História Caminhos e Descaminhos - Drastoria - Capítulo 13


Escrita por:

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Astoria Greengrass, Daphne Greengrass, Draco Malfoy, Gina Weasley, Harry Potter, Lilá Brown, Minerva Mcgonagall, Narcissa Black Malfoy, Neville Longbottom, Pansy Parkinson, Parvati Patil, Severo Snape, Simas Finnigan
Tags Astoria Greengrass, Draco Malfoy, Drastoria
Visualizações 22
Palavras 2.095
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 13 - Segundo Adeus


A semana que seguiu não poderia ser mais feliz para Draco e Astoria. Eles estavam cada vez mais unidos e a paixão entre os dois crescia a cada segundo. Durante esse tempo, para o alívio de Astoria, ninguém pegara uma única detenção com os Carrow e a Armada de Dumbledore não teve nenhum trabalho, o que deixava as noites dela livre para estudar para os exames e ficar com Draco. Eles não conseguiram dormir juntos novamente e Draco se mantinha preocupado em como esconder a Marca Negra da garota, pois não queria que ela soubesse de nada ruim a seu respeito até que ela confiasse totalmente nele. 

Na segunda feira a tarde, Astoria estava indo para a aula de feitiços, que era a última aula do dia, ansiosa para chegar a noite e ela poder ficar à vontade no salão comunal com Draco. Alguém a chamou no fim do corredor, era Neville. 

- Astoria, acabei de saber - Disse ele com uma expressão fúnebre, ela previu o pior - Três alunos do primeiro ano estão trancados numa masmorra para serem torturados hoje noite. 

Astoria sentiu um pequeno desespero. A que horas ela iria salvar as crianças sem Draco notar?  

- Quem pode ajudar? - Perguntou ela sem muita esperança. 

- Você é claro! Não vai amarelar agora, vai?  

- Não, é só que eu tenho estudado muito para os exames - Mentiu ela. 

- Eu preciso de você hoje à noite - Disse Neville desesperado - As pessoas estão ficando com medo, mortes e desaparecimentos diários, o pessoal da AD tem perdido a coragem, tem sido difícil, você sabe disso. 

- Sim - Disse Astoria entristecida - Tudo bem, eu vou - Concordou ela sem muito ânimo. 

- Beleza, a uma da manhã perto da sala de aula de poções, pode ser? 

- Pode. 

Astoria saiu para o corredor cabisbaixa e esbarrou em alguém sem notar. Quando caiu no chão e foi recolher seus livros que ela notou que era Draco. 

- Draco! O que faz aqui? 

- Indo para a aula - Respondeu ele secamente - E você?  

- Qual é o problema? - Perguntou Astoria preocupada com a atitude dele. 

- Problema nenhum - Respondeu Draco ainda secamente - Vamos nos encontrar a que horas hoje? 

- A meia noite, pode ser? Gostaria de ir dormir um pouco mais cedo hoje. 

- Dormir um pouco mais cedo, entendo - Respondeu ele ironicamente - Vou indo para a aula.  

Astoria ficou intrigada porque ele a estava tratando dessa maneira, concluindo que fosse coisa de sua cabeça ela seguiu para a aula. A garota mal fazia ideia de que Draco, indo encontrar Astoria para lhe fazer uma surpresa, ouvira que ela combinou de se encontrar com Neville Longbottom de madrugada no corredor de poções. Ele não queria desconfiar de Astoria e a ideia de ela estar traindo ele com Neville Longbottom era simplesmente ridícula, mas era decididamente suspeito eles se encontrarem no corredor de madrugada.  

Quando se encontraram no Salão Comunal a meia noite, Draco não conseguiu ser totalmente normal com Astoria.  

- O que você tem que está tão frio e distante? - Perguntou ela chateada, depois de tentar fazer Draco dar ao menos um sorriso. 

- Nada - Respondeu ele tentando não demonstrar a ela que sabia de algo. Draco havia decidido seguir Astoria para saber o que ela faria com Longbottom na calada da noite. Astoria olhou o relógio no punho, a hora do encontro dela com Neville já estava próxima. 

- Bem, já que você está todo esquisito comigo hoje, acho que já vou dormir. 

- Tudo bem, estou mesmo precisando dormir, ando meio cansado - Concordou ele disfarçando. 

Astoria o beijou em forma de despedida e foi para o quarto das garotas, chateada. Ele esperou ela fechar a porta e lançou um feitiço da desilusão em si mesmo, ele aprendeu a usar o feitiço tão bem que ficava completamente invisível. 

