História Caminhos Tortuosos - Capítulo 24


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Categorias Dragon Ball
Personagens Androide Nº 16, Androide Nº 17, Androide Nº 18, Bardock, Brolly, Bulma, Chichi, Gine, Goku, Kakaroto, Lunch, Marron, Mestre Kame, Mr. Satan, Nappa, Personagens Originais, Raditz, Rei Vegeta, Toma, Vegeta
Tags Bulma, Drama, Vegeta
Visualizações 122
Palavras 4.270
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Hentai, Luta, Mistério, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Ola Leitores.
Nem vou tentar me desculpar pela demora, sei que estive ausente por muito tempo, minha vida andou meio punk nos últimos meses, mas não desisti da historia. Espero que gostem...Boa Leitura...

Capítulo 24 - Novos acontecimentos...


Eram por volta das 23:00 horas, Louise dirigia por uma estrada completamente sem movimento, cujo acostamento estava repleto de pinheiros cobertos por neve em ambos os lados da estrada.

- Que raio de lugar você tá me levando garota? Isso aqui parece àquelas paisagens de filme de terror! – Falou Erika com seu tom um pouco mais rude que o habitual, estava cansada da viajem, e Louise há alugara o dia inteiro, Erika ainda nem havia conseguido dormir.

Louise riu levemente.

- Tá com medo Erika? Nunca vi você com medo antes...

Erika a olhou de canto.

- Garota... saiba que tudo em você inspira medo nas pessoas! Você não é nem de longe um ser confiável!

Louise nada falou, apenas sorriu levemente e continuou a dirigir em silêncio, nos últimos dois dias, Erika estava com os nervos á flor da pele. Erika olhou para o celular.

- Aqui não tem sinal!

- Às vezes é bom ficar sem sinal... se desplugar um pouco do mundo virtual...

- Esqueceu que estou monitorando as noticias?

Desde que saíram de Paris, Erika não deixara de monitorar os jornais, revistas, blogs e todos os sites de fofocas da França, se houvesse qualquer rumor na internet sobre o ocorrido entre Louise e July, ela saberia.

- Não... não me esqueci... e acredito que seja esse o motivo de você estar mais irritada que o normal...você não dorme direito e esta vidrada nessa coisa...e eu sou muito grata pela sua dedicação...mas é apenas  por um instante...deixe o celular de lado...vai valer a pena...

Erika se surpreendeu com aquelas palavras, jamais ouviu Louise agradecer alguém, pelo menos não com sinceridade. Louise dirigiu por mais um tempo, até que chegou ao começo de uma montanha. A estrada seguia por tal montanha, porém, era estreita e de chão batido.

- Você não vai subir ai vai?

Louise nem respondeu, apenas acelerou o carro avançando por aquela estrada estreita e sinuosa, fazendo as curvas com a segurança de um corredor profissional.

- GAROTA SE EU MORRER VOCE VAI SE ARREPENDER! – Gritou Erika enquanto mantinha as mãos espalmadas no teto do carro, com os braços e pernas rígidos, temia que o carro capotasse morro a baixo, e em sua cabeça ficar naquela posição era mais seguro.

Quando finalmente chegaram ao alto da montanha, Erika olhou para Louise de forma mortal. Louise riu, um riso diferente dos tantos que ela dera durante o dia em Brandy, um riso que parecia natural.

- Vem Erika... vai valer a pena...

Louise saiu do carro batendo a porta atrás de si.

“- Puta merda! Eu odeio altura! Caralho!” – Pensou Erika.

Lentamente ela abriu a porta do carro, e com as pernas bambas Erika saiu devagar, quando finalmente estava no lado de fora, foi surpreendida por um céu estrelado.

- Chega aqui... - Falou Louise que estava mais a frente, sentada em cima de uma elevação que havia no cume.

Quando Erika se aproximou, viu uma paisagem encantadora, montanhas enormes com o topo coberto de neve, o bosque de pinheiros, conseguia também ver a estrada por aonde vieram, e ao longe a cidade iluminada, onde das chaminés das casas se via a fumaça rumando ao céu, parecia uma daquelas pinturas de quadros antigos.

