História Caminhos Ocultos: A história de Yondu - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Guardiões da Galáxia
Visualizações 30
Palavras 3.673
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela, Saga
Avisos: Álcool, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa noite pessoal!

Por um motivo especial eu estou postando este capítulo, simplesmente porque ele marca o fim de uma fase ruim da minha vida e o início de uma nova e porque eu recebi inúmeras dicas de uma amiga tão apaixonada por este universo quanto eu, e graças as dicas praticamente infalíveis dela este capítulo está aqui hoje.
Por estar tarde e eu estar caindo de sono, a capa ficará estranha, mas prometo arrumar depois. Para quem não lembra dos filmes (porque inicialmente irei falar deles) a partir de agora vamos contar um pouco do que já sabemos do personagem, mas eu vou trazer a história com mesclas de passado.
E sim, o homem azul é um fofo e no fundo merece nosso amor, tenho dito!

Capítulo 2 - Pense e repense


Os dedos das mãos estavam dormentes no momento em que ela largou ao fundo do balde a esponja, permitindo-se escorar a porta do último aposento da nave a ser limpo o corpo. As pálpebras foram cerradas em um alívio inquietante ao notar as vozes por detrás daquela porta, porém ela apenas suspirou aliviada por não ser flagrada naquela inércia aparente.

-Pergunto-me até quanto tempo ele irá olhar para você com ternura- A voz arrastada chegou aos ouvidos da jovem, sobressaltando-a de forma imediata. Afastou-se da porta do aposento apenas para se voltar e encontrar-se com o homem de feições marcadas. -Ele já teve outras, nenhuma perdurou. Quando ele cansa de suas mulheres, costuma entrega-las a nós-

A maldade era evidente naquele comentário, uma vez que ele a observou atentamente, seu olhar percorrendo o corpo coberto da jovem em deleite. Ela sorriu ante o comentário, piscando o olho esquerdo a ele.

-Difícil lidar com as sobras, pelo visto- Ela respondeu, embora a resposta lhe soasse automática o suficiente para que novamente buscasse o balde e a esponja suja. -Por isso, esta nave não lhe pertence, correto?- A indagação era audaciosa, de modo que passou a sentir orgulho na firmeza de sua voz ao proferi-la.

A descrença evidente ao rosto do homem o tornou mais bizarro a seus olhos do que já era, de forma que ele franzira o cenho, relaxando imediatamente aquela expressão. -Deveria cuidar antes de escolher aliados. Nem sempre os que escolhe são os vitoriosos. Está escolhendo o lado errado, docinho-

Ele lhe sorriu, os dentes tortos e evidentemente mal cuidados a fizeram recuar um passo, porém desta vez seu corpo não voltou a encontrar o material gélido do qual era revestido a porta, e sim afundara-se ao grosso material que recobria o corpo de outro homem conhecido. A respiração do homem em sua nuca a fez encolher o corpo ao dele, porém assim que a mão grossa e áspera lhe tocou o braço, a jovem apenas voltara-se a ele, deparando-se com o olhar questionador de Yondu para o outro homem da tripulação, evidentemente lhe ignorando.

O sorriso antes maldoso aos lábios do homem de feições marcadas vacilou rapidamente, tornando-se, por fim, uma linha fina em seu rosto. -Yondu- Ele cumprimentou ao acenar com um movimento de cabeça o homem à frente.

-Vejo que as minhas relações trouxeram interesses a ambos- Mencionou apenas, os dedos sendo pressionados a carne do braço da jovem em questão. Com um sorriso simples brotando a seus lábios, ele a puxou de encontro a seu peito, afastando-a do homem que agora o encarava. A sobrancelha erguida do outro homem apenas demonstrava interesse aos atos dele, tornando-o espectador daquela situação tanto quanto inusitada. A jovem, por sua vez, protestara a brutalidade dele ao ser puxada, porém a mão áspera que lhe guiava pressionara-se ainda mais em seu braço, tornando o ato ainda mais rude e em claro sinal de que deveria ser preservado o silêncio entre eles. -Permita-me dizer que sou um homem que sabe aproveitar a vida, em minha própria defesa- Seu sorriso permanecera aos lábios azulados quando a jovem encontrou seu peito ante a um novo puxar dele.

