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História Caminhos traçados - Capítulo 20



Notas do Autor


Boa Leitura!

Capítulo 20 - 20


Fanfic / Fanfiction Caminhos traçados - Capítulo 20 - 20

Quando a quarta-feira chegou, eu acordei cedo somente para realizar minhas obrigações e ir até a empresa o quanto antes.

A Margot já havia voltado para a sua casa, então não poderia contar com sua companhia para cuidar da criança.
Eu paguei a Naeun somente para que fizesse companhia ao meu filho, que não poderia ficar sozinho e eu muito menos poderia levá-lo junto de mim.

Minyuk foi nosso advogado no tempo em que estive casada com o J., ele resolvia questões em que envolvia nosso nome.
JungKook e eu não somos advogados especializados em direito da família, é por isso que vez ou outra precisávamos de seus serviços.

— Bom dia. – retirei o óculos escuros do rosto.

— Senhora ______________. – me encarou com um sorriso desconcertado. — Em que posso ajudar?

— Preciso subir até a sala do meu marido. – eu não o chamaria de senhor Jeon ou JungKook. Não queria que especulassem nossa vida pessoal, sempre detestei esse tipo. — Estou sem meu card então preciso que libere nossa entrada.

— Tudo bem, eu vou avisar. – apoiou a mão sobre o telefone.

— Não precisa, é uma surpresa. – se ele soubesse da minha presença, iria dar uma desculpa qualquer para não me receber, eu o conheço bem, sei como ele age.

— Tudo bem, vocês podem subir. – esperei que entrassemos no elevador para conversar com meu "acompanhante".

— Está nervosa?

— Estou. – nos olhamos. — Afinal, eu vou conversar com ele. – respirei fundo.

— Vou estar com você o tempo todo, prometo não sair daquela sala sem você.

— Devo dizer algo?

— Somente se achar necessário.

— E se ele relutar?

— Então nós iremos até um tribunal, com a prova de tudo o que você passou. Porém, se acontecer, devo deixar claro que será péssimo para seus negócios e imagem.

— ... – concordei. — Acha que ele vai ceder?

— Ele tem a obrigação de ser mais homem no divórcio do que foi em todo o casamento. – a porta se abriu e por ela passamos. — Apenas não demonstre fraqueza, se ele perceber, vai resolver "encostar na sua ferida".

— Bom dia. – a pessoa quem eu saudei é a secretária, aquela que encontrei aos beijos com ele outro dia.

— Bom dia. – respondeu sem expressão.

Passei direto para a frente da porta do homem e bati duas vezes, e ao ouvir a palavra, adentrei.

— ______________. – se levantou com uma expressão confusa. Eu posso afirmar que nem os papéis sobre sua mesa estavam tão brancos quanto ele neste momento.

Depois de Minyuk ter entrado, tratei de girar a chave para evitar interrupções.

— Min yuk?!

— Bom te ver outra vez. – respondeu sorrindo.

— O que os dois fazem aqui?

— Você me disse para te procurar essa semana, para o divórcio, lembra?

— Lembro, eu só... Só não estou preparado.

— Questões emocionais?

— Não, eu não tenho um advogado no momento.

— E realmente não precisa de um. – colocou a pasta sobre a mesa. — Apenas vamos conversar sobre os termos. Se você concordar, assine. Se não, nós recorreremos.

— Pensei que você fosse meu advogado. – se sentou e indicou que fizéssemos o mesmo.

— Eu sempre servi os dois, em tudo. Mas quando a _______________ me procurou dizendo o que você fez à ela e ao menino, decidi que iria defendê-la não só por carinho e preocupação, mas também por obrigação, já que foi ela quem me deu o emprego.

— O que você disse a ele? – me olhou.

— O que deveria. Tudo o que Miguel e eu passamos.

— Há outra forma de resolver isso.

— Qual?

— Voltem os dois para a casa.

— Como eu disse, estamos melhor sem você.

— Eu não acho, acho que você sente minha falta, aliás, os dois sentem.

— Por que você pensa assim?

— Se não sentisse a minha falta, não teria procurado outro homem.

— ... – ri. — Não acredito que te ouvi dizer isso.

— É a verdade.

— Eu não estava procurando um homem, amor. Eu fui ao bar para me divertir e coincidentemente, ele apareceu e fizemos uma nova amizade.

— Não foi o que a minha irmã disse.

— Ah, JungKook...! – suspirei. — Você é o irmão mais velho dela, ela te vê como um herói, te admira, te ama e até te copia em alguns quesitos. Ela vai dizer o que você quer ouvir.

— Você acha que eu quero ouvir que a minha esposa esteve se encontrando com outro cara?

