diz, tirando o chapéu, fazendo o queixo de Illumi acompanhar o do Gon e Killua no chão. — Mas podem me chamar só de Senritsu ou só Melody, os dois nomes têm o mesmo significado. — Diz com um belo sorriso, enquanto Silva corava igual o Gon com o Killua. 

 Enquanto isso na casa dos Zoldycks... 

 — Ahh mais que tédio... — Hisoka dava voltas pela casa a procura de algo para fazer. Até ver um Notebook encima dá mesa na cozinha. — Será que é do Illumi? — Se perguntou sorrindo travesso. Abrindo o aparelho que permanecia do jeito que seu dono descuidado deixou. 

 Leu os parágrafos escritos ali, não entendo muito bem do que se tratava.  

 — Quem é Gonter e Likkua? — Novamente se perguntou sozinho, puxando uma cadeira para se sentar em frente ao aparelho e ler o resto escrito ali. Não era muito fã de leitura, mas no momento estava interessante...   

 Gon e Killua se sentam ao mesmo tempo, espirrando também juntos, os fazendo se encarar e rirem por conta disso. Illumi conversava animadamente com seu pai e sua atual em frente à mesa. Ele não parecia ser o demônio que Silva a fez acreditar que era. 

 — Eu realmente não acredito que meu pai está com uma cantora famosa. — Killua cochicha para o moreno vendo os adultos conversando animadamente. — O loiro deve estar se remoendo agora. Hey Gon, depois vamos pedir uma foto com ela, só para eu esfregar na cara dele depois, vamos? — O albino começa a gargalhar sendo seguida por Gon. 

 — Foi no banheiro... — Senritsu responde alguma pergunta feita por Silva, se preparando para se sentar em seguida. 

 Killua bate na própria testa, vendo seu pai puxando a cadeira para a mesma sentar. Até ele faz isso e ele quase deixou o Gon se sentar sozinho, como pode?  

 Ainda com a mão na testa, sente sua outra mão sendo fortemente apertado por Gon. Killua olha para o lado vendo ele se encolhendo todo vermelho encarando o novo casal se aproximando para se beijar. Gon estava violentamente corado e mordia o próprio dedo, apertando seus dedos os entrelaçando fortemente, parecia que ele queria gritar. 

 No momento que os dois estavam prestes a se beijar uma mão e colocada entre os dois. Junto com uma silhueta negra de olhos vermelhos aparecendo atrás dos dois. 

 — Você realmente acha que eu iria deixar você ficar com minha tia assim tão fácil? seu brutamontes. — Senritsu massageia a testa envergonhada. 

 — Leorio. — Killua levanta empolgando vendo um rosto conhecido no meio de toda aquela chatice. Assim como ela. Leorio usava um terno também simples demais para o local, diferente dos outros era com uma coloração azul. 

 — Killua, Lobinho. — O mesmo diz animado, bagunçando os cabelos dos dois menores, deixando Gon com uma gota na cabeça por conta do apelido. Cumprimentou Illumi também, puxando a cadeira vazia se colocando entre o casal. — Controle seu pai. — Diz sorrindo, dando uma piscada para os dois a sua frente. 

 Illumi: Isso aqui tá mais animado que eu imaginei. Meu pai tá pegando uma cantora famosa e agora apareceu o sobrinho ciumento dela. Se rolar um tiroteio vai ser o melhor jantar dá minha vida. - [20:47]  

Illumi digitava freneticamente para Hisoka embaixo dá mesa, fazendo resumos rápidos do pouco que acontecia.  

 Gon e Killua ficaram um tempo com um loading na cabeça, vendo Leorio se sentando na mesa.  

 — Esse é meu sobrinho, Leorio... — Senritsu diz massageando a testa, rezando para ele não a fazer passar vergonha como em todas as outras vezes. 

Leorio deu de ombros, fazendo alguma piadinha com Silva, eles já se conheciam a um tempo. O queixo de Gon e Killua voltava ao chão. Nem mesmo Kurapika que sabia até mesmo o CPF de Senritsu tinha ideia que ela era irmã dá falecida mãe de Leorio.  

 — Por que você nunca falou que sua tia era a Senritsu? — Killua pergunta, ficando mais curioso sobre Leorio. 

 — Por quê iria ter um monte de fãzinhos me enchendo o saco querendo a conhecer. E já estou tendo problemas com um fã que conseguiu ir longe até demais. — Apontou para Silva com o polegar. Eles dois conversavam animadamente. Leorio, junto de Gon e Killua fazem seus pedidos para o Garçom que se tremia todo com a presença de Senritsu na mesa, ele também era um fã, mas não poderia fazer nada no momento.  

 O jantar, estava sendo bem animado e confortável, muito mais que Senrtitsu e Silva tinham imaginado. Leorio sempre foi problema quando se tratava de seus relacionamentos, estava solteira durante todo esse tempo por conta dele, até conhecer Silva na empresa do mesmo. 

