História Caminhos - Capítulo 17


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Henry Mills, Personagens Originais
Tags Emma Swan, Monique Tayah, Once Upon A Time, Regina Mills, Swan Mills, Swan Queen, Swanqueen, Swen
Visualizações 357
Palavras 4.013
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Famí­lia, Fantasia, Ficção, LGBT, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 17 - Conquistadora de coração - Emma


Depois de uma situação constrangedora, embaraçada, um pouco engraçada e até libertadora no granny’s, Regina fez questão de que a outra Regina e a outra Emma ficassem em sua casa.

David e Mary se despediram junto ao questionamento se eu iria com eles, mas Henry, Sarah e Elise responderam por mim dizendo que não... Sarah e Elise usaram do argumento que logo elas iriam embora e que queria passar todo o tempo que podiam junto a mim também.

Aquele tinha sido um dia e tanto, na verdade aqueles dias tinham sido dias e tanto... mas ter uma outra eu e uma outra Regina era um pouco assustador para mim, mais até que Sarah e Elise serem suas... nossas... sei lá... filhas de Emma e de Regina.

Ter aquelas outras versões nossas, se amando com o olhar, com o corpo e as palavras, era de me dar muito medo, mas ao mesmo tempo de me fazer sentir uma liberdade enorme, como se finalmente eu pudesse jogar tudo para o alto e ser quem eu queria ser com Regina.

Ao chegarmos a mansão da Regina, as crianças foram tomar banho e Regina foi levar a outra Regina e a outra Emma até um dos quartos de hospedes, enquanto eu sozinha me sentei a uma cadeira da mesa de jantar.

Aqueles três minutos sozinha lá em baixo me fizeram refletir em como as coisas estariam se Elise e Sarah não tivessem aparecido, será mesmo que Henry teria sido levado para Neverland? Será que eu sem elas, teria entendido que todos aqueles sentimentos pela Regina, desde a primeira vez que a vi eram muito mais do que eu imaginava? Será que eu já teria provado daqueles lábios e até de partes do seu corpo? Como e onde eu estaria? Eu estava fazendo forças para tentar me ver em outra situação, mas eu não conseguia, porque tudo que eu mais queria era estar ali, mesmo que um pouco confusa ainda, eu queria mais que tudo estar com Regina e ser parte de sua vida como estava acontecendo nas últimas duas semanas.

— Emma? – Regina chamou minha atenção ao descer os últimos degraus da escada, eu apenas olhei para ela. – As crianças já estão no banho e eu acomodei o casal maravilha numero dois – eu sorri achando graça – Você quer tomar banho? Posso te emprestar uma roupa.

— Você vai tomar banho?

— É claro, foi um longo dia... quero estar limpa para o jantar.

— Hum...

— Hum, o que, Emma? – Ela me olhou desconfiada ao me ver sorrir.

— Hum que eu vou tomar banho sim... – Eu levantei e fui em sua direção.

— Nem adianta me olhar assim que você não vai tomar banho comigo.

— Ah! Porque não? – Eu a imprensei contra o vão da passagem ficando há centímetros de sua boca, o dia tinha sido mesmo muito longe e poder terminar ele com um banho junto a Regina seria perfeito.

— Porque não! – Ela disse firme ao me empurrar e sair de perto de mim, mas eu a puxei pelo braço envolvendo sua cintura e distribuindo alguns beijos em seu pescoço.

— Tem certeza? – Perguntei em seu ouvido a fazendo soltar o ar pesado e virar um pouco a cabeça.

Regina não respondeu de imediato, segurou em minha nuca entrelaçando seus dedos em meus cabelos, puxou minha cabeça um pouco para trás, me olhou nos olhos com um sorriso de canto e beijou minha boca com vontade. Era aquilo que eu queria, beijar aquela boca todos os dias da minha vida. Sentir todo o tremor que seu corpo causava em mim, sentir seu cheiro, sua pele, seu gosto... Depois de um longo e saboroso beijo ela parou com alguns beijinhos selados, segurou em meu rosto com as duas mãos, já eu com calma foi abrindo os olhos até encarar os seus que já estavam me olhando.

