História Caminhos - Capítulo 16


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Henry Mills, Personagens Originais
Tags Emma Swan, Monique Tayah, Once Upon A Time, Regina Mills, Swan Mills, Swan Queen, Swanqueen, Swen
Visualizações 377
Palavras 3.397
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Famí­lia, Fantasia, Ficção, LGBT, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Obrigada a todos vocês que estão comigo nessa! Eu realmente sou grata por compartilharem comigo e tudo mais!

Bem a fanfic está chegando ao fim e eu Monique estou nesse momento escrevendo o cap 20... o que não sei é se vai até o 21 ou até o 22. Bem, espero que aproveitem bastante, pq eu to aproveitando!! <3

Boa leitura!

Capítulo 16 - Meu eixo - Regina


 Caminhei em total silêncio até onde havíamos amarrado os cavalos, eu estava totalmente perdida nos meus pensamentos confusos em relação a tudo aquilo, em como eu deveria me portar mesmo sentindo uma dor antecipada da ausência que as meninas causariam.

Eu não queria mesmo viver sem elas, depois de ter experimentado as felicidades de estarmos todos juntos, eu não saberia mais viver sem aquilo, aquele era o final feliz que eu tanto busquei em toda a minha jornada.

Meu final feliz... eu já estava completamente entregue a situação... confusa com muitas coisas e cheia de medo de não conseguir ser aquela Regina tão segura e firma de si... aquela Regina sem medo de seus sentimentos por Emma, aquela Regina cheia de orgulho da família que havia construído... eu queria ser ela, mas seria eu capaz de conseguir ir tão longe?

 

— Regina? – Emma me chamou em tom alto ao tocar em meu ombro.

— Oi?

— Você tá bem? – Ela parecia preocupada.

— Estou... – Respondi ao olhar ao redor e ver as crianças em seus cavalos já andando.

— Olha... é... eu estou aqui, ok? – Me confortou com o olhar.

 

Eu forcei um sorriso para ela que me devolveu um com tristeza

 

— Vamos? – apontou para o cavalo a nossa frente.

— Acha que consegue conduzir o cavalo, Swan?

— Como assim?

— Ir no meu lugar conduzindo ele, não é tão complicado assim, é só seguir as crianças.

— Mas e você?

— Eu o que?

— Não vai com a gente? – Seus olhos assustados com aquela possibilidade fizeram meu coração sorrir, eu gostava mesmo dela e estava começando a achar que ela também gostava de mim, digo, mais do que apenas beijos e amassos.

— Eu vou, Emma... – Sorri de canto – só vamos trocar as posições, você vai na frente e eu atrás.

— Ah tá... – Ela soltou o ar aliviada, mas voltou a me encarar com dúvidas. – Mas porquê?

— Estou com dor de cabeça...

 

Menti, é claro que eu menti, por mais que eu já estivesse ciente dos meus sentimentos, eu ainda não conseguia dizer que simplesmente queria passar um tempo abraçada a ela para poder tentar relaxar um pouco todos aqueles pensamentos confusos em mim... na verdade até mesmo para mim aquilo era novo, mas já era um grande passo ter consciência e forças para assumir que eu queria sim passar aquele tempo sentindo seu corpo colado ao meu.

Emma por sua vez viu em meus olhos que eu estava mentindo, ela sempre conseguia ver, mas deu de ombros e subiu no cavalo sem nenhuma dificuldade, ela aprendia rápido.

Subi com sua ajuda e sem pudor algum a abracei forte antes de qualquer coisa, o que a fez ficar imóvel por alguns segundos até que respirou fundo e segurou em meus braços que estavam sobre sua barriga, depois de mais alguns segundos eu afrouxei e beijei rapidamente seu ombro lhe agradecendo.

 

— Vamos... – Eu ordenei baixinho em seu ouvido.

 

Logo alcançamos as crianças que estavam parados a nossa espera.

 

— Ué? – Elise falou diretamente com Emma que deu de ombros sem saber o que responder.

— Eu só estou com dor de cabeça. – Eu tirei a dúvida de todos.

— Não está nada! – Sarah falou de primeira.

— Olha, Regina... – Elise tinha a voz triste. – Eu não sei como está se sentindo, nem você nem a Emma... mas eu não quero que a chegada das nossas mães atrapalhe esse dia tão lindo que estamos tendo.

