História Campo de Girassol - Capítulo 5


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Amor, Ansiedade, Bts, Colegial, College, Colleger's, Depressão, Drama, Girassóis, Imagine Park Jimin, Jimia, Park Jimin, Romance, Strawtears
Visualizações 110
Palavras 2.419
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá pessoal, quanto tempokk
Venho aqui com mais um capítulo de CG, então já podem separar a pipoca para comer enquanto lê. u-u
Gostaria de dizer que os capítulos escritos que eu tinha acabaram, o que vai sim afetar nas atualizações de CG. Estou com um pequeno bloqueio de criatividade para escrever o próximo capítulo, mas acredito que logo logo conseguirei findá-lo.
Minhas aulas voltaram também, então é meio difícil escrever capítulo novo, pois me dedico muito à escola. Mas enfim, é isso.

Boa leitura!

Capítulo 5 - Decepção


Quando entrei naquela casa novamente não consegui evitar segurar com força a mão de Yoongi, que se assustou rapidamente e tentou se afastar, mas como viu o desespero em meu olhar deixou e continuou a andar no meio da multidão.

Não encontrei Jimin quando varri meus olhos pela sala e agradeci por isso. Mas quando pisei no caminho de cerâmica que retrava pequenas pedras acabei por avistar o Park em cima dos ombros de Jungkook, que usava apenas um short, pois estava dentro da piscina.

Observei Jimin por inteiro e senti uma mistura de nojo, medo e vergonha alheia. O Park estava com sua jaqueta de couro preta nas mãos, a rodopiando acima de sua cabeça. Sua camiseta branca estava colada ao corpo, fazendo com que seu abdômen definido fosse exposto por conta da água que fez a peça ficar transparente. Sua bota de couro preto estava imersa à água, o que me fez pensar que o daria um chulé danado depois. E sua calça jeans estava encharcada assim como os seus cabelos, deplorável.

Jimin gritava animado e Jungkook só ria da situação. Havia algumas garotas só de calcinha e sutiã nadando por perto e outras com o pedaço de pano que chamavam de vestidos. Também havia diversos garotos sentados apenas na beirada da piscina junto de suas companheiras e companheiros, que riam de tudo que o Park fazia.

O balde de cerveja estava próximo, e notei Jimin pedir para Taehyung lhe jogar uma. O Kim pegou a latinha jogando na direção de Jimin rapidamente, que pegou com precisão sem deixa-la cair na água, mesmo que estivesse em cima dos ombros de Jungkook.

Achei que só veria essa desordem em filmes.

Yoongi começou a andar na direção desse fuzuê, fazendo-me apertar mais a sua mão e me esconder atrás de seu corpo magro.

– Jungkook. – Chamou o garoto que não tardou a lhe olhar fixamente. – Pode levar a Mia em casa? – Perguntou e eu senti meu estômago gelar.

– Como assim? Jimin que veio com ela então ele que a leve de volta. – Bufou e segurou mais forte os tornozelos do moreno, que ria descontroladamente depois que Taehyung fez uma palhaçada qualquer. – Isso aqui tá irado e eu não pretendo sair tão cedo! – Exclamou feliz, sorrindo para a primeira garota que passou nadando ao seu lado.

– Cara, você não está vendo que o Jimin tá bêbado? – Se estressou. – Leve-a de carro agora, Jungkook. – Disse duro.

– Yoongi, não precisa. Eu posso ir sozinha, sei lá. – Sussurrei apertando o seu braço.

– Eu não posso deixar você ir sozinha, Mia. – Me olhou preocupado. – Sei que não sabe o caminho de volta.

– Então eu durmo aqui. – Falei rápido, sentindo o arrependimento logo depois.

– Tem certeza?

– Sim, tenho.

Não era justo tirar o Jungkook do seu “conforto” apenas para me levar em casa, já que o único sóbrio por ali era ele, aparentemente. Portanto, a minha única saída era ficar, pois mamãe não têm um carro para vir me buscar. E Jimin, bom, Jimin está completamente fora de si então não há chances dele me levar de volta para casa, não mesmo.