Houve uma conversa ali, eu não sei ao certo como, mas eu entendi, eu a queria tanto e ela me queria tanto, que uma paz enorme me invadiu... que eu entendi o motivo dela dizer não ao banho, aquilo não ia mais ser levado para o caminho apenas da luxuria como estava acontecendo, aquilo tudo tinha que tomar o rumo certo e para tal coisa acontecer, nós tínhamos que tentar nos conectar de outras formas que não envolvessem apenas amassos.

— Você é linda, Emma... – Ela disse tão espontânea que até mesmo ela se assustou, o que a fez sorrir envergonhada e esconder seu rosto por um ou dois segundos em meu ombro, mas voltou a me olhar. – Vamos tomar banho logo, que ainda temos um jantar pela frente. – Ela me puxou pela mão me fazendo ir para as escadas.

Confesso que fiquei confusa quando ela me levou até seu quarto, achei que tinha entendido errado a nossa conversa silenciosa, mas não, ela me entregou um pijama, uma toalha e disse para eu não demorar em seu banheiro que ela também tinha que tomar banho.

Depois de todos os habitantes, hospedes e visitas com seus banhos tomados nos encontramos na cozinha. A outra Emma quis fazer uma macarronada para o nosso jantar.

A cozinha da mansão era relativamente grande, mas ficou pequena para aquele monte de gente vestindo pijamas.

A outra Emma preparava tudo de uma forma diferente de mim, eu sabia cozinhar, mas ela parecia saber bem mais que eu... enquanto ela preparava, a outra Regina abriu uma garrafa de vinho, serviu quatro taças brindou com a outra Emma, beberam e depois trocaram um beijo rápido junto a um sorriso lindo. A forma com que se olhavam, se movimentavam, se completavam parecia até arte e olha que eu nunca fui muito artística, mas ali, tudo estava me emocionando... eu queria ser como elas...

— Não vão beber? – A outra Emma perguntou ao ver que nem eu nem Regina tocamos nas taças.

— Melhor não... – Regina respondeu ao olhar rapidamente para mim, sim mais uma vez tivemos a tal conversa em silêncio e não queríamos beber pelo mesmo motivo, o vinho da coragem que as meninas tinham nos dado.

— Por qual motivo? – A outra Regina analisou todos, incluindo suas filhas.

— É que da ultima vez foi um pouco... – Eu comecei a explicar o que fez Elise me cortar.

— Mãe o molho! Não vai deixar queimar! – Era impressão minha ou tinha algo estranho em sua voz

— É mesmo, esse molho é muito maravilhoso para você deixar queimar! – Sarah completou com cara de paisagem o que me deu certeza que algo não estava certo, o que fez a outra Emma desligar o fogo do molho e em sincronia junto a outra Regina cruzaram os braços e ficaram de frente para as meninas.

— O que vocês fizeram? – a outra Regina perguntou com autoridade.

— Nada! – Sarah e Elise responderam juntas ao darem de ombros.

— Elas nos deram um tal vinho da coragem. – Regina quem respondeu ao cruzar os braços igualmente as outras.

— Meninas! – a outra Emma as recriminou.

— Eu não acredito que vocês fizeram isso! – a outra Regina começou – Quantas? Quantas vezes eu falei que era extremamente proibido usar esse tipo de magia? – as meninas abaixaram a cabeça. – Olhem para mim enquanto eu estiver falando com vocês! – elas levantaram a cabeça – quantas? Me respondam!

— Muitas... – elas responderam a contragosto.

— E mesmo assim!? – A outra Emma quem continuou. - Mesmo depois de terem nos desobedecido, de terem vindo parar aqui vocês ainda continuaram a fazer o que a gente pediu para não fazer?

— Vocês sabem o quanto é perigoso usar coragem? – a outra Regina prosseguiu – Vocês tinham alguma ideia de quem era essa Regina aqui e do que ela era ou é capaz? – Olhei rapidamente para Regina que levantou uma das sobrancelhas para a outra Regina, mas só eu vi. – Como que vocês dão coragem a duas pessoas que não conhecem? Em Elise Cora Swan Mills e Sarah Snow Swan Mills? – a outra Regina estava mesmo chateada, mas não tinha raiva ou qualquer sentimento ruim em seus olhos, apenas preocupação. – Elas poderiam ter se matado! Elas poderiam ter matados vocês! Sabem o quanto vocês foram imprudentes?