Em dez minutos, Astoria saiu do quarto carregando nas mãos o que Draco reconheceu ser uma capa da invisibilidade. Sem se cobrir, ela saiu em direção ao corredor da sala de poções, sendo seguida de perto por Draco, enquanto ele evitava de fazer qualquer barulho. 

Chegando no corredor, para a completa surpresa de Draco, Astoria se encontrou não somente com Neville, mas com Parvati Patil, Anthony Goldstein, Teo Boot e Gina Weasley.  

- Astoria, vamos logo - Disse Gina preocupada - Michael já foi indo antes de nós. 

- Vamos - Concordou Astoria prontamente.  

O grupo todo correu, sem saber que Draco corria junto com eles. 

Quando chegaram à frente de um corredor, gritos masculinos de dor explodiam por todo o lugar. Os membros da AD se olharam apreensivos. 

- Eu vou indo na frente - Disse Astoria - Me cubro com a capa - Alegou ela. 

- Eu vou junto com você - Disse Gina entrando em baixo da capa junto com Astoria.  

Draco não podia crer em tudo que estava vendo. Ele tentou segui-las mais de longe, para não correr o risco de esbarrar nas garotas. Quando elas chegaram a porta da sala, Michael Corner estava sendo barbaramente torturado pelos Carrow. Aleto Carrow usava a maldição cruciatus nele, enquanto Amico o perfurava lentamente com uma faca, na altura do ombro, apenas para machuca-lo.  

Ainda debaixo da capa, Gina estuporou os Carrow, fazendo eles tombarem e caírem desmaiados. Astoria e Gina despiu a capa, Gina correu para os Comensais da Morte para apagar as memórias deles, enquanto Astoria correu para Michael e fechou o ferimento dele com a varinha.  

- Me ajudem aqui com ele - Disse Astoria tentando levantá-lo com dificuldade, Anthony e Teo correram para ajudar a carregar o amigo. 

- Eu fui pego - Murmurou Michael quase sem forças - Soltei os meninos e eles me pegaram. 

- Não se explique agora - Disse Anthony - Vamos levar ele para a sala precisa - Disse ele a Neville - Lá poderemos cuidar dele. 

- Certo - Concordou Neville - Vão indo todos vocês, eu vou ficar aqui para limpar esse sangue e garantir que os Carrow não desconfiem tanto. 

- Eu vou voltar para o salão comunal da Sonserina, me avisem amanhã o estado de Michael. 

O pessoal murmurou um tchau para Astoria, ela seguiu pelas masmorras sozinha, carregando a capa da invisibilidade nas mãos. Quando chegaram no corredor do salão comunal, Draco desfez o feitiço da desilusão e tossiu atrás de Astoria. Ela teve um sobressalto enorme, largando a capa no chão. 

- Draco! - Exclamou ela surpresa e assustada. 

- Você faz parte da Armada de Dumbledore! A quanto tempo? - Perguntou ele indignado. 

- Você andou me seguindo? - Ela estava perplexa. 

- Você achou que ia me esconder isso por quanto tempo?  

- Você andou me seguindo? - Perguntou novamente ela, furiosa. 

- Andei, ouvi você combinando de se encontrar com o Longbottom hoje a uma da manhã e achei engraçado porque você escondeu isso de mim - O tom dele era cortante. 

- E você me seguiu porque achou que eu tinha algo com ele - Concluiu Astoria com ódio, Draco corou - Está aqui a verdade Draco, eu faço parte da AD porque diferentemente de todos nós da Sonserina, eu não consigo ser indiferente ao sofrimento alheio. 

- Você tem noção do perigo que você enfrenta? Não posso mais permitir que você se exponha dessa maneira - Disse Draco autoritariamente - Não vou deixar que você se machuque por uma causa que não é sua. 

Draco não queria ser mandão com Astoria, mas a preocupação dele com ela era enorme. E se torturassem ela como haviam acabado de fazer com Corner?  

- Você não tem nada que deixar - Disse Astoria rebelde - Eu vou continuar com o meu trabalho e pronto, não vou ver pessoas sendo torturadas e não fazer nada. 

A preocupação de Draco atingiu o auge, ele não podia ver ela se expondo ao perigo, tinha que fazer alguma coisa. 

- Você não vai mais se encontrar com essas pessoas - Disse Draco nervoso - Você não vai mais se arriscar. 

- E quem vai me impedir? Você? - Caçoou Astoria o afrontando. 