 Silva também tinha imaginado que Illumi e Killua seriam um problema por conta de toda a questão com sua mãe, mas na verdade foi muito o contrário. Gon nunca foi uma preocupação, já que ele se dá bem com todo mundo.   

 Leorio acabava se distraindo de mais conversando com Gon e Killua que esquecia de queimar o filme dos dois como sempre. Illumi falava pouco, apenas o necessário e quando era dirigido a palavra a ele, notava como seu pai parecia um adolescente na mesa, estava feliz por ele. As vezes dava risada de canto com Gon e Killua que ainda permanecia naquele teatrinho, faziam aquilo de maneira bem sutil e ele mesmo só percebia por conta que presenciou tudo desde sua casa.  

 — Gostariam de um chocorobot dá sorte? — Um garçom com um sorriso estranho aparece com uma bandeja com alguns chocolates. 

 — Chocorobot dá sorte? eu não sabia que isso existe. — Killua olha para os doces desconfiado. Aquele garçom era estranho, sua voz era rouca e assustadora, sua coluna estava curvada de maneira estranha e seu olho esquerdo piscava de mais, tinha um sorriso maléfico no rosto, certeza que não era confiável. — Tudo bem, eu quero. — Diz pegando um dos doces igual todo mundo, Leorio e Killua mau pegaram e já tinham os comidos.  

 — Eles funcionam igual os biscoitos dá sorte e vem com uma mensagem atrás do chocolate. Pode ser uma mensagem motivacional ou até o contrário. Infelizmente não podem repetir — O garçom diz levantando um dedo, olhando para as duas crianças idiotas que comeram sem esperar sua explicação. — Alguns podem ser avisos de coisas que podem acontecer ou que já aconteceram, podem vir de maneira direta ou com alguma frase que terão que interpretar. — Diz de olhos fechados ainda explicando. — O mais importante é que se for algo ruim vocês devem rasgar, não os joguem fora e principalmente não os queimem por que pode fazer algo muito pior acontecer e não menos importante, não mostrem a ninguém. — O mesmo continua a explicação, sendo completamente ignorado por todos na mesa. 

 Illumi dava de ombros provavelmente nem iria ler a mensagem, Gon amaldiçoava o chocolate de Killua de inveja, como sempre. Senritsu limpava a boca de Silva com um guardanapo e Leorio o queimava com o olhar. Ninguém prestava atenção no pobre garçom. 

 — Droga eu comi o meu com a mensagem e tudo.   — Leorio diz cabisbaixo junto com Killua que se encolhe na cadeira não acreditando que fez o mesmo, agora entendeu o porquê do nome do chocolate, tinha imaginado que era algum tipo diferente. — Quem coloca papel no chocolate com algo escrito? que tipo de restaurante é esse? eu não irei conseguir dormi essa noite em pura curiosidade. — Diz batendo na própria testa. 

 — O que está escrito no seu Gon? — Killua pergunta ao seu lado, tentando dar uma espiada. 

 "O Sol que afasta a tempestade, irá queimar uma última vez, aos poucos perdendo a sua luz. Você será o único que irá poder decidir se ele irá brilhar novamente. Durante o tempo de decisão, você verá nuvens mais negras que jamais viu." 

 — Nada demais. — Gon diz sorrindo, demostrando que não ligava. Porem aquelas palavras junto com todas as virgulas grudaram em sua cabeça de modo que nem mesmo ele sabia como. Decidiu que iria pensar nisso depois. Queimando o pequeno pedaço de papel em uma das velas ali acesa. 

 Killua o olhou desconfiado, se remoendo em curiosidade, vendo o papel queimando na mão do mesmo. Sumindo junto com a chama dá vela.  

 — Illumi e o seu? — Pergunta animado, vendo o moreno lendo o seu com uma careta esquisita. 

 "O passado que não lhe pertence, irá tentar levar uma das cartas mais preciosas do seu baralho. Você não deve fazer julgamentos, pois você não é um juiz. A caixa que sobe e desce não leva ao purgatório." 

 — Besteira. — Diz dando de ombros, amassando o papel e jogando em qualquer lugar no chão. — Toma Killua, pode ficar com o chocolate, eu não quero. — Diz fazendo careta, não era muito fã de comer doce, em meio a uma refeição.

 — E o seu Killua? — Gon pergunta, fazendo o mesmo serrar os dentes. — Vai dizer que comeu com o papel também? — Killua não diz nada, fazendo Leorio rir. — Pode ficar com o meu também Killua. — Diz sorrindo e levando o doce na boca do mesmo, que acaba mordendo seu dedo de proposito.

 — Parece que eu não fui o único idiota, aqui. — Gargalha junto de Gon, deixando o Killua ainda mais emburrado, mastingando os doces dados para ele. — E o seu tia, o que está escrito? 

