História Campo Magnético - Capítulo 1


Escrita por: e _suburgatory

Visualizações 488
Palavras 5.397
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Não vou falar muito aqui, só quero dizer que me inspirei em três músicas da Taylor Swift (quem me conhece sabe que sou Swiftie, e que a cobra me inspira demais aaa). As músicas vão ser divididas nos três capítulos, a primeira é Gorgeous (muito daora esse hino, recomendo). As outras duas é no segundo e terceiro capitulo.

Obrigada a @surgargon por ter feito a capa, crush suprema, arrasa nas capas e nas fanfics. ME BEIJA, amém!

Perdoem qualquer erro, até mais :)

Capítulo 1 - Deslumbrante.


Rebobinando à;

Noite em que mudou a vida de Park Jimin e Jeon Jungkook.

Verão de 2017.

Park Jimin atravessou as portas largas do salão ao lado de seu futuro esposo, Dong-Yul. As mãos entrelaçadas e sorrisos gritando em seus rostos esbanjava felicidade a quem por eles passava, era um casal de dar inveja. Quem os via, afirmava com tamanha certeza “oh, eles são sortudos”, e daria cara à tapa pelo amor dos dois.

Mas algo estava errado, e isso estava estampado na cara de Park Jimin. O mais novo dentre seu noivo só estava ali por obrigação, estavam prestes a se casar e Jimin já fora alertado milhões de vezes de que é sua obrigação estar sempre na cola de Dong-Yul. Jimin odiava isso, e por ele, neste momento estaria em casa assistindo Lucifer, sob a companhia de suas gatas.

O ambiente estava frio, e tudo que Jimin desejava era que algo o esquentasse, não importava o quê. Torcia mentalmente para que seu noivo não se empolgasse com a festa e o levasse logo embora. Mas estava longe disto acontecer, visto que logo quando haviam chegado, Dong-Yul esbanjava animação em conversas com prováveis futuros sócios.

Era o carma, Jimin tinha certeza disso.

— Querido, vá buscar uma bebida para nós.

Jimin gostaria de ter feito uma careta, ou dito não, mas sair de perto de todos aqueles homens que só sabiam falar de dinheiro e mais dinheiro, lhe parecia uma boa opção, então não atardou em acatar o pedido de seu companheiro. Lançando um sorriso um tanto quanto falso, Park Jimin saiu da rodinha de amigos de seu noivo, podendo então respirar aliviado. Não suportava multidões, tanta gente em um lugar lhe gerava náuseas.

Gostava de estar sozinho, sempre preferiu assim. Entre estar com alguém, Jimin preferia a própria companhia. Sair de casa? Oh, isso era uma missão impossível. Ser sociável não era o seu forte, se esforçava, mas não era o que realmente queria.

— Eu só queria estar dormindo.

Resmungou, caminhando até o bar. Tinha os braços cruzados e um bico estava formado em seus lábios. Desejava socar a cara de seu noivo, mas sabia que se o fizesse estaria em maus lençóis. Aliás, tudo o que Park Jimin fazia, vinha com consequências.

E é por isso que ele é tão fiel ao carma.

— O que gostaria? — o barman sorria educado, e Jimin queria socar seu rosto. Por que todas as pessoas tinham de sorrir a todo o momento?

— Não sei. Qualquer coisa que faça meu noivo enlouquecer e me levar embora daqui. — fora sincero e tedioso. Apoiou os braços no balcão e abaixou a cabeça nas mãos entrelaçadas, estava com tanto sono.

Não obteve resposta por parte do barman, então alegou que o mesmo estivesse lhe preparando o drinque. Jimin manteve-se quieto, com a cabeça baixa, ao fundo uma música tocava tão alta que Jimin questionava-se até que ponto seus tímpanos aguentariam.

Poucos minutos se passaram e na mesma posição continuava Jimin, o barman que preparava a bebida pensou em cutucar o cliente, mas deteve-se e terminou de preparar sua bebida. O negro musculoso trajava um uniforme que ampliava a visão de seu corpo, este caminhou até Jimin e lhe cutucou de forma suave, sem que acarretasse em um Jimin gritando de susto.

Mas Jimin não estava dormindo, bem queria estar, mas não conseguia com todo esse barulho, pessoas passando por suas costas e esbarrando em sua pessoa. Então, o tempo em que ficou de cabeça baixa, lançou xingamentos para todos os presentes no salão, se alguém saísse dali morto, a culpa era de Park Jimin.

