História Campo de Girassol - Imagine Levi Ackermann - Capítulo 2


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Notas do Autor


Fala seres humanos! Como 'cês tão?
Voltei com um capítulo dessa fic que eu mal comecei e já amo 🖤
Espero que gostem.

Capítulo 2 - Capítulo I - Lembranças


-//-II-\\-

Campo de Girassol

Capítulo I

Lembranças

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Menina que um dia conheci criança
Te carreguei no colo menina
Cantei pra te dormir

Menina que muitas vezes fiz chorar
Achando graça quando ela dizia
Quando crescer vou casar com você

 

 

-Basta assinarem aqui, e estarão oficialmente divorciados. - Disse o advogado estendendo o papel para as duas pessoas a sua frente. 

A grande sala mantinha um clima pesado como já era de se esperar. O juiz se encontrava do outro lado da mesa olhando incensavelmente para o relógio de pulso torcendo para que aquela audiência terminasse logo, afinal, ele tinha alguém o esperando em casa, e com certeza não queria acabar como aquele casal a sua frente. A seção havia sido relativamente tranquila, aquela havia sido uma decisão tomada por ambos, o que facilitava muito as coisas, tendo somente que discutir o partilhar de bens. Levi apanhou o acordo de divórcio e o analisou para que tudo estivesse da maneira que queriam. Os olhos azuis passaram por cima de cada palavra rapidamente porem de forma extremamente atenta. Terminado de ler, o colocou de volta de cima da mesa, pegou a caneta e tratou de colocar sua assinatura no local indicado. Ao terminar, esticou levemente o braço até que o papel ficasse diante da mulher de cabelos curtos que até um tempo atrás a chamava de esposa. Petra fez o mesmo, e em seguida o entregou para o advogado que levou até o juiz.

-E com isso, estão divorciados. Eu declaro essa seção encerrada. - Bateu um pequeno martelo em cima da mesa. - Tenham um bom dia senhor Levi Ackerman e senhora Petra Raul. - Se despediu saindo rapidamente do local. 

Com um suspiro cansado Levi se pôs de pé seguido dos demais ao redor da mesa. 

-Foi um verdadeiro prazer trabalhar para vocês. - O ruivo de nome Hiroki sorriu e apertou a mão de ambos. - Vamos? - Chamou.

Saindo da sala Hiroki se despediu os dando as últimas informações. Logo os deixando sozinhos com um silêncio não perturbador, mas que os deixava sem jeito devido aos recentes acontecimentos.

-Bem, creio que é isso. Nós vemos... Talvez. - Disse Levi olhando para aquelas que antes havia dito sim no alta. Então deu meia volta e saiu andando. Mas logo foi parado por um abraço rodeando sua cintura e uma cabeça encostando em suas costas. 

-Sinto muito, Levi. - Com voz falha se desculpou. 

-Eu também. - Falou e então Petra desfez o abraço, e deu passos para trás. Levi a olhou e pode vê-la dar um sorriso, mas acompanhado de grossas lágrimas de escorriam de seus olhos e terminavam em seu queixo. - Até. - Deu as costas. 

-Desejo que seja feliz, Levi. - Sussurrou antes de seguir seu caminho. 

 

-//-II-\\-

Dois anos e três meses depois.
Sina

 

O despertador tocava uma música deveras irritante avisando o amanhecer de mais um dia. O homem de cabelos negros trata de desligar o aparelho, que ainda se perguntava o motivo de mantê-lo ativo, já que sua insônia impedia que tivesse um boa noite de sono a anos. Nesse momento se via encarando o teto de seu apartamento. Mesmo com o tempo se passando, o dia em que rompeu seu casamento frequentemente lhe vem à mente. Não por sentir algo por sua ex-mulher, talvez, pensasse que podia ter tentado fazer algo para que quando tudo passasse. Não tivesse tanto remorso. Mas sabia que seria impossível não se sentir assim, não conseguiria estar em bons términos com ela nem se quisesse, devido ao modo como as coisas se encerraram, ele se culparia de qualquer modo. Se sentou na cama e olhou para seu quarto vendo malas prontas. Ah, era verdade. Ele estava voltando para sua cidade natal, e a pedido da mãe, estava indo morar com ela. Não que não pudesse ter sua própria moradia, apenas não conseguiu dizer não a mulher que o dera à luz. Ao se colocar de pé tratou de tomar banho e trocar de roupa. Estava indo tirar uma espécie de “ferias”, férias bem longas. Havia se dado muito bem em Sina, tinha seu próprio negócio de sucesso que foi erguido junto aos seus amigos de longa data, Erwin Smith e Hanji Zoe – amaabos de Rose assim como ele - e de uns tempos pra cá havia decidido que não queria mais ficar em Sina, e resolveu retornar para Rose onde começaria lecionar aulas de Mercado e Marketing no curso de administração, após lembrar que era qualificado para exercer tal função. Mas não deixaria tudo nas mãos de Erwin e Hanji, ele iria tomar conta de empresa de longe enquanto o loiro cuidava de perto e a morena viajava pra fora para tratar de assuntos de suas filiais no estrangeiro. Nesse momento acabava de juntar todas as suas malas na porta de casa. A dois dias suas coisas haviam sido levadas pelo caminhão de mudanças, já devem estar na casa de sua mãe a essa altura. Enquanto terminava de arrumar a mala que havia deixado pra última hora. Uma foto caiu de seu guarda-roupa enquanto tirava a última peça. Se abaixou para apanha-la e acabou por se surpreender com o conteúdo dela. 

