História Caminhos e Descaminhos - Drastoria - Capítulo 15


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Categorias Harry Potter
Personagens Astoria Greengrass, Daphne Greengrass, Draco Malfoy, Gina Weasley, Harry Potter, Lilá Brown, Minerva Mcgonagall, Narcissa Black Malfoy, Neville Longbottom, Pansy Parkinson, Parvati Patil, Severo Snape, Simas Finnigan
Tags Astoria Greengrass, Draco Malfoy, Drastoria
Visualizações 79
Palavras 1.451
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 15 - A Batalha de Hogwarts


Draco cumpriu a promessa que fez a Astoria de ficar de olho nela. Ele a seguia sempre que podia, era o primeiro a acordar e o último a dormir, atento em qualquer atividade no salão comunal da Sonserina. Mas ela também cumpriu com a palavra, não saiu um único dia da linha e não manteve qualquer contato com o pessoal da AD. Em contrapartida, Draco notou que Astoria parecia estar perdendo a vitalidade, estava mais pálida, mais magra e decididamente mais triste. Ele sabia muito bem como ela se sentia, durante o seu sexto ano na escola, ele viveu com a ameaça de Voldemort pairando sobre sua cabeça, o Lorde das Trevas prometeu matar a ele e toda sua família caso ele não matasse Alvo Dumbledore. Draco sabia como era viver sendo ameaçado e queria se torturar de saber que ele estava provocando mesmo sofrimento em Astoria, mas precisava manter a garota em segurança. 

As férias de Páscoa vieram e se foram trazendo com ela ainda mais catástrofes. Draco retornou à escola completamente machucado, por conta dos castigos que sofrera de Voldemort, por ele e sua família terem deixado Harry Potter, Hermione Granger e Rony Weasley e mais um monte de gente escaparem da Mansão dos Malfoy bem debaixo dos narizes de todos. 

Astoria notou que Draco andava visivelmente ferido, tentou reprimir ao máximo o desejo de saber o que havia acontecido com ele, mas outro problema fez ela esquecer Draco. Gina Weasley não havia retornado das férias de Páscoa e aparentemente toda a sua família havia desaparecido. O medo que ela sentia de Draco estava fazendo ela definhar aos poucos, mas ela não podia deixar de se preocupar. 

Notando que Draco estava no salão comunal largado em uma poltrona, junto com Crabbe e Goyle, ela saiu pelos corredores a procura de qualquer membro da AD. Encontrou Parvati Patil na biblioteca lendo um livro sentada numa mesa isolada. 

- Oi Parvati - Sussurrou Astoria para a colega. 

- Astoria! Não deve se arriscar! - Disse ela assustada, também sussurrado. 

- Só me responda, Gina está bem? Ela não voltou das férias de Páscoa. 

- Está, ela nos mandou uma notícia. Parece que o irmão dela, Rony foi pego com Harry, mas eles conseguiram escapar, todos os Weasley's estão foragidos agora, mas então bem. 

Astoria sorriu aliviada. 

- Ainda bem, eu não podia ficar sem notícias. 

- Não se preocupe, quem parece que está em apuros mesmo são os Malfoy. Aparentemente Harry, Rony e Hermione fugiram da Mansão deles e todos os Malfoy foram torturados, perceba a aparecia de Draco nesses últimos dias - Disse Parvati sem fazer ideia de que fez o coração de Astoria pular.  

- Merecido, não é? - Disse Astoria se pondo de pé - Parvati, muito obrigada por melhorar as minhas preocupações. 

- Astoria, não nos procure novamente, Os Carrow sacaram que Neville anda por trás das coisas da AD e tem perseguido ele, tome cuidado. 

Astoria concordou e saiu da biblioteca, sentindo um aperto imenso no peito. Draco realmente tinha certo contato com Voldemort e isso foi duplamente frustrante para ela. Mas ao mesmo tempo a ideia de Draco ser torturado, mesmo que ele merecesse, fazia Astoria sofrer. Tentando reprimir o seu sofrer pelo sofrer dele, Astoria ia voltando para o salão comunal refletindo sobre como Neville faria para se safar dos Carrow quando deu quase de cara com Draco, que a observava no corredor da masmorra. Ele se aproximou dela, ela sentiu medo dele. Será que ele soube da conversa que ela havia acabado de ter com Parvati?  

Era a primeira vez que Astoria via Draco de perto desde que brigaram, ele estava com uma aparência péssima, tinha olheiras e um dos seus olhos estava se recuperando de um possível soco, com um leve tom esverdeado. Draco achou a mesma coisa dela, exceto pelo olho roxo, ela também não parecia bem.  

Eles se fitaram por breves segundos, Draco abriu a boca para dizer algo, mas não conseguiu dizer nada. Astoria simplesmente saiu andando repetindo para si mesmo a frase "Ele morreu para mim" diversas vezes. Essa breve troca de olhares fez eles sentirem mais dor do que qualquer outra coisa. Astoria sentia o medo e a decepção a consumindo, enquanto Draco sentia que a tristeza e arrependimento iriam matá-lo a qualquer momento. 