-Sabemos disso- O homem comentou, a diversão evidente conforme a jovem já era arrastada a cabine de Yondu assim que este dera-lhe as costas. -Caso a dispense, espero que lembre que devo ser o primeiro. Aliás, deve-me isso-

Assim que as palavras saíram dos lábios do homem, a expressão antes meramente decorativa de diversão de Yondu fora endurecida e, em resposta, cerrou com força a porta do local, afastando sua mão do braço delicado da mulher. A passos duros, ele se afastou dela, sem sequer olhá-la, caminhando em direção a cadeira solitária que pendia em frente a um grande painel eletrônico.

-Creio que você tem uma dívida imensa comigo, correto?- Seu corpo pesado fora sustentado pela cadeira assim que se sentou sobre ela.

-Só pode estar brincando- a jovem bufou ao cruzar os braços sobre o peito, encarando-o. -Até onde eu bem me lembro, só me meti em confusão por sua causa. Você é aquele seu lema sobre... - Suas mãos descreveram aspas no ar enquanto ela revirava os olhos - ...entregar corretamente a mercadoria-

O homem sorriu divertidamente antes de apoiar o tronco à cadeira, encarando a jovem. -Faz parte do meu contrato entregar a... mercadoria- Ele dera de ombros, a diversão permeando seu rosto. -Não deveria se esquecer de que até o presente momento você...-  O dedo azul dele fora apontado a ela, ato este que a fez arquear a sobrancelha apenas. -...está respirando livremente por minha causa- Assim que os lábios fartos dela tornaram a abrir, em evidente protesto, ele a interrompeu novamente. -Aquele homem matou mais mulheres do que você conseguiria pensar. Você seria alvo fácil para ele-

Embora um leve arrepio tivesse percorrido a coluna da jovem, forçando-a a trocar a perna de apoio da esquerda para direita, seus lábios foram crispados em sinal evidente de birra. -Sou melhor do que você imagina- Sua mão destra fora apoiada a mesa que os separava, empurrando sobre ele algumas pilhas de papéis que evidentemente deveriam ser analisadas por ele. -Bem me lembro de você ter dito que eu tinha lhe dado trabalho-

O sorriso de Yondu fora suprimido parcialmente quando daquela informação, porém logo fora substituído por um sorriso de determinação que a fez recuar um passo apenas. -Você tem uma dívida de vida comigo-

-Oras, isso nem existe!- Ela exclamou, porém o homem não demonstrara surpresa ou fingiu que aquela informação era descartável. -Se eu ficarei nessa porcaria de nave- O olhar do homem a fuzilara quanto a menção daquela informação contra a nave -poderia ao menos ensinar-me algo- Dera de ombros a ele. -Ou poderia me libertar. Apertamos as mãos, eu saio, você segue sua vida sem graça, e pronto- Ela estendeu as mãos a ele, as quais estavam atadas por grilhões de ferro que davam a ela pouca mobilidade. -Que acha?-

O homem permaneceu a observar a jovem, buscando em seu rosto algum resquício de diversão que pudesse justificar aquelas palavras. -Você é alguma espécie com defeito?- Ele ponderou, pendendo a face para um dos lados. -Não pode estar falando sério- Ele levantou-se da cadeira, abandonando o assento apenas para contornar a mesa.

