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História Caminho da Vingança - Capítulo 54


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Notas do Autor


Continuação de sonho nesse capitulo, boa leitura.

Capítulo 54 - CAPITULO 54 - Em um piscar de olhos -


O que está acontecendo? Por que estou com essa dor tão forte na barriga? Eu não compreendo, vamos, eu tenho que me levantar e fazer alguma coisa, se estamos morando juntos significa que fui eu quem organizou a casa, então deve ter alguma coisa em alguma das gavetas do armário. Me levantei ainda com as mãos na barriga e fui até a cozinha, procurei pelas gavetas e finalmente achei o que eu precisava, peguei um remédio que aliviaria a dor, e uma faixa limpa.

Tudo certo até eu fechar a gaveta e olhar para minha barriga, ela estava enorme, eu estou grávida? Isso não tava assim até alguns minutos atrás, fui para a sala e entreguei o remédio junto de um copo de água para ele, e tratei de tirar aquela faixa suja e colocar a limpa.

- Minha barriga está enorme. – Suspirei.

- Não está tão grande assim, ainda estamos no quarto mês. – Ele sorriu.

- Me desculpa por ter magoado seu ferimento. – Me desculpei.

- Foi sem querer, não foi? – Ele riu.

- Foi sim. – Ri junto.

- Tá com saudades de casa? – Ele perguntou, mas não moramos aqui?

- Eu estou, mas também estou gostando daqui. –

- Mês que vem voltamos pra casa. – Ele me fez sentar perto dele.

Mas ficar sentada estava incomodando muito, então eu logo me levantei, mas ficar em pé cansava, meu Deus ninguém me avisou que engravidar era algo tão difícil. Resolvi que iria deitar no quarto, e quando eu cheguei lá o quarto havia mudado, era outro quarto e na parede que estava a cama estava cheio de fotos nossas, eu estava observando elas e nem percebi que minha barriga estava normal.

Havia tantas fotos que eu levei um tempo para observar cada uma delas, pelo menos ele não largou a equipe como ele tinha falado, tinha fotos nossas com uniformes e nossos rifles, fotos com amigos e pessoas que eu não conhecia.

- Finalmente ela dormiu. – Ele entrou no quarto e veio até mim.

- Ainda bem. – Mas quem? De quem ele estava falando?

- Agora podemos descansar, eu estou morto. – Ele se deitou na cama.

Pra falar a verdade, eu sentia meu corpo cansado também, e meus olhos estavam pesados de sono, me deitei do lado dele e o abracei sorrindo.

- Tá toda bobona né? - Ele sorriu.

- Estou. – Ouvi um choro vinda do quarto ao lado, e logo ele se levantou.

- Deixa que eu vou, você precisa descansar mais que eu . – Ele saiu do quarto.

Isso tá ficando cada vez mais louco, em um segundo eu estava normal, no outro eu estava grávida, e depois já tenho um filho. Já estou começando a ficar com medo do que pode vir depois. Eu estava com sono, mas não conseguia dormir até que ele entrou no quarto.

- Agora ela realmente está dormindo. – Ele se deitou na cama.

- Ninguém me avisou que cuidar de uma criança era tão difícil. – Ele sorriu, estava cansado mas parecia feliz.

- Todo mundo sabe disso, você que é um tolo. –

- Sempre de mau humor, não é? – Ele me encarou.

- Sim. –

- É por que você vai ficar sozinha? – Ele passou a mão por meu rosto. - Eu sei que eu devo te ajudar, mas o comandante tá me pressionando demais. – Ele suspirou.

- Vai ficar tudo bem, eu posso lidar com ela enquanto você estiver fora. –

- Mas enquanto eu estiver aqui, quero me manter perto de vocês duas. – Ele me apertou.

Ele estava sem blusa, e aquela ferida não estava mais lá, então não hesitei em passar minha mão pelo local, fui descendo até sua barriga e percebi que eu me sentia feliz por estar perto dele.

- O que foi? De tarde não foi o suficiente pra você? – Corei com a frase e virei para o outro lado, escondendo meu rosto no travesseiro, enquanto ele ria de mim.

- Não tô achando graça! – Murmurei ainda com vergonha.

- Agora falando sério, meu amor o que você acha de sairmos amanhã? Podemos ir na sua mãe. – Eu fiquei com mais vergonha ainda por ter sido chamada de “meu amor”.

- Podemos sim. – Tirei meu rosto do travesseiro, e me virei para poder olhar seu rosto.

Inesperadamente fechei os olhos e colei meus lábios nos seus, eu queria mostrar que estou me sentindo bem, fiz um carinho em seu rosto e trocamos sorrisos, estava tudo bem até eu piscar e quando eu abri os olhos, ele não estava na minha cama. Achei aquilo super estranho mas apenas fiquei deitada e olhei em volta, o quarto havia mudado de novo, a tinta da parede era outra e o lençol da cama também era de outra cor, mas a mobília estava da mesma forma, porém nossas fotos haviam sumido.