(...)

Depois que Yoongi me levou até o quarto de Jungkook, que não tinha ninguém, graças a Deus, eu desbloqueei o meu celular mandando mensagem para mamãe lhe avisando que dormiria aqui.

– Pega. – O Min me estendeu um prato com um sanduíche e um copo de vidro com suco assim que entrou no quarto novamente. Ele estava sendo atencioso comigo desde que resolvi voltar, ainda que estivesse um pouco chapado. E, por incrível que pareça, eu não estava mais sentindo medo dele.

– Está muito bom. – Comentei depois de morder um pedaço e sorri amigável para ele, que devorava o sanduíche que fez para si com rapidez. Estava faminto pelo visto.

– Então, o que aconteceu pra você chorar? Digo, você saiu correndo e- – O cortei, vendo que estava se atrapalhando nas palavras.

– Eu não me sinto muito bem falando sobre isso então peço para que deixe esse ocorrido em segredo, tudo bem? – Perguntei vendo-o assentir. – Mas e você? Por que quase sempre mata as duas primeiras aulas e têm hematomas pelo rosto?

– É um assunto complicado. – Disse me encarando intensamente.

Yoongi estava encostado na cômoda branca que há na frente dos pês da cama, onde estou sentada.

– Talvez eu te fale com o tempo. – Sorriu ladino, deixando o prato de porcelana azul em cima da cômoda.

Murmurei um “uhum” e desviei o olhar. A música que tocava lá em baixo, que reconheci assim que começou a tocar – era or nah –, estava abafada por estarmos em um quarto longe e de porta fechada. Voltei a olhar Yoongi e raparei que este umedeceu os lábios, após encarar a porta branca por três longos minutos.

– Vou descer. – Avisou e abriu a porta rápido, sem nem perguntar se eu ficaria bem ou se queria descer também.

Depois de alguns minutos fitando a cômoda vazia, sem nenhum corpo a sua frente, levantei da cama e comecei a explorar o quarto de Jungkook. O quarto é todo em tons de preto e branco. Há um computador no quanto da parede esquerda perto das janelas, que dão uma visão ampla dá piscina.

Me aproximei das janelas fitando a piscina lá em baixo e vi Jimin aos beijos com uma garota, ou melhor, com Eunbi. Estavam afoitos e sedentos, e tinha certeza que a música os excitava ainda mais. Ri de escárnio olhando aquela cena, pensando que mais um seria acrescentado na listinha tosca de Eunbi, e saí de perto da janela assim que eles saíram de perto da piscina, entrando na casa que estava um caos de mãos dadas.

Suspirei com tédio e deitei na cama grande e fofa de Jungkook. Era uma cama e tanto, visto que era de casal e macia à beça. Peguei o meu celular e abri o twitter, me deparando com um pornô de repente. Fechei o aplicativo rindo de desespero e suspirei de novo, fitando o teto depois.  

Não sabia mais o que exercer. Estava sozinha naquele quarto enorme, mas não tinha nada de interessante para realmente se fazer. Não ousaria sair abrindo a cômoda de Jungkook ou o guarda-roupa acabando por achar uma revista da Playboy, seria muito constrangedor.

Me levantei num pulo assim que ouvi o baque forte dá porta se abrindo. Fitei Jimin e Eunbi andando à paços cegos enquanto se beijavam ferozmente. Tive que pigarrear para eles me notarem.

– Mia? – Jimin me olhou perplexo.

Eunbi, mesmo sabendo que eu estava ali, tentava a todo custo capturar os lábios inchados e vermelhos do Park, que desviava inerte com o seu olhar cravado em mim.

– V-vou dar licença pra vocês. – Proferi, guardando o meu celular às pressas no bolço detrás dá calça, completamente constrangida por ver Jimin aos beijos com minha colega.

– Não, você pode ficar. – Pediu sôfrego.

– Jimin, você está bêbado e quer transar. Vou deixá-los a sós e pronto. – Digo e passo por eles rapidamente, sentindo um arrepio por imaginar Jimin pegando em meu braço fortemente.

