História Caminhos cruzados (AU) - Capítulo 16


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Categorias O Diabo Veste Prada, Star Trek (Jornada nas Estrelas), Star Wars
Personagens Anakin Skywalker (Darth Vader), Capitã Phasma, Cassian Jeron Andor, Finn, General Hux, Han Solo, James T. Kirk, Jyn Erso, Kylo Ren, Leia Organa, Luke Skywalker, Miranda Priestly, Obi-Wan Kenobi, Padmé Amidala, Personagens Originais, Poe Dameron, Rey
Tags Adaptações, Ben Solo, Kylo Ren, Rey, Reylo, Romance, Star Wars
Visualizações 136
Palavras 3.137
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Literatura Feminina, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi mais um capítulo acabou de sair e agora realmente os próximos vão sair do zero! Eu fiquei um bom tempo ajustando e ajustando várias coisas desse último capítulo que tinha um esboço, então me perdoem qualquer coisa...

Bom nesse capítulo começam agora algumas mudanças. Não sei se vocês vão gostar disso, mas é aqui com o Ben e Rey vão começa a ser... Bom... Amigos? Acho que é a melhor palavras para descrever o que rola.

Muitos sentimentos a flor da pele aqui e espero não ter sido repetitiva ou muito chata para vocês... Confesso que estou preocupada com o nível da escrita, porque como os próximos são do zero e vou ter que retomar tudo. Isso me agonia, mas torçam por mim...

Boa leitura!

Capítulo 16 - Divergências


Fanfic / Fanfiction Caminhos cruzados (AU) - Capítulo 16 - Divergências

*

- Nem adianta... – Ele pousou a mulher que o seguia até a avenida onde tomaria um transporte antes de começar a falar. – Não me irrite, já estou o suficientemente perturbado para que você ainda venha atirar responsabilidades que não são minhas em minhas costas.

- Por acaso disse algo que o fez supor isso? – Jyn o encarou parando rente ao meio fio o desafiando a provar sua teoria. – Você está concluindo coisas de maneira defensiva, o que me fez ter apenas uma conclusão. Você está incomodado com alguma coisa e não deve ser pouco...

- Alguma? Estou incomodado com várias... – Ele retorquiu. – Você não vê como Rey me mete em problema? Até me colocou nessa situação apenas porque fiz um deposito na conta dela. – Esbravejou maquiado o que o realmente estava frustrando-o.

- O quê? – Jyn tentou processar mais devagar o que ele dizia. – A meio segundo atrás isso não lhe parecia problema e até mesmo quis trazer ela conosco. Isso foi um delírio meu?

- Eu pareço insensível? – Parou a encarando secamente. – Saiba que não sou tão sem sentimentos assim. Apenas quis ajudar, ainda que Rey Foster seja um imenso problema para mim. – Ben falava gesticulando exagerado.

- Um problema? – Jyn o fuzilou com o olhar e trincou os dentes em revolta.

E Benjamin não parecia querer continuar a conversa, por isso, apenas fechou sua expressão como se isso fosse resposta suficiente para um “não me diga mais nada”.

A ausência de um rebate formal por parte do médico fez Jyn Adams acender na sua mente uma explicação que era muito óbvia. Todo o trajeto que fazia com Solo desde que chegou a Chicago indicava que existia um envolvimento dele com Rey, não sabia exatamente o que isso queria dizer, ainda assim, agora parecia mais profundo do que podia supor.

A policial chegou a sondar o caso de Rey certa vez depois dos eventos do hospital, engraçadamente sempre que ela tocava naquela situação não traziam somente rubro a face da mulher mais nova, também trazia uma hesitação na sua voz. Alguma coisa havia acontecido e isso parecia piorar todas as vezes que eles eram postos frente a frente. Jyn sabia provocar os estímulos certos para chegar a ferida, só ainda faltava encaixar a última peça e “Cheque-mate” saberia algo mais significativo que a tiraria do campo da suposição.

- Você... Ben... Você, não... – Jyn não sabia como perguntar.

- Deixe-me em paz. – Falou a cortando de mau humor como se não quisesse prolongar as chances que tinha de formar um novo interrogatório contra ele.

- Você gosta da Rey ou está somente confundido as coisas? – Arremessou-o sobre um buraco de pressão invisível com a fala que já não era mais dura. Na verdade, seu timbre estava muito triste ao cogitar aquela possibilidade, pois queria acreditar que somente ela sentisse a mesma coisa.