— A sua bebida, Sr.

Sorrindo, o barman estregou o copo com o liquido para Jimin, esse que acenou com a cabeça sorrindo fraco. Nem sorrir o Park conseguia, e a culpa disso tudo era de Dong-Yul e sua mania escrota de querer estar em todos os locais, ser amigo de todas as pessoas e ser extremamente obcecado por dinheiro. Esta é a vida de Dong-Yul, e Jimin sabia que seu casamento era apenas um negócio, tanto para Dong-Yul quanto para o próprio pai de Jimin.

Park Jimin estava prometido para Dong-Yul desde seus dezesseis anos, quando sua família se viu na miséria e sem condições alguma, Park Hunji vendeu seu filho para Dong-Yul. O dinheiro que havia recebido pelo dote de Jimin mudou a vida dos Park’s, inclusive a de Jimin, o protagonista nessa historia.

Jimin não reclamava da vida que levava; Tinha tudo o que sempre sonhou, suas vontades eram todas realizadas, dinheiro não mais lhe faltava. Só não era feliz. Não amava Dong-Yul, gostava de sua companhia e apreciava o sexo, mas apenas isso. Sabia que era o mesmo para Dong-Yul, e se auto questionava quando isso chegaria ao fim, não negava que estava ansiando por isso.

Sua vida precisava de uma reviravolta.

E foi isso o que ocorreu naquela noite fria e antes tediosa do verão de 2017.

Antes de completar duas e dez da madrugada, Jimin tinha de lidar com seu noivo bêbado, os amigos de seu noivo bêbado e a si próprio bêbado. Não lembrava quantos copos da bebida que o barman lhe preparou pela primeira vez havia bebido, simplesmente só exigia mais e mais. O tiro foi certeiro, a bebida tinha deixado todos loucos, e Jimin era um desses. Mas lembrava de ir reclamar com o barman que a bebida não tinha feito seu noivo lhe levar para casa, embora estivesse com menos sono do que quando tinha chegado, e menos vontade de ir embora.

Algo em Jimin tinha feito-o ter vontade de permanecer naquela festa, ou ele mesmo teria pegado um taxi e se mandado para casa, mesmo que aquilo fosse lhe trazer consequências a mais tardar. Já estava acostumado com isso.

Park Jimin avaliou seu noivo conversando com algumas garotas, Dong-Yul exclamava animação por tê-las perto de si. Jimin assistia do bar seu noivo prestes a chifrá-lo com duas loiras peitudas. Pensou em ir até onde seu noivo e as garotas estavam, mas se reteve e chegou à conclusão de que poderia usar isso ao seu favor. Dong-Yul não aceitava traições e Jimin também não, mas isto era no começo, e sabia que se Dong-Yul o traísse, Jimin poderia cancelar o casamento e deixá-lo de uma vez por todas, pois foi o que lhe disse quando aceitou ser seu futuro esposo;

Eu não aceito traições e você também não, caso você ouse-me pôr chifres, eu não vou medir esforços para que ocorra nossa separação.

Isso fazia Jimin sorrir ainda mais, e se encher completamente de bebida. Raios, estava mais do que bêbado, mas tentava se controlar e até pediu que o barman não o deixasse cometer alguma loucura. Tinha de se comportar, manter a boa imagem de noivo para depois poder usar isso ao seu favor.

E daria certo.

Longos minutos foram embora, e Jimin estava quase cochilando em cima do balcão. Havia perdido o noivo de vista, mas sabia que ele estava em algum quarto trepando com as loiras peitudas. Jimin pagou uma nota preta ao barman para que ele fosse espiar e tirar fotos de seu noivo comendo as duas garotas, Jimin precisaria de provas para se ver livre da merda do noivado que o prendia a Dong-Yul.

Mesmo bêbado e com sono, Jimin não deixava de sorrir. Estava tão perto de conseguir o que queria, se livraria de uma vez por todas do bosta de seu noivo.

— Desce mais uma, cara.

Animado, Jimin exclamou. O atual substituto do antigo barman, sorriu recolhendo o copo vazio que Jimin havia utilizado.

