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História Caminhos que Me Levam a Você - Capítulo 10


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Notas do Autor


Oieee queridxs, aqui vai mais um capítulo. Obrigada a todxs que favoritam e/ou comentam!

Espero que seja uma boa distração pra esse período de quarentena. Se cuidem e fiquem em casa! ❤❤❤

Capítulo 10 - Fissura


Fanfic / Fanfiction Caminhos que Me Levam a Você - Capítulo 10 - Fissura

Kiba observava Hinata com apreensão enquanto ela lançava um olhar triste e perdido pela janela do trem. Algo definitivamente havia acontecido entre ela e Naruto. Assim que ele e Samui entraram no vagão, encontraram por acaso a Hyuuga e o Uzumaki, que também seguiam de volta para Konoha.

Logo que os avistou, o Inuzuka sentiu que havia uma tensão no ar. Hinata estava mais introspectiva do que de costume e o famoso jinchuuriki não exibia seu usual sorriso radiante. Ainda assim, ele e Samui se sentaram junto aos dois e tentaram manter uma conversa casual.

Seus pensamentos foram interrompidos por um aperto de mão suave vindo de Samui. Kiba desviou seu olhar para a amada e eles trocaram um olhar significativo. Ela também havia percebido o mesmo que ele.

“Estou com fome, acho que vou até o vagão do restaurante. Quer ir comigo?” Ela perguntou.

“Sim, vamos. Ei, vocês dois querem alguma coisa lá do restaurante?” O Inuzuka perguntou.

“Não, eu to tranquilo, cara. Obrigado.” Naruto disse apático.

“Eu também não quero nada, obrigada, Kiba-kun” Hinata sorriu fracamente.

Naruto se sentiu ainda mais desconfortável após os amigos se retirarem. Ele não parava de pensar nos últimos acontecimentos. As coisas entre ele e a Hyuuga ainda estavam descompassadas.

Naquela manhã, ele saiu cedo do hotel, antes mesmo da amiga. Como não poderia participar da reunião para a votação sobre o caso de Sasuke, achou melhor aproveitar o tempo livre para visitar Darui e acabou comentando o ocorrido. As palavras do Raikage ainda ecoavam na sua cabeça:

Bom, mas ela não está lá como sua amiga e sim como a líder de um clã. Ela realmente precisa ser o mais imparcial possível para evitar injustiças.” Darui comentou com seu usual tom de voz calmo.

Quando voltou ao hotel, já no fim da tarde, ele ainda ruminava sua chateação, mas não podia negar que talvez tenha exagerado com Hinata. Assim que abriu a porta do quarto, se deparou com a Hyuuga sentada em uma das poltronas da sala lendo o mesmo livro que lia no trem. Aos seus pés estava sua mochila de viagem. Eles se encararam brevemente e Naruto foi o primeiro a desviar o olhar. Ele meteu as mãos nos bolsos da calça e disse numa voz embargada:

“E aí? Já terminaram de condenar o Sasuke?”

“Você acha mesmo que foi isso que aconteceu?” Ela retrucou.

“Não sei, Hinata. Se você que o conhece tinha dúvidas, imagina aquelas pessoas.” O loiro argumentou.

A Hyuuga respirou fundo. Ela definitivamente estava cansada demais para entrar em uma nova discussão com o amigo.

“A decisão foi a de absolve-lo.” Ela disse.

Naruto imediatamente levantou a cabeça e voltou a encarar a amiga.

“É sério?!” Ele perguntou.

“Sim. Não vou negar que a votação foi apertada, mas não havia provas o suficiente para voltarmos a considera-lo um criminoso. Contudo, isso não quer dizer que aquelas pessoas confiam em Sasuke. Ele vai ter que provar a integridade dele a longo prazo.” A kunoichi explicou.

Naruto quis comemorar, mas não havia clima para isso. Hinata estava realmente séria, fazendo-o lembrar um pouco de Hiashi. A conversa foi logo interrompida por um funcionário do hotel que veio anunciar que o carro que os levaria até a estação de trem estava pronto.

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“Hummmm quer dizer então que você finalmente vai ter uma noite romântica com Uchiha Sasuke? Isso aí, garota, só não esqueça das camisinhas. Você ainda é muito nova pra ser mãe.” Ino disse com um grande sorriso enquanto se debruçava no balcão da floricultura Yamanaka.

“INO!” Sakura chamou a atenção da amiga enquanto seu rosto tornava-se vermelho. “Não viaja, tá bom?”

“Ai amiga, você pode tentar fingir toda a naturalidade do mundo pra mim, mas eu te conheço muito bem e sei que você já pensou em todas as possibilidades do desenrolar dessa história ser o Sasuke finalmente se apaixonando por você.” A loira comentou.

“Urgh, eu sou patética, né?” A ninja médica bufou tristemente.

“Às vezes. Mas eu tenho que admitir que acho admirável sua resiliência com esse garoto. Eu não teria a mesma paciência.” A Yamanaka respondeu.

“Eu juro que já tentei racionalizar mil vezes o que eu sinto por ele. Fiz terapia e até saí com um enfermeiro do hospital pra tentar me abrir pra outras pessoas. Mas, sei lá, é só eu o ver que uma esperança bizarra enche meu peito...Eu sou uma idiota mesmo.” Sakura disse.

“Amiga, faz o que o seu coração tá pedindo. Pelo que você me contou, ele realmente parece ter mudado bastante. Maaaas, se em algum momento ele voltar a te tratar mal de novo, trate de chutá-lo da sua vida, senão eu mesmo vou fazê-lo. E continua tentando se abrir pra outras pessoas. Porque ele até pode estar te tratando bem, mas isso não significa que ele vai mesmo se interessar romanticamente por você.” Ino aconselhou a amiga, lhe dando um abraço.

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“Sabe, seus trajes ninja combinam bem mais com você do que toda aquela indumentária tradicional.” Uma voz conhecida fez Hinata despertar do seu transe.

Pouco depois que Kiba e Samui saíram, a Hyuuga também pediu licença ao jinchuuriki e disse que iria pegar um ar fresco na varanda que havia no último vagão. Os últimos acontecimentos entre ela e Naruto ainda estavam indigestos e ela passara a cogitar se afastar de vez daquele que por tantos anos ocupou sua mente e seu coração.

“Kenshin-san?” A Hyuuga disse confusa ao avistar o líder do clã Amagiri, de Yumegakure.

“Desculpa, eu te assustei, né?” O homem perguntou.

“T-Tudo bem, eu estava distraída mesmo.” Ela respondeu sorrindo. “Você também está indo para Konoha?”

“Sim, estou indo resolver algumas coisas para meu pai. O velhote depois de velho resolveu investir no mercado de moda para ninjas.” Kenshin disse revirando os olhos.

Hinata riu. Ela nunca tinha ouvido falar em tal coisa. “Foi por isso que você comentou da minha roupa?”

“É...acho que sim. Desde que eu comecei a ajuda-lo nisso, sem querer eu passei a notar essas coisas.” O rapaz deu de ombros. “Enfim... Tá afim de ir até o restaurante tomar um café? Não sei você, mas eu estou congelando aqui fora!”

“Sim, vamos.” A Hyuuga sorriu amavelmente e acompanhou o rapaz para dentro do vagão.



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