-Espere!- A jovem comentou ao segui-lo, segurando o braço do homem assim que o alcançara. -Pode me ensinar o que sabe. Não, não tudo tecnicamente- Ele permaneceu a observá-la, entreabrindo os lábios assim que o silêncio voltara a ser restaurado entre eles. -Eu sou boa, você já me viu em ação. Dê-me a chance de provar isso a você e me deixe fazer farte da sua tripulação-

-Você já faz parte da tripulaçã-  Ele salientou a jovem, permitindo que ela ainda segurasse seu braço com ambas as mãos, não imprimindo em seus dedos esforço para aquele ato. -Você lava a nave e a mantem arrumada- A expressão dela alterara-se assim que ele finalizou aquilo

-Eu posso fazer...-

-Isso é um trabalho ótimo para você. Consigo imaginar como deve ser difícil... Lavar a nave- Ele comentou, embora ela soubesse que apenas queria atribuir a ela uma parcela considerável de autoestima pela profissão escrava que ele lhe arranjara. -Os meus homens sujam muito...-

-Você sabe que eu posso fazer mais que isso...-

-Eles costumam deixar tudo desorganizado...-

-Deixe-me sair em uma expedição!-

-Não!- A voz dele soara mais alta do que deveria, calando-a de forma imediata. Ele suspirou baixo enquanto a mão dela se afastava do braço dele, largando-o. -Não vou treinar você... Muito menos deixar que saia da nave. Você é fugitiva, eu não quero me envolver...-

-Você não estaria envolvido...-

-Você iria se machucar, será que não pensa nisso?- A irritação tocara pela primeira vez as palavras daquele homem; seus olhos escuros tornaram-se poços avermelhados, o que a fez recuar novamente. -Eu não quero ser responsável pela sua morte, pare de ser teimosa-

-Então devo simplesmente ser a moça que limpa a sua nave para o resto da vida?- Ela questionou, encolhendo lentamente os ombros. -É essa a vida que irá me dar?- 

-Não faça isso- As pálpebras azuladas do homem facilmente foram cerradas à medida que ele escolhia suas palavras, concentrando-se em manter o foco naquela conversa, determinado, inclusive, a ignorar o olhar da jovem sobre suas feições. -Não jogue esse jogo comigo, mocinha. Eu não ofereço nada a você, nem nunca disse que ofereceria, e simplesmente não posso....- Seus olhos foram entreabertos, concentrando-se nos olhos claros dela. -Não posso permitir que saia daqui ou serei um homem morto, está entendendo? Você ainda é uma criança, não entenderia-

Inicialmente, ela permanecera a observar o rapaz, porém rapidamente ele pode notar como as feições dela endureceram. Sem delongas, ela assentira com um movimento de cabeça a ele, tornando a se afastar dele. -Sim, capitão-  O capitão soara de forma debochada aos ouvidos do homem, que apenas suspirou em descrença. -Atenderei suas ordens. Sua nave, suas ordens-  Ela sorriu de modo irônico a ele, embora ele pudesse notar o pequeno fio de incerteza que pairava sobre a forma despreocupada que ela tentava lhe passar.

-Vamos- Ele começou ao estender a mão em direção a jovem, tocando-lhe o braço desnudo. -Não faça esse jogo, garota. Você não é uma contrabandista, não vou colocar você lá fora...-

Com um movimento simples, ela se afastou daquele toque, atitude esta que fez com que as palavras do homem cessassem, bem como lhe causassem desconforto. -Não toque em mim- Ela sussurrou as palavras conforme lhe dava as costas. Com sua licença, capitão. Ela comentou ao entreabrir a porta da cabine, deixando o homem solitariamente ao local.

Por sua vez, Yondu observou a mulher sair da cabine, pousando a mão que antes tocara a jovem ao bolso da calça utilizada.

 

 

 

A mulher não demorou a cerrar a porta atrás de si assim que finalizou suas atividades naquele dia. A parca mobília que adornava a pequena cela destinada ao seu descanso não passava de uma cadeira em frente a um espelho sujo e quebrado, luxos aqueles que ela havia demorado a conquistar naquele local repleto de homens.

Ela permanecera em pé, observando seu rosto refletido naquele emaranhado de cacos partidos que ela chamava de espelho. Diversos pares de olhos encaravam-na, julgando-a pela próxima escolha ainda não tomada. “Você pode morrer” a voz do homem ecoava em sua mente assim que ela puxou a faca que escondia na manga da blusa utilizada, faca esta que havia subtraído da sala de comando em uma de suas limpezas e que havia se provado útil até o momento.