- CONFUNDIDO? POR QUÊ? PORQUE QI’RA NÃO VAI VOLTAR?! – Ele falou repentinamente impulsivo em uma explosão. – SIM VEJO ALGO EM REY E É COMO SE FOSSE SUA IRMÃ.

Antes que pudesse falar mais alguma coisa e como se fosse um reflexo a agressiva resposta do homem, a mão de Jyn se virou contra o rosto de Benjamin dando-lhe um tapa brutal na face que queimou em segundos. Jyn nunca havia agido assim, aquela era pela primeira vez que sentia precisar ser indelicada, porque infelizmente nem todo amor e falas macias podiam ajudar em situações complicadas como aquela.

Estava cansada de ter que suportar aquele comportamento do mais novo, de ter que se sentir tão ferida sempre que tentava ajudá-lo.

- Já chega! – Falou seriamente como poucas vezes se podiam ouvir sua voz ressoar. – Já faz muitos anos e você continua a se comportar como se fosse o mesmo adolescente daquela tarde. Eu não consigo mais ver isso, porque isso me machuca. Fere a mim que continue a carregar essa culpa para sempre sem necessidade alguma. Aquilo foi um acidente Ben, não houve culpados.

O médico estava com a mão sobre seu rosto ainda em choque pela ação da mulher. Não sabia o que lhe deixava mais atordoado, se a ação da amiga ou admitir que se estivesse certa, ele teria de  aceitar os fatos e isso o obrigaria a chegar onde não queria chegar há anos.

- Chega Ben... – Pediu ela com uma voz emocionada. – Se você nunca a deixar, Qi’Ra nunca poderá descansar em paz. – Jyn finalmente soltou o que estava preso em sua garganta com tanta dor que não pode conter as lágrimas. – Se você a amou tanto ao ponto de esquecer que pode viver, então apenas deixe que ela possa ser livre agora. Você não imagina como sua alma deve estar triste de vê-lo desse modo por ela... Se continuar assim, Qi’Ra nunca irá se libertar desse mundo, não enquanto você se apega a esse fantasma como se fosse tudo o que te resta... Não enquanto você viver cada dia com esse sofrimento.

As palavras eram duras como facas afiadas que doíam em sua alma mais do que o próprio tapa que deixava sua pele quente contra a atmosfera fria da rua. Aquele fora o seu choque, a sua chamada para a realidade.

- E sabe o que é ainda pior em tudo isso? Você trata Rey como se fosse um idiota. – A impaciência estava enraizada em sua voz. – Pare de ser tão impulsivo! Essa moça não merece esse sofrimento, não merece que tente colocar sobre si uma responsabilidade que não possui, porque a vida dela está muito confusa já para que você ainda entre nela se sentindo no direito de magoá-la e bagunçar o resto de suas estruturas que ainda estão de pé.

- Nunca quis magoá-la ou interferir. – Ele falou fracamente como se o choque o tivesse feito acordar e confessar seus próprios pecados.

- Mas o fez. – Jyn respirou fundo o lembrando de suas ações erradas. – E o pior é que ainda não parou de magoá-la até agora... Talvez, não tenha avaliado corretamente o que sente Ben. No princípio você pode ter sentindo algo por causa dessa semelhança maluca com minha irmã. Acredite, eu também sinto o mesmo quando olho a Rey. – Confessou. – Porém as semelhanças morrem quando estamos muito próximos dela e a conhecemos a fundo.

Era verdade, do ponto de vista mais aprofundado elas não se pareciam em nenhum aspecto. Elas tinham a alegria contagiante no rosto, contudo não era o mesmo tipo de alegria, não era o mesmo tipo de sorriso. Tinham um modo de se relacionar que chamava atenção das pessoas a sua volta com espontaneidade, só que funcionava de um modo completamente inverso... Qi’Ra se aproximava das pessoas e as conquistava contando piadas, perguntando sobre o dia-a-dia... Rey era recatada, ela não era do tipo que chegava nas pessoas, ao contrário, as pessoas chegavam nela e sua doçura conquistava, além disso, sua forma prestativa de querer ajudar o próximo e sempre defender os injustiçados a fazia uma figura a quem gostavam.

Pareciam-se muito superficialmente, no entanto nunca poderiam assumir-se como se fosse uma a copia da outra. Essa era conclusão.