Um silêncio se fez na cozinha, as meninas estavam de cabeça baixa... suas mães se olharam por alguns segundos respiraram fundo ao mesmo tempo e voltaram seus olhares para elas.

— Vocês têm alguma coisa para dizer? – a outra Emma perguntou para as filhas.

Eu achei que elas iam se desculpa para as mães e fazer os que os jovens fazem quando erram ou são pegos no erro, mas em vez disso Sarah e Elise se viraram para Regina e eu.

— Desculpa termos dado coragem para vocês... – Sarah quem começo.

— A gente realmente fez sem pensar nas consequências, não queríamos que tivesse sido daquele jeito... nós só estávamos desesperadas para irmos embora... – Elise falava com sinceridade – E se soubéssemos que ia ser tudo tão bom com vocês, a gente não teria nem pensando em usar coragem...

— E mesmo se soubéssemos que ia ser chato, ou qualquer coisa do tipo, nós não tínhamos o direito de usar coragem em vocês.

— Peço que nos perdoem...

— Por favor, nos perdoem!

— Tá tudo bem... já passou. – Regina disse me olhando em seguida, eu apenas afirmei com a cabeça concordando com ela.

— Por favor, nos desculpem também por tudo que agente fez... – Sarah pediu as mães.

— A gente promete que a partir de agora vamos pensar mil vezes antes de fazer qualquer coisa! – Elise também falava com suas mães. – Mas por favor, não fiquem bravas com a gente...

— A gente só queria ir embora, por isso usamos... desculpa... – Sarah.

— Olha... – a outra Regina disse nitidamente chateada – Nós já tivemos esse tipo de conversa antes, que algumas magias são proibidas e que até mesmo em circunstâncias extremas precisam ser pensadas com muito cuidado... e vocês... vocês fizeram tudo sem pensar... desde o momento em que saíram de casa vocês foram inconsequentes! Sabem o medo de nos fizeram sentir?

— Desculpa... – Sarah e Elise pediram em tom baixo.

— Olha, eu queria que esse jantar fosse diferente, eu queria deixar isso para quando estivéssemos em casa, mas saber da coragem foi a gota d’água... eu ainda nem acredito que fizeram isso com elas...

— Mãe, entende vai... – Elise ia começar, mas a outra Emma a impediu.

— Não, Elise! Não! – a outra Emma foi tão dura quanto a outra Regina... e em seus olhos também só havia preocupação.

— Eu quero que subam para seus quartos. – a outra Regina começou a dizer fazendo Elise e Sarah as olharam já pedindo não com os olhos. – Sim, cada uma em um quarto.

— Ah não! – Elas pediram juntas.

— Cada uma em um quarto até amanhã e nem adianta tentarem que eu vou trancar com magia para não haver fuga. Quero que reflitam sobre tudo que fizeram e amanhã antes do café quero as conclusões que chegaram separadamente.

Elise e Sarah tinham suas carinhas tão chateadas que tive pena do castigo que para mim, foi bem nada demais, mas pelo jeito delas, era um castigo bem ruim.

— Podem subir, quando o jantar estiver pronto eu levo para vocês. – a outra Emma deu a palavra final fazendo as meninas subirem com os passos pesados de raiva para o andar de cima.

— Eu posso esperar no meu quarto enquanto isso? – Henry parecia ter ficado tão chateado quanto elas.

— Tá tudo bem, querido? – Regina perguntou ao pegar em seu queixo.

— Eu só estou cansado, foi um longo dia... – Ele sorriu tentando parecer convincente.

— Então tá, quando tiver pronto eu te chamo.

— Posso comer lá em cima também?

— Sabe que não gosto... mas tudo bem, só hoje. – Regina sorriu para ele.

— Até amanhã... mães... – Ele falou achando graça ao dar tchau para nós quatro.

A outra Emma se virou para o fogão e reascendeu o fogo, a outra Regina virou sua taça de vinho e a reencheu em seguida, já eu e Regina ficamos paradas em pé sem saber o que fazer.

