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História Caminhos traçados - Capítulo 19



Notas do Autor


Boa Leitura!

Capítulo 19 - 19


Fanfic / Fanfiction Caminhos traçados - Capítulo 19 - 19



— Quando o Miguel tinha cinco meses, eu coloquei-o para dormir na cama comigo algumas vezes. Ele estava doente e eu cansada demais para me levantar, porque naquela época, ele acordava sete ou oito vezes na noite. Eu já sentia exaustão por passar o dia todo andando de um lado para o outro tentado fazê-lo parar de chorar, então durante a madrugada, eu pretendia descansar. JungKook fez questão de sair da cama quando percebeu.

— Ele não havia visto você pôr o bebê lá?

— Não, porque quando fiz isso, ele estava dormindo. Mas acordou horas depois e quando notou, foi dormir na sala.

— Isso aconteceu por muito tempo?

— Até o dia em que eu saí do quarto. Cada um de nós tinha um quarto próprio, devido a situação.

— O M. não dormia mais com você?

— Até os dois anos, sim. Na mesma cama que eu, e abraçava minha cintura o tempo todo. – sorri mínimo. — Depois eu pensei que deveria acostumar ele no próprio quarto, para não causar dependência. Então, ele só vinha ao meu espaço para dormir quando sentia medo de fenômenos naturais ou do pai bêbado perambulando pela casa.

— Nessas noites em que o deixava na cama com vocês dois, ele acordava ou não?

— Somente se sentisse fome, o que ocorria em média duas vezes por noite.

— Então ele se sentia mais calmo?

— Sim.

— Eu me lembro muito bem de como era sua relação com o Jeon antes. – sorriu. — Você se lembra?

— Era maravilhoso, ele era uma ótima pessoa, carinhoso, compreensivo, amoroso... Nós costumávamos viajar muitas vezes no ano, e eram nessas oportunidades que aproveitavámos para re-abastecer o relacionamento. Ele me levou para conhecer o mundo ao seu lado.

— Se divertiram muito?

— Muito. Sempre que rolava uma folga no trabalho nós saíamos do país, mas isso você deve lembrar. Antes de conhecê-lo eu jamais tinha deixado o estado. – rimos. — Mas um belo dia, a minha amiga pediu que eu a acompanhasse em uma viagem à Tailândia como uma forma de distração para meus pensamentos, e eles dois estavam tramando uma surpresa.

— Que tipo de surpresa?

— Ele apareceu por lá sem que eu soubesse e me pediu em casamento. Nós estávamos separados e eu pensei que ele sequer se lembrava de mim.

— Por que terminaram? Vocês nunca me disseram sobre.

— A pessoa com quem estive antes dele, supostamente vazou vídeos íntimos nossos. O Jeon me ofereceu ajuda, me disse para processá-lo, foi o melhor amigo dele quem me defendeu.

— Por que não foi ele?

— Porquê na época nós combinamos que ninguém além de nós dois deveria saber do relacionamento, e ele achou que eu não me sentiria bem estando entre os dois, e eu realmente me sentiria desconfortável. Por isso pediu ao amigo, e me lembro que naquele dia ele não apareceu no tribunal nem para me ver.

— Para não te fazer sentir mal? – concordei.

— Porquê pensava que era um assunto onde apenas eu e meu ex deveríamos tratar, ele como atual não seria bem vindo, nem para mim, para ele mesmo e muito menos para o causador da situação. Cerca de dois dias depois, eu o enviei mensagem e disse que o melhor a se fazer seria encerrar nosso relacionamento.

— Por que?

— O pai dele era meu professor, além de estar sabendo poderia até ter visto o vídeo. Eu os envergonharia e eles eram homens importantes para o seu meio de trabalho, seria crueldade da minha parte acabar com o negócio da família.

— Por que mudou de ideia?

— Porquê ele estava disposto a tudo para ficar comigo. Me provou isso depois de meses sem nos falar, ele nem sabia qual seria a minha reposta, e voou até outro país para me pedir em casamento. – chorei e tive que aguardar alguns segundos para me recuperar.

— Se bem me lembro, vocês não tiveram muitas brigas, não é?

— ... – neguei. — Se eu disser que ele e eu nunca brigamos antes você acredita?

— Acredito. Vocês possuíam a relação perfeita.

— A relação perfeita. – concordei. — Era minha alma gêmea.

— Como se conheceram?

— ... – suspirei. — Eu estava cursando o primeiro ano da faculdade, e ele apareceu por lá para substituir um dos professores, que como eu havia dito, era o seu pai.

— Continue.