— Não exatamente, mas quer me culpar de alguma forma. Você sente necessidade em fazer isso, é o que eu acho.

— ... Acho que você se precipitou fazendo o que fez.

— Em que?

— Eu nunca me meti nos seus assuntos pessoais, a menos que pedisse a minha opinião. Mas não acha que retomar essa amizade foi errado, precipitado? ... Você processou ele por te expor.

— O passado ficou por lá. Eu não tenho mais mágoa.

— ... Tem certeza de que é o que quer?

— A separação? Eu quero sim.

— Quais são os termos? – pigarreou após desviar o olhar do meu é direcioná-los ao homem ao meu lado.

— Não estamos pedindo muito. – entregou um papel que ele tratou de ler minuciosamente. — Apenas a pensão do seu filho, e é claro, a pensão da sua esposa.

— ... – me olhou sério. — Por que?

— Vocês passaram quase dez anos juntos, é natural que ela peça algo assim. Ah, e também há os danos morais causados aos dois. Querendo ou não, você deve a eles, Jeon. – respirou devagar, tentando levar calma para os nervos.

— Você disse que estão melhor sem mim. Por que precisa do meu dinheiro?

— Temos direito e eu o quero. Você faça como estou pedindo ou, eu vou até à corte e não só falarei como provarei TUDO o que meu filho e eu passamos com você.

— O que te motivou?

— ... – Minyuk me olhou.

— Seu amante?

— Não tenho um amante. Ele é um amigo.

— ... – umedeceu os lábios. — Não foi o que eu percebi.

— Não é só você que percebe coisas. Eu também.

— Por exemplo?

— Por exemplo as suas traições. – ajeitei meus cabelos.

— ... – girou a caneta algumas vez. — Não vou te dar o divórcio para se casar com aquele cara. A sua pensão, você não terá. Mas meu filho, sim. Ele vai ter TUDO.

— E o por quê disso, Jeon?

— A resposta é simples, Minyuk. – me olhou. — Eu não darei dinheiro à ela para que gaste com o amante. – eu ri.

— O Jimin é bem-sucedido, não precisa do NOSSO dinheiro. Mesmo que você não me dê o divórcio, ainda estaremos casados, e eu tenho direito a metade do que você possui.

— ... O que você quer? Hm? Trouxe ele aqui para me humilhar? Para expor nossos problemas matrimoniais? Ou foi para aumentar seu ego? Se sente melhor agora que me menosprezou?

— Suas provocações emocionais não funcionam comigo. – trouxe o papel para perto de mim e assinei onde estava meu nome.

— Por que quer se separar sendo que continua a usar a aliança que te dei?

— Porquê ela foi o símbolo do amor que um dia já sentimos um pelo outro. – eu percebi que isso o afetou. — Independente do que aconteceu, ou que aconteça de agora para frente, ela continuará aqui.

— Me explique.

— Eu já expliquei.

— O meu amor por você ainda existe. – colocou a mão sobre a minha. — Desiste, vai. Volta para casa.

— ... – abaixei a cabeça.

— Nos deixe sós, Minyuk.

— Não.

— ... – bufou.

— Eu prometi que não sairia desta sala.

— Bom, tudo bem. – deu a volta na mesa parando ao meu lado e me estendendo a destra. — Me acompanhe. – não segurei sua mão, mas acompanhei-o até o banheiro.

— Por que estamos aqui?

— Precisamos ficar sós e ele não permite.

— Porquê eu pedi que fizesse.

— Tem medo de mim?

— Não como você imagina. Não é medo de agressão física e sim mental.

— Eu não faria.

— Me diga o que quer, preciso ir para a casa. Tenho assuntos para resolver depois daqui.

— Eu acho que... – suspirou. — Acho que eu fiz as coisas de uma maneira errada. Não agi como deveria. Eu jamais tive a intenção de te fazer sofrer.

— Eu quero uma resposta que explique o motivo de tudo isso, mas não vou te forçar a me dar, quando se sentir pronto, me conte o que houve. – assentiu.

— Dessa vez, se você me der uma chance, eu quero fazer certo. Eu amo você, te amo demais. Eu estou realmente sofrendo, não é um teatro e muito menos uma mentira. É a verdade.

— Eu não consigo acreditar. Eu sinto muito mas, você já me disse tantas vezes que iria tentar e nunca deu certo.

— Agora é diferente.

— O que é diferente?

— Vocês saíram de casa.

— ...

— Eu prometo ser um bom pai, um bom marido. Eu vou ser presente na vida de vocês dois, eu prometo. 


Notas Finais


O que vocês acham?🤔
Volta ou não?🤨😏


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