— Exatamente! – Sarah completou – Eu também não sei como estão se sentindo, mas eu posso dizer o que eu estou sentindo. Eu amo minhas mães, amo meu lar, amo a minha vida... mas essas duas semanas foram realmente especiais... é claro que eu quero voltar para casa, mas... mas eu não quero ter que deixar vocês...

— Nós não queremos deixar vocês... eu sei que vamos... e isso também vai doer em nós... mas o que faz eu me sentir melhor é que eu tenho certeza que quando chegar a hora de partimos vocês vão estar preparadas para viverem sem a gente...

— Pelo menos até nascermos aqui também... – Sarah sorriu travessa.

— E se vocês não nascerem? – Henry falou com a voz triste, eu fiquei tão perdida nos meus sentimentos que nem me dei conta que Henry também ia sofrer quando elas partissem.

— Essa possibilidade não existe, criança! – Sarah falou como Emma.

— Vocês não... – Eu tentei falar, mas Sarah me cortou.

— Nem você nem Emma podem opinar sobre a operação coruja! – Seu tom sério e ao mesmo tempo brincalhão.

 

Eu ia rebater, eu queria dizer muitas coisas na verdade, mas estava tudo tão confuso que preferi me acalmar antes de falar qualquer coisa, com qualquer um deles.

Segurei nos braços de Emma fazendo as rédeas se moverem o que fez o cavalo começar a andar deixando as crianças para trás.

Aquela situação me deixou mais sensível do que eu tinha imaginado. A maneira com que Sarah havia falado igual a Emma me deixou tão triste que eu tive vontade de chorar, mas preferi conduzir Emma a sair andando a frente para eu tentar me controlar.

Minha tristeza naquele momento foi pelo motivo de... tudo... elas eram tão minhas, mas na verdade não eram não... Na realidade das meninas Emma e Regina as tinham feito com amor verdadeiro, elas nasceram do ventre daquela Regina, eles eram uma família, eles tinham uns aos outros e o presente de serem felizes juntos todos os dias.

Eu tinha provado daquilo por menos de duas semanas e de todas as certezas do mundo, de tudo que eu já tinha feito era, eu precisava daquela família e para ter aquela família a tal operação coruja tinha que ser concluída.

Passei todo o percurso sem dizer nada, Emma também permaneceu em silêncio, era como se ela soubesse que eu precisava daquilo... que eu precisava tentar voltar ao meu eixo... coisa que eu achei que fosse demorar um pouco, mas com a energia boa que vinha do corpo de Emma, minha mente fluiu dando espaço a força e fé... aquilo era real, havia algo magico entre nós, algo que eu jamais havia provado antes com outra pessoa... até o cheiro que emanava do seu ser fazia eu me sentir segura e em paz.

As coisas entre nós duas aconteceram rápidas e de uma forma bem inesperada, a gente literalmente conheceu nossas filhas antes mesmo de cogitamos a possibilidade de acontecer algo entre nós... e acho que toda aquela confusão em tão pouco tempo fez Emma e eu apenas deixarmos o corpo falar, enquanto havia muito mais a ser dito... não era apenas pele como eu queria que fosse... era algo que eu ainda não tinha coragem para assumir.

Chegamos ao haras, guardamos os cavalos e paramos próximos ao meu carro.

 

— Antes de irmos para o Granny’s podemos passar na floricultura? – Sarah perguntou para mim, mas olhou para Elise rapidamente que trocaram um olhar carinhoso.

— Floricultura? – Emma quem perguntou, fazendo ambas as meninas afirmarem com a cabeça.

 

Entramos em meu carro, eu ainda permanecia em silêncio, não por estar brava e chateada como antes... eu estava apenas sentindo, absorvendo o momento, querendo aproveitar o simples fato de estar naquele carro com Emma, Henry, Elise e Sarah.

 

— O que vamos fazer na floricultura? – Emma estava curiosa.

— No momento certo você vai saber... – Elise fez mistério como mais cedo, a diferença era que daquela vez eu também não sabia, mas apenas sorri.

 

Estacionei em frente a floricultura, mas estava fechada.

 

— E agora? – Emma fez um bico que apenas eu pude ver, tive que me segurar para não beijá-la.

— E agora que... – Elise começou a falar dentro do carro, em seguida estávamos todos sentados em uma mesa de concreto – Entramos com magia...

— Onde estamos exatamente? – Emma olhou ao redor.

