História Caminhos de uma história - Capítulo 14


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Kookv, Nanjin, Taekook, Vkook, Yoonmin
Visualizações 47
Palavras 1.244
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Festa, Hentai, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Sei que não tá perfeito
Taekook vida
BTS me mata :(

Capítulo 14 - XIV


Joguei-me contra a minha cadeira quando cheguei em minha sala. Tudo parecia girar um pouco, minha cabeça estava tão lotada que eu já não sabia muito bem o que eu estava fazendo. Era muita coisa acontecendo em tão pouco tempo, parecia que eu estava em um castelo de areia, e eu não poderia prever quando a agua bateria mais forte e o castelo ruiria até o mar.

Peguei meu telefone e mandei mensagem para o Jimin, ele estava preocupado com tudo que estava acontecendo – eu não podia negar a ele uma explicação, era meu dever. Jimin, me respondeu na hora e pediu que eu atendesse meu telefone, disse a ele que era melhor ele focar em seu próprio trabalho, mas mesmo assim meu telefone tocou minutos depois.

“Você está bem não é? O que aconteceu com você Taetae?”

Sua voz era de extrema preocupação, me senti mal por deixa-lo preocupado comigo. Ele não deveria estar se preocupando com as minhas coisas, deveria focar nas coisas que aconteciam ao redor dele mesmo.

“Eu estou bem Minie! Para de bancar a mãe extremamente preocupada.”

Tentei parecer o mais normal possível, mas não me senti mentindo. Eu estava realmente bem – um pouco confuso com todo que estava acontecendo comigo em relação ao Jungkook e a todo esse universo que envolvia esse homem, além de preocupado com meu emprego – mas eu estava bem.

“Taehyung, eu te conheço com a palma da minha mão! Não tente mentir para mim, pois você não vai consegui nada com isso!”

Eu abri um sorrisinho com a sua imitação de pessoa mais velha e seria, nunca vai deixar de ser hilário.

“Não pense que pode fazer essa voz de professorzinho para cima de mim não, senhor Park. Sou muito grandinho para ir pra a secretaria!”

Jimin deu um pequeno risinho com a minha fala, o que me deixou bem como nenhuma outra coisa nesse mundo. Jimin sempre vai se comportar como o meu santo remédio, ele sempre vai ter o papel de super-herói da minha vida.

“Serio Taetae, o que está acontecendo? Você pode falar o quanto quiser, mas bem você não está meu caro amigo.”

Sua voz está mais branca, cálida até.

“Você não deveria estar dando aula?”

Sei que não conseguirei que ele desvie, mas tenho de tentar.

“Eles estão com outro professor no momento. Estou em um horário vago, deveria estar corrigindo provas.” Jimin dá uma pequena risada e posso ouvir o som de papel se mexendo. “Mas, digamos que... não to afim.” Dessa vez sou eu que engato em uma risada. “Entretanto senhor, deveria estar falando-me o que está acontecendo com você. Ele te fez alguma coisa? Ele machucou você? Você está bem tae?”

Suspiro. Fecho meus olhos por alguns instantes. Não sinto como se fosse algo demais, não sinto como se fosse algo a se contar, sinto como se fosse uma pequena virgula que vai logo tomar um ponto final. É algo que não sei se merece a preocupação de Jimin, entretanto se não puder contar para ele vou me certificar de que é algo totalmente errado.

Mas decido ocultar algumas partes.

“É que eu temo estar me envolvendo com o senhor Jeon.” Minha voz dá uma falhada quando digo seu nome tão formalmente, um sorriso me toma os lábios. Espero não transparecer enquanto falo. “Mas acredito que não seja nada demais. Você sabe como são esses homens ricos e famosos! Eles se divertem com todos e depois largam. É comum!”

Tomei um tom leve, não queria pensar em mais nada que aquilo. Eu sabia que ele queria brincar. Eu era o desafio dele. Alguém que não se submetia piamente a todas as suas ordens. Eu estaria sendo a distração perfeita. Tão perfeita que ele não entenderia que na verdade quem sempre brincou fui eu.

“Você não é qualquer um Taetae!”

Sua voz era como a de uma criança pequena.

“Não se preocupe Minie. Eu sei onde estou me metendo, não sou louco de achar que o reflexo é mais do que apenas isso, um reflexo. Sei onde estou me metendo.”

Tomei meu computador enquanto coloca o celular equilibrado porcamente entre o braço e a cabeça inclinada. Abri meu e-mail e verifiquei se nada me restava por ali. Como nenhuma nova informação me foi entregue, abri o balanço dos custos da empresa que eu estava realizando e tomei do ponto onde parei.