- Não é lindo? – Perguntou Louise sem desviar o olhar da paisagem.

Erika olhou para Louise meio desnorteada.

- Você ta bem?

- Estou por quê?

- Sei lá... não parece você...

- Por quê? Porque eu gosto de paisagens?

- É... falar romanticamente de uma paisagem não combina com você!

- Ah para de ficar me analisando e vem... senta aqui..- Falou Louise puxando Erika para baixo.

Erika sentou ao lado de Louise, e ficou quieta uns instantes, apenas observando, ambas em silêncio.

- Eu vinha muito aqui antes de ir para Paris... á primeira vez que subi dirigindo aqui quase me caguei toda... eu tinha catorze anos...

Erika a olhou surpreendida.

- Seu pai deixava você dirigir com catorze anos?

- Não... se fosse pelo meu pai eu não dirigiria nem agora...eu vinha com o meu amante...- Falou ela como se nada fosse

- Você tinha um amante com 14 anos???

Aquilo chocou Erika.

- Tinha... bom...ele era casado com uma mulher fina... mas... ele tinha fetiche pelas novinhas...

- Quantos anos ele tinha?

- 34...

- Fetiche? Pedofilia você quer dizer?

- Bom... eu tinha o corpo e a cabeça de uma menina de uns 18 na época... e era bem assanhada...não sei se isso é bem pedofilia...ou talvez fosse...enfim...ele era lindo...loiro...alto...tinha aquele ar misterioso e era um homem  muito...muito sedutor...perdi minha virgindade com ele...e aprendi demais sobre a vida....sobre as pessoas...sobre suas fraquezas...e como usar dessas fraquezas pra alcançar meus objetivos...ele dizia “ use esse corpo que você tem...antes que ele caia...fique poderosa...fique forte...acabe com seus obstáculos sem dó!”

Houve um silêncio, e Erika podia ver que o rosto de Louise que antes estava alegre se tornara frio, cuja expressão parecia estar congelada.

- Ele me fazia me sentir mulher... poderosa... me ensinou a dirigir...me mostrou muita coisa que eu jamais teria visto se não fosse por ele...foi ele que me deu a oportunidade de virar modelo...ele conhecia o dono da agência...quando fui pra Paris...ele foi ate lá me ver umas  vezes...mas ...depois ficou furioso comigo...e nunca mais nos vimos...

- Ficou furioso por quê?

- Porque eu o troquei pelo dono da agência... usei tudo o que ele me ensinou contra ele...ele que antes era um professor...passou a ser um obstáculo...um obstáculo que eu superei...ele não esperava por isso...

Erika olhou para Louise horrorizada, que por sua vez, mantinha aquela expressão dura e indecifrável.

- Louise... esse homem usou você...e ainda confundiu sua cabeça...você era muito nova...não me admira você ser do jeito que você é!

Louise riu levemente.

- Não... se eu tivesse que achar um motivo que explicasse o porque me tornei o que sou...acho que seria outro motivo...

- E que motivo seria?

- Uma vez eu vi minha mãe com o amante dela... ela e meu pai eram casados...eu devia ter uns cinco...talvez seis anos...não me lembro bem...enfim...ela...levou o cara pra dentro da nossa casa...comigo lá dentro...meu pai tinha ido acampar com meu irmão...não me levou junto...porque eu era menina...porque eu era delicada...eu agia assim ...como a menina delicada...mas eu queria muito ter ido...e se eu tivesse ido...talvez eu não tivesse acordado no meio da noite e visto minha mãe fudendo com aquele cara...e não teria me perguntado sobre sexo tão cedo...depois disso...muita coisa aconteceu...meus pais se separaram...fomos morar com minha avó materna...eu ouvia conversas estranhas na casa da minha vó...entre ela e minha mãe...todas envolviam sexo...ai depois meu pai matou meu tio...foi um acidente na verdade...mas meu pai se culpou...e sumiu...nossa mãe engravidou de outro cara...nos abandonou...nos vendeu na verdade pro meu avô....e quando eu fiquei na casa do meu avô...e depois na do tio Adam...eu não tinha ninguém que pudesse sanar minhas dúvidas....eu pensei tanto...mas tanto sobre sexo...sobre o que eu vi....sobre o que eu ouvi...que quis descobrir sobre o significado dele rápido demais...e eu descobri...precocemente... meu palpite é que talvez isso tenha me tornado o que eu sou...

