História Campanha: Todas contra Uchiha Itachi - Capítulo 5


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Categorias Naruto
Personagens Deidara, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Izumi Uchiha, Kakashi Hatake, Mikoto Uchiha, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Sai, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Shino Aburame, TenTen Mitsashi, Tsunade Senju
Tags Itasaku, Nejisaku, Sasusaku
Visualizações 70
Palavras 2.112
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Temporada Itasaku best friends


Flashback on

O peito de Itachi subia e descia conforme ele corria. Parecia um leão enfurecido dominando a bola. Ele é bom, muito bom em qualquer jogo que houvesse uma bola. Gritei seu nome, mas ele estava concentrado demais na ação dos outros meninos. Seu curto cabelo negro brilhava naquela manhã, podia ver o suor descendo por sua pele, mais um motivo para amar esse dia. Geralmente, dias bonitos eram incomuns em Konoha, então, ou eu aproveitava ou ficava emburrada.

Quando o time da minha sala ganhou, saí correndo da arquibancada para abraçá-lo.

"Itachi", sorri. Ele olhou para mim, seus olhos escuros arregalaram.

"Seu cabelo é rosa?", aumentei o sorriso. O menino mais bonito da escola estava falando comigo. Comigo! Sacou?

"Ora, seu bobinho. Ele sempre foi rosa", comecei a caminhar até ele de braços abertos.

Foi tudo tão rápido. Num momento ele estava relaxado, no outro, disparou até a bola no fundo da quadra, posicionando entre seus pés e chutando-a com força. Meus ouvidos apenas foram capazes de captar o baque do chute.

Os ruídos misturavam-se. Abri os olhos, porém, fechei-os rapidamente ao sentir dor na testa. Haviam colegas ao meu redor, todos com expressões espantadas. Itachi surgiu bem na minha frente, e eu, querendo ser uma donzela em apuros, estiquei a mão para ele.

"Me ajuda", pedi para ele.

"Acertei sua testa". Não consegui definir seu estado, mas beirava à contente.

"Hã?"

"Sua testa era meu alvo, bombom de cereja". Itachi encarou-me com superioridade.

Acho que uma lágrima acabou escapando. E assim, descobri que eu nunca, jamais, em hipótese alguma seria uma donzela em apuros para Uchiha Itachi.

Flashback off

 

Mayumi ia para lá e para cá. Isso estava enchendo a paciência acumulada nas últimas duas horas. Na boa, eu quase via o instante em que o chão ia afundar.

Talvez toda aquela situação fosse um castigo do universo. Na minha prece, este dia não pode ficar pior, porque bem, ele já ultrapassou essa cota. Primeiro, três curativos espantam a beleza que não tenho: um na testa, outro no nariz e o último no joelho esquerdo. Segundo, como se não bastasse a sacanagem de ser par daquele filho da fruta até o final do ano, teremos que nos aturar também na limpeza da escola após o término das aulas. Quis morrer de desgosto quando Kakashi sentenciou tal atrocidade. E terceiro, e claro, não menos importante, pediríamos perdão na frente de nossos pais. O povo daqui é tão iludido. Em que estratosfera pedirei desculpa ao bundão do Itachi sem imaginar ele imitando um galo perante seu fã clube? Certo, a Malévola dentro de mim foi passear, porque esse plano foi estupidamente tedioso.

Mayumi parou. Suspirei. Ela voltou a andar. Grunhi.

"Dá pra parar?", exaltei-me.

Mayumi lançou um olhar frio na minha direção, ato recíproco. Ela e San adotaram-me quando tinha 4 anos. Frequentar a escola sempre foi difícil pra mim. Ainda lembro do entusiasmo alheio no dia dos pais ou das mães. Ou o dia em que representei minha turma no concurso infantil de declamação de poesia. Eu travei no palco, ciente de que eles não estavam ali. Eles nunca estiveram lá por mim. Em todo caso, essa é apenas a ponta do iceberg.

"Reveja seus modos, mocinha", sua voz baixa não deixava de ser intimidadora. Mayumi é comum: baixa, magra e pele livre de imperfeições; fora o cabelo preto liso. De trajes formais, ela impunha respeito, assim como San, ambos sócios de uma empresa de tecnologia. Ela é um tipo de mulher que você pode suportar, mas não amar. Ainda bem que não dividíamos mais o mesmo teto. "E essa confusão não vai passar em branco, certo?"

"Diga logo o que vai fazer", disse cansada.

"Pode dar adeus a sua mesada".

"Claro".

"Vai voltar para nossa casa". Pude sentir o ódio em suas palavras.

"Ah, vai sonhando May..."

A velha sensação de dormência, ardência e por fim, choque. Porque bater é a melhor educação para esses imundos.