— Não acha que está bebendo demais? — a voz surgiu atrás de Jimin, esse que quase chorou por imaginar ser seu noivo, mas não, a voz era desconhecida. Jimin virou em direção ao dono da voz, mas não pode ver-lhe o rosto, estava escuro. — Estive te observando de longe desde que cheguei, me impressionei com a sua vontade em beber, mas estou com dó de seus fígados.

A voz era bonita, mas soava diferente aos ouvidos do Park. Então manteve-se em silêncio, apreciando-a e tentando reconhecê-la.

— Oh, desculpe a garfe. Não me apresentei; — aos olhos de Jimin, o homem se aproximava com um copo de bebida em uma de suas mãos, a outra já estava esticada para que Jimin aceitasse o cumprimento. — Me chamo Jeon Jungkook. — o rapaz sorria glacial, a mão ainda esticada para que Jimin a pegasse.

— Você fala engraçado. — Jimin disparou a rir, tirando sarro do sotaque do rapaz à frente.

Jeon Jungkook permanecia fitando o mais velho, porém com cara de mais novo. Jimin ria chegando a bater as mãos no balcão. Oh, não. Ele não estava nada bem. Mesmo sem saber muito bem o que fazer, Jungkook tentou uma nova aproximação, então sentou-se no banco ao lado de Jimin. Qual é, desde sua chegada, Jungkook não tirou os olhos do Park, esse que nem ao menos tinha o notado. Estava mais atento em conseguir o que tanto queria.

— Eu ainda acho que você deveria parar de beber. — Jimin olhou com tédio para Jungkook, o mais novo aproveitou a deixa e ordenou que o barman não servisse mais nada alcoólico para Jimin.

— Sempre tem alguém para se meter em minha vida, incrível. Você parece o babaca do meu noivo, tsc. Não gosto disso. — manhoso, Jimin resmungava.

Jungkook engoliu em seco, com a fala do dito.

— Noivo? — Jimin assentiu, enfiando o dedo indicador dentro do copo com bebida, Jungkook riu de seu ato. — Conte-me mais sobre seu noivo. — inclinou-se para mais perto do Park.

— Uh, ele é mais velho do que nós. — apontou para si mesmo, em seguida para Jungkook, alegou que ele fosse de sua idade, ou mais novo, pois Jungkook aparentava isso. — E ele está por aí, fazendo sei lá o quê. — rolou os olhos, pensando no fato do antigo barman ainda não ter voltado com suas provas de infidelidade.

— E por que você não foi procurar por ele? Deve ser desagradável ficar sem a companhia de seu noivo. — tomou o copo de bebida do mais velho, esse que lhe fez uma careta.

— Na verdade eu quero que ele se foda, Je... — fez-se uma pausa. — Qual é o seu nome mesmo?

— Jungkook. Jeon Jungkook.

— Jungkook. — repetiu até que estivesse gravado em sua memória. — Pois é, Jungkook, eu quero que Dong-Yul se foda juntamente com aquelas loiras peitudas, aish! — Jungkook que estava rindo, parou no mesmo momento.

— O que disse?

— O que disse o quê? — Jungkook rolou os olhos.

— O nome do seu noivo, poderia repetir?

— Dong-Yul. — Jimin passou suas mãos pelo próprio rosto.

— Oh, eu sabia que te conhecia de algum lugar. — sorrio travesso.

— Claro, de jornais e revistas de fofocas. Eu sei, sempre apareço em alguma ao lado do famoso Dong-Yul. Eu honestamente odeio isso. — bufou, rancoroso.

— Na verdade, só reparei em você e o quanto é bonito. — Jungkook murmurou, bebendo um gole da bebida que pertencia a Jimin.

O Park não negou o sorriso de lado que nascera em seu rosto, tomou inciativa de se aproximar ainda mais de Jungkook. Iniciaram uma boa e tranquila conversa, onde Jimin contou tudo de sua vida, até partes que necessariamente não precisavam ser ditas. No entanto, Jungkook fez questão de ouvir cada letra e palavra que era dita por Park Jimin. Estava fascinado pelo o de cabelos loiros, e faria questão de demonstrar isso.

— Eu gostaria de saber sobre você, Jungkook. — gostava de dizer o nome do Jeon vagarosamente, como se fosse difícil de pronunciá-lo. Jungkook não reclamava, estava adorando a maneira leve e solta do Park. — Eu nunca te vi em lugar algum, nenhum jantar de negócios, nenhuma festa, nem mesmo sites e revistas de fofocas.

