História Caminhos e Descaminhos - Drastoria - Capítulo 42


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Categorias Harry Potter
Personagens Astoria Greengrass, Daphne Greengrass, Draco Malfoy, Gina Weasley, Harry Potter, Lilá Brown, Minerva Mcgonagall, Narcissa Black Malfoy, Neville Longbottom, Pansy Parkinson, Parvati Patil, Severo Snape, Simas Finnigan
Tags Astoria Greengrass, Draco Malfoy, Drastoria
Visualizações 77
Palavras 1.406
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 42 - Silêncio Final


Fanfic / Fanfiction Caminhos e Descaminhos - Drastoria - Capítulo 42 - Silêncio Final

Astoria tomava chá sozinha em uma sala de sua casa, enquanto ensaiava com papel e caneta na mão para escrever uma carta. Estava ansiosa pela chegada de Draco, havia mais de cinco dias que ele se ausentara, viajando para Estocolmo a negócios. Ela olhou uma grande e suntuosa janela de vidro a diante, era um dia nublado e chuvoso que desanimava qualquer uma fazer qualquer coisa. Draco havia dito que chegaria as cinco da tarde, Astoria olhou o relógio, eram dez para as cinco. Se apressou a escrever a carta, imaginando como pediria a ajuda do marido para escrevê-la sem revelar a ele seu conteúdo. Fez uma pausa na escrita, sem saber como pôr em palavras aquilo que a sufocava a uns dias, mas não era capaz de verbalizar, não ainda. Fitou a aliança a aliança dourada em sua mão esquerda, ela nunca foi tão feliz em toda a sua vida. Será que ele se felicitaria com o segredo dela? Um barulho de abrir e fechar de portas a frente a indicou que Draco havia retornado. Eram cinco horas, ele sempre fora pontual. 

- Não consigo expressar o quanto senti sua falta - Disse Draco lhe dando um abraço de tirar do chão. 

- Essa casa fica esquisita sem você - Ela retribuiu o abraço - Talvez devêssemos nos mudar para um apartamento - Sugeriu ela rindo. 

- Astoria, ainda não entendi porque não quis ir comigo dessa vez - Ele parecia brevemente desapontado. 

- Estou me sentindo um pouco cansada - Justificou ela - Precisava pensar.   

- Sobre o passado? - Perguntou ele preocupado. Astoria entendeu o que ele queria dizer, havia muito tempo que ambos combinaram de jamais mencionar o ocorrido do passado envolvendo Michael Corner. Raras as vezes que mencionavam algo a respeito de Mary ou Anthony. Suas consciências pesariam para sempre e ambos concluíram que a melhor maneira de amenizar era não falar. 

- Não - Ela o tranquilizou - Mais ou menos - Disse ela lançando um olhar furtivo a ele - Gostaria de escrever uma carta para Mary. 

A expressão de Draco desanimou. Ele sentou-se no sofá, serviu chá para si e para Astoria. Ela sabia que isso era uma indicação de que suas falas não seriam as melhores. 

- De novo? - Disse ele a olhando com piedade - Já fazem três anos que ela não... que vocês não se encontram - Ele tentou amenizar o “Que ela não quer olhar na sua cara”. Ela percebeu, se chateou. 

- Eu sei - Seu desânimo era visível. 

- Meu amor, escute - Ele se empertigou no sofá - Você mandou para ela um convite do nosso casamento o ano passado, você a convidou para ser madrinha do momento mais importante das nossas vidas. E o que ela fez? Ignorou.  

- Nós combinamos que não a julgaríamos - Astoria virou a cara. 

- Não estou julgando ninguém. Estou tentando mostrar a você que quanto mais insistir nessa história, mais irá se magoar. Ela não quis nos prestigiar no nosso casamento, o que seria mais importante do que isso? 

O coração de Astoria bateu com força, havia algo que era tão importante quanto, talvez até mais. Ela abriu a boca para responder, mas se calou. Não estava preparada para falar. Apoiou a xícara sobre o criado mudo, chateada e quieta. Draco se aproximou dela e a abraçou, ela apoiou a cabeça em seu ombro, ele aproveitou para acariciar seus cabelos. 

- Me desculpe - Disse ele - Estou sendo insensível, nunca tive uma amizade como a de vocês. 

- Não, você está certo, eu realmente deveria parar de insistir nisso, se ela não é capaz de superar tudo eu deveria respeitar. 

Draco a beijou, ela retribuiu carinhosamente. 

- E como estava lá Suécia? - Perguntou ela sorrindo, tentando esquecer o assunto. 

- Frio e monótono sem você - Respondeu ele, acariciando seus cabelos. 

Draco retornara para casa e em poucos dias notou que Astoria estava diferente, não parecia triste, mas estava mais quieta e pensativa que o normal. Ele se perguntou se ela estava num daqueles momentos em que o arrependimento os consumia, normalmente eles respeitavam esses períodos um do outro sem perguntas, mas como ela não parecia chateada, ele começou a se preocupar. Astoria não era o tipo de pessoa quieta que guardava para si seus problemas. Ele especulava se o silêncio de Astoria era falta de Mary, mas também não parecia ser isso. Draco chegou à conclusão de que ela estava escondendo algo que poderia ser compartilhado apenas com mulheres. 