Os longos cabelos escuros foram seu primeiro alvo. “Eu seria um homem morto”, ela cerrou os olhos ao puxar uma maço dos longos cabelos, cortando-os lentamente por sobre o ombro, cuidadosamente os cortando de forma mais curta em sua nuca, ato este que fora repetido ao outro lado. Embora o corte fosse simples, fora realizado com maestria pela mulher que permitira que uma simples lágrima cristaliza lhe escorresse pela bochecha assim que os olhos foram entreabertos; surpreendentemente o corpo havia lhe tornado mais madura, porém a graça da juventude ainda lhe era presente, situação esta que a deixara diferente da jovem de cabelos longos e rosto infantil.

Ela segurou uma das mechas soltas do anterior fio longo de cabelo ao finalizar a franja que lhe caia sobre os olhos quando a porta da cela fora entreaberta.

-É por isso que eu não permito que mulheres, em especial as jovens, entrem em minha nave- As palavras arrastadas e sem jeito de Yondu se fizeram ouvir assim que ele adentrara ao local, sem qualquer resquício de decepção pela atitude rude da jovem anteriormente. -Certo, eu vou...Libertar...- As palavras saiam em sussurros assim que seus olhos encontraram maços de cabelo que rodeavam a jovem que permanecia a frente do espelho, observando-se. -..Você..- Ele continuou, ambas as mãos firmemente posicionadas ao bolso da calça, escondendo a própria adaga que carregava junto a si. A flecha pendia a cintura, encoberta pelo longo casaco. -Teremos que fazer um... trato...- Ele sondou ao se aproximar da jovem a passos curtos, porém os passos imediatamente cessaram quando ela se voltou a ele, libertando de suas mãos a última mecha do cabelo longo que lhe restava.

De forma cautelosa, o olhar dele percorreram as feições antes infantis da mulher, contrastando com o olhar endurecido da jovem que agora o encarava, a ironia beirando a insolência quando pousou a mão a cintura. -Dizia?- Destacou ela assim que o silêncio se fez presente entre eles. As pontas frontais do cabelo juntamente da franja o fizera negar com um movimento de cabeça ao suspirar baixo, desviando o olhar do dela.

-Eu dizia- Ele continuou ao caminhar em direção a jovem, parando a sua frente apenas para tomar de suas mãos a antiga faca utilizada e guarnecida há anos. Ela não impôs resistência quando ele a retirou de forma rude de sua mão, bem como não recuou quando o homem permanecera a poucos centímetros de seu corpo. A respiração suave do homem, bem como o desafio imposto pelo olhar endurecido dele foram aceitos pela jovem, que erguera o queixo a ele, encarando-o. -Que podemos negociar sua liberdade, criança. Caso eu seja bem pago-

A última frase do home pairou entre eles quando o primeiro resquício de surpresa cruzou os olhos da mulher. Ela assentiu com um movimento simples de cabeça. -E exatamente a minha liberdade custa...-

-Capitão!- Um homem mais baixo que Yondu atravessou a cela, arfando ao apoiar ambas as mãos aos joelhos em sinal claro de canseira. Capitão. Tornou a repetir, ignorando a presença da jovem mulher. -Encontramos o objeto perdido. Parece que...- Finalmente o homem silenciara ao observar o homem mais velho a encarar a jovem menor. Yondu desviou com relutância o olhar do dela, encarando o homem sem interesse. -Capitão... Achei que...- Ele encarou a mulher que mantivera o olhar sobre as feições dele, o que o fez recuar um passo apenas.

-Peça que recolham o artefato- Comentou apenas, seu olhar voltando a encontrar o da mulher.

-Mas capitão- Começou o outro homem. -Você não irá verificar sua autenticidade?- Aquele era o procedimento padrão. Ele se assegurava que aquele era o melhor a ser feito e era sempre o primeiro a por as mãos nos artefatos encontrados.