 — Eu tenho certeza que o garçom disse algo sobre não mostrar a ninguém. — Diz calma, lendo o pequeno papel em sua mão. Fazendo o seu sobrinho bufar a chamando de chata. 

 "Uma máscara com um sorriso, pode facilmente esconder sentimentos e emoções negativas como: Solidão." 

 Ficou um tempo tentando entender, até as risadas altas de Leorio a tirarem de seus pensamentos, com a boca aberta ela coloca o seu chocolate na boca de Leorio o fazendo se calar com o doce em sua boca, a fazendo rir se lembrando de quando ainda dava comida na boca dele quando era novo.  

 — Solidão? — A mesma pensou, já tendo em mente do que se tratava... 

 Silva afastava e aproximava o seu, tentando ler aquilo que não entendia nada, estava sem seus óculos e mal conseguia ver as letras que permaneciam embaçadas. 

 — Tá difícil aí velhote? quer que eu leia para você? — Leorio diz fazendo piada com o mesmo sendo repreendido por sua tia em seguida. 

 — Leorio, mas respeito.  

 — Ah não seja chata, credo. 

 — Calma, calma, tá quase. — Silva, aos poucos encontrava o ponto certo, fazendo todos na mesa rirem com as caretas que ele fazia ao tentar ler o papel. 

No meio das tentativas de ler o papel, Killua rouba seu chocolate, o mesmo vê mas não se importa, não era muito fã de doces mesmo.

 "Seu cofre, não tem muitas moedas. Mas as três que tem, são extremamente valiosas. Duas delas poderão perder suas coroas. Durante essa possível separação, você irá ter que ser delicado como jamais foi. Sua moeda mais velha, também precisará disso, pois ela também poderá perde a coroa dela." 

 Ficou um tempo engolindo aquela mensagem, não entendo muito bem do que se tratava. 

— Eu já volto. — Silva diz se levantando, ainda com aquele papel em mão.  

 — Aonde você vai? 

 — Vou ver quem que escreveu isso, tá esquisito de mais pro meu gosto.   

 Estava na cara que se tratava de Illumi, Killua e Gon, porém não tinha ideia do que o resto se tratava. 

 — Só um segundo senhor. — Um garçom diz dando sinal com o dedo para Silva esperar, o mesmo falava com um homem de terno, com uma cicatriz de lua. 

 — Olha, já é a terceira vez que eu venho aqui para reclamar das minhas batatinhas, me trouxeram novamente cebolas fritas, eu odeio cebolas. — O homem com a cicatriz, dizia calmamente com o loiro de terno. — Eu quero minhas batatas.  

 — Me perdoe, eu prometo que dessa vez irei levar suas batatas. Por conta dá casa. — Diz em tom calmo, não demostrando o quanto aquele homem lhe causava pressão. 

 — Muito obrigado. — O mesmo sai, se dirigindo a mesa do seu grupo. 

 — Em que eu posso ajudar? — O loiro pergunta dando um sorriso amarelo para Silva. 

 — Eu gostaria de saber, quem é que escreveu isso. — Diz mostrando o papel para ele, que fica confuso não entendendo o que ele queria dizer. 

 — Me desculpe, mas eu não estou entendendo.  

 — Um de vocês, passou em minha mesa, com uns chocolates dizendo que era como biscoitos da sorte. — Silva explicava, porem o loiro só ficava mais confuso.  

 — Acho que o senhor está enganado, nós não fazemos isso, não faz muito sentido levar chocolates com mensagens do tipo.  

 — Ali. — Silva apontou para o garçom que lhe deu os chocolates, o mesmo descia as escadas indo para o primeiro andar. — Foi ele quem entregou.  

 — Senhor, ele não trabalha aqui. Ele entregou esses chocolates somente para você? 

 — Não, quer dizer, eu acho que não. — Diz começando a ficar assustado.  

 — Se não se importa irei falar com meus superiores sobre isso. — O mesmo diz saindo em seguida, passando por uma porta onde somente funcionários poderiam entrar. 

 Ótimo, agora sabe que tem a possibilidade de sua família inteira poder ter sido envenenado por um estranho.  

Com o papel agora sendo a última preocupação, ele o esquece por enquanto, rasgando o papel e indo em direção a sua família preocupado. 


Notas Finais


Parece que nesse capitulo somente os príncipes foram envenenados pela bruxa malvada.
Sobre essa Senritsu, imaginem uma mulher normal, diferente dá do anime. Nada contra, mas aquela Senritsu com o Silva ashuauheas e meio estranho. De qualquer forma eu acho ela tão bunitinha dá vontade de a apertar todinha sahueaus.
Sim eles dois como um casal é estranho e só um autor fumado para fazer isso ashuaueha. Mas faz parte.
Qualquer erro bobo, me perdoe.


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