— Na época eu estava ficando com alguém. A nossa relação já não ia bem, e antes mesmo de me relacionar com o Jeon, nós terminamos, porém, ainda sentia algo por essa pessoa.  Só que... quando eu conheci o Jeon e percebi quem ele era de verdade, eu abandonei o que sentia pelo outro rapaz para ficar com o pai do meu filho.

— Você amava o rapaz?

— Uma amiga uma vez me deu conselhos, e eu cheguei a acreditar que não. Era uma fase complicada, estavam surgindo cada vez mais problemas em casa e eu desconfiava que o amor que eu transmitia não estava sendo suficiente porque não o amava.

— Ele te amava?

— Amava. Ficou mal quando terminamos, e quando descobriu que o Jk e eu estávamos juntos, não foi diferente.

— ... – assentiu. — Há quanto tempo você esteve com essa pessoa?

— Desde meus dezessete anos.

— Quantos anos você tinha na época que o deixou?

— Estava prestes a completar dezenove.

— E o Jeon?

— Vinte e oito. – concordou.

— Olhe para o seu passado, pense sobre os seus sentimentos da época, acha que o amava o Jimin ou não?

— ... Sim, eu o amei. Estava apenas confusa sobre meus sentimentos e me deixei levar pela ignorância.

— Mas pelo visto a paixão que você sentiu ao conhecer seu marido foi gigantesca, já que te fez esquecer os sentimentos pelo ex.

— Tudo o que eu senti com o JungKook em dois meses não senti com o Jimin em um ano

— ... – balançou a caneta. — Você ama o JungKook, ____________?

— ... – foi o mesmo que estourar a barragem de uma represa. A pergunta me causou uma crise de choro e eu não sabia exatamente como cessar as lágrimas. — me entregou um copo d'água. — Eu digo que não, porque não quero amar. Mas...

— E olha que vocês passaram quatro anos separados.

— É exatamente como penso. Por que isso acontece?

— Sabele aquele ditado sobre o amor verdadeiro persistir? Talvez o seu amor seja verdadeiro, e busca persistir. O amor funciona assim. Não escolhemos por quem nos apaixonamos e você precisa entender que tudo aquilo que vocês viveram, foi real, foi sentido, foi vivido. – assenti. — Pense sobre seus sentimentos, sobre sua situação, a situação do seu filho. Tudo bem perdoar às vezes.

— Quando me lembro do que ele fez, me sinto mal.

— Porquê é recente.

— O que você acha que eu devo fazer, Minyuk?

— Como advogado, não posso deixar que meus sentimentos interfiram, então vou dizer a minha opinião profissional, como fiz todos esses anos. – concordei. — Não adianta eu dizer para você seguir a diante com o divórcio, porque a sua vontade não é essa. Mas também não posso dizer para voltar com ele, pois é você quem manda no seu coração.

— Acha que não devo perdão a ele?

— Você não o deve exatamente nada. Se achar necessário, então sim, perdoe. Mas não pense que "deve".

— ...

— Perdoar não significa estar junto. Independente de que caminho seguir, somente você pode escolher a direção.

— ...

— Você se lembra sobre o quê conversamos na última vez que estiveram aqui juntos? Foi um pequeno desentendimento bobo que os trouxe até mim. Fizemos uma espécie de terapia entre os dois. Vocês saíram daqui felizes e contentes com a vida.


— E então, Jeon, o que você pensa da ____________ quando a olha? – nos olhamos. 


— ... – apoiou a não sobre minha coxa. — Ela é bonita, linda! É sexy, elegante, descente, uma mulher encantadora! Eu amo tudo em você, amor. 


— E você, ____________, o que sente quando vê o Jeon? 


— Eu vejo nele tudo o que faltava em mim, ele me preenche. Ele é maravilhoso, eu digo isso todos os dias, e ele até está enjoado de me ouvir dizer, mas... 


— Não estou enjoado, amo te ouvir dizer, por favor não pare nunca. – rimos. 


— Ele é a pessoa mais maravilhosa que eu já conheci. Eu me sinto amada quando vejo o brilho nos teus olhos. Eu sou feliz por te ter ao meu lado. – nos beijamos. 


— Ok, não deve rolar beijos no escritório, mas abro uma exceção para vocês dois. – deu as costas. 


— Nunca mais me deixe dormir chateada com você, especialmente por não ter culpa do meu mau-humor. 


— Não me deixe abusar da sua fragilidade para fazer provocações bobas. 


— Eu prometo. 


— Eu prometo. 


— Assunto encerrado? Podemos finalizar? 


Notas Finais


Ah, o amor...🤦‍♀️
Sinceramente, há amor ou não?🤨


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