Esquivei-me de seu corpo esguio. Itachi estava segurando a tranca da porta da diretoria. Olhei para o fim do corredor, contendo várias vergonhas no âmago. Era só o que faltava, meu inimigo número um presenciar o desentendimento familiar. Merda.

"Senhora Haruno, o diretor Kakashi a aguarda", escutei sua voz calma. Maldito. Aposto que essa leveza toda não passa de uma bela fachada.

"Sakura?", Mayumi chamou.

"Sim?", usei meu melhor tom áspero. Não quero que ela saiba que estou abalada. As coisas só piorariam.

"Comporte-se".

 

Se eu fosse a melhor garota do mundo

Tão cheia de vida

Mil utilidades

Eu estaria sujeita ao fracasso?

Se fosse assim

Nunca desvendaria a verdade

A perfeição às vezes é uma porcaria

Ninguém realmente me amaria

E a realidade é esta droga

Não por mim

Mas pelo o que eles desejam

Adoraria ser o demônio da história

Aquele que suga a inocência

Pena

Que pena

Sou aquela que fica encolhida

É difícil saber quando estou chorando

Esse é meu maior medo

E eu detesto fingir ser a coitadinha

Porque sou capaz de arrancar pela raiz cada suspiro

Eu sou a garota do rock

Eu uso roupas do avesso

O máximo que ganha de mim

É um dedo do meio e nada mais

Mas a noite cai, sua demente

E eu tenho que contar

Perco as contas

Você me enlouquece de um jeito perverso

Você quer uma boa garota

E sabe de um segredinho?

Eu não sou ela

Vá procurá-la nos confins da Terra

Eu não sou ela

Meu espírito rebelde

Você nunca vai domar

Estou sacaneando sua desgraça

No que você me transformou?

Quando aquela garotinha se foi?

Todos sorriem para você

Eu sei o que você é

Uma excelente cobra

Quanto custa seu temperamento?

A mestra cobra criou muito bem seu filhote

Seu filhote de pássaro

Eu prometo não me vingar

Não sou tão baixa a esse ponto...

 

Itachi parou a minha frente. Fitei seu rosto sereno.

Ele ainda está descabelado, a face avermelhada. Ele esticou a mão. Foi com estranheza que recebi o carinho de seus dedos no local do tapa. Fechei meus olhos.

"Sakura", ele chamou, continuei como estava.

"Finja que nunca viu aquilo. E eu fingirei que posso te aguentar esses meses".

Senti seus dedos deixarem minha pele. A situação ganhou um novo cenário. Eu carecia de amigos, mas não era para menos, eu espanto todo mundo. Meus pais postiços são tão afáveis quanto tubarões. E a única pessoa que tem coragem suficiente para dividir o mesmo cômodo que eu, passa a maior parte do tempo sendo chata e resmungona. Não que eu não seja chata e resmungona, tenho certeza que sou, mas qual é! Até Mayumi tem amigas, e ela é mesquinha pra caramba.

O último carinho que tive desde pequena foi um sorvete grátis da moça da sorveteria. Os meus responsáveis do orfanato não permitiam açúcar além do que era posto no café, então toda vez que via aquelas crianças com seus pais, todos pareciam tão alegres, e os pirulitos, os sorvetes e o algodão doce recheavam a cena feliz. Um dia decidi entrar na fila da sorveteria, sem dinheiro algum. Lá era colorido, com desenhos de animais nas paredes. Ao chegar minha vez, a moça perguntou sobre meus pais, e eu, sincera, respondi que não fazia ideia do lugar em que eles estavam. Minha roupa era uma sujeira só. Havia rolado na grama antes de fugir da senhora Yuuji.

Vi em seu olhar o parente distante do desprezo: ternura. E algo quente percorreu minha barriga. Foi a única vez que não chorei no orfanato depois de um passeio.

E agora, Itachi também tinha me tocado, o que ultrapassa a ironia, sinceramente. De repente, senti-me mal por tê-lo batido. Mas ele mereceu, não é?

Corei.

Ele aproximou-se à passos lentos. Só fui notar que estávamos no limite do perigo quando sua respiração moveu uns fios da minha franja. Seus olhos, por incrível que pareça, não brilham. São apenas escuros e destemidos.

O que ele pretende fazer?

"Fico aliviado", sussurrou quase encostando os lábios na minha orelha. "Qual é sua música favorita?"

"O que?!"

Sério isso? Desde quando esse indivíduo tem interesse súbito no que gosto ou deixo de gostar?

Agarrei a gola da sua camisa, sacudindo-o, pra ver se a consciência dele volta. Bom, até as mãos dele prenderem às minhas.

"Que merda Sakura! A minha mãe está prestes a sair por aquela porta, e ela está doida para arrancar meu pinto! E ainda disse que se eu não souber ao menos sua música preferida, ela não vai acreditar que foi um desentendimento entre amigos".