— Eu tento ao máximo preservar minha imagem, são pouquíssimas às vezes em que compareço a algum evento. — nesse momento, mais íntimos um com o outro, Jimin e Jungkook caminhavam pelo salão conversando.

— E o que te fez vir hoje aqui? — Jimin perguntou, tentando alcançar uma taça de champanhe que estava na bandeja com um garçom.

— Pura intuição, mas tenho para mim que o proposito era te conhecer. — puxou Jimin, impedindo que o mesmo ingerisse ainda mais álcool.

— Aish, Jungkook. — exclamou, olhando para os lados. Nada de Dong-Yul aparecer. — Eu mal te conheci e já te odeio. — risonho, Jimin saiu andando apressado, deixando Jungkook para trás.

— Posso saber o motivo de tamanho ódio? — com passos largos, alcançou Jimin que alegremente acenava para quem por si passava.

— Você é legal, e eu nunca conheço ninguém legal.

— Oh, e isso é motivo para que me odeie? Deveria ser algo bom.

— Nah. — fez uma careta. — Pessoas legais são sempre as piores, quando você menos espera elas te deixam, ou fazem algo que possa te machucar. — fora sincero, mas não percebeu. Estava tão bêbado que as palavras saíam de sua boca sem que percebesse.

Qual é, mal tinha conhecido Jungkook e já estava o tratando como se fossem íntimos, algo que Jeon aprovava com extrema felicidade.

— Não te conheço bem, mas você não faz o tipo de garoto que alguém goste de machucar. — Jimin encostou-se à parede, Jungkook parou ao seu lado, olhando-o tão cuidadosamente como se decorasse tudo em Jimin.

— Nem queira me conhecer, eu sou um saco. — riu tristonho. — Você é tão deslumbrante, é uma pena que eu tenha um noivo. — bufou, negando com a cabeça.

Jungkook sorriu, levando sua mão até a bochecha do Park. Jungkook sabia que o mais velho só havia lhe dito isso pois estava bêbado, sóbrio Jimin nunca diria algo tão na cara dura.

— Seu noivo, como você diz; está por aí com outras. — aproximou-se do ouvido de Jimin. — Ele não vai se importar se alguém melhor cuidar de você. — trouxe o Park para mais perto de seu corpo, quase como se fosse abraçá-lo.

Jimin o olhou por um breve momento, e quis exclamar para que Jungkook se afastasse. Mas, apenas o fitou. Poxa, Jungkook é tão deslumbrante! Jimin não conseguiria dizer algo ao Jeon, porque olhar para o rosto de Jungkook estava deixando-o deslumbrado.

Por que alguém que mal conhece está o fazendo sentir dessa maneira?

— Jimin? Park Jimin! — a voz de Dong-Yul fora ouvida próximo aos dois mais novos. — O que faz com outro... — perto o suficiente dos dois jovens, Dong-Yul reteve sua fala após analisar com quem Jimin estava. — Jeon Jungkook? É uma honra conhecê-lo!

Com um sorriso forçado, Dong-Yul cumprimentou Jungkook, que devolveu da mesma maneira. Jimin no meio dos dois, por pouco não cochilava. Jungkook o olhou por meros segundos e achou uma visão bonita o mais velho todo manhoso, aos poucos encostando em seu peitoral. No entanto, isso mudou quando Dong-Yul puxou Jimin pelo braço, afastando-o de Jungkook.

O Jeon não poupou um cerrar de olhos em direção a Dong-Yul, este que se fingiu de desentendido.

— Podemos marcar um jantar para tratar de negócios, minha empresa tem interesse na sua.

Jungkook não tirava os olhos de Jimin, que agora se aconchegava ao futuro esposo. Para estreitar laços, Jungkook aceitou o convite de jantar proposto por Dong-Yul. Marcaram uma data e mesmo que não estivesse afim de comparecer ao jantar pé-no-saco que Dong-Yul faria, Jungkook aceitou na esperança de poder se aproximar de Park Jimin.

E ele conseguiria.

•    •    •

Duas semanas depois.

Ainda verão de 2017.

Jantar forçado e outra noite que;

Mudaria a vida de Park Jimin e Jeon Jungkook.