Erika olhava para Louise horrorizada, com mil pensamentos em sua cabeça, enquanto Louise se mantinha olhando para o horizonte, como se o que ela tivesse dito fosse algo insignificante.

- Ou talvez eu seja só uma ordinária que busca sempre o prazer... - Falou Louise com um leve sorriso.

Erika olhava o semblante tranquilo de Louise perplexa. De repente Louise levantou.

- Vamos indo que tá frio demais... quero te mostrar outro lugar no caminho...

Louise se distanciou, indo em direção ao carro, e Erika de vagar foi levantando, perdida em seus pensamentos, se questionando o que achava de tudo o que escutara, não imaginava que Louise tivesse tido uma infância daquele tipo.

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Passava da meia noite quando Goku fechava o dojô, a seleção de atores havia ido até muito tarde. Quando rumou para o estacionamento deu com Lucas, o guarda do estacionamento.

- Boa noite Goku.... a seleção foi até bem tarde... - Falou o homem com seu sorriso amistoso de sempre.

- Nem me fale Lucas... tô exausto.... louco pra ir pra casa e cair na minha cama...ate amanhã...

- Até amanhã rapaz...

Goku dirigiu até a casa de Chichi, logo estacionou o carro e entrou. Quando ele subia as escadas o telefone tocou.

- Oi vó...

- Impiastro! Não vem mais pra casa?

Foi só ai que Goku se deu conta, ele havia dito à avó que iria para casa.

- Boa noite pra você também vó... - Falou ele meio rindo

- Non infastidirmi, ragazzo!

- Que brava vó.... não me ama mais?

- Tu que não me ama.... aposto que ta na casa da ragazza!

- Vou contar pra ela que você tá implicando com ela vó... - Falou a provocando.

- Conta e eu te quebro os dentes! Além do mais eu não tô implicando com ela....ainda! Tá na casa dela não ta?

- To vó....

- Ragazzo que só pensa com o pinto! Eu já sabia que você não ia vir! Mas ta...to ligando pra dizer que sua mãe saiu e não voltou....deve ta fudendo com seu pai....

Goku começou a rir.

- Só você pra conseguir as coisas vó... te amo muito sabia?

- Interesseiro! Só me ama porque eu consegui o que você me pediu... tem um lugar no inferno pra neto  interesseiro sabia?

Goku se pôs a rir.

- Agora eu vou dormir.... não vai trazer a moça pra apresentar pra família não ?

- Mas vó... vocês já se conhecem...

- Impiastro! Não vê que é tua namorada! É normal trazer ela pra frequentar sua casa... parece até que já casou com ela.... e vivem em outra cidade!

Giulia esbravejou um pouco mais e os dois se despediram. Quando Goku chegou ao quarto de Chichi, a viu ressonando tranquila na cama. Desejou abraça-la , mas se o fizesse, não conseguiria largar, e ele precisava urgentemente de um banho. Rumou para o banheiro, se despiu e entrou no Box. Enquanto a água corria pelo seu corpo, não conseguiu evitar lembrar-se das palavras de sua avó.

“parece até que já casou com ela.... e vivem em outra cidade!”

Goku se pôs a pensar, sua intenção era ter ido pra casa, falara isso para Lucas.

“- Porque eu não fui pra casa?”- Pensou ele.

