História Caminhos Cruzados - Capítulo 12


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Categorias A Força do Querer
Tags Marco Pigossi, Pagossi, Paolla Oliveira
Visualizações 20
Palavras 670
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 12 - Capítulo 12


Paolla pov's ON:

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A cara continua a mesma! Os olhos verdes que sempre me chamaram muito a atenção, o corpo meio malhado, o sorriso com covinhas que eram meu ponto fraco sempre que brigávamos... Inconfundível! Eu fuji desse homem naquela época o quanto eu pude e de todas as formas! Fui embora do país deixando de dar notícias e agora eu o reencontro da forma mais imprevisível. Não sei o que dizer... Ao mesmo tempo em que tive uma sensação boa me subiu uma raiva, uma tristeza. Sempre busquei me entender ao máximo, meus limites, minhas fases, sentimentos... Mas nunca pensei que aquilo ainda me doía dessa forma, para mim estava muito claro que era uma história enterrada. Aliás, é o que é para ser! Sou noiva e tenho uma filha a qual eu não consigo nem descrever o tamanho do meu amor por ela. Aquela dor causou incômodo e os questionamentos de se vale a pena bagunçar isso tudo por conta de um passado começaram a surgir,  meu autoconhecimento me dizia que sei que não vou parar quieta enquanto não tocar no assunto. Uma coisa que foi tão adiada e talvez agora seja o momento! Mesmo que depois de anos... Creio que estamos mais maduros e também divididos, falo de estamos porque não passei pela situação sozinha! E a parte de divididos é sobre termos que decidir entre bagunçar um pouco da nossa vida atual e abrir espaço para essa conversa inacabada ou ficarmos inquietos durante sei lá quantos anos há mais. Ambas as coisas irão tirar nossa comodidade mas particularmente, vendo o quão estável eu estou vale muito mais a conversa! Há coisas que precisam acontecer de fato para nós nos tocarmos e só agora eu percebi o quanto eu fui egoísta e o quanto estava querendo esconder o sentimento doloroso de mim mesma, a história não estava enterrada, na verdade ela não havia tido um desfecho! Se já cheguei a me culpar por um tempo e fiquei mal, ele ficou muito pior sofrendo com o meu julgamento precipitado. Fiquei sentida! Continuei reparando nele e foi inevitável não pensar que aquelas crianças poderiam ser os nossos filhos. Eles tem o jeitinho dele, o menor principalmente! Se parecem muito fisicamente, todo meigo e carinhoso. Sempre falávamos de filhos, era o sonho dele ser pai e isso me encantava principalmente porque ele tinha só 18 anos. Ninguém daquela idade aparentava ter um desejo daqueles mas ele não! Ele sempre tocava no assunto e dizia que queria ter muitos e eu respondia que queria que todos eles herdassem os olhos brilhantes e expressivos do pai, às vezes passávamos horas só fazendo planos... Pensamentos instantâneos que eu não tempo de afastar e com eles me veio a vontade de chorar. Me segurei. Agora depois de anos, fico feliz apesar de nunca mais querer ter notícias, ele parecia bem.

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***: Poxa moça, desculpa se eles incomodaram, não foi a intenção. Eles são assim mesmo bem falantes e impulsivos - a esposa dele disse.

Paolla: Não foi nada - minha voz saiu um pouco trêmula por conta do choro entalado na garganta, ela percebeu e apresentou uma expressão confusa enquanto Marco permaneceu imóvel.

Arthur: Mamãe a gente tava só brincando com a Alícia! Olha como ela é bonitinha e quietinha - ela sorriu no meu colo e Marco despertou do transe a olhando fixamente.

***: É muito lindinha mesmo! Parabéns! - ela sorriu pra mim e eu tentei retribuir da melhor forma possível.

Paolla: Obrigada!

Miguel: Por favor deixa a gente ficar brincando com ela mais um pouquinho!

***: Se a mãe dela não se incomodar e vocês não sumirem mais da nossa vista pode!

Arthur: Pode tia?

Paolla: Claro que pode. Senta aqui do ladinho dela...

***: Ôh, aqui tá seu algodão doce e esse aqui e seu sorvete. Cuidado para não se sujarem! - eles sentaram do meu lado e Marco continuou estático olhando Alícia brincar com os filhos. Comecei a estranhar mas talvez ele esteja tendo devaneios como eu que também não deixava de o olhar.


Notas Finais


E agora? Paollinha ficou sentida 🙈💕


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