Jeon Jungkook já estava a mais de quarenta minutos perambulando pela sala da mansão que pertencia a Dong-Yul, a respiração serena, porém impaciente do Jeon não parecia importar para os convidados que caminhavam para cá e para lá. Jungkook achou ironia Dong-Yul lhe convidar para um jantar, mas no fim ser mais uma de suas festas.

Queria apenas usar a imagem de Jungkook, é claro que todos se interessariam em comparecer a um jantar que tem Jeon Jungkook como convidado principal. Todos queriam estar próximos a Jungkook, mas Jungkook só queria ter Jimin ao seu lado.

Desde que conhecera o Park, Jungkook não foi o mesmo. Não teve um dia que não pensou no menor, descobriu que o mesmo estava sempre a ir a uma feira de adoção de animais, descobriu também que ele era voluntário lá. Chegou a um ponto em que Jungkook só queria saber sobre Jimin, e não poupou artimanhas para descobrir tudo sobre o loiro.

Seguir ele em todos os locais já tinha virado um hábito. Não queria ser taxado como um louco, mas se as pessoas vissem o que ele vê em Park Jimin, entenderia o porquê de Jungkook o querer tão desesperadamente. E neste momento, tudo o que queria era vê-lo, mas até então Jimin não tinha aparecido.

Jungkook estava se autocontrolando para não ir atrás do menor, a vontade era extrema, mas tentava acalmar a si mesmo com o pensamento de que uma hora Jimin desceria. Não era possível que Jimin fosse faltar um jantar de Dong-Yul, Jungkook sabia bem como o futuro esposo do Park costumava ser rígido. Não via a hora de tirar o mais velho das mãos daquele escroto do Dong-Yul.

— Espero que esteja se divertindo, Jeon. Mais tarde conversaremos sobre algumas propostas, aposto que você irá se interessar.

Jungkook sorriu como se tivesse simpatizado com o que fora dito por Dong-Yul, quando o mesmo se aproximou com alguns amigos. Iniciaram uma conversa sobre seus negócios e afins, Jungkook estava realmente entediado, mas se dispôs a ficar e ouvi-los antes que acabasse indo atrás de Jimin. Jeon sabia que tinha de ser paciente, ou acabaria ferrando tudo. Jimin só tinha lhe visto uma vez, e estava bêbado. O mais provável é que o Park nem ao menos se lembre de Jungkook, e esse pensamento deixava Jeon irado.

— O que acha, Jungkook?

O mais novo dali teve seus pensamentos interrompidos pelo noivo de Park Jimin.

— Ótimo, concordo com tudo o que você diz.

Sorrindo falso, Jungkook virou-se para a escada a fim de rolar os próprios olhos com o assunto tedioso que os homens ao seu redor discutiam. No entanto, antes disso ocorrer, Jungkook fixou seu olhar em quem descia os degraus devagar, como se estivesse com medo de cair.

Era Park Jimin, ao vivo e em cores. O loiro descia os degraus sem muita vontade, quase deixando transparecer que estava com preguiça, mas Jungkook fora capaz de perceber o que Jimin estava pensando e sentindo. Sabia que o mais velho estava ali por obrigação.

Jimin suspirou, terminando de descer os degraus. Olhou para os lados, avistou algumas amigas e amigos mais próximos, sorriu e começou a caminhar até eles. Mas antes, seu olhar chocou-se com o de Jungkook, este que se viu a um ponto de se engasgar com o uísque. Park Jimin olhando para si mexia com o psicológico de Jungkook.

Um sorriso de lado formou-se nos lábios do Jeon, que ainda encarava o Park. Todavia, tudo o que Jimin fez foi dar as costas, indo para seu grupo de amigos. Oh, aquilo deixou Jungkook petrificado e sem saber o que fazer. Park Jimin nem sequer deu bola para si! Jungkook estava confuso e irado.

Ele não se lembra de mim? Não é possível que tenha bebido tanto assim ao ponto de não me reconhecer.

Com a mente a mil e coração acelerado, Jungkook se pôs a pensar em algo que o aproximasse de Jimin. Não poderia deixar que o loiro não se lembrasse de que passaram algumas horas juntos. Apesar de irado, Jungkook estava decepcionado. É obvio que Jimin não se lembrava de sua pessoa, havia bebido tanto, não estava sóbrio durante a conversa.

Longos minutos se passaram e estes Jungkook gastou caminhando para cá e para lá pelo longo salão. Pensava em uma maneira de chegar até Jimin e conversar consigo, mas nada vinha a sua mente. Nenhum plano, nada, nada.