Nos últimos tempos, ele já não ia mais para sua casa, e não via mais a casa de sua mãe como sendo sua. Deu-se conta, que em pouquíssimo tempo, passara a considerar a casa de Chichi como sua casa. Um pouco alarmado terminou o banho, se secou e caminhou até o quarto, rumou para o closet de Chichi a fim de pegar algo para vestir. Quando olhou para a prateleira, se assombrou com a quantidade de peças que havia trazido de casa, quase metade da totalidade de suas roupas estavam ali.

- Meu deus! Eu me mudei pra cá e nem senti? Nossa... amanhã eu vou pra casa um pouco! Chichi tem razão... estamos indo rápido demais.

Ele vestiu uma calça e rumou para a cama, abraçando Chichi por trás. Sonolenta, ela sorriu com o abraço.

- Achei que você ia pra casa... - Seu tom de voz era rouco.

- Pois é... eu...

- Que bom que não foi... já tava com saudade...

Ele sorriu.

- Porque acha que vim pra cá? Eu também tava com saudade...

Chichi virou se aninhando em seu corpo.

- Te amo Goku...

Ele a abraçou forte.

- Também te amo Chi...

Os dois adormeceram aninhado um no outro.

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Gine acordava, o ambiente estava totalmente escuro, e agarrado em sua cintura estava Bardock, ainda adormecido.  Haviam ido dormir passava das 04:00 da manha, e Gine sentia um misto de leveza e exaustão pela noite intensa que tivera. Com certa dificuldade, devido à força que o corpo pesado de Bardock exercia sobre seu, Gine estendeu a mão e pegou o celular ao lado da cama, quando viu a hora, surtou levantando.

- Ai merda! O dojô!

Ela se vestia freneticamente quando sentiu um puxão, indo parar de volta na cama. Bardock havia acordado.

- Vai onde Gine?- Falou com seu tom rouco matinal.

- Pro dojô... são dez horas...e hoje o Goku não trabalha de manhã....me solta Bardock...tô atrasada...demais!

- Eu liguei pro Goku hoje as cinco... quando seu celular despertou....ele foi trabalhar...eu disse que você não ia de manhã...

- Você o que? Mas hoje eu tinha que....

Bardock a calou com um beijo, e Gine desmanchou-se com o toque.

Ele cessou o beijo a olhando com carinho.

- Goku da conta do dojô... você tem que fazer uma coisa muito importante comigo essa manhã...

- Que coisa?

Ele sorriu.

- Uma coisa que eu queria ter feito há muito tempo....

De repente a porta do quarto se abriu.

- Pai... café ta....

Bardock se tapou com o lençol  imediatamente, estava apenas de cueca, e Gine corou. Louise olhou a cena com um sorriso.

- Oi Gine... não sabia que tava ai....desculpa pai...café ta na mesa....

Louise saiu de lá sorrindo, quando chegou ao quarto, Erika a fitou com olhar reprobatório.

- Você tinha mesmo que ir lá?

- O que? Só fui avisar que o café tá pronto...

Erika balançou a cabeça negativamente, mas ao observar, viu que Louise não parava de sorrir.

- Você ta bem Louise?

- Tô sim...

- Porque ta sorrindo desse jeito?

Louise saltitou até Erika como uma criança, e segurou suas mãos.

- To sorrindo porque se eles se casarem vai ser a coisa mais legal do mundo... a Gine é a mulher mais querida do mundo! Vai ser maravilhoso!

Erika olhou para Louise admirada, parecia que em sua frente havia uma criança de seis anos, o comportamento de Louise estava muito diferente desde que chegaram a Brandy, e Erika cada vez mais descobria um lado de Louise que jamais imaginou que existiria, um lado mais puro, um lado diferente da mulher sórdida dona de agência de modelos, um lado humano.

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Gine dirigia seu carro, seguia Bardock, que estava em seu automóvel um pouco mais a frente.

“- Onde é que ele tá me levando?” – Ela se perguntava mentalmente.

Bardock não adiantara em nenhum momento onde estava indo, apenas disse que era algo que já devia ter feito, e que ela deveria segui-lo. De repente Gine começou a reconhecer o caminho.

