História Campus - HyunA e E'dawn - Capítulo 1


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Categorias HyunA, Triple H
Personagens E'Dawn, HyunA
Tags Drama, Noona, Universidade
Visualizações 7
Palavras 2.140
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Ato I


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O tempo agradável do final do verão combinava com aqueles prédios de arquitetura antiga, construídos no séculos anteriores, com a vegetação verde que compunha sua vista de forma tão natural