-Não será necessário-

O homem entreabrira os lábios para um novo protesto, porém assentiu quando a jovem lhe lançou um olhar divertido, deixando-o encabulado pela insistência evidente. O mais baixo retirou-se sem pressa da sala, buscando qualquer revelação útil daquele encontro inesperado, porém ambos, tanto a mulher quando o homem, permaneceram calados até a porta ser cerrada em suas costas.

-Dizia?- Indagou ele quando o silêncio novamente se fez presente.

-Não preciso que dê minha liberdade. Eu sou livre para ir embora agora se eu assim desejar- A coragem inflou em seu peito, coragem esta que encontrou barreira no olhar duro que o então capitão lhe lançou. Embora o desafio lançado naquele olhar pudesse ser facilmente comprado, a jovem engolira em seco ao aproximar-se um passo dele, surpreendendo aquele homem. -Sou também livre para decidir o que quero-

-Pare com isso, criança- O homem arrastou a última palavra, soando-a como uma ofensa que ela já não mais acreditava ser. -Você acredita ter esta liberdade que tanto fala, mas está amarrada. É uma fugitiva e não tem lar, nem ninguém que possa defendê-la- A dureza das palavras, embora tivessem a intenção de feri-la, não alcançaram seu objetivo, uma vez que a jovem lhe sorriu minimamente.

-Você não crê nessa ameaça. Você retornou por mim...-

-Porque você ia ser morta. Não quero uma morte em minha consciência.-

-Você me protegeu e não pode negar. E agora, eu gostaria de saber por que me defende ainda. Defendeu-me de seu homem, defendeu-me da morte, defendeu-me do meu destino- Assim que ele se movera para lhe dar as costas, ela lhe segurou o braço esquerdo, parando-o e forçando-o a lhe encarar.

-Não lhe devo satisfações da minha vida- Ele atacou desta vez, puxando o braço das mãos dela, soltando-o com facilidade uma vez que a jovem não empregava esforço naquele ato. -Caso assim eu tenha feito, é sinal de que estou cansado de lidar com mulheres fúteis e tolas, como você. Você é jovem demais e aprecia a morte. Não há glória na morte-

Ela tornou a sorrir ao encarar os olhos profundos dele, aproximando-se a passos lentos do corpo dele. Os lábios do homem foram lentamente entreabertos ante aquela aproximação, porém ele permanecera estático ao local, observando-a. -Sou jovem, tens razão- Ela concordou quando sua mão destra encontrara o peito coberto dele, acariciando-lhe o local lentamente. -E você se preocupa por eu ser jovem, ou porque eu não temo você?- Questionou sem delongas ao aproximar de forma cuidadosa o corpo do de Yondu. Seus seios fartos encontraram proteção ao peito do homem quando o primeiro contato entre eles fora trocado. 

-Não importa-me o que pensa- Embora as palavras fossem rudes, contrastavam com a expressão presente em seu rosto, que esboçava indícios de surpresa e descrença as palavras da mulher. -Não importa...-

-Não importa, então. Eu não me importo também- Confessou ela assim que seus lábios roçaram os semelhantes de forma convidativa, encontrando a aspereza dos semelhantes inicialmente. Ela cerrou os olhos ao elevar a mão destra de encontro ao pescoço dele, enlaçando-o cuidadosamente. -Mas não tenho medo de você, nem nunca tive. Porque eu sabia que não faria nada comigo. Nada que eu não quisesse-

-Você está completamente maluca- Ele começou, afastando-se da jovem de forma mínima como se buscasse abrigo naquele campo desconhecido. Pela primeira vez, não fora necessário impor sua necessidade a uma mulher, pelo contrário, ela o procurava e ele estava desesperado para se livrar daquele contato. Ela não fazia parte da espécie de pessoas com que ele se relacionava e não queria envolvê-la em suas disputas pessoais. -Pare com isso criança- Ordenou, porém a ordem se tornaram um suspiro baixo quando a mulher tomou suas mãos, guiando-as a própria cintura perfeitamente esculpida. Ele sentira suas curvas, bem como permitiu que seus dedos ásperos encontrassem a pele clara e quente de seu corpo ao elevar minimamente o tecido.