- Deve haver algo nela que você gosta e que é apenas dela que te deixa desse modo descontrolado... Mas nem mesmo você quer admitir isso, porque tem medo de descobrir o que seja esse algo, porque tem medo de colocar alguém em um lugar que acredita que somente a minha irmã merece no seu coração. – Aquela fora a coisa mais dura que ressaltou dos lábios de Jyn entre tantas que ele teve de escutar e que foi a que mais o desarmou mediante ao seu próprio muro protecionista.

- Não há nada que goste em... – E Ben se calou estranhamente como se não tivesse forças para completar a afirmação.

- Não se preocupe tanto com as justificativas, afinal não é a mim que deve convencer e sim a você mesmo, pois se entendi bem, está tentando arduamente prolongar sua tortura achando que não pode ser feliz, ou melhor, que não merece ser feliz... Precisa acordar.

- Eu estou acordado. – Balançou a cabeça como se quisesse comprovar a ela.

- Não Ben, não está e eu claramente posso ver isso desde sempre. Você deseja o passado, e só faz isso porque nele tudo era muito bom. Acontece que o passado já se foi... Entenda de uma vez. O único dia que não volta é o ontem, mas a gente sempre tem como recomeçar quando um novo dia amanhece... Não espere sua vida passar, não deixe que leve de você aqueles que estão vivos e por quem pode ainda fazer algo. Não se negue a possibilidade de ser feliz e fazer alguém feliz.

Dizendo isso a elegante policial se afastou do médico antes que pudesse contrapô-la. Estava abalada com aquela conversa, porque para ela sempre era difícil reabrir as feridas e expor seus pensamentos. Jyn sempre amou Qi’Ra, tanto que mantinha aquela pulseira estúpida da irmã em seu braço como se fosse seu amuleto. A mulher agarrava-se as lembranças tanto quanto Benjamin, mas a diferença entre ambos era que ela conseguia viver mesmo com aquela dor, enquanto o médico fechava-se para vida.

*

Uma coisa era verdadeira, o único dia que não se retrocedia era para o ontem.

Todas as palavras ditas ainda ecoavam na cabeça de Benjamin que estava alocado no banco traseiro de um Táxi. Estava tão anestesiado, sentindo-se firmemente culpado com os eventos. Achava que sua vida era infernal, mas ver tudo o que tragicamente se desenrolava com Rey Foster o fazia ter que admitir para si mesmo que estava apenas reclamando de modo precipitado.

Ao olhar para o lado com atenção lhe fez ver que não era o único a sofrer, o fez ver como independente de um problema é possível levantar a cabeça. Todas as pessoas no mundo podem sofrer, a diferença é que algumas fazem isso em silêncio, enquanto algumas expõem e outras se afundam envolvidas em seus próprios problemas... A vida não era fácil para Benjamin, não era justa, mas quando ele via agora com atenção Rey, o sujeito podia ver que seu mundo não era tão injusto assim... O mundo daquela mulher soava bem mais problemático e urgente.

- Eu sou um grande imbecil – Admitiu para si mesmo como se estivesse repetindo o que Jyn havia falado.

O motorista que estava dirigindo então disse:

- Perdão falou contigo? – O olhar do senhor que estava à frente do volante do carro o deixou agastado e ele suspirou antes de responder.

- Senhor, mudança de planos...

*

Quando ele chegou a Rua 54° Sul desceu do carro penteado os cabelos rebeldes com os dedos.

Seguiu depois para a entrada e pediu para que pudesse ter acesso ao apartamento de Rey. Quem estava na portaria era Theodor, que não o reconheceu de imediato, somente após mais uma nova olhadela demorada foi que se lembrou do homem da noite anterior, que esteve na festa comemorativa da moradora do apartamento do sétimo andar.

Subindo até o apartamento, deu dois toques na companhia até ser recepcionado por Poe que cruzou os braços assim que o viu. O bombeiro que estava com um ar sério, logo contorceu a face em vista do visitante inesperado.

- Oi Solo. – Falou em um cumprimento que revelava a mera cordialidade obrigatória. – Em que posso ajudar?

- Eu preciso falar com a Rey. É sobre um assunto que não pode esperar. – Hesitou dizer, ainda assim tirou sua coragem oculta e a expulsou com determinação.