— Estamos na parte de trás da floricultura, depois da estufa... – Sarah falou ao ascender algumas luzes com magia, o sol ainda não havia se posto completamente, mas já estava começando a escurecer.

— Nosso primeiro contato com nossas mães juntas foi aqui...

— Comendo pizza! – Sarah sorriu feliz.

— Parece que foi ontem... – Elise tinha saudades na voz - Eu ainda estava com tanto medo delas não me amarem que mal pude aproveitar... lembro de estar brava... triste... confusa... mas ao mesmo tempo estava encantada, elas eram reais, elas estavam a minha frente... mas não sabiam quem eu era... e aquele fato me deixava ainda mais irritada... eu não queria que fosse daquele jeito, sabe?

— E como você queria que fosse, querida? – Perguntei.

— E-eu... eu sabia que elas não iam saber quem eu era... quem nós éramos... mas algo dentro de mim imaginava que elas me reconheceriam, que elas iriam querer me abraçar assim que me vissem, que iam dizer meu nome e falar o quanto sentiram minha falta... algo dentro de mim desejava que só ao nos verem aquela maldição deixaria de existir.

— Mas tudo aconteceu tão rápido... – Sarah olhava para a irmã. – Regina e Henry lembraram de tudo em poucos dias e nós tivemos a recepção que tanto desejamos.

— E a outra Emma? – Henry.

— Ela só lembrou quando quebramos a maldição... que também foi rápido – Sarah respondeu ao soltar o ar e olhar ao redor – Eu gosto de lembrar daquele dia que comemos pizza aqui... do quanto eu esperei para vê-las juntas no mesmo lugar... – fez uma pausa – e aconteceu depois de tantos anos esperando... elas estavam aqui... sorrindo para gente... sorrindo uma para outra mesmo sem saberem que já tinham tido uma vida juntas... Gosto de lembrar o quanto sem saber quem éramos elas já nos amavam... Elise estava meio cega pela confusão, mas eu lembro o jeito com que nos olhavam e a maneira que suas expressões pareciam leves e em paz...

— É... hoje eu sei que o amor nunca deixou de existir... mas... – Elise não completou.

— Mas? – Emma tinha toda sua atenção e curiosidade apostas.

— Mas nada... eu e Sarah queremos mostrar para vocês como foi...

— Como as lembranças? – Perguntei.

— É mais ou menos... – Sarah quem respondeu – Com as lembranças vocês... vocês sentem como a gente, veem como a gente, escutam e tudo mais... porém... a forma como vamos mostrar vai ser mais...

— Mais como imagens sem sons... Por isso viemos até aqui, porque precisamos do local para mostrar... vamos, levantem. – Elise ordenou, todos a seguimos e paramos próximos a mesa – vão ser apenas imagens não muito nítidas e nem muito solidas.

 

Sarah e Elise se olharam cumplices afirmaram com a cabeça e moveram suas mãos fazendo fumaça azul clara e lilás cobrirem tudo o ambiente. Quando o nevoeiro se decepou pudemos ver a nossa frente a outra Regina sentar por último.

As imagens eram meio transparentes quase como fantasmas de um filme de ficção.

Os olhares eram mesmo como Sarah tinha dito, aquela Regina já amava aquelas crianças tão perfeitas e únicas.

A pequena Elise parecia mesmo brava, mas ela estava interagindo bem com a aquela Regina.

A outra Emma tinha o olhar levemente confuso, mas feliz por estar ali.

A pequena Sarah brilhava tanto que era a própria luz de tão feliz.

A cada coisinha a mais que eu vivia com eles só me dava mais urgência de ter tudo aquilo para mim, eu tinha que ter aquelas lembranças sendo minhas, feitas por mim.

Olhei para o meu Henry que tinha um sorris gostoso e orgulhoso ao assistir a lembrança.

Olhei para as meninas que estavam abraçadas de lado sorrindo felizes ao recordar do passado.

Por último olhei para Emma que estava ao meu lado, com um sorriso meio triste junto a um olhar tão carinhoso e amoroso que fiquei hipnotizada.

 

— O que? – Emma perguntou baixinho e sem graça.

— Nada, Swan... – Eu respondi sem coragem de dizer o que estava pensando “como você é linda!”

— Eu sei porque ela estava te olhando daquele jeito – Elise implicou com Emma no mesmo instante em que a magia chegou ao fim – Mas não vou te contar...

 

Emma bufou, revirou os olhos e cruzou os braços, foi tão igual a Elise que eu não resisti, eu literalmente apertei seu braço.