Porém, não desistiria. Retornou até o cômodo onde Jimin estava, e sentiu-se aliviado por ele estar sentado em uma conversa com um grupo de garotas, e alguns garotos. Pareciam bem íntimos e Jimin estava confortável. Jungkook o viu não se forçar a nada, pela primeira vez naquela noite.

Parou em frente ao grupo de jovens, não que Jungkook fosse velho. Jimin é dois anos a mais que si, mas Jungkook parecia mais velho. O que lhe era de bom grado. O grupinho o olhou brevemente, Jungkook não soube o que dizer. Mas já se sentia menos decepcionado apenas por estar próximo a Jimin, este que lhe encarava com as sobrancelhas arqueadas.

— Jungkook!

A morena de cabelos curtos exclamou, Jungkook levou seus olhos em direção a mais nova, tentando reconhecê-la.

— Provavelmente não se recorda de mim, sou Seulgi. Papai fez negócios com sua empresa, e eu derramei vinho em sua camisa. — a menina sorriu tímida, os amigos ao lado riram de sua vergonha. — Me perdoe.

— Oh, claro! Lembro sim. — Jungkook recordou-se do episodio do vinho, naquele dia quase agradeceu a menina pelo banho de vinho. Estava louco para ir embora, e o fato de ter levado uma taça de vinho em seu terno foi à desculpa perfeita para isso. — Sem problemas. — sorriu. Desviou seu olhar para Jimin, que encolhido ao lado de uma amiga assistia a conversa de Seulgi e Jungkook. — Posso me juntar a vocês? Todo aquele assunto de trabalho está me deixando deprimido.

O teatro dramático que Jungkook fez para ser aceito no grupo de Jimin deu certo, pois todos ali – exceto Jimin que só ficava calado – o receberam deveras bem.

A conversa fluía entre todos ali, todos exceto Jimin e Jungkook. Visto que o Park nem sequer olhava para Jeon, foram muitas as tentativas de Jungkook em ter a atenção de Jimin, mas este nem bola lhe dava. Estava soando mal educado, mas preferiu se manter distante de Jungkook.

Jungkook respirava fundo, sorria e fingia que não era ignorado por Jimin que conversava com todos ali aos sorrisos. Mas consigo só recebia poucas olhadas, como se disse “o que faz aqui?”. Jungkook queria espernear e tirá-lo de lá para que pudessem conversar, mas Jimin não colaborava.

Jeon Jungkook estava frustrado. Park Jimin era deslumbrante demais para cair em seu papinho de sedutor barato.

No entanto, Jungkook não desistiria.

•    •    •

Uma semana depois.

A poucos dias do fim do verão de 2017.

Canil Tribo dos Dog.

Manhã ensolarada que também mudaria a vida de;

Park Jimin e Jeon Jungkook.

Cansado de minutos trancafiado dentro do próprio carro, Jungkook abandonou o veiculo e caminhou rumo ao canil onde Jimin prestaria seu serviço solidário. Jungkook arrumou o terno bem passado, e com suas mãos dentro do bolso de sua calça, caminhou até a entrada do canil.

Sendo recebido por uma senhora já de idade, Jungkook fora simpático e direto;

— Park Jimin está?

Com um aceno positivo, a velhinha pediu que Jungkook a acompanhasse para onde Jimin estava. Sem esconder a satisfação, Jungkook caminhava com um sorriso no rosto enquanto ao fundo ouvia a velhinha falar sobre como Jimin era um ótimo ajudante e que os animais do canil gostavam bastante dele. Jeon se orgulhou do menor, desde suas pesquisas para saber mais sobre Jimin, Jungkook sabia que ele gostava de ajudar, tanto pessoas quanto animais.

Gosta tanto de animais que está para se casar com um jumento, ai, Park Jimin, você é muito para esse mundo.

Jeon riu com o próprio pensamento, mas tentou disfarçar quando entrou em uma sala, juntamente com a senhora a sua frente. Jungkook teve a visão de inúmeros cachorros no cômodo, e ao fundo, um Park Jimin de joelhos no chão, tinha três filhotes de cachorro em cima de si.

Jungkook o havia achado tão deslumbrante e tão... Park Jimin. O menor gargalhava com o carinho que os cachorros lhe faziam, não percebendo que a senhora já lhe chamava, comunicando uma visita.