— Eu quero... primeiramente pedir desculpas por toda essa confusão que elas causaram com a magia da coragem... – a outra Regina tinha sua voz calma e um pouco triste talvez, não sei ao certo. Ela se sentou a bancada e nos empurrou as duas taças que havia nos servido. – Podem beber é só vinho... – Ela sorriu de um jeito tão carinhoso para gente que eu tive vontade de toca-la, eu ia ter que me controlar com a presença daquela Regina tão amorosa e simpática. – Quero pedir desculpas também por elas terem sido tão invasivas com vocês... na verdade é tanta coisa que temos que nos desculpar que nem sei ao certo por onde começar.

— Na verdade... – Regina pegou as duas taças me entregando uma e também sentando. – não precisam se desculpas por nada, tudo que aconteceu tinha que acontecer, na verdade eu só tenho a agradecer tudo que elas fizeram... – Eu olhei feio para Regina, ela falava aquilo porque não tinha bebido da coragem, só eu. – Tá! Nem tudo, a parte da coragem liquida foi mesmo ruim... – Ela fez uma pausa, senti que ia voltar a falar com as outras, mas voltou a olhar mim assim que eu me sentei ao seu lado, negou com a cabeça e voltou a olhar para a outra Emma e a outra Regina. – Elas são incríveis e por mais que eu concorde com tudo que vocês falaram para elas... eu sou grata por essas inconsequências... porque se não fossem elas... eu não sei onde eu estaria agora...

— Se fosse para ser como foi com a gente... contando pela idade de Henry – A outra Emma comentou com a colher de pau em sua mão. –  Talvez em Neverland, ou indo passar nove meses na floresta encantada sem lembrar de nada?! – Ela olhou para a outra Regina que confirmou.

— Então mais uma vez eu tenho que agradecer por elas terem cometido alguns erros e terem evitado coisas como essas... – Regina olhou para mim que concordei.

— Mas essas coisas... que nos levaram ao nosso destino... – a outra Regina.

— Bem o nome já diz, destino, se a gente tiver que ter o mesmo destino que vocês a vida vai arrumar um jeito.

 Tanto eu quanto as outras duas olhamos um pouco assustados para Regina, para mim foi praticamente dizer que ela estava disposta a ter algo real comigo, cheguei a prender o ar.

— Quanto de coragem que vocês beberam quando elas deram? – a outra Emma perguntou curiosa.

— Nós?! Só eu bebi... – Falei ao fuzilar Regina.

— Como assim? – a outra Emma perguntou

— Ela me deixou beber sozinha sem eu saber. – a entreguei.

— Típico em Regina?! – a outra Regina a julgou.

— O que está feito está feito... – Regina.

— Só isso? Eu deveria te dar coragem agora mesmo, por fazer a minha outra versão de boba... – a outra Emma também a julgou.

— Querida, não coloque lenha na fogueira. – a outra Regina sorriu para a outra Emma.

— Desculpem... – a outra Emma pediu para todos.

Depois daquilo a conversa fluiu para outro lado, começamos a conversar sobre a cidade, melhorias que elas haviam feito, mudanças, planejamentos futuros... foi bom ouvir tudo aquilo, foi bom falar de coisas que não eram relacionadas a nos juntar, ou qualquer coisa do tipo.

Foi maravilhoso conversar com minha outra versão e a outra Regina também, de um jeito diferente elas eram iguais a gente, mas não havia aquele pudor, elas eram leves, livres, amorosas e sem medo de falar ou de se expressar.

Depois de levarmos o jantar para os três lá em cima, depois de jantarmos e limparmos tudo, chegou a hora de dormir, aquela era a primeira vez que eu dormia naquela casa, eu estava ansiosa.

Estávamos ainda na cozinha, onde a outra Emma e a outra Regina terminavam e tomar um chá.

— Sarah e Elise estão em quartos separados, onde que você vai dormir em, Swan? – Regina perguntou mais para ela que para mim.

— Posso dormir no sofá, ou ir para casa... – Eu não queria nenhuma daquelas duas opções, eu queria dormir com ela.

— De jeito nenhum! – Prendi o sorriso e olhei para as outras duas que nos analisavam com os olhos felizes. – Elise e Sarah querem todos nós juntos e acho que podemos fazer isso por elas...

— Por isso estou aqui...