 

— Ai Regina! – Emma reclamou com um sorriso no rosto.

— Essa é nova! – Sarah e Elise falaram ao mesmo tempo olhando uma para outra.

— O que é nova? – Emma ainda não sabia daquela coisa de apertar e jogar coisas.

— Nova maneira de ser feliz... – Elise respondeu sem responder ao puxar Sarah e Henry em direção a estufa. – Nós já voltamos... fiquem aqui! – Os três praticamente correram para dentro da estufa.

— Vai fingir de novo que não sabe o que eles estavam falando, ou vai me contar? – Emma perguntou assim que eles estavam longe para não ouvirem.

— Vou contar... mas vem... eles não podem saber... – Falei séria como se fosse um grande segredo, a puxei para onde tinham algumas árvores o que a fez ficar assustada e curiosa.

 

Emma tinha seus olhos arregalados a espera de uma grande revelação, eu olhei para trás dela conferindo se estávamos mesmo protegidas dos olhares daqueles três curiosos, o que fez Emma também olhar ainda mais ansiosa, mas logo voltou aos meus olhos.

Depois de tantas emoções em apenas um dia eu me encontrei naqueles olhos e sorri sem receio de demonstrar minha felicidade... sem medo de assumir a mim mesma o quanto eu a desejava, o quanto eu estava apaixonada, encantada... o quanto eu a queria todos os dias da minha vida... a queria daquele jeito e de todos os outros que eu ainda também não conhecia.

 

— Porque está sorrindo assim? – Ela sorria de volta mesmo sem saber o motivo do meu. Eu não respondi apenas respire fundo. – Regina? – Ela insistiu.

 

Eu avancei e invadi seu espaço, segurei em seu rosto e revezei o olhar entre sua boca e olhos, que eram ainda mais lindos de perto e eram ainda mais perfeitos quase colados aos meus. Beijei sua bochecha a fazendo fechar os olhos e me tirar um sorriso ainda maior. Emma me abraçou pela cintura com calma e respirou fundo, ao soltar o ar abriu os olhos com calma e encarou os meus de um jeito que eu me senti nua emocionalmente, sem muros, sem barreiras, apenas eu e ela.

Ficamos nos olhando por um tempo tendo uma conversa silenciosa e maravilhosa. Havia uma conexão entre nós, algo especial e único... algo que graças as nossas filhas da outra realidade nos ajudaram a enxergar o quanto aquilo tudo era mágico.

Um medo enorme de Emma não estar sentindo o mesmo que eu me invadiu... eu desviei o olhar e me afastei repentinamente... mas ela me puxou pela mão, me abraçou de volta e me encarou séria e forte.

 

— O que foi, Regina? – Eu neguei com a cabeça e desviei o olhar novamente. – Não... olha para mim... – Ela segurou meu rosto gentilmente com uma mão. – O que está acontecendo dentro dessa sua cabeça?

 

Eu não queria falar daquilo ali naquele instante, então tentei beija-la, que riu ao desviar e dar um pulo para trás.

 

— Regina... – Ela respirou fundo ao voltar para próxima a mim e segurar com as duas mãos o meu rosto – Eu vou esperar você estar pronta para falar comigo, mas antes quero que saiba que eu estou mesmo aqui... ok? Eu não vou a lugar nenhum, eu vou estar sempre aqui com você... – fez uma pausa ao sorrir sem jeito – a não ser que você não me queira perto...

 

Ela não tinha tido nada demais, mas para mim foi uma declaração e tanta, uma declaração tão única como nós, o que me fez abrir o sorriso.

 

— Se eu não te quiser por perto, Emma... eu sei que você vai ficar de longe tomando conta da minha vida.

— Ainda bem que me conhece. – Ela também abriu o sorriso.

— Eu estou vendo vocês ai atrás! – Sarah falou em tom alto nos fazendo sair de trás da árvore como duas adolescentes fazendo besteira.

— Atrapalhamos? – Elise tinha travessura na voz.

— Não, estávamos apenas vendo a saúde daquela árvore. – Emma mentiu tão mal que até eu ri. – Sabem que eu sou a xerife e não vou permitir que roubem flores, não é? – Emma desandou do assunto ao ver Sarah com algumas flores em mãos.

— Não roubamos, né mãe? Deixamos um dinheiro na bancada. – Elise falou com naturalidade, o que fez Emma sorrir única outra vez.