— Jimin?

Jungkook resolveu se pronunciar. A voz do Jeon chegou aos ouvidos do Park em míseros segundos, logo encarava as orbes negras do Jeon.

— Ah... Olá. — sem saber direito o que fazer, Jimin tentava formular algo em sua mente. — Uh, o que faz aqui?

Agora, extremamente confuso, Jimin deixou os cachorros de lado, levantando-se em seguida. Arrumou a roupa, o cabelo e a própria postura antes de seguir para perto de Jungkook. Esse que tentava focar no que falaria, e não em pensamentos de Park Jimin completamente nu em sua cama. Argh, deveria pensar apenas em uma conversa normal, não em foder Park Jimin em todas as posições que lhe viesse a cabeça.

— Ah, bem. Pensei que poderia adotar um cachorro. — respirando fundo, Jungkook falou a primeira coisa que surgiu em sua cabeça. — Creio que você pode me ajudar com isso.

Sorriu. Oh, aquele sorriso mexeu com o psicológico do Park, e ele teve a impressão de já o ter visto antes. Todavia, não recordava. Quando viu Jungkook em sua casa, teve a mesma impressão de que conhecia o moreno de algum lugar, porém, nada o fazia lembrar-se de onde. Então só deixou os pensamentos de lado, e nem tentou aproximação com o mais novo. Dong-Yul não gostava que Jimin conversasse com outros rapazes, e quando falava, discussões aconteciam. Jimin odiava isso, então permanecia sempre calado.

— Ah, tudo bem. — olhou para a senhora ao seu lado, mandou-lhe um sorriso e caminhou até a porta. Jungkook que já estava apoiado na mesma, saiu, dando-lhe espaço.

Jungkook deixou que Jimin tivesse o controle do caminho, então apenas o seguiu. Sabia que o loiro estava nervoso, podia sentir no modo como o da frente caminhava e até os suspiros que o mesmo soltava. A presença de Jungkook lhe incomodava, e Jungkook gostava disto.

— Tem um café aqui perto, se não for...

— Não é, vamos.

Jimin arqueou as sobrancelhas, quando nem tinha terminado a frase e Jungkook já havia lhe respondido.

Ninguém tem tanta pressa em adotar um cachorro, aiai.

Deu de ombros, após afastar outra vez os pensamentos. Jimin saiu do canil ao lado de Jungkook, olhou para o lado e o moreno bonito estava lhe encarando, Jimin não pensou duas vezes antes de virar o rosto, deixando Jungkook rir com seu ato.

Caminharam em silêncio até o café, e realmente o local era perto. Não rendeu nem cinco minutos de caminhada, mas também, Jimin parecia correr ao invés de andar. Aquilo não incomodou Jungkook, na verdade, era divertido apreciar Jimin tentando fugir de si.

— Fiquei surpreso com sua aparição. — Jimin confessou, alcançou uma mesa e logo tratou de ir para o lugar.

— Por quê? — Jungkook o seguia.

— Não sabia que Jeon Jungkook tinha tempo para adotar um cachorro. — murmurou, quando sentado. — Não te conheço muito bem, mas pelo que pude ouvir falar de você...

— Eu te falei o suficiente sobre mim. — outra vez, Jungkook interrompeu Jimin.

— Como? — de frente para Jungkook, Jimin arqueou suas sobrancelhas. — Nós já nos conhecemos?

Jungkook sorriu de lado, balançando a própria cabeça negativamente.

— Não se lembra?

— Não. Bem, no jantar em minha casa eu tive a sensação de já ter te visto antes, mas não me recordo. — soou sincero, Jungkook sabia disso.

— Justamente o que eu pensei. Você bebeu demais no dia em que nos conhecemos, tirou sarro de como eu falo e até deu a entender que se não tivesse um noivo, nós dois poderíamos ficar juntos. — encarando Jimin com um sorriso ladino, Jungkook viu o mais velho ficar petrificado.

— Oh, eu realmente fiz isso? — Jeon assentiu. — Céus, me perdoe. Obviamente, eu estava mais do que bêbado. Você fala de um modo fofo, eu gosto. — tentou consertar as coisas, a sua frente Jungkook ria.

— E a parte do seu interesse em mim? — jogando verde para colher maduro, Jungkook estava atento em todos os movimentos e falas de Park Jimin.