— Mas eu não contava com esse castigo. – Regina olhou para a outra Regina e a outra Emma.

— Olha, querida, elas merecem esse castigo... sei que a casa é sua e que só nós quatro estamos ocupando três quartos, mas foi você quem insistiu para virmos para cá, então acho que o tal do destino que você mesma disse que arrumaria um jeito caso fosse preciso, arrumou um jeitinho de só ter mais uma cama sobrando nessa casa. – A outra Regina se divertiu ao ver Regina revirar os olhos.

— Eu posso mesmo ir para casa e assim que eu acordar eu venho para cá como tenho feito.

As outras Regina e Emma encararam Regina a espera de uma resposta, assim como eu... eu não queria ir para casa, mas era completamente compreensível caso eu tivesse que ir.

— Tudo bem... – Regina disse por fim ao me olhar profundamente, de imediato fiquei triste por ter que partir, mas depois de meio segundo encarando seus olhos eu entendi que sua resposta não tinha sido bem a que eu havia entendido de primeira, o que me fez sorrir de canto sentindo-me envergonhada.

— Tudo bem o que? – a outra Emma perguntou.

— Tudo bem, Swan dormir comigo. – Regina respondeu, fazendo meu sorriso aumentar, o que fez a outra Regina nos analisar.

— Tem certeza? Eu posso te sufocar com o travesseiro durante a noite por ter me feito beber coragem sozinha! - Brinquei.

— Pensando melhor, acho que vou optar por você dormir aqui em baixo no sofá do escritório. – Regina falou sério, mas em seus olhos eu vi que era apenas implicância.

A outra Emma levantou e foi até a pia, o que fez a outra Regina levantar e ir até a pia também, natural como tudo que elas faziam, a outra Regina abraçou a outra Emma por trás e falou algo em seu ouvido que a fez virar e pela primeira vez eu as vi se beijando de verdade, deixando Regina e eu de olhos arregalados, o beijo entre elas foi realmente intenso, o que obrigou a Regina a forçar uma tosse.

— Ainda estão ai? – a outra Emma sorriu com malicia para gente.

— É meu amor, infelizmente vamos ter que continuar lá em cima... – a outra Regina olhou para a outra Emma, beijou ela rapidamente, pegou em sua mão e foram em direção a porta. – até amanhã. – E subiram quase correndo.

Regina e eu respiramos fundo ao ficarmos sozinhas.

— Uau... – Comentei me referindo as outras.

— Vamos subir? – Regina perguntou com calma e um sorriso lindo, eu afirmei com a cabeça.

Subimos como duas adolescentes indo para a cama pela primeira vez, nervosas, ansiosas, aflitas, sem saber o que fazer... na verdade essa era a forma com que eu estava me sentindo, agora se ela estava eu não podia afirmar.

Ela arrumou a cama enquanto eu olhava pela janela buscando algo interessante para dizer, sim eu estava mesmo muito nervosa... coisa que eu não deveria estar, já que já havia feito quase tudo com ela, tá... quase tudo é muita coisa, mas os amassos que havíamos dando nos fez minimamente conhecer um pouco o corpo uma da outra, mesmo que em partes.

— Vem, Emma... – Regina me chamou ao apagar a luz e deixar somente os abajures acesos.

Ela deitou e eu deitei, ela de costas para mim e eu de barriga para cima, com as mãos entrelaçadas sobre a mesma, olhando para o teto, como uma estátua. Apenas alguns segundos depois ela respirou fundo e se virou para mim, o que me fez olhar para ela, que não disse nada, apenas ficou me olhando... ficamos nos olhando, até que ela tirou uma das mãos de baixo da coberta e repousou sobre as minhas.

— Eu quero... – Regina falou quase em um sussurro.

— O que?

— Eu quero elas...

— Como assim?

— Você não quer, Emma? Você não quer elas para sempre?

— As meninas?

— Sim... você as quer também?

— Sim... mas... infelizmente elas vão ter que ir embora...

— Eu sei... por isso vamos ter que fazer as nossas... – Ela falou natural fazendo todos meu corpo entrar em colapso, fazendo o silêncio prevalecer por um tempo.

— Você tá falando sério? – Eu me virei de frente para ela.