-S/n? - Na foto estava ele e mais uma pequena garotinha. Ela sorria grande enquanto o abraçava pelo pescoço e segurava uma folha branca, enquanto ele tinha uma leve curva nos lábios. Ver aquilo trouxe diversas lembranças para o homem e felizmente, nem uma delas era triste. - Quanto tempo passou? Dez? Doze anos?

Nesse momento, ele estava se perguntando como deveria estar a energética menina que passava mais tempo em sua casa do que na da mesma por conta do trabalho dos pais. 

 

Flashback On

 

-Vi-chan! Vi-chan! - A pequena abriu a porta de sua casa sem cerimônia alguma, afinal, já era mais moradora da mesma do que ele que nasceu naquela residência. 

De marias-chiquinhas e um sorriso de orelha a orelha, S/n se sentou ao seu lado no sofá em frente à televisão que se encontrava desligada por conta dos estudos do rapaz. Levi retira os óculos e os põe na mesa de centro dando atenção ao mini furacão.

-Fala pirralha. - A chamou pelo apelido o que resultou na mesma inflando as bochechas em completa indignação. 

-Já falei pra parar de me chamar assim! Sou quase uma adolescente! - Exclamou zangada com um bico formado em seus lábios. 

-Ah, claro! Adolescente. - Zombou e a outra olhou para a mesa vendo livros, cadernos e anotações. 

-Estava estudando? - Perguntou o obvio. 

-Até estava, mas você chegou e mudou meus planos. - Contou enquanto ficava de pernas cruzadas. 

-Mas você não precisa se importar com isso! Vi-chan já é a pessoa mais inteligente que eu conheço. - Elogiou – E tem uma coisa mais importante agora! Olha esse desenho que fiz na escola hoje! - Mostrou o papel branco, Levi franziu o cenho por não conseguir entender aquela mistura de cores e formas aleatórias. 

-Eh, o que exatamente seria isso? 

-Não está na cara? É o nosso casamento! - Nesse momento Levi ficou sem fala e em seus lábios só se saiu um “hã?!”. - Vê. Aqui está você, eu, a tia Kuchel e a mamãe.

-Então, esse borrão preto com gravata borboleta, sou eu? - Ela assentiu. Levi olhou novamente pro desenho. - E onde está seu pai? -

Assim que perguntou isso o sorriso de S/n se desfez por um instante, mas logo ela voltou ao normal. 

-Só pessoas importantes vão pro nosso casamento! 

-Só minha mãe e a sua? 

-Precisa de mais alguém? Todos que eu amo estão aqui. Então não preciso de mais ninguém! - Dessa vez Levi foi pego desprevenido. - O que você achou? - Levi por um instante fingiu pensar pondo a mão no queixo. 

-Eu acho isso completamente improvável. - Despejou e S/n ficou em completo choque e depois passou a ficar zangada. 

-E porquê?

-É muito improvável eu me casar com uma pirralha como você. Além do mais, você não faz meu tipo. - Disse sinceramente e S/n sentiu como se levasse facadas do mais velho. 

-Ahhhhh! E qual seria o seu tipo?

-Deixa eu ver... Alguém que tenha nascido no máximo de quatro anos depois de mim. 

-Eh? Mas isso eu não posso mudar!

-Exatamente! E é por isso que você ainda é uma criança. - Deu seu costumeiro peteleco na testa da menina que levou as fofas mãos a onde foi desferido o toque. 

-Vi-chan é muito mau! - Disse e Levi deu um leve riso. Logo a porta foi aberta e Kuchel passou por ela, S/n se levantou correndo e abraçou as pernas da mais velha. - Tia Chel! Briga com seu filho!

-Uh? Porque S/n-chan? 

-Ele feriu meus sentimentos! Bate nele!

-Eu não fiz nada. Apenas disse que não me casaria com ela. - Se defendeu. 