- Exatamente - Disse ele no mesmo tom, mesmo que agir assim com ela fosse doloroso - Se continuar a fazer parte da Armada de Dumbledore eu a denunciarei para os Carrow, você e todo o pessoal que eu vi na sua companhia essa noite. 

Astoria se horrorizou ao máximo. Ela simplesmente não podia crer que Draco era esse monstro, a pessoa para quem ela havia se entregado, a pessoa que ela estava aprendendo a amar. Mas ela não abaixara a cabeça, não facilmente. 

- Quem é você diante de mim? - Perguntou ela corajosamente - Seu pai está em Azkaban, a minha família tem nome, dinheiro, puro sangue e influência. O que vale a palavra de um Malfoy diante da minha? - Ela estava se esforçando para ser arrogante, enquanto a única coisa que ela queria fazer era chorar.  

- Eu vou te mostrar quem sou eu diante de você - Disse Draco ferido por dentro, mas tentando manter a autoridade - Meu pai saiu de Azkaban a meses, tenho mais moral com os Carrow do que você pensa. 

Ele levantou a manga das vestes e mostrou a Marca Negra a Astoria, sabendo que isso a deixaria perplexa. A atitude dela foi muito pior do que ele esperava. Ela recuou contra a parede do corredor, batendo as costas com forças e caindo de joelhos no chão, não estava somente perplexa, estava em estado de choque. Lágrimas escorreram pelos olhos involuntariamente.  

- Não é possível - Disse ela com as mãos no rosto, as lágrimas desciam pelas mãos dela - Eu me entreguei a você, a um Comensal da Morte, um assassino. 

- Astoria, por favor, não diga isso - Disse Draco tentando corrigir o estrago - Eu só quero te proteger, preciso te proteger.  

- Agora tudo faz sentido - Disse ela aturdida, completamente fora de si - Você não tortura os alunos em pessoa porque você não precisa, você é o mandante. 

- Não! Não sou! - Argumentou Draco atingindo o seu nível máximo de desespero - Não sou um monstro, eu só preciso que compreenda que eu quero o seu bem, não quero que você seja torturada.  

Ele fez a menção de tocar as mãos dela, mas ela se afastou completamente apavorada. Ela começou a soluçar, dentro dela existia somente pânico e decepção.  

- Não me toque - Pediu ela com uma voz aguda. 

- Não se afaste de mim - Implorou ele desesperado. 

- Farei o que quiser - Disse ela chorando desconsolada - Desde que não se aproxime mais de mim. 

Draco sentiu vontade de se bater de tanta tristeza. Ele se perguntava se ela não seria capaz de entender o que ele estava fazendo. Mas ela não era, para Astoria, Draco era o mandante de tudo, um Comensal da morte infiltrado entre os alunos para vigiar.  

- Pense em tudo que nós já vivemos - Implorou ele - Você quer mesmo se afastar de mim?  

Ele tentou trocá-la novamente, mas ela se retraiu mais uma vez. 

- FIQUE LONGE DE MIM - Gritou ela chorando desesperada. 

Draco sentiu seu coração sangrar, ele havia feito um estrago muito grande na própria vida, mas preferia não ter Astoria e mantê-la segura do que tê-la e correr o risco de ela sair gravemente ferida dessa história. 

- Tudo bem, ficarei afastado de você - Concordou ele sentindo uma dor profunda no peito - Mas saiba que eu a observarei o tempo inteiro - Draco prometeu isso a si mesmo - Tenho pessoas a meu serviço que me ajudarão nisso - Mentiu ele - E isso aqui fica comigo. 

Ele recolheu a capa da invisibilidade dela do chão e guardou dentro das vestes. Astoria se levantou lentamente do chão, parecia nem ter forças para tal, chorava compulsivamente. 

Draco quis uma última tentativa de reconquistar a garota. 

- Astoria, eu amo você mais do que tudo, só quero o seu bem... 

- Me deixe em paz - Pediu ela empurrando ele e saindo correndo a esmo pelo corredor, sem nem ao menos saber onde ia.  

Draco ficou lá um tempão, arrependido de ter feito uma maldade tão grande com a garota que ele amava, mas não podia ver ela se arriscar novamente. Sentiu ódio do pessoal da AD, porque eles a envolveram nisso, mas sentiu ainda mais ódio de si mesmo, por não ter encontrado uma maneira melhor de convencê-la a se proteger. 


Notas Finais


:'(


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...