História Caminho - Capítulo 32


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Categorias Hunter x Hunter
Tags Gonkillu, Hisollu, Killugon, Leopika, Phinfei
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Palavras 2.813
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Esta é a segunda parte do capítulo anterior. Eu dividi o capítulo em três, pois do contrário, estaria com 10K de palavras!
Não vou demorar a postar o próximo.

Capítulo 32 - Caminhando lado a lado no Facebox?


Sem um destino aparente, Leório e Chrollo resolveram dar uma passada em um zoológico bastante famoso da região, pois assim poderiam encarar os bichos e fazer piadas sobre como tinham características semelhantes a eles. Sem falar que também havia muitos cenários para tirarem fotos. Quem sabe, talvez, Razor esqueça dessa história de ficarem juntos e os libertem de tanto sofrimento. Seria uma dádiva! 

No meio do passeio, os dois se viram um pouco cansados; estava muito calor e resolveram sentar em um dos bancos presentes para dar uma respirada e fugir um pouco do sol quente. Chrollo, muito diferente de antes, parecia uma criança animada, era sua primeira vez no zoológico e nem fazia questão de esconder seu ânimo. Feito uma criança travessa, balançava suas pernas constantemente para fora do banco, não tirando os olhos dos animais que em toda parte faziam presença. Sequer iria pensar na possibilidade de que veria de tão perto certo animais. O que ele mais queria no momento era aproveitar bem mais o local, mas não queria transparecer isso para Leório, pois este poderia ficar se achando demais e não queria ver seu ego inflando sobre sua grande animação.  

Já Leório, não estava tão animado quanto à visita, afinal, já foi tantas vezes que já não tinha mais graça. E falando em graça; no banco, ao lado de Chrollo, o Paradiknight sorria e gargalhava muito, mas muito alto. A razão e motivo que o fazia rir tanto era de trazer dúvidas, mas o mais provável era que gargalhava de algum vídeo ou imagem que estava em seu celular, já que ele não tirava a cara do aparelho em nenhum momento.  

E com isso ele novamente passou a rir, dessa vez com muito mais gosto que inicialmente.  

Chrollo que estava bem feliz, já estava começando a ficar cada vez mais irritado com as risadas de seu parceiro de time. Estava literalmente prestes a gritar com ele para o fazer calar a boca ou algo desse gênero. Mas quando abriu a boca para soltar um palavrão, Leório virou em sua direção com um grande sorriso, virando também o celular para revelar os motivos de suas risadas: 

— Cara, se liga no vídeo que postaram do treinador — disse animado, virando a tela para mostrar o vídeo que cheio de edição trazia graça. Principalmente para os integrantes do Zodíaco, que neste caso eram o público alvo. 

À principio, Chrollo observou o vídeo como se fosse uma senhora de idade tentando entender os memes de seus netos; sua cara seguia fechada e parecia até mesmo confuso, mas quando o vídeo chegou no ápice, Chrollo explodiu de uma vez em gargalhadas, sendo acompanhado por Leório que já estava com dor de barriga de tanto rir. 

— O pior de tudo é que eu consigo escutar os gritos dele como se estivesse aqui do nosso lado! — comentou Chrollo, se referindo ao vídeo que sem áudio era reproduzido. 

— Puta que pariu, viu! Se o treinador ver isso, ele vai matar esse cara — disse Leório, citando o autor do vídeo. — Enfim, fica aqui. Eu volto logo — e levantou, fazendo muitos comentários sobre como o clima estava quente.  

Permanecendo no banco, não afim de o acompanhar, Chrollo em positividade concordou com a cabeça. E vendo que Leório foi burro o bastante para deixar o celular no banco, fez com que o moreno desaprovasse sua falta de atenção: 

— Idiota! — bufou, balançando a cabeça em negação. 

Mais à frente, Leório pegava sua carteira — nela, muitas notas altas que recebeu de sua tia faziam presença; esta, no momento, estava em uma semana de férias com Silva Zoldyck e por ficar poucos dias fora que ela acabou dando notas altas demais para um jovem como Leório sobreviver. Literalmente deu o suficiente para alimentar uma família inteira e com isso o jovem suspirou, indo comprar um sorvete para quem saber amenizar todo o calor que sentia no momento. Já em frente à uma simples barraquinha de sorvete, Leório pediu dois sorvetes. Mesmo considerando a rivalidade, este decidiu levar um para Chrollo também. Quem sabe ele se engasgasse ou algo do tipo? Possibilidades que vieram à mente. 