O tão tenebroso mês de maio finalmente chegou. Astoria estava jantando tristemente quando Teo Boot entrou pelas portas do salão principal e gritou com toda a força que pôde: 

- HARRY POTTER E SEUS AMIGOS ARROMBARAM GRINGOTES E FUGIRAM MONTADOS NUM DRAGÃO. 

Boa parte do salão principal, em especial os alunos da Grifinória deram vivas ao escutar isso, até Amico Carrow partir para cima de Teo, o amarrar e espancar na frente de todos no salão. Alguns professores correram para impedir que Boot fosse espancado, mas foram impedidos por Aleto.  

Mesmo com o sofrimento de Teo, Astoria deu um sorriso para Mary. 

- Fico feliz que eles estejam agindo - Disse ela à amiga, enquanto voltavam do jantar para o salão comunal - Alguém precisa fazer alguma coisa.  

- Você tem alguma notícia do mundo lá fora? - Perguntou Mary preocupada. 

- Não, desde que falei com Parvati. 

As garotas foram para o salão comunal da Sonserina dormir, Astoria e Mary ficaram discutindo um bom tempo se alguém da AD ou os professores haviam conseguido ajudar Teo Boot, quando elas ouviram os alunos sendo chamados pelo professor Slughorn no salão comunal. 

- Vamos todos, acordem, chamem seus colegas - Disse o Professor com a sua costumeira aparência de leão marinho - Vamos todos. 

- O que está havendo? - Perguntou um aluno do sexto ano. 

- Todos estamos sendo convocados no salão principal, vamos todos, o mais depressa, não deixem ninguém para trás, em especial os alunos do primeiro e segundo ano. Monitorem vamos, chamem logo os alunos.  

Mary, que era monitora, saiu em busca dos alunos mais jovens e todos seguiram para o salão principal. Astoria estava agradecida por ainda estar usando as vestes da escola, porque grande parte dos seus colegas já usavam roupas de dormir.  

Quando todos os alunos se sentaram as mesas, Astoria notou que quem presidia a mesa dos professores não era Snape e sim Minerva McGonagall, junto com outras pessoas que a garota tinha certeza que faziam parte da Ordem da Fênix. 

- Alunos desta nobre escola, em breve ocorrerá uma batalha neste castelo pelo que é bom e justo. Faremos a evacuação dos alunos do castelo antes que ele seja um invadido por Aquele-que-não-deve-ser-nomeado junto com os Comensais da Morte. A evacuação será supervisionada pelo sr. Filch e por Madame Promfrey. Monitores, quando eu der a ordem, vocês organizarão os alunos de suas Casas e os levarão, enfileirados, ao lugar de retirada.  

Astoria ficou estarrecida, haveria uma batalha no castelo. A Ordem da Fênix já está a se preparando para lutar. Alguns alunos manifestaram suas opiniões, perguntando se poderiam ficar para lutar, como ficariam os seus pertences pessoais e alguns (idiotas na opinião de Astoria) da Sonserina perguntavam o paradeiro do professor Snape. 

Astoria procurou o olhar de Draco nesse momento e percebeu que ele se mantinha sério. Ela se perguntou se ele ficaria para a batalha, mas ela tinha certeza de que se ele ficasse, seria para combater do lado errado. Um burburinho tomou conta do castelo, ela reparou que o motivo era que Harry Potter se encontrava nesse momento a mesa da Grifinória, em companhia da Ordem da Fênix. 

Astoria foi tomada por um raio de esperança que ela não via a dias, mas nesse momento uma voz mortalmente cruel e fria se arrastou pelo castelo anormalmente ampliada: 

"Sei que estão se preparando para lutar. Seus esforços são inúteis. Não podem lutar comigo. Não quero matar vocês. Tenho grande respeito pelos professores de Hogwarts. Não quero derramar sangue mágico."  

Uma breve pausa se arrastou, os alunos estavam completamente tomados pelo pânico, uns choravam. Mary se agarrou em Astoria nesse momento. 

"Entreguem-me Harry Potter e ninguém sairá ferido. Entreguem-me Harry Potter e não tocarei na escola. Entreguem-me Harry Potter e serão recompensados. Terão até meia-noite." 

As pessoas ainda se recuperavam do choque de ouvir a voz de Voldemort ameaçá-los quando Pansy Parkinson gritou: 

- Mas ele está ali! Potter está ali! Agarrem ele! 

Astoria revirou os olhos, não esperando outra coisa da colega. Foi a pior coisa que Pansy poderia ter feito, todos no salão principal se viraram contra ela, fazendo ela se encolher no banco. 

- Obrigada, Srta. Parkinson. Será a primeira a deixar o salão com o Sr. Filch. Se os demais alunos de sua Casa puderem acompanhá-la... 

Todos na mesa da Sonserina se levantaram e seguiram Filch em direção a passagem secreta. 



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