Temia cada ação que ele fizesse neste estado.

Desci as escadas tendo que desviar de alguns casais, e senti o meu coração acelerar apenas com isso. Fui até a parte da piscina, vendo que Hoseok estava dando um show de dança e Yoongi beijando uma garota qualquer perto das inúmeras latas de cervejas, e andei até os arbustos que tinha do lado esquerdo do quintal, sentando perto deles e escorando minhas costas na parede de cor creme. De fato, esta noite está sendo um inferno, e mamãe ainda me pagaria por isso.

Puxei o ar gélido para os meus pulmões e encarei o céu. Eu deveria estar no meu quarto nesse horário. Talvez, ainda mexendo no celular ou fitando o céu pela minha janela, mas ainda sim no meu quarto, e não na casa de Jeon Jungkook em meio a uma festa.

Avistei Jimin sair da casa apressadamente e reparei seu olhar percorrer por toda a extensão da piscina. Estranhei, mas de qualquer forma, resolvi ir para a lateral dá casa avistando a rua e não mais aquele quintal enorme cheio de estudantes bêbados.

Ao longe, pude notar os carros da polícia local adentrando a rua, e quando chequei às horas em meu celular já se eram três da madrugada, quase quatro, e me assustei com isso.

Vendo que os policias se aproximavam exatamente dá casa de Jungkook – ou dos pais dele – voltei para o quintal infestado de pessoas, procurando-o. Por sorte, ele ainda estava na piscina, mas quando estava prestes a lhe chamar senti uma mão apertar o tríceps do meu braço fortemente, impedindo-me de chegar mais perto da piscina e ter a atenção do Jeon sobre mim.

Me assustei como nunca, já sentindo a vontade de chorar me invadir. Entrei em pânico e fechei os meus olhos imediatamente, sentindo o medo percorrer por todo o meu corpo.

– P-por f-fa-favor, me solta... quem quer q-ue seja, me solta a-gora. – Pedi em meio aos soluços que já soltava.

– Galera, é a polícia! Circulando agora!

Escutei alguém gritar ao longe, e sentindo a adrenalina incorporar em meu corpo, tentei me soltar dá pessoa, que não deixou me abraçando depressa. Senti o cheiro de bebida pura e depois notei que sua camiseta estava molhada. Depois de perceber de quem se tratava, decidi abrir os olhos e encarar o seu rosto meio melado de batom vermelho.

 – Me solta agora, Jimin. – Pedi chorando, porque a forma que ele me abraçou foi tão brutal que me fez teme-lo. – Eu disse pra me soltar! – O empurrei com tudo, percebendo que várias pessoas saíam do local correndo. – Eu nunca mais quero te ver! – Gritei e depois saí correndo pela lateral da casa, passando pela viatura despercebidamente.

E novamente eu me encontrava correndo pelas ruas de Busan, em um bairro que não faço a mínima ideia de onde seja. Meu rosto estava encharcado e meu coração acelerado. Odeio ser fraca e chorar por tudo, até mesmo em pequenas discussões eu choro.

Sou uma tola mesmo.

– Mia, entra aí! – Levantei o olhar e vi Yoongi, que deu batidinhas na porta do carro para que eu entrasse.

– Mas esse carro não é do Jimin? – Indaguei quando reparei que o carro é idêntico ao que Jimin me trouxera para essa maldita festa.

– Não, na verdade é meu, apenas emprestei para Jimin te buscar. – O motorista, que era Kim Namjoon, respondeu amigável. Estava sóbrio pelo menos.

– Certo. – Sussurrei e reparei melhor em quem estava no veículo.

Taehyung estava na frente ao lado de Namjoon e Hoseok atrás ao lado de Yoongi. Havia um lugar vago, que eu sabia que seria preenchido por mim em breve, e me senti uma idiota quando, sem querer, perguntei onde Jimin estava e o porquê de não estar ali.

