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História Caminhos - Capítulo 4


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Notas do Autor


Opa opa

Essa foi rapidinha, vai?

Ps's desse capítulo:
Pedro, adoro você e a Cacau, são maravilhosos juntos e isso é só uma historinha <3
Kotaka, esqueci de falar de ti nas outras histórias, não leve a mal tbm, teu canal é fantastico.
Maicon e luba, Beijão <3

Capítulo 4 - Algumas confissões doem mais do que deveriam


Fanfic / Fanfiction Caminhos - Capítulo 4 - Algumas confissões doem mais do que deveriam

Todos aqueles que não conhecem a si mesmo, estão fadados a falhar.

Naruto

 

Maicon-sama

 

Era por volta das 7:30 quando sua campainha tocou, sabia que era Kotaka, era dia de revisão de roteiro, onde ensaiariam e organizariam as piadas para o vídeo sobre Fanfics. No geral esse trabalho era exclusivo de Maicon, no entanto como Kotaka participaria ativamente neste vídeo, era importante que o mesmo estivesse por dentro de todo o processo de desenvolvimento.

Colocou a água para ferver para fazer um café e se dirigiu ao portão. 

Embora gostasse de acordar cedo, sua mente não funcionava na mesma velocidade que suas vontades, em sua mente recém desperta, não lembrava da reação do amigo ao conteúdo que estudariam, não lembrava do seu desejo de vê-lo mais do que tudo na última noite. Não lembrou de se preparar para o baque de estar cara a cara com quem passou a noite sonhando.

Esse baque veio a tona no primeiro contato dos olhos.

 

Luba-san

Havia terminado suas leituras na noite passada, afogado suas vontades em intimos toques de um banho demorado e se convencido em frente ao espelho que deveria ignorar o sentimento nascente pois uma relação unilateral nunca fará bem a ninguém. 

Dormiu e despertou com a mesma convicção em mente, pronto para seu habitual ritual matinal, seu banho, seu cuidado com o cabelo e barba, tal como a escolha da roupa que mais se adequava a seu humor. Nesse caso foi uma camiseta rosa pastel.

Preparou um sanduíche e um suco de laranja, sentou-se em sua mesa e avaliou sua lista de afazeres para o dia, dentre eles falar com Pedro sobre as histórias que haviam lido.

Lembrou-se então de sua decisão de manter a naturalidade, procurou então a conversa com Orochi a fim de enviar uma figurinha de bom dia. Decidiu tirar uma foto sua com a legenda “Bom dia, camomila do meu chazinho”, pensou duas vezes se desejava enviar a mensagem e por fim, decidiu que sim.

 

Orochi-kun

Já passava das 9 horas quando acordou com seu celular vibrando, anunciando alguma mensagem que havia chegado. Abriu seus olhos lentamente e tateou no quarto escuro, de janelas fechadas, em busca do celular. Quando o encontrou demorou alguns segundos para se adequar a luminosidade e então perceber que Luba havia lhe enviado uma mensagem.

Sentou-se na cama com um susto aterrorizante, com a certeza de que Lucas sabia o que ele havia feito na noite anterior, que de alguma forma havia descoberto todos os seus pensamentos mais íntimos, que tinha ciência de tudo que aconteceu.

Abriu a conversa e o que esperava era uma foto de Luba com um tradicional bom dia fofo, foi então que se deu conta da impossibilidade do mesmo ter descoberto seus sentimentos da noite anterior, ninguém sabia, nem mesmo ele entendia o que aconteceu.

Visualizou a mensagem e concluiu que agora não era o melhor momento para responder, então colocou o celular em seu criado mudo enquanto se levantava para acender a luz, tomar um banho e trocar seus lençóis sujos.

 

O processo demorou cerca de uma hora, tempo esse repleto de pensamentos confusos sobre a tão recente atração por seu amigo. Sim, já era uma certeza e Pedro a havia aceitado, de fato se sentia atraído por Lucas e não via razões para esconder isso de si mesmo, no entanto haviam várias para esconder isso de Luba.

Terminando o processo de limpeza, pegou seu celular e sentiu que estava pronto para retomar uma comunicação natural, então tirou uma foto de si mesmo com a legenda “Bom dia, já se fodeu hoje?”. Sabia que Lucas sempre achava graça dessas piadas bestas de manha, com esse pensamento lembrou-se novamente da risada do ruivo, em seguida se sentiu novamente culpado por pensar a respeito.

O celular vibrou novamente anunciando uma ligação de vídeo. Pedro Atendeu receoso, mas não queria perder esse contato, não podia viver com medo de Lucas.

- Eai dorminhoco, acordou tarde hoje, em - viu o rosto do Ruivo com um sorriso quente como sempre, enquanto lhe cumprimentava

- Pois é, dormi meio mal a noite - foi a única coisa que conseguiu comentar.