"Dã! Itachi, está na cara que não somos amigos, peste!"

Ele revirou as bagas.

"Florzinha", endureci a expressão. "Eu sinto muito pelo que fiz, não achei que você tivesse a força de um graveto".

"Pooooooo..."

"Que é?", ele indagou.

"Esse é o sensor da sinceridade, e ele não fez nenhum piiiiiiiii. Ou seja, todos se iludem com o Brad Pitt enquanto você está aqui, dando bobeira, o melhor ator do mundo".

O moreno fez um bico entediado.

"Por favor, rosinha. Você não conhece a dona Mikoto, eu... eu também posso fingir que somos amigos".

Levantei a sobrancelha.

"Não me vendo à mixaria".

"Ei, você também fez essa proposta pra mim!"

"Não sou eu que vou ficar sem o piu-piu", coloco lenha na fogueira mesmo. Alguém começou abrir a porta. Itachi me encarou em pânico. "Só se você ajoelhar na frente de todo mundo, e diga que eu sou a melhor humana que já conheceu e você é um babaca".

"Itachi", uma mulher extremamente bonita e elegante saiu da sala de Kakashi. Julguei ser sua mãe, e olha, quero ficar diva e maravilhosa depois de ter tido dois filhos idiotas. Como pode essa mulher não ter nenhuma ruga lidando com os filhos? Que inveja. "Sakura, querida", ela sorriu.

"Olá, senhora Uchiha", fui simpática. Isso Sakura! Esfrega a gentileza que o moreno nunca terá na cara de bocó dele!

"Desculpe pela grosseria de Itachi. Sasuke deixou-me a par da história. Juro que não foi daquela maneira que o ensinei a tratar uma dama", Mikoto estava envergonhada. Suas bochechas ficaram rubras e seu olhar desceu para o chão. Itachi? Eu quase via o momento em que ele ia roer as unhas. Tadinho uma ova. Estou me divertindo.

"Não se desculpe, senhora Uchiha. Ele pode muito bem assumir os próprios erros e dizer que ama a melhor amiga dele".

O moreno ficou numa mistura de horror e gratidão. Vi ele cerrar os punhos. Osh, não era o que ele queria?

Mikoto virou para Itachi, surpreendida.

"Vocês são amigos mesmo?", Mikoto franziu o cenho. "Qual é a música favorita dela, seu escroto?"

Escroto. Hn. Só acho que alguém vai levar umas bolsadas antes de chegar em casa.

"É..."

"Anything but ordinary, da Avril Lavigne", abracei Itachi de lado. "A senhora deveria ouvir Itachi a cantando, fica tão linda na voz dele".

Itachi me olhou como se eu tivesse um pênis na testa. Mikoto, novamente, ficou surpresa.

"Oh minha nossa querido! Quero ouvir no karaokê quando sairmos no sábado", disse a morena maravilhada.

Assoviei.

"Dona Mikoto, a senhora é a melhor", sorrimos.

"E você está mais do que convidada, senhorita Haruno". Cara, que mulher!

"Sakura, Itachi. O banheiro espera uma bela limpeza", Kakashi apareceu. Mayumi carregava um ar de triunfo. Limpo um milhão de banheiros se isso significasse nunca mais lembrar dela. "Senhoras, nos despedimos aqui".

"De acordo", Mikoto puxou a orelha de Itachi. "A gente conversa em casa", disse ameaçadora.

E assim começava a temporada Itasaku best friends.

 

...

 

"Argh! Eu já tinha derramado sabão em pó aí, seu troglodita!", sacudi o esfregão com raiva.

Itachi ignorou-me. E o imbecil jogou mais um balde de água, ou seja, poderíamos deslizar livremente por toda essa espuma. Meu sangue ferveu.

"Se eu cair aqui, vou te levar junto", ameacei-o.

"Hn".

"Que foi hein? O gato fritou sua língua?"

"Era só dizer o nome da porra da música, pra quê mencionar que eu a canto como uma diva do pop, Sakura?"

Ui. Ele está brabo.

"Porque você está me devendo muitas, seu fresco".

"Que rancorosa", comentou sarcástico.

Ele entrou em uma cabine, e saiu trazendo na ponta do seu esfregão um bolo de papel higiênico molhado. Sua careta era hilária.

"Achei que vocês mulheres fossem menos bagunceiras".

Nesse momento, uma ratazana cinza surgiu do além no chão do banheiro. Gritei, e Itachi também.

"Ai que bosta! Você tem medo dessas coisas?", apontei para onde estava o animal.

"Não florzinha, eu me assustei foi com seu grito".

"Itachi?"

"Hn?"

"Se você me chamar de florzinha mais uma vez, eu esqueço que estamos machucados, nossas promessas bobas e vou limpar o chão com sua cara".



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