- Ah para! Ele tá indo pra minha casa? Porque ele não me falou?

Gine estacionou o carro logo atrás de Bardock.

- Tô confusa.... porque estamos na minha casa?

- Que perguntona! Aguenta um pouco mulher!- Falou pegando em sua mão, se dirigindo até a porta.

Gine pegou a chave e abriu à porta, quando entraram, um cheiro delicioso tomou suas narinas.

- Nossa.... que cheiro é esse? Parece carne...- Falou Bardock embriagado pelo cheiro.

- É ossobuco ao vinho tinto e espaguete á carbonara.... - Falou dona Julia aparecendo na sala.

- Nossa mãe... nunca mas que a senhora fez ossobuco....era o prato preferido do pai...

- Pois é... eu não fiz mesmo...mas é uma ocasião especial....não é mesmo Bardock?

Gine olhou para os dois sem entender.

- O que tá acontecendo?

Bardock olhou para Giulia em cumplicidade, e depois olhou para Gine.

- Há décadas atrás.... quando eu era ainda um pirralho inconsequente eu maltratei seu coração...e uma noite...quando eu me dei conta do meu erro....eu vim atrás de você...eu queria consertar as coisas...queria te pedir em namoro...mas tomamos caminhos opostos...mas hoje eu vim aqui...fazer o que eu deveria ter feito há décadas atrás...

Bardock largou as mãos de Gine e se aproximou de dona Giulia, que se espantou.

- Ué... pensei que você queria era ela? Não sou velha demais pra você não? Olha que não é tão saudável ficar assim tão perto de mim... vai que eu te dou um golpe....meu marido me ensinou umas coisas antes de bater as botas!

Bardock riu.

- No telefone eu disse que queria pedir sua filha em namoro pra senhora, mas antes disso, eu quero te pedir perdão, quando me tornei pai... vi como sofremos bem mais quando nossos filhos sofrem...eu fiz a senhora sofrer demais...

Giulia sentiu os olhos marejarem, mas conteve as lagrimas e se manteve em uma posição de firmeza.

 - Fez mesmo...

Percebendo a emoção da mãe Gine se alarmou, sua mãe era uma mulher forte, dificilmente deixava suas emoções transparecerem, acabou não contendo a própria emoção.

- A senhora me perdoa?

Giulia suspirou.

- Perdoo... mas se fizer algo parecido de novo corto suas bolas e vendo no mercado negro...e eu to falando serio!

Bardock achou aquilo engraçado, mas não ousou rir.

- A senhora me deixa namorar sua filha?

- Deixo... se não ela chora no dojô! Agora larga as minhas mãos se não eu me apaixono... já pensou a merda shakespeariana que ia dar! - Falou Giulia dando um fim a aquela cena que a emocionara demais, se afastando, rumando para a cozinha       - Sentem ai que o almoço tá quase pronto...

Bardock caminhou até Gine.

- Viu...pedi você em namoro pra sua mãe...gostou?

- Gostei demais...

- Mas Gine...que historia é essa de chorar no dojô?

- Não vou te dizer! – Falou Gine rumando para a sala rapidamente.

- Ah vai sim.... fala se não eu pergunto pra sua mãe...ela é minha cumplice agora!

- Não força a amizade que te boto pra correr!  - Falou Giulia colocando os pratos na mesa.     – Deixa ela em paz e vem me ajudar com os pratos...

O almoço correu tranquilo, com Gine e Bardock sorrindo um para o outro. Em dado momento Giulia olhou para a foto do marido.

“– Queria que você estivesse aqui pra ver isso.... pra ver o sorriso da sua filha... queria que estivesse aqui comigo...”