-Ora, Vi! Não seja tão mal com a S/n-chan! - Brigou enquanto ria e deixava as compras em cima do balcão. 

-Não fui. Só acabei com sua ilusão. Quanto mais cedo melhor! - S/n saiu de perto de Kuchel e foi até Levi ficando de pé em frente ao menino o encarando com raiva. 

-Não é uma ilusão! Eu vou me tornar uma mulher maravilhosa e você vai implorar pra se casar comigo! - Apontou pra ele. 

-Essa eu pago pra ver.

-Nunca duvide de uma mulher determinada, Levi! - Aconselhou Kuschel que ria encantada com a cena que via. 

-Tá, tá. Vamos fazer o seguinte! Quando você crescer, lá pros seus dezenove anos pra cima. Eu posso pensar em te dar uma chance. O que acha? - S/n quase que de imediato mostrou seus dentes e pulou no pescoço do maior o abraçando, como se não tivesse ouvido a palavra pensar saindo da boca do mais velho, e se ouviu, apenas ignorou.

-Mas tem que jurar de mindinho. - Estendeu a menor o dedo mindinho ao moreno que suspirou e fez o juramento.

-É, Levi. Pelo visto você já está de casamento marcado. - Riu a mulher que assistia de camarote aqueles dois com uma câmera em mãos. - Agora continuem assim. Vou tirar uma foto. 

-É mesmo preciso? - Perguntou Levi sem ânimo.

-É. - Respondeu a mais velha sorrindo. - Agora fiquem quietinhos! Três! Dois! Um!

 

Flashback Off

 

Com esse recordo vindo a mente se sentiu de alguma forma mais leve. Lembrando de uma época em que era feliz e nem sabia. Sem preocupações ou mágoas. Tendo apenas como maior responsabilidade ser pontual na escola e tirar boas notas. Além de cuidar de sua mãe, é claro. Olhou para o dedo que no qual fez o juramento e suspirou. 

-Promessa boba. - Falou para si mesmo. Afinal, havia prometido a si mesmo que jamais iria se casar novamente. Havia aprendido com o primeiro erro e não o cometeria novamente.

Com tudo pronto. Saiu do quarto e foi até o elevador apertando o ultimo botão. Jogou suas costas contra a parede espelhada do elevador e suspirou pesado enquanto ouvia pela última vez a música do mesmo, que surpreendentemente não o irritava como os dos demais elevadores, esse era de certa forma tranquilizante. Quando as portas se abriram ele saiu o mais rápido que podia ao e estacionamento, e logo se encontrava pondo suas malas em dentro do carro quando uma pessoa o chamou atrás de si, e ao se virar encontrou Erwin. 

-Achou mesmo que eu iria deixar você ir sem me despedir do meu melhor amigo? - Questionou o loiro sorrindo.

-De um certo modo eu tinha uma ponta de esperança. - Admitiu fechando o porta-malas,

-Sei que sim. - Concordou pondo as mãos em dentro do bolço da calça do belo conjunto de roupas sociais que usava. - Hanji queria vir, mas ficou presa na sala de reuniões. 

-Assim é melhor. Não iria suportar a melodramática da quatro olhos agora. 

-Diz isso, mas sei também que se importa com ela e que sentirá falta. - Brincou.

-... Talvez. - Seu celular começou a vibrar em seu bolso. E quando pegou era um lembrete sobre sua partida. 

-Pelo visto. Já está na hora de ir. 

-É o que parece. - Guardou o celular e em seguida viu a mão de Erwin sendo estirada em sua direção. 

-Não é uma despedida, e sim um até logo. - Falou sorrindo. Levi o encarou um pouco antes de aceitar a mão do amigo e concordou com o loiro. 

-Nos vemos, Erwin. - Desfez o aperto e entrou no carro em seguida dando partida e indo para fora para o que seria o início de sua viagem de quatro horas. 

 

-//-

 

Assim que passou pela entrada de Rose, foi bombardeado pela sensação de nostalgia. Para todos os cantos que olhava, algo lembrava sua infância e adolescência que passou nos limites daquela cidade. Sua antiga escola onde costumava ser presidente do grêmio e integrante do clube de esgrima e karate. Quando avistou a saída que chegava na rua de sua casa deu uma leve acelerada no carro, mas devia ter cuidado, a cidade estava mais movimentada do que ele se lembrava. Mas por sorte, sua casa não era perto do centro, era em um bairro mais calmo e realmente bonito. Dirigiu por cerca de oito minutos até dar de cara com sua antiga casa. Continuava praticamente a mesma, mas parecia que tinha acabado de passar por uma reforma. De dois andares, na cor branca, vária janelas e uma porta creme acompanhada de um pequeno – porem belo – jardim que sua mãe cuidava desde que se mudaram após o falecimento de seu pai quando o mesmo tinha seis anos. Olhou para a casa ao lado, também possuía a mesma aparência que se lembrava. Se perguntou se ainda moravam ali. Não queria admitir, mas queria ver a menina que transformou o seu ensino médio em uma completa bagunça, por um momento a imaginou saindo correndo de dentro da casa e pulando em si como tinha costume. Parou o carro em frente à casa, tocou a campainha e nada de sua mãe. Tocou novamente e nada. Já meio zangado. Entrou no carro para pegar o celular e quando retornou para o lado de fora acabou por se chocar com um desconhecido que foi de encontro ao chão. 