— Qual sabor o senhor gostaria? — perguntou o atendente. 

— Eu vou querer o de flocos e mais um de... — Leório disse e olhou mais atrás, lembrando de Chrollo — Droga, eu não sei qual sabor ele gosta — pensou, para somente mais tarde se perguntar o porquê de se importar, pois qualquer um serviria. E antes de colocar este pensamento em prática e pegar qualquer um, o jovem da barraquinha disse: 

— O outro é para seu amigo? — e apontou para Chrollo no banco, que observava tudo em volta com seus olhos brilhando. 

— Sim, mas ele não é meu amigo — Leório respondeu naturalmente formando uma careta. 

— Seu irmão? — novamente insistiu, deixando Leório curioso sobre a curiosidade alheia. 

— Jamais. Nossa! Passou longe — riu. 

— Oh, eu acho que entendi — disse o jovem, novamente deixando Leório curioso — Já que você não sabe o sabor preferido dele, faz o seguinte: leve dois sabores diferentes. No momento em que for dar o sorvete, você não entrega, o deixe escolher por conta própria e dependendo do que ele disser, você diz que só tinha esses dois sabores. E levando em consideração o que ele for escolher, você diz que era o que ele mais gostava entre os dois que for levar. Entendeu? — o vendedor disse animado, propondo algo que geralmente fazia com casais. 

— Sim, entendi. Meh, pode ser — aceitou o conselho, mas no fundo não entendeu as razões para o levar a ter que fazer isso. De qualquer forma decidiu fazer, o que poderia perder? Nada.  

Voltando ao banco, Leório parou em frente de Chrollo com dois sorvetes diferentes, e assim como o vendedor de sorvetes aconselhou, Leório não entregou o sorvete e esperou Chrollo pegar por conta próprio. Isso porque não esperava que a arrogância dele viesse à tona para o fazer perder boa parte de sua paciência: 

— Eu por acaso pedi sorvete? — disse grosso, especialmente por vir de Leório e isso deixou o Paradiknight muito irritado com tais modos.  

— Isso é sério? — demorou para acreditar em tal falta de consideração — Ah, vai se foder! Está um calor do caralho, eu trago essa porra para você na melhor das intenções e você fica de frescura? Se foder, escolhe logo um e cala a porra da boca — Leório disse tão irritado que Chrollo até mesmo ficou assustado, afinal, durante todo o tempo que ficaram juntos, Leório não mostrou seu lado agressivo como era de costume mostrar.  

— Nossa... — e com isso Chrollo pegou o de limão, o chupando calado por estar sem graça. 

— Mal-agradecido! — bufou — Saiba que eu ainda fiz questão de trazer o que você mais gosta entre todas as opções que tinha e você desmerece assim? Tch! — e com isso um clima um tanto pesado se instalou. 

Ao longe, o mesmo jovem acenava para Leório imaginando que o plano deu certo. E Leório por não ter sacado, retribuiu os acenos, fazendo o vendedor entender que tudo realmente foi como planejado. Mal sabia ele que os dois no banco estavam prontos para se esganar, só faltava mais estímulo. 

Minutos se passaram e o mesmo clima hostil permaneceu; querendo aliviar para sair do desconforto, Leório comentou: 

— Razor curtiu e comentou na nossa foto. Esses são os meus garotos, foi o que ele comentou — e riu — O mais engraçado é as pessoas respondendo ele achando que somos seus filhos. Já imaginou como deve ser, ser filho dele? — refletiu, encarando o céu junto a Chrollo. 

— Deve ser legal... quer dizer, ele deve ser um bom pai... Melhor que o meu pelos menos, já que eu não tenho um. Mas se ele for exigente em casa da mesma forma que é na escola, eu estou fora. Eu que não iria querer ele no pé do meu ouvido durante o começo e final do dia — riram, aliviando um pouco o clima. 

— Verdade, você perdeu seus pais bem cedo também, não é? — Leório comentou de forma até mesmo inocente. O peso emocional que havia em suas palavras era tão denso que só faltava Chrollo o apalpar no ar. 

À princípio Chrollo não era de falar sobre isso, mas tinha conhecimento da empatia vinda de Leório, afinal, ele acabou passando pela mesma coisa, em contexto diferentes, mas pela mesma causa. 

— Infelizmente sim...  

— Entendo. 

Entre o ódio mútuo, também havia empatia. Isso deveria os ajudar a manter uma relação saudável, mas caem na preferência de insistir naquilo que um no outro os desagrada. O que muitas vezes é literalmente nada. 