— Nós estamos aqui para falar da adoção do cachorro, não é? — se esquivando do assunto, Jimin já estava nervoso.

— Isso foi uma desculpa. Eu só queria chegar até você, aquele jantar em sua casa, só fui porque você estaria lá. — agora Jungkook jogava as cartas na mesa, queria ser direto e mostrar sua verdadeira intenção com Jimin.

— Jeon, me desculpa, mas... Eu tenho noivo. — Jungkook sorriu, como se Jimin tivesse acabado de contar uma piada.

— Aquele que você é doido para se livrar? Você só está com ele por conta de um acordo de família, se esse é o problema, eu pago a quantia que for para que você se livre disso.

— Eu não sou um prostituto! Qual é o seu problema? Como sabe do acordo? Aliás, por que essa insistência por mim? — Jimin tentava ao máximo não aumentar o tom de voz, mas o nervosismo já se fazia presente.

— Em momento algum eu te chamei de prostituto. Eu não tenho problema algum, pelo menos que eu saiba. Quando me interessei por você, me interessei também em saber o que te uniu a aquele cara. Não foi algo difícil de descobrir, seu pai não é bom em guardar segredos. E bem, minha insistência por você? Não sei explicar, achei você deslumbrante.

Jungkook explicou tudo pacientemente, enquanto Jimin respirava fundo, contando até cem. Permaneceram em silêncio por longos minutos, Jungkook fitava Jimin e este abaixava a cabeça sempre que sentia o olhar do Jeon sobre si.

— Você tem namorada, ou namorado? — Jungkook sorriu com a pergunta do Park. Todavia, negou. Jimin levantou sua cabeça, e outra vez Jungkook negou sua pergunta. — Oh, se tivesse, certamente eu teria ciúmes e inveja dela. Mas como você está solteiro, honestamente, é pior. — confessou.

— Você quer dizer que... — Jungkook incentivou que Jimin continuasse a falar.

— Quero dizer que você também é deslumbrante, mas eu vou me casar. Eu odeio aquele homem, mas eu tenho que cumprir a minha palavra. — Jimin se levantou, Jungkook o seguiu com os olhos. — Caso pense em adotar verdadeiramente algum cachorro, entre em contato com o canil. Eu sou profissional e solidário, não vou virar as costas para uma atitude como a de adotar. Mas é somente para isto, passar bem.

Saindo aos poucos, Jungkook continuou a fitar Park Jimin até que o mesmo abandonasse o café. Não demorou muito para que o loiro tivesse sumido de suas vistas, deixando o moreno a mercê dos próprios pensamentos.

•    •    •

Cinco dias depois.

Onde o deslumbramento verdadeiramente começou.

Jungkook deixou o livro de lado, resolvendo se entregar ao sono. Esse que muitas vezes lhe deixava na mão, não aguentava mais os pensamentos que tanto lhe atormentavam, e tudo o que queria era fechar os olhos para dormir.

Sentia-se agoniado, e por muita das vezes rolou de um lado para o outro na cama. Respirava fundo, e bufava. Planejava xingar, mas seu celular tocando lhe fez abrir os olhos de uma só vez para naquela mesma noite jamais fechar.

Às três e treze da madrugada, com a voz arrastada e levemente alterada por conta da falta de insanidade, Jimin murmurou ao telefone quando no terceiro toque Jungkook atendeu;

— Eu liguei para dizer que você me deixa tão feliz, que eu volto a ficar triste. Não há nada que eu odeie mais do que o que eu não posso ter, e você é tão deslumbrante que isso me deixa louco. Eu bebi até perder as contas de quantas vezes já pensei em você desde o dia em que conversamos. Acho que eu vou voltar para casa, pelos meus gatos, sozinho. A não ser que você queira vir junto.

Park Jimin encerrou a ligação, Jungkook até tentou retornar, mas o desgraçado do Park bloqueou seu número.

Estava preocupado com o estado de embriagues de Jimin, mas sabia que este se viraria bem. Jungkook estava mais concentrado em tentar entender o que Jimin quis dizer ao ligar-lhe.

Estava Jimin cedendo a Jeon Jungkook? 


Notas Finais


Link da música Gorgeous: https://www.youtube.com/watch?v=EUoe7cf0HYw

Ainda tem mais dois capítulos aaa, tô ansiosa pra postar <3

Gostaram?


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...