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Era horário de almoço, Goku havia saído do dojô e ido ate a casa de Chichi, o motivo, iria pegar parte de suas roupas que estavam lá, e levar para casa, achava que estava invadindo demais o espaço de Chichi, e que as coisas estavam indo rápido demais entre eles, porem, não queria que ela o visse saindo de lá com suas roupas, ela poderia pensar que ele estava se retirando de lá por outros motivos, que ele estivesse desistindo do relacionamento, e definitivamente não era isso que ele estava fazendo. Para não dar margem para brigas desnecessárias, foi no horário do almoço, já que Chichi estaria na clinica. Goku terminava de colocar as roupas na mochila quando...

- Esta tudo bem?

Goku deu um pulo com o coração acelerado.

- Dona Ofélia... eu não sabia que a senhora estava aqui...nem ouvi a senhora entrar...

- Eu estava na cozinha... resolvi cozinhar para Chichi...ela vem almoçar as 14:00 comigo...

Goku arregalou os olhos e olhou no celular, eram ainda 12h30min.

- O que esta fazendo Goku?

- Eu só... estou pegando umas coisas minhas que eu preciso lá no dojô....- Mentiu ele

- Hun... tá bem...eu vou descer....as panelas estão no fogo...

- Tá... ate mais dona Ofélia...

- Ate Goku...

A mulher se afastou saindo do quarto, e Goku terminou de arrumar suas coisas e fechou sua mochila. Ele desceu as escadas, já estava quase na porta quando sua mente começou a atormenta-lo.

“– E se a dona Ofélia falar pra Chichi que me viu arrumando minhas coisas? E se ela pensar besteira? E se ela pensar que eu fui embora da casa dela? Eu não to indo embora... e se ela terminar comigo???”

Atormentado, Goku se dirigiu a cozinha, seguindo o cheiro maravilhoso de comida que se espalhava pela casa, porem, Goku estava tão tenso, que nem mesmo sentia o aroma. Quando abriu a porta do cômodo avistou Ofélia próxima do forno.

- Dona Ofélia...

- Sim Goku...

- Se eu pedir uma coisa pra senhora.... a senhora faria?

Ela o olhou calma.

- O que meu querido? Não dizer pra Chichi que você esteve aqui, arrumou suas coisas e levou embora? Isso?

Ele arregalou os olhos e largou a mochila em uma cadeira, se aproximando de Ofélia.

- Dona Ofélia... não é o que parece...

- A mim parece que você pegou suas coisas e colocou numa mochila... - Falou ela calmamente.

- Sim mas...eu não tô indo embora! Se a senhora falar que eu fiz isso é capaz dela terminar comigo!

- Mas Goku... você só pegou suas coisas....eu não consigo ver nada de errado nisso...

Goku visivelmente estava uma pilha de nervos. Ofélia notando o estado do rapaz resolveu intervir.

- Se você quiser eu não digo nada pra ela... pode ser assim?

- Tudo bem pra senhora?

- Claro.... mas se você puder...eu gostaria que você me desse sua opinião sobre o assado que estou fazendo...você pode provar antes de ir?

Foi só ai que Goku se deu conta do cheiro maravilhoso que inundava a cozinha, e de que ainda não havia almoçado.

- Claro... claro dona Ofélia....

- Então senta ai....

Ofélia abriu o forno, e instantaneamente os olhos de Goku vidraram no assado, e ele teve que se conter para não salivar de tão apetitoso que aquilo parecia.

- O que a senhora cozinhou?

- Kleftiko...

- O...o que é Kleftiko? – Perguntou enquanto a via cortar o assado, parecia que ela estava cortando em câmera lenta, e efetivamente ela estava fazendo todos os movimentos bem devagar.

- Kleftico é um prato típico da minha região... é carne de cordeiro regada com suco de limão e ervas...levei ao forno para dar uma dourada junto com as batatas...

- Nossa.... parece muito bom....

- Esta com fome Goku?

- Ahan....

Ofélia serviu um prato generoso, pegou os talheres e levou até a mesa, colocando bem a frente de Goku.

- Pode comer querido...

Goku pegou os talheres, quando espetou a carne com o garfo, ela pareceu se desmanchar, quando levou o pedaço ate a boca, instantaneamente soube que era a melhor comida que ele já havia provado.