Estavam jantando a beira da lareira numa noite particularmente fria, Astoria parecia devanear muito longe de onde estavam, Draco estava cada vez mais preocupado com o jeito inesperado dela. 

- Astoria? 

- hm? 

- Me convidaram para uma convenção em Madri no próximo dia vinte. O que acha de irmos? - Sugeriu ele a analisando bem - Seria uma boa opção para você... hmm... espairecer. 

- Não sei - Disse ela reflexiva - Tem uma forma de viajarmos menos violenta do que chave de portal? Elas têm me dado enjoo ultimamente, não vai me fazer muito bem. 

Draco estranhou a alegação da esposa. 

- Eu acho que te faria bem passar uns dias com a sua irmã - Disse ele preocupado - Que tal chamá-la para vir aqui nos visitar por um tempo? 

- Ela virá logo menos, ela já sabe. 

- Sabe do que? - Perguntou ele surpreso. Astoria arregalou os olhos na direção do próprio prato, era obvio que falara demais - Astoria você tem algo para... 

- Draco, me passa o sal por favor? 

- Não mude de assun... 

- O sal meu amor, por favor - Disse ela encerrando o assunto. Draco sentia-se chateado e curioso. Astoria estava decididamente escondendo algo dele. 

Terminaram a refeição calados, Draco desanimado, Astoria conflituosa. Ela jamais havia conversado com ele seriamente sobre o que estava passado, somente brincadeiras e insinuações passageiras, sem importância. Aterrorizada com a ideia de que ele poderia não se felicitar, ela subiu para o quaro e entrou no banheiro. Encheu uma banheira com água muito quente e entrou, despida. Pensando durante o demorado banho, chegou à conclusão de que não poderia mais se sufocar com isso, era a hora da verdade. Ouviu Draco entrando no quarto, quieto. 

- Draco? - Chamou ela do banheiro. Ele apareceu na porta, sem dizer nada, com a chateação estampada no rosto - Junte-se a mim - Pediu ela esticando a mão para fora da banheira. 

- Tem certeza que quer a minha companhia? - Respondeu ele fazendo drama. Ela lançou um olhar impaciente e debochado a ele, que deu um sorriso murcho e começou a se despir para entrar na banheira. Ele entrou e sentou-se atrás dela, ela se acomodou entre seus braços, recostando-se em seu peito nu. Fechou os olhos sentindo o cheiro maravilhoso dele. Ele era tudo para ela. 

Draco também estava bastante sentimental. Com as costas de Astoria colada em seu peito, ele ajeitou os cabelos dela para um lado e ficou acariciando seu pescoço nu com os lábios, seus braços a envolveram num abraço carinhoso. Ele queria muito saber o que estava se passando com ela. Não queria ter segredos com a mulher que amava. 

- Você tem estado tão quieta. 

- Estou grávida. 

Draco demorou para absorver o impacto dessa notícia. Começou a raciocinar lentamente, seu coração disparou, ele teve certeza de que ela podia senti-lo em suas costas. 

- Draco, não sei se você esperava isso de mim em algum momento. Por alguma razão nós nunca conversamos muito bem sobre isso. 

- Astoria, não sei o que dizer - Disse ele abobalhado. 

- O que você está sentindo? - Perguntou ela insegura. 

- Medo, euforia, ansiedade - Disse ele tentando se definir da melhor maneira possível. 

- Euforia? - Perguntou ela aliviada - Isso é uma coisa boa, não é? 

- Astoria, você é a minha família, minha vida. Tudo que vier de você é uma coisa boa.  

Draco intensificou o abraço em Astoria, ela sentiu-se acolhida e amada, jamais se arrependera um único minuto da sua vida de estar com ele. Na cabeça dele explodiam um turbilhão de emoções, que ele mal sabia expressar. Era verdade que ele não esperava uma criança nesse momento, mas era também verdade que ele planejava ter sua família com a mulher de sua vida. O amor prevaleceu entre eles, estavam então, finalmente prontos para aumentarem a família.


Notas Finais


Peeeessoal do meu coração!
Primeiramente gostaria de agradecer do fundo do meu coração os leitores que acompanharam essa história até o final favoritando e comentado, vocês tornam tudo mais especial ❤❤❤❤
Aos leitores que acompanham, mas não aparecem vocês não são menos importantes ❤❤

Agora um recadinho: Não interessa quando você estiver lendo essa história daqui a um ano ou dois, pode comentar sempre que quiser que eu sempre responderei, aqui é a casa de vcs. Qualquer ship que vocês tiverem (menos Dramione kkk) ou qualquer história que vcs estejam interessados em ler mas não acham por ai do universo de HP, comentem, peçam, não se acanhem.

Só pra finalizar, espero que tenham gostado da História, o que eu mais quero é deixar vocês todos felizes. Obrigado por tudo ❤❤❤


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