- A Rey não está em condições de receber visita, afinal chegou há pouco. Acho até que sabe disso, pois até onde sei você também prestou uma cena infeliz na delegacia que a constrangeu, ela não deve estar muito disposta a olhar para você agora. – Embora não soubesse que grau de intimidade aquele homem possuía com a mulher, não se importou. Sua cabeça estava foca no problema a ser dissolvido.

Jyn foi bem clara com seus pensamentos e ele concordava com a análise. Assim, depois de pesar na balança achava que precisava mesmo conversa com a gerente, não apenas para aliviar o peso imenso dos ombros que o apontavam com uma figura sem coração, mas também porque ele queria mostrar que podia conviver pacificamente com ela.

- É importante. – Falou ele como mais insistência.

Notando aquela forma melancolia na voz do médico, o bombeiro teve que admitir que não parecia que Benjamin Solo faria alguma idiotice dessa vez, e logo liberou a passagem de entrada.

- Entra. – Falou ele esperando que o convidado se movesse para fechar a porta. – Senta no sofá... Eu vou ver o que posso fazer. – E assim o homem de braços largos sumiu pelo corredor do apartamento o deixando sozinho.

Na sala estava tudo um tanto revirado sobre a mesa de centro modesta. Eram aqueles os resquícios que não houve o tempo devido de arrumar a casa após a festa surpresa e que as coisas para Rey deveriam estar mesmo de ponta a cabeça.

Na noite anterior, Ben não havia reparado direito em como o apartamento era em cores ou em mobílias. Em analise parecia tudo muito simples, tinha poucas coisas no espaço, em maioria se restringiam a livros de culinária, um tipo de entretenimento curioso para um homem solteiro até onde avaliava.

Ao perdesse a observar o ambiente, o médico fatigado nem se deu conta da volta do anfitrião que já trazia consigo uma mulher confusa ao lado.

- Rey... – Disse ele com certo entusiasmo, depois desviou o olhar para Poe que entendeu que aquilo seria um assunto particular.

- Rey... Eu vou descansar um pouco. – Anunciou o homem gentilmente como desculpa para dar maior privacidade ao dois. Depois deu um beijo na testa da mulher que fez Ben engolir a saliva com mais vontade. – Já sabe que se precisa de mim pode chamar. – Ele apertou firmemente os ombros da mulher que assentiu. Havia ficado aliviada com o carinho propiciado por uma figura que passava um aspecto de similaridade quase sanguínea.

Após a saída do anfitrião da casa minutos depois se escutou a porta do quarto dar uma batida com suavidade. E o homem que estava sentado então brevemente virou sua cabeça e perguntou:

- E seu irmão? Alguma notícia. – A gerente cruzou os braços de modo cabisbaixo como se esperasse que aquela conversa tivesse se iniciado de outra forma. Falar de Alex não era fácil nas ultimas horas.

- Não. – Ele sentiu sua garganta embolar com um arranhado maluco que pareceu comer suas palavras durante aquele monossílabo pronunciado por ela.

Benjamin olhou a sua mulher a frente com nervosismo, ele não sabia mais bem como reiniciar a conversa. Ficou perdido e atônito com a resposta, afinal parecia grave.

- O Poe disse que precisava falar comigo, disse que era algo urgente. – A suavidade com que o tratava ainda que repleta pelo afogamento de sua esperança e magoas, comovia-o.

O médico pensava silenciosamente ao mirar a mulher abatida que Jyn nunca esteve tão certa em suas conclusões, Rey não merecia seu destrato ou sua impulsividade ferina, já sofria demais sem ele em sua vida, por isso repensando todas suas ações, ele começou a falar:

- Rey, eu sei que deve estar se perguntando por que vim justamente aqui em uma hora como essa onde tudo está horrivel para você. A verdade é que estou me sentindo um completo idiota, porque desde ontem tenho agido de modo incoerente com você e pode não parecer, mas isso me incomoda. – Estava exausta por tudo, triste sem notícias sobre o irmão, porém escutar Benjamin dizer aquilo como uma confissão de culpa a aliviou minimamente em meio ao seu emaranhado de problemas.