- Ai meu deus... que coisa mais maravilhosa...é quase um orgasmo...

Ofélia riu levemente com aquela expressão, mas Goku nem se deu conta do que dissera a mãe de sua namorada, apenas continuou a saborear. Ela sentou em uma cadeira próxima.

- Goku... você tá com algum problema querido? Você pareceu temeroso quando entrou aqui na cozinha... eu sou mãe da Chichi mas também sou sua amiga...você pode conversar comigo se quiser...tudo o que você disser ficara entre nos eu prometo...

Embora estivesse relutante, Goku acabou desabafando.

- Dona Ofélia... eu amo demais a Chi....e nos últimos tempos...eu não tenho vontade de ir pra minha casa...eu...meio que sinto que aqui é minha casa....só que eu sou meio chato as vezes...ai eu posso tá importunando demais a Chi....tipo...ela disse pra mim esses tempos atrás que a gente tava indo rápido demais...e a gente tá mesmo...só que....que...

- Que o que meu querido.....pode falar...

- Que eu gosto que esteja indo rápido... por mim...eu não saia de perto dela...não gosto da ideia de dormir longe dela...mas eu sei o que a senhora vai dizer...vai dizer o que o meu pai me diria...o que minha mãe me diria...e o que o Vegeta me diria...que eu tenho que ir de vagar....é por isso que eu nem tô pedindo conselho...eu só vou levar minhas coisas e maneirar mais ...não quero sufocar a Chi...

Ofélia sentiu uma enorme pena do rapaz.

- Entendi... querido...você esta mesmo indo rápido....

Goku suspirou tristemente.

- Eu sabia que a senhora ia dizer isso...

- Mas... Chichi também esta indo rápido...ela pediu pra mim hoje pela manha se podia guardar algumas coisas da garagem dela na garagem da minha casa...pra que assim você tenha espaço pra guardar o seu carro...ja que ele tem ficado no pátio...

- Serio?

- Sim... ela também quer você...tanto quanto você a quer... e se me permite gostaria de te dar um conselho...

- Claro ...pode dizer...

- Coloque suas roupas no lugar.... e converse com ela antes de mais nada...se você levar suas coisas todas de uma vez...nas costas dela...é capaz dela pensar que você se arrependeu de estar com ela...conversem querido...

- A senhora tem razão... obrigada dona Ofélia...me ajudou muito...

- De nada querido... mas pode me chamar só de Ofélia....- Falou ela com um sorriso    - E não conta pra Chichi que eu te contei a historia da garagem, se não nunca mais te dou comida.

- Não... pode deixar ...eu não conto...não vou correr esse risco...e falando nisso...você pode me dar mais um pedaço?

Ofélia riu.

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A mulher estava no escritório de sua casa, seu marido havia saído há 30 minutos, era tempo já suficiente para que ela pudesse fazer a ligação que tanto queria, sem temer que seu marido por algum motivo pudesse retornar e pega-la no ato. Ela pegou o celular e discou.

- Oi dona...

- E então descobriu? – O tom era de urgência.

- Sim...Vegeta e ela estão namorando...

- Tem certeza?

- Sim...tenho sim dona...pelo menos foi o que o contato garantiu...

A mulher ficou ofegante.

- A dona ta bem? – O tom era preocupado.

- Sim...estou sim...obrigada...continue o seguindo...nao deixe ele lhe descobrir...

O homem riu.

- Fica tranquila dona...ele não sai da minha visão...

Ela sentou em sua cadeira com um misto de sensações que ela não conseguia descrever, pegou o telefone e discou outro numero.

- Oi mãe....- A voz de uma mulher jovem soou do outro lado da linha.

- Confirmado...eles estão namorando...

- Tem certeza?

- Sim...

- Vamos esperar mais um pouco mãe....mas sabe o que significa?

- Sim....isso muda tudo....


Notas Finais


É isso pessoal, se puderem comentem


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