“Tome cuidado Tae, não quero que você se machuque!”

Jimin agora aprecia também mexer em algo. Era um barulho desnorteador, como uma grande quantidade de bolas caindo.

“Minie você acha mesmo que eu posso me machucar? Precisamos conversar se você acha isso!”

Bufei de forma pequena. Quem ele pensa que eu sou? Ele? Jimin gargalhou com o meu comentário, acredito que ele deve estar repassando em sua mente tudo que já passamos juntos – anos de aprendizado em relação um ao outro.

“Um dia teu coração ainda vai descongelar e eu quero estar do lado para rir disso!” Jimin falou entre risos. Eu revirei os olhos. “Mas pensando melhor quero estar bem longe para não me afogar, que é tanto gelo que puta que me pariu – adeus falta de agua no mundo!”

“Aff MINIE, nem é para tanto.”

Jimin continuou rindo de mim. Disse para ele que precisava trabalhar e que não merecia ouvir os desaforos dele num horário daquele. Jimin é tão luz que ilumina todos ao redor. Eu estava me sentindo bem melhor agora.

Permaneci no computador editando o documento, até que levantei os olhos e verifiquei que o documento que Jungkook me mandou jogar fora ainda estava na beirada de minha mesa. Levantei para pega-lo e acabei sentindo um pouco a dor na região da minha cintura. Estiquei meu corpo e percebi que havia vários pontos doloridos.

Um sorrisinho tomou conta de meu rosto, eram boas recordações, apesar de eu me sentir culpado por tê-las. Eu não deveria tentar comprometer meu trabalho, não quero dar mas trabalho para o Jimin, já basta tudo que ele sempre passou por mim e tudo que tivemos de enfrentar juntos. Ele merece o tempo merecido de descanso dele, colher e comer os próprios frutos.

Ando pela sala e jogo fora o documento na lixeira perto da porta, depois de costa me direciono para meu lugar. No caminho piso em falso e meu corpo tende a cair um pouco fazendo-me força-lo para um lado, e provocando uma pontada de dor na região de minha barriga.

Levanto a minha blusa e observo as marcas em meu corpo – eles parecem um pouco mais forte, mais arroxeadas – e passo levemente a mão por elas. Elas doem um pouco ao toque, mas não são mais que meramente enfeites na minha pele por ela ser tão sensível. Abaixo um pouco o cos da calça e verifico as marcas no meu quadril, elas também aprecem bem demarcadas. Sinto-me como se tivesse um dono e isso é genuinamente estranho para mim.

Passo a mão de cima a baixo, desde minha cintura até o meu quadril, a sensação é intrigante. O efeito de minha mão é dolorido, mas ao mesmo tempo é bom – e eu não sei explicar o porquê.

O som de uma porta se abrindo me faz soltar a camisa para que cubra o meu corpo, espero que o secretario não tenha visto nada e que ele não possa deduzir nenhuma coisa disso. Ele não diz nada enquanto entra e fecha a porta. Fechar a porta? Como assim?

Viro meu rosto em direção ao visitante. 


Notas Finais


Curta visão do Jimin:

Revirei os olhos depois da Taehyung desligou seu telefone apressadamente. Ele não era um garoto fácil de lidar, mas sempre foi tão doce e genuinamente verdadeiro. Seu sorriso sempre me encantou e me deixou alegre. Depois de tudo que passamos juntos fica difícil não saber o que se passa com ele, fica difícil não amar ele cada vez mais.
Olho para as provas não corrigidas e para as canetas que rolaram pela mesa, se espalhando em todas as direções. Não consigo parar de rir com a ideia de um Taehyung apaixonado – logo ele que nunca se interessou em um relacionamento sério, logo ele que nunca quis saber de amar, que nunca se apegou a ninguém, que sempre se envolveu apenas por se envolver, que sempre focou na idealização do cara perfeito e esqueceu de perceber que ele não existe, logo ele sempre tão dado ao amor...
Enquanto juntava as canetas eu percebi que talvez tivesse que ficar com medo, afinal Tae não estava se envolvendo com um cara qualquer. Era com um desses caras que deve trocar de namorada como quem troca a camisa. Ele pode se machucar serio se ele se apaixonar por um cara desse. Não quero vê-lo chorar novamente. O meu Tae merece ser feliz e eu juro que vou quebrar a cara desse homem se ele fizer o meu amorzinho sofrer.
Coloco a última caneta no lugar enquanto observo uma nova notificação chegar no meu celular.


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