- Mamãe, o papai acabou de chegar! – Era uma menina e tinha pelo menos uns sete anos, havia se passado tanto tempo, ela correu para fora do quarto gritando “papai” diversas vezes.

Eu iria chamar ele para perguntar o que havia acontecido com as fotos, mas de uma forma que ele não desconfiasse. – Jordan... vem aqui por favor. – Chamei.

Não houve nenhuma resposta então me levantei e sai do quarto e caminhei até a sala, mas o Jordan não estava lá, era o Nathan. O encarei como se ele fosse um desconhecido, mas logo ele abriu um sorriso para mim.

- Mamãe, olhai isso. – Ela estava com um coelho nas mãos.

- Achei que já estava na hora dela ter algum bicho, ela anda reclamando tanto por estar  sempre sozinha. – Ele se aproximou de mim. - E você, como está? – Ele me abraçou.

- Eu estou bem, não sabia que viria hoje. – Chutei tentando receber alguma informação útil.

- Eu iria avisar, mas quis fazer surpresa dessa vez. – Ele soltou a mochila no chão, e começou a tirar a camisa do uniforme.

- Papai, eu e a mamãe marcamos o tempo que você ficou fora. – Ela estava com um calendário nas mãos, junto com o coelho e entregou para ele.

- Vocês fizeram isso mesmo? – Ele sorriu pegando o calendário.

- Sim, por que eu já sou grande e responsável. – Ela falou e correu com o coelho pelo corredor, provavelmente foi para o quarto dela.

- Garota, você sentiu saudades de mim? – Ele jogou o calendário no sofá e eu consegui ver que foram meses riscados, seis meses para ser mais exata, esse foi o tempo que ele havia ficado fora de casa.

- Claro que senti. – Sorri torto.

- Estou morrendo de fome, vou tomar banho e comer alguma coisa. – Ele levou suas mãos até minha cintura, e não esperei ele iniciar algo, eu mesma passei um braço por seu pescoço e o beijei. - E depois cuido de você. – Ele me soltou.

O beijo dele beijo era totalmente diferente do beijo do Jordan, era algo que ele liderava completamente, já o Jordan algumas vezes me dava um certo espaço para tentar do meu jeito. Eu fui para o meu quarto esperar por ele e a garotinha apareceu com o coelho.

- Mamãe, temos que dar um nome para ele. –

- Verdade, você já pensou em algum nome? –

- Sim, ele vai se chamar de Pernalonga, igual o nome do coelho daquele desenho. – Ela estava super animada por ter ganhado um bichinho.

- Eu gostei do nome. – Sorri, e ela saiu do quarto, eu iria atrás dela mas o Nathan entrou no quarto.

- Garota, vamos sair pra comer algo fora mais tarde? – Ele se sentou na cama.

- Eu gostaria de ir. – Me sentei atrás dele, e passei meus braços em volta do corpo dele.

- Apenas um beijo não foi o suficiente para mim. – Ele se virou e me olhou com uma certa malicia. -Anne, venha aqui. – Ele chamou e logo a menina apareceu, bem, agora eu sei o nome dela.

- O que foi papai? – Ela perguntou.

- Por que não leva ele lá pro quintal? Ele vai gostar de lá. –

- Boa ideia papai, e o nome dele é Pernalonga. – Ela sorriu.

- Pernalonga é? Eu gostei do nome, agora vá mostrar o quintal pra ele. – Ela saiu do quarto.

- Agora posso te dar um belo trato, pra recompensar esses meses que passei fora. – Mas que safado, fez a “nossa filha” sair de casa para ter segundas intenções comigo.

- Estou cansada. – Essa foi minha melhor desculpa para poder fugir.

- Pode descansar depois, você falou que quando eu voltasse iríamos tentar ter outro filho. – Ele me fitou.

- Eu falei isso? – Perguntei.

- Sim, você falou, agora vamos tentar. – Ele se aproximou passando as mãos por minhas pernas, e logo sua mão estava apertando minha bunda, mas ele foi interrompido por a campainha que estava tocando.

Me levantei com pressa, fugindo dele e fui até a porta, e eu fiquei com a boca aberta após ver quem era. - Mey, o Nathan já chegou? – Ele me perguntou.

- Pai? – O olhei incrédula.

- O que foi? Tem algo errado comigo? –

- Não! Não é isso... – Dei espaço para ele entrar mas se abriu um buraco no chão e tudo se escureceu.

~ Sonho: Off  ~

Um sonho não é mesmo? Eu estava sonhando esse tempo todo, me virei de lado e o Jordan estava dormindo como se nada tivesse acontecido, e realmente não tinha, pois não passou de apenas um sonho, suspirei pesadamente e me levantei da cama.

> Continua <


Notas Finais


Até o próximo. ^^


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