-Ai! Essa... doeu! - Reclamou a pessoa que mesmo sem olhar ele sabia que era uma mulher pela voz e por ter sentindo quando o corpo da mesma se chocou contra o seu. Ao olhar não podia ver seu rosto pois seu cabelo (longo/curto) cobria suas feições. Antes que falar com a mesma pigarreou limpando a garganta.

-Desculpe. Você está bem? - Não costumava ser gentil, mas dessa vez ele estava realmente errado, abriu a porta do carro e saiu sem ver se alguém estava perto no momento. Então ele optou por adquirir uma postura mais cavalheira desta vez.

-Tô! Tô! Foi mais o susto mesmo. Não se preocupe. - Nesse momento ela retirou o cabelo do rosto e o olhou. 

Tinha que admitir, a mulher era dona de uma beleza notável e completamente sobressalente e que a destacava. Com certeza ele estava visivelmente cativado pela moça. Entretanto, ao mesmo tempo que admirava cada traço da mesma. Ela lhe lembrava a alguém, mas não sabia quem. Já a mulher estava estática e com os olhos levemente arregalados enquanto o encarava. O modo que ela o secava era de maneira realmente intensa, seus olhos (c/o) o sugavam como um buraco negro que o levava a se perdem em tamanha imensidão. Tinha a total certeza de que já havia sido encarado daquela maneira.

-Certeza que não se machucou? - Perguntou novamente desta vez estendo a mão a moça caída no chão. 

-Eh? Sim, estou bem. Obrigada! - Aceito a mão a sua frente e quase de imediato uma corrente elétrica percorreu o corpo de ambos, com a ajuda de Levi a mulher se levantou e após o fim do ato ela separou suas mãos. E no mesmo instante, Levi se sentiu estranho, como se seu corpo agora sentia falta de estar em contato com a estranha, como se a presença dela o fizesse falta. - Bem, até mais. - Disse passando por ele sem ao menos se apresentar deixando nele uma pontada de curiosidade sobre a mulher misteriosa, mas estranhamente familiar. E mesmo que quisesse fazer algo a respeito, ele deixou de lado sua inquietação e tratou de voltar seu cérebro a outro assunto.

-Até. - Quando a outra saiu ele pegou o celular e começou a ligar para a mãe. Infelizmente acabou caindo na caixa de mensagens. - Mãe? Oi! Estou aqui na frente de casa. Quando ouvir essa mensagem me liga. - Desligou. - Tsk, era só o que faltava. - Reclamou voltando a fazer o seu pequeno tique, que no qual não fazia a anos.

Um riso o tirou de seus pensamentos que só sabiam xingar a situação. Olhou para a dona do riso e lá estava a mulher que havia esbarrado. 

-O que é tão engraçado? - Desta vez perguntou zangado. Já a mulher apenas balançou a cabeça negativamente e se aproximou do mesmo ficando frente a frente. 

Sem dizer nada apenas abriu o pequeno portão da frente e entrou na casa indo direto a um vaso que ficava entre o jardim se misturando com as plantas. E de sua terra retirou um pequeno pedaço de plástico. E de dentro uma chave. Nesses instantes Levi já estava de frente pra ela, a diferença era que os dois estavam a três degraus de distância, assim ela o olhava de cima. 

-Kuchel sempre deixa a cópia da chave no vaso de margarida. - Contou e ele franzi-o o cenho.

-E como você sabe disso? - Indagou desconfiado da mulher que ergueu a sobrancelha e pôs a mão direita no quadril o inclinando para o lado de uma forma levemente debochada. 

-Você não mudou nada mesmo, Levi-san! Continua esquecendo o básico. - Riu. 

Como um tapa na cara Levi se lembrou quem aquela mulher a sua frente o lembrava. Surpreso e completamente sem palavras a imagem da pequena menina passou na sua mente de relance, mas agora era substituída por uma mulher madura.

-S/n?

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Contínua...


Notas Finais


Essas estrofes são letras da canção Menina de Detinho se eu não me engano, foi uma das minhas inspirações pra essa fic.
E foi isso!
Até a próxima!
Kiss de Morango


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