— Bem, última foto! — disse Leório, tirando uma foto sem dar um aviso prévio — Ah, falando nisso. Você bem que poderia me passar o nome da sua conta, né? Nunca procurei porque né, bem, você sabe. Mas seria bem conveniente agora.  

— Conta? Conta do quê? — parecia tão confuso quanto um velho tentando entender as novas tecnologias. 

— Conta do Facebox — respondeu e Chrollo não pareceu entender — Oh, meu Deus! Como assim você não tem um Facebox? — Leório mostrava tanta surpresa que Chrollo sentia que não ter aquilo era tão estranho quanto um dedo na testa. 

— Bem, não eu não tenho um celular, então... 

— Ah, mas vamos ter que mudar isso. Vamos fazer uma conta para você, mas é agora! — e o pegou pelo pulso, o forçando a levantar e sair da preguiça — Primeiramente vamos comer que estou faminto! — e com isso, para o desânimo de Chrollo, deixaram o zoológico. 

Minutos depois, foram comer em um estabelecimento próximo à praça principal. Chrollo, muito orgulhoso, deu trabalho na hora de aceitar a comida que seria paga por Leório, este teve que insistir muito e só teve sucesso porque o estômago do Lucilfer estava jogando no outro time, favorecendo o Paradiknight. 

— Então, vamos começar seu cadastro. Primeiramente precisamos de um e-mail. E considerando que você não é nenhum pouco atualizado, acredito que não tenha um, então eu já criei o seu e é bom que decore! Mas isso não importa por ora, primeiro vamos colocar as informações necessárias. Como seu nome, idade, gostos e coisas desse tipo — Leório explicava pacientemente, Chrollo ouvia com atenção. — Então, Chrollo Lucilfer. Que dia você nasceu? 

— Não sei — respondeu e Leório ficou um tempo o encarando, confuso e piscando mais que o habitual. 

— Como assim não sabe? 

— Eu não sei. Quando cheguei aqui não existia nenhum documento sobre mim, nem meu sobrenome eu sabia dizer. Caso você não saiba, a mudança de pais, junto ao ataque que sofremos, juntando com a perda dos nossos país foi algo bem traumático. Então, não tenho informações exatas, pois éramos crianças e isso não favoreceu muita coisa. 

— Mas que passado difícil... Então você não tem uma data de aniversário? 

— Claro que tenho, eu tive que escolher uma. Esse tipo de coisa é necessário nos documentos. 

— Então porque não disse de uma vez? 

— Você não perguntou meu aniversário, perguntou o dia que eu nasci, que no caso, eu não sei — disse e Leório fechou a cara, o encarando como se não acreditasse no que ouviu — Eu escolhi meu aniversário para ser dia 17 de setembro. Porque a única coisa que eu tinha certeza era que nasci em setembro, então escolhi este dia por ser mais centralizado no calendário em relação ao mês. Não fui o único que teve problemas quanto ao sobrenome e data de aniversário — comentou, fazendo referência ao pessoal do orfanato que também tiveram que criar um sobrenome e uma data de aniversário. 

— Certo, isso é bizarro! Sabia que eu também faço aniversário nesse mesmo dia?! — disse e quem passou a não acreditar dessa vez foi Chrollo, pois ninguém iria imaginar nesta grande coincidência — Você realmente gosta de roubar, hein! Roubou até a data do meu aniversário!! — disse Leório, mas não em forma de insulto, foi mais como uma piada inocente que se faz com um amigo. E mesmo não considerando um ao outro como tal, ambos riram e deixaram o clima fluir como se fossem. — Certo, data colocado. Com isso saberão seu signo, saiba que existem muitas pessoas malucas que acreditam em astrologia. Respeito, mas não acredito. 

— Concordo — disse um pouco entediado. 

— Ora, ora! Temos muito em comum, um passado trágico, o seu mais difícil que o meu... Temos a mesma data de aniversário. Não acreditamos em astrologia. Temos tudo para ser melhores amigos — e balançou o celular, fazendo referência ao começo do dia. 

Não demorou muito e a comida que pediram finalmente chegou, fazendo a mesa ficar lotada de coisas que haviam pedido. Já que Leório quem iria pagar, Chrollo resolveu aproveitar, pois se fosse para ele ficar jogando em sua cara mais tarde, iria dar motivos para tal. 