Chegou a se culpar por ter sido mesmo um tanto invasiva com Ben pela noite. Entendia que havia problemas, que talvez tê-lo pressionado mesmo se sentido magoada não tivesse sido o melhor modo de agir com alguém como ele. Ela sabia que o emergencista sempre foi anti-social, afinal sempre teve uma única pessoa a quem podia direcionar o seu carinho. Agora que ela estava sem Alex e isso parecia um desenho abstrato a ser interpretado com perfeição por um critico de arte, que tentava buscar em cada pincelada interrompida na tela o significado de uma expressão. As pulsões em seu coração davam a compreensão certa daquela dor que um dia ele teve e ela não mais o julgou.

- Eu sou péssimo com as palavras. – Admitiu se levantando como se estivesse desconfortável, porém quando o fez viu os olhos dela soltando lágrimas abundantes e silenciosas que passavam similaridade de um sentimento reprimido por ele.

- Não é algo que eu não saiba. – Não fora uma crítica, fora uma observação amena e que se seguiu de um abraço que ele pouco entendeu, mas acolheu.

- Sim, você sabe. – Colocou confuso buscando as palavras como se nada fosse suficiente para completar o que ele pretendia dizer após sentir o soluço dela entre seus braços.

- Solo... – Ela sussurrou. – Se perder meu irmão não sei o que fazer da minha vida. – A confissão foi o suficiente para trazer um choque na espinha dele.

Agora entendia o consolo que aquela frágil figura buscava entre seus braços. Ela sabia que ele vivera uma perda. Podia entender que aquela mulher estava perdida, com medo que nunca mais pudesse ter quem amava em sua vida novamente. A semelhança, a comiseração e a montante de tudo que ela despertava nele expandiam-se fazendo com que apertasse o topo de sua cabeça com a palma contra o seu peito.

- Você não irá perder o seu irmão Rey, eu tenho certeza que Alex deve estar bem em algum lugar. Logo teremos notícias de seu paradeiro. Não fique assim. – As palavras foram afáveis, ainda que não fossem tão elaboradas e não tão próprias aos seus ouvidos como gostaria de ter soado para consolar aquela mulher, ainda assim eram tudo de melhor que tinha para ofertar naquele momento.

Compreendia a dor, mais do que ninguém, afinal, ele estava mergulhado nela por anos, por isso para Rey bastavam que suas palavras fossem gentis. Não se importava se tivessem lhe dito algo melhor que parecia ter saído de livros de auto-ajuda. Se fosse diferente não seria Benjamin Solo, não seria o ser fechado e enigmático oculto em uma concha que ela pensava ser a única pessoa naquele momento a que poderia recorrer para entender seu sofrimento. Os outro talvez até pudesse vê-la naquele estado, mas por não ter sentido na pele aquela sensação a queimar na alma e no seu ser por inteiro, ainda que sincero soavam vazios.

E assim o enlace da vida começou a trabalhar sobre aquelas duas figuras que se encontravam agora abraçadas, as mesmas figuras que estavam acostumadas a recuar ao se cruzar, mas que agora percebiam que era inútil tentar desviar-se por outro caminho. Não havia mais como evitar a colisão... Não depois daquele diversos eventos que insistiam em uni-los...


Notas Finais


Uffa... Então foi isso... Aqui é onde começa tudo em definitivo! Nossa senhora. Agora sim rs.

Bom, eu recebi algumas sugestões e também sei que estou em falta quanto aos acontecimentos do que se passou com a Rey e o Ben na escola, então vou fazer o seguinte com vocês. Vou colocar isso no próximo capítulo.

Confesso que no começo pensei em contar os eventos durante uma conversa, mas agora repensei e vou transportar vocês para a cena em questão. Torçam por mim! Obrigada pelas mensagens e pelos likes! Se retomei a escrita do meu livro, devo isso a todas vocês que estão sempre mandando mensagem aqui e no facebook (juro que nunca esperei esse tipo de retorno quando iniciei a adaptação do projeto e toda vez que vocês chegam para falar "cadê o livro?" , "Não aguento esperar" hahahah isso me deixa mais que feliz !!! ♥️♥️😱😱😱 ).

Amo vocês e espero não desapontar. Um beijo com carinho e sem sofrencias rsrsrs

Ahhh sim e aqui o link do jornal que já prometi a uns mil capítulo atrás hahahaha estava esperando ter mais conteúdo para vocês entenderem sobre os personagens e agora que zeramos, ele chegou chegando. Espero que gostem!
https://anniewalflarck.tumblr.com/post/176483332751/bom-como-prometido-hoje-vou-contar-um-pouco-sobre


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