— Nunca falei tão sério em toda a minha vida...

— Isso quer dizer que...

— Isso quer dizer que talvez a gente deva tentar de outro jeito...

— Como assim? – Meu coração parecia que ia sair pela boca.

— Quer jantar comigo amanhã? – Tinha um pouco de insegurança em seus olhos.

— Um encontro? – Eu sorri tão feliz que a fez sorrir de leve ao afirmar coma cabeça – É claro que eu aceito jantar com você amanhã.

Ela sorriu largo junto a mim, o que fez o silêncio se fazer presente outra vez, conversamos com os olhos enquanto aos poucos os sorrisos foram se desfazendo e a respiração se acalmando.

— Você é linda, Regina. – Eu falei depois de um tempo ao tirar uma mecha de cabelo do seu rosto. – Que nem parece que é real...

— Eu sou real, Emma... – Ela sorriu ao repousar uma das mãos em meu rosto – tão real que posso te tocar – fez carinho em minha bochecha – posso beijar você – beijou a ponta do meu nariz – e posso te abraçar até dormirmos – ela me abraçou de frente sem jeito, mas voltou ao seu lugar.

— Quem diria que um dia Emma Swan estaria deitada na cama da Regina Mills? – Eu falei a fazendo sorrir – E de encontro marcado... para onde você vai me levar?

— Ainda não sei... – Ela tinha um leve sorriso permanente.

— Ah, não vai fazer que nem as crianças e ficar fazendo mistério não é? – Fiz carena a fazendo me roubar um selinho rapidamente, o que me fez sorrir.

— Quando eu decidir eu te falo onde será nosso encontro.

— Vamos contar as crianças? – Ela deu de ombros como resposta. – É eu também não sei... eu quero contar, mas ao mesmo tempo tenho medo disso adiantar a ida delas... sei que é egoísmo meu mas...

—  É eu também penso assim, mas acho que na verdade contar ou não, não vai atrasar ou adiantar nada... a unica coisa que poderia faze-las ficarem aqui é a gente não se envolvendo... mas... – ela riu antes de falar – eu tenho uma Emma Swan em minha cama, acho meio tarde para pensar em não haver envolvimento.

— Então a gente conta. – Falei baixinho ao passar o indicador em sua sobrancelha e depois em sua boca, o que a fez beijar meu dedo.

— Como foi para você rever o Neal depois de tanto tempo? – Regina perguntou aleatoriamente.

— O que?

— Como foi para você rever o Neal depois de tanto tempo? – Repetiu a pergunta.

— Eu ouvi, só não entendi porque perguntou isso agora do nada. – Ela me olhou com um pouco de acusação ao levantar levemente uma sobrancelha, o que me fez respirar fundo para responder. - Foi... estranho, eu não achei que fosse vê-lo depois de tanto tempo.

— Estranho porque? Ainda tem sentimentos por ele?

— Regina?!

— Responde Emma!

— Tenho claro que tenho – Regina tentou disfarçar, mas seus olhos me entregaram todo o seu ciúme o que me fez sorrir a fazendo fechar a cara – Eu gosto dele como alguém que fez parte do que sou hoje, mas meus sentimentos são apenas em relação a nossa amizade, não quero nada com ele além de um bom convívio por causa de Henry.

— Bom ouvir isso – ela disfarçou o sorriso – achei que teria que entrar em algum tipo de competição para ganhar seu coração.

— Ganhar meu coração? – Eu sorri grande, já Regina ficou envergonhada.

— Sim Swan, isso mesmo... – Ela estava ainda mais envergonhada.

— Você é ainda mais linda quando está com vergonha.

— Shih... – Ela me puxou fazendo eu me aconchegar em seu peito – Vamos dormir que amanhã é um outro longo dia.

Nos ajeitamos no abraço em que dormiríamos, depois de perfeito o encaixe eu fiquei um tempo sentindo a energia magica que fluía de nossos corpos... eu precisava daquilo todos os dias, era apaixonante e... viciante.

— Boa noite conquistadora de coração. – impliquei já de olhos fechados.

— Cala a boca Emma. – Eu senti a vergonha em sua voz. – Durma bem, querida.


Notas Finais


Está chegando ao fim!


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