— Então, diz algo que gosta para eu já colocar aqui. Depois você mesmo vai acrescentando — disse Leório e Chrollo não deu muita bola, pois o que iria adiantar ele fazer aquela conta se não iria poder mexer? Mas seu ânimo virou do avesso ao comentar sobre aquilo que mais gostava: 

— Bem, eu gosto muito de insetos e, principalmente, aracnídeos! — disse se segurando para não começar a falar sobre várias curiosidades inúteis que adorava; muitos não o aturavam ouvir, diferente dele que adorava falar — É tão legal a forma em que aranhas se comportam na natureza! Existem aranhas de todos os tipos, formas, tamanhos e cores! Umas que ficam na areia o dia inteiro esperando um inseto idiota passar para virar refeição. Existe outras que se sacrificam, se tornando alimento para a sobrevivência dos filhotes e muito mais! Cada uma se comporta de uma forma e buscam sobreviver de uma maneira única. São ágeis, espertas e, principalmente, muito traiçoeiras! É como se tivessem personalidades próprias, afinal, cada uma age de uma forma diferente. Sem falar que suas teias são obras de arte, sempre em formatos únicos e diferentes, geralmente com uma funcionalidade muito especifica! É como se fosse uma identidade própria, assim como nossas digitas. Sabe, eu tinha uma aranha de origem lá de Gorteau, por ela ser nativa de lá, ela nunca se espalhou, pois como sabe, Gorteau é uma ilha sem fronteiras, pois é cercado por água. Então muitas espécies nunca se espalharam e só vivem lá. Assim como ela. Seu nome era Danchou! Danchou pertencia à uma espécie de aranha muito abundante da região. Ela transmitia uma espécie de feromônio, que enganava as aranhas ao redor, as fazendo achar que ela pertencia à mesma espécie. Não era venenosa e era muito simpática! Foi tão difícil ter trazido ela, mas então ela teve um destino muito trágico — finalizou um pouco depressivo.  

Terminando de tanto falar, encarou Leório, que o observava atentamente, absorvendo cada palavra dita. E notando que fez de novo — falar demais sobre aranhas e como gostava delas — Chrollo corou, constrangido por ter se aberto ainda mais para Leório. Se sentiu vulnerável e exposto pela primeira vez em anos! Somente por ter falado do seu grande gosto por aracnídeos. 

— Uou! Que profundo! Você realmente tem um gosto bem especifico.  

— Pff! Eu sei, eu sei. É estranho você gostar de aranhas desse jeito, Chrollo — Chrollo disse revirando os olhos, dizendo em tom que dava a entender que ouviu muitos dos outros. O que realmente era verdade. 

— Olha, eu não diria que é estranho, quer dizer, é algo que você gosta, por que seria estranho? Só porque o que gosta é aranhas? Tem gente que gosta de dinossauros, e isso não é estranho, outros gostam de ninjas e até mesmo planetas. Então eu não diria que seu gosto é estranho apenas por serem aranhas. É como todo mundo diz: gosto é gosto e não se discute — disse Leório, fazendo Chrollo encontrar pela primeira vez na vida alguém que o compreendesse, porém por ironia do destino, acabou sendo Leório, logo alguém que tem uma grande inimizade. — Eu mesmo gosto muito de culinária. Minha tia gosta de instrumentos musicais e com isso ela escolheu sua profissão. Você poderia focar em aracnologia e estudar aranhas, é algo que gosta, vai te dar muito prazer e tudo mais — disse normalmente enquanto escrevia sobre o gosto especifico por aranhas no perfil do Lucilfer.  

— Nossa, agora eu tenho uma boa resposta para dar àqueles que julgam meu gosto por aranhas e insetos — disse perplexo, sua boca aberta era quem mais poderia dizer, nunca iria imaginar algo tão útil saindo da boca de Leório.

— Pronto. Seu gosto por aranhas está no seu perfil é só você clicar aqui na categoria, que irá encontrar grupos, fóruns e comunidades de pessoas com o mesmo gosto. Poderá fazer amizades com pessoas que também curtem e discutir muito sobre esses bichos — riu, mostrando e explicando tudo direitinho para Chrollo entender. 

— Oh, agora eu vejo vantagem! — claramente mudou seu interesse. 

— Certo, há mais algo que gostaria de colocar? 

— Não, eu acho que não. 

— Certo, então vamos comer que eu estou morrendo de fome! — e passaram a comer com muito gosto a comida na mesa. Por conta disso, Leório não viu a chamada de um número desconhecido que ligava para seu celular...  


Notas Finais


Eu não ouvi direito!


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