-Eu sei exatamente o que eu quero. Ofereceu-me liberdade, Yondu- Ela sussurrou ao passo que o guiou a cama velha e mal arrumada que estava destinada a ser sua enquanto permanecesse na tripulação. E ela almejava que aquela estadia se alongasse por muito tempo. Com um empurrão suave ao peito dele, forçou que o homem a sentar sobre aquele local. Suas pernas entreabertas escondiam a ereção que já dava sinais de necessitar de atenção. O olhar dele permanecia fixo as feições da mulher. -Já disse-me que vocês não tem companheiras, nem mantêm família. E se eu estiver disposta a isso tudo, o que poderá me oferecer?- Ela sorriu, deixando para trás a inocencia que havia moldado suas feições a segundos atrás. Ela avançou em direção a ele, pousando uma perna de cada lado de sua cintura ao ser envolvida pelos braços firmes do homem, que a trouxera facilmente a seu colo. 

-Não sou esse tipo de homem que irá lhe dizer que não deve fazer isso- Ele mencionou assim que os lábios dela voltaram a ser roçados sobre os dela, incentivando-o e ao mesmo tempo ignorando as palavras calmas que ele proferia. -Você sabe que não deve brincar comigo, você sabe que eu não vou poder te oferecer nada, você sabe que amanhã eu vou descatar você como se fosse uma roupa velha... Droga- Ele resmungou assim que ela encontrou seu pescoço com os lábios, o quadril dela pressionando sua ereção agora rígida.

-Então me descarte- Ela simplesmente comentou, porém não houve mais tempo para outro comentário quando ele pressionou de forma quase rude os lábios carnudos sobre os dela, aninhando-a entre seus braços. 

A mão destra dele apoiou a base da coluna da mulher ao deitá-la sobre a cama bagunçada, permitindo que o corpo dela encontrasse o leito e fosse ali repousado. Embora ela soubesse que o concentimento de bom grado do ato estava sendo inesperado por ele, ela não pode suprimir um sorriso quando ele tornou a tomar seus lábios, desta vez de um modo desajeitado, porém delicado. Ela tornou a segurar a mão dele, desta vez, e sem demoras, o guiou sobre seu tronco, elevando a própria blusa para que ele pudesse desfrutar de sua pele lisa e sem marcas. Ele a livrou da blusa, jogando o tecido a um dos cantos do quarto, permitindo-se agora, lábios apartados, a observar o fino tecido que ainda recobria seus seios. 

-Eu lido com as consequências, não se preocupe- Ela sussurrou, embora não soubesse a briga interior que ele estava travando naquele instante. 

Ela baixou lentamente a alça do sutiã, revelando-se ao homem a sua frente. Ele suspirou, rogando uma praga aos ventos quando finalmente ignorou o bom senso, sabendo que aquele era o início do seu fim, sabendo que estava expondo aquela mulher a riscos desnecessários que foram esquecidos assim que ele a penetrou, não com a brutalidade com que estava acostumado, mas com a delicadeza que sempre pensou em ter. Os gemidos de prazer da jovem preencheram o quarto enquanto ela se movia a seu colo, permitindo que ele esquecesse que aquele era o modo mais fácil de ferir um homem, atacar a única pessoa disponível para ele e disposta. Embora ele tivesse tomado a jovem de diversas formas naquela noite, ela não se mostrou cansada ou desgostosa, muito menos reclamara da forma como ele conduzira as coisas. Permitira que ele a guiasse entre os lençois, respeitando seu espaço de modo que ele já não aguardava para tomar seus lábios aos dele. Ele a desejou, a tomou e a fez sua naquela noite. Ele permitiu que seu corpo finalmente descansasse próximo ao dela ao final da noite, ignorando a voz consciênte que informava que ele teria problemas futuramente, se a próxima missão não saísse bem. O jovem garoto era a última entrega antes dele pensar em largar aqela vida e, quem sabe, permitir-se algo novo. Longe. 



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