 

Ia ser difícil para Emma também, ia ser difícil para todo mundo ficar sem as meninas quando chegasse o momento... fazia pouco tempo, mas toda a felicidade que provamos era demais para depois daquele tempo ficarmos sem.

 

— Bem... – Sarah olhou para as flores, olhou ao redor e por fim parou em nós – O nosso primeiro momento juntas foi diferente desse aqui que tivemos com nossas mães... mas a gente trouxe vocês para ver como que foi, porque queremos que saibam que nem tudo foi um mar de rosas nas nossas vidas... e que tivemos que superar muitas cosias para chegar onde chegamos... na verdade vez ou outra temos que superar algo...

— Queremos que saibam que... bem... como a gente vem dizendo desde o momento em que chegamos aqui... vocês podem ser felizes como somos...

— É isso... – Sarah sorriu para gente e deu um passo em nossa direção – Essas pequeninas flores são para vocês – Entregou parte das flores para mim e parte para Emma. – São Miosótis... elas representam recordação, fidelidade e amor verdadeiro. – Sorriu linda.

 

Eram pequenas flores em um pequeno buque, lindas e encantadoras, que de imediato me fez lembrar Emma, ela tinha uma tatuagem parecida com aquela flor. Sem pedir permissão ou qualquer coisa do tipo eu puxei deu pulso o encarando... respirei fundo, olhei naqueles olhos verdes tão intensos e sorri para ela ao lhe soltar. Em seguida olhei para os três a minha frente e vi que na mão de Henry tinha um vaso pequeno com outra flor, antes de eu perguntar qualquer coisa ele respondeu que era para a outra Regina e a outra Emma.

Voltamos para o carro e eu dei partida para o Granny’s. Aquele dia tinha sido mesmo um lindo e maravilhoso sábado, ele ficaria para sempre guardado em minha memória e coração.

Antes mesmo de entrarmos na lanchonete tinham algumas pessoas do lado de fora que nos olharam desconfiados, além de termos passado pelas ruas da cidade a cavalo, não tínhamos feito mais nada que deixasse a população fofoqueira curiosa. Mas ao entrarmos e darmos de cara com a outra Regina a outra Emma junto a Snow e Charming na mesma mesa e Ruby em pé apoiada a mesma, conversando... eu entendi o motivo do espanto dos que estavam fora e daqueles também que estavam dentro e nos viram entrar.

Eu sabia que as mães das meninas estavam no Granny’s, mas eu não tinha pensando naquilo, em como a presença delas poderia causar uma grande confusão na cabeça daquelas pessoas.

 

— Olha só... – Elise começou com seu melhor sorriso ao se encostar ainda em pé em sua mãe Regina que logo a abraçou pela cintura – Vejo que minhas queridas mães encontraram esse casal simpático!

— Se não fossem eles nós estaríamos servindo de animal de circo para essa cidade – a outra Emma falou como um segredo ao se referir aos moradores curiosos.

— Foi tão ruim assim? – Sarah olhou ao redor ao sentar no colo de sua mãe Emma que resmungou pelo peso e a forma que tentou se ajeitar. – Não reclama do meu peso se não você vai acordar comigo em cima de você todos os dias durante um mês! – Falou como diversão ao apertar as bochechas de sua mãe que apenas riu da situação.

— Olha... – a outra Emma ainda tinha um sorriso lindo nos lábios por conta de sua filha. - Confesso que achei divertido... as caras e bocas que as pessoas fizeram...

— Vocês tinham que ver foi a cara que eles fizeram quando a gente se beijou na frente deles. – a outra Regina sorriu cumplice para a outra Emma.

— Ah eu quero ver me mostra! – Elise pediu feliz.

— Eu também! – Sarah falou tão feliz quanto a irmã.

— Vocês...? – Eu perguntei brava, mas não tinha ficado brava de verdade. – Vocês não podem ficar confundido as pessoas dessa cidade.

— Vai ficar tudo bem, querida... é bom que eles vão se acostumando... – A outra Regina implicou comigo.

 

Eu ia responder, mas engoli as palavras, respirei fundo, dei as costas e fui até o balcão. Eu queria ser ela, eu queria ter a vida que ela tinha... mas estar ali de frente para tudo que eu estava desejando era difícil, eu ia ter que tomar uma dose dupla para prosseguir com aquele encontro tão especial com direito a Snow e Charming.



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