- Aconteceu algo? Algum pesadelo?

- Nada não, relaxa - queria contar que leu a história e sentiu algo diferente, gostaria de falar que passou a noite pensando em Lucas, mas não podia, simplesmente as coisas não funcionavam assim.

- O Pedrinho, a gente tem que fazer aquela call hoje pra falar sobre a história, tudo certo pra isso? - Luba perguntou com o rosto mais sério, afinal estavam falando de trabalho, no entanto Pedro não conseguia pensar nisso agora, sua cabeça estava longe demais.

- Mano, eu preciso terminar ainda, será que a gente pode fazer isso amanhã? Ai posso ler com mais calma e vai sair um conteúdo com mais qualidade e pá - foi a resposta mais sincera que conseguiu apresentar.

- Por mim suave, fica tranquilo - Lucas foi bem compreensivo.

- Blz então, fechou. Amanhã as 10?

- Perfeito.

 

Pedro então sentiu a impulsividade chegando, desejava falar, não havia contado para ninguém, precisava finalmente externar isso.

- Lucas - começou

- Oi, Pedro - havia um olhar curioso no rosto de Luba.

- Eu e a Cacau terminamos a alguns meses.

As palavras saíram como uma faca deixando seu corpo, nem ao menos Bruno sabia, não havia admitido para ninguém, doia bem menos que na data que ocorreu, no entanto ainda era um sentimento que machucava.

- Viu nos olhos de Lucas uma sensação que não sabia interpretar, poderia ser curiosidade, compreensão, graça ou até mesmo “o que eu tenho a ver com isso?”.

- Desculpa, eu só não tinha falado para ninguém ainda - Pedro continuou.

- Você não tem que se desculpar por isso, como você está se sentindo? - a voz era calma e compreensiva.

- Mal pra caralho - a resposta foi a mais sincera possível.

- Eu sei o que pode ajudar, uma pizza, um bom jogo e uma companhia decente. - Lucas esboçou um sorriso animado, claramente tentando ajudar o amigo.

Pedro riu.

- Talvez eu peça uma hoje a noite.

- Talvez nada, deixa eu ir ai, ficar na fossa com alguém é sempre melhor que sozinho. Prometo que eu dou o seu tempo e sua privacidade quando precisar.

- Que, você vai vir aqui? - Frade estava surpreso com a intenção de Luba, de fato ele estava sendo prestativo e parecia muito sincero.

- Claro que vou, você é meu amigo, desde quando devo te largar sozinho numa fossa?

- Mas aqui não é muito confortável nem nada - Pedro começou, além da tristeza advinda da recente confissão, também sentia uma inquietação por Lucas desejar vir para sua casa.

- Para com isso, vou pegar o primeiro voo, beleza?

- Beleza Lucas, obrigadão.

- Para de agradecer, vou te levar hambúrguer também.

 

Luba-san

A tristeza nos olhos de Pedro durante a confissão foi a mais sincera possível, todos os desejos que sentiu pelo mesmo em todo o decorrer da noite agora o espetavam como lanças no peito, repleto de culpa por ter desejado seu amigo ao invés de perceber seu problema e ouvi-lo.

Mais do que isso, se sentiu pior ainda por ter sentido uma pitada de esperança de que quando Frade chamou seu nome, confessaria uma atração mútua. Não esperava em hipótese alguma uma revelação tão triste.

Não queria deixa-lo triste, não podia. Era de praxe que ele e Jean se visitassem quando estivessem mal, Lucas sabia dar o espaço necessário e sabia estar ali quando a pessoa o buscasse. Ir para lá faria bem a Pedro.

Mas pensar em ir a casa do mesmo fazia com que a culpa em seu peito ficasse ainda mais forte, pois podia sentir as borboletas voando em seu estômago de uma forma impiedosa. Estava indo para ajudar seu amigo hetero a superar uma relação que terminou. Apenas isso.

Separou suas roupas em uma mala e seus produtos, notebook, câmeras em outra. Verificou se todas as suas necessidades estavam atendidas e pesquisou pelo vôo mais próximo.

 

Orochi-kun

Sentia a dor das palavras de forma palpável em seu peito, estava exausto e queria chorar, podia sentir os olhos ardendo ao mesmo tempo que sentia seu corpo arrepiado com a ideia de que Lucas estava vindo para sua casa. Isso o enchia de culpa e aumentava ainda mais a ardência dos olhos.

Não desejava esquecer assim tão fácil, foram anos importantes de sua vida, mas também não queria se limitar a novas experiências, mas, mais do que tudo, agora só queria dormir.

 


Notas Finais


O primeiro arco do shippuden deveria se chamar Sakura.


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