– Ah, Jimin ficou na casa do Jungkook. Optou por dormir lá, já que está muito fora de si e não consegue nem andar direito. – Respondeu Taehyung, cortando Yoongi imediatamente. – É muita sorte o pai do Jungkook ser policial, aquele moleque sempre se safa. – Taehyung comentou fazendo todos rirem, menos eu. – Enfim, entra aí Mia. – Pediu me olhando sugestivo.

Me rendi e entrei no carro, sentando na janela ao lado de Yoongi, que estava no meio. Ou era isso ou uma noite inteira na rua, pois não havia mais ônibus circulando à essa hora. Sem contar que eu estava sem dinheiro e sem meu cartão, pois contava com Jimin para me deixar em casa. E agora, me encontro completamente chateada com suas ações imprudentes.

(...)

Tirei meu sapato e peguei-o na mão, para entrar em casa sem fazer muito barulho, mas de nada adiantou quando fitei a Kim no sofá da sala, vestida em seu pijama do Ryan e enrolada no cobertor felpudo.

Estava passando um filme de romance na tv e na mesa de centro havia vários potes com besteiras, como salgadinho, pipoca e chocolate.

– Mia? – A mais velha se virou quando eu estava prestes a pisar no primeiro degrau da escada.

– Sim, mãe, sou eu. – Proferi baixinho, sem virar para encará-la.

– Ué, mas você não ia dormir na casa de um tal de Jungkook? – Perguntou e eu suspirei em meio ao breu da sala, já que as luzes estavam desligadas.

– Sim, eu ia, mas não vou mais. Afinal, estou aqui. – Respondi meio grossa, pois foi mamãe que insistiu para eu ir à esta maldita festa.

– Jimin que te trouxe? – Perguntou animada e eu soltei meus sapatos ao lado da escada, encarando-a logo em seguida.

– Não foi ele que me trouxe. Aliás, se ele vier aqui mais uma vez não abra a porta, porque eu não quero vê-lo nunca mais. – Senti minha garganta se fechar e me controlei para não vacilar no tom da voz. – E eu quero deixar bem claro que nunca mais vou a uma festa, já disse que odeio então não insista mais. – Voltei a pegar meus sapatos e corri, subindo as escadas antes que mamãe começasse seu interrogatório para saber o que realmente havia acontecido.

Assim que entrei em meu quarto, batendo a porta com força, joguei-me na cama forrada por lençóis pretos e cinzas, e encarei o teto branco. Me sentia decepcionada com Jimin de alguma forma, mesmo que não tenhamos nenhum tipo de relação próxima. Jimin é um estranho para mim assim como eu sou para ele. Não tem porquê estar chateada, mas estou.

Acho que coloquei muitas expectativas em cima dele, acabando por me decepcionar no final. Mas de qualquer forma, ainda consigo sentir toda a angustia que senti apenas nessa noite. O pânico que se alastrou em meu corpo quando ele segurou forte o meu braço fora surreal. Automaticamente lembrei de meu pai, quando o mesmo batia em mim e em minha mãe, e foi terrível. E infelizmente, esse é um sentimento barra lembrança que levarei para sempre em minha vida.

Quando criei coragem, levantei e vesti o primeiro baby doll que apareceu em minha frente. Depois, desliguei as luzes me enfiando em baixo das cobertas enquanto via meu quarto clarear parcialmente quando o vento batia na cortina de cor violeta fazendo-a voar. Juro que tentei segurar as lágrimas, mas quando as palavras de Yuju e Eunbi apareceram em minhas memórias foi inevitável.

Chorei mais uma vez.

Lembranças apareciam em minhas memórias e nenhuma delas eram boas. Era como se uma tempestade surgisse repentinamente, acabando por me apanhar desprevenida. Sinto um peso sobre meu coração e tenho que morder a coberta para não deixar os soluços de dor escapar.

Meu coração dói.

Tudo dói.

E eu não sei mais o que fazer para findar isso.


Notas Finais


É Jimin, você é um vacilão, junto da Eunbi e Yuju.
aigoo, não vejo a hora da Mia se apaixonar pelo Jimin, vai ficar tão gay >-<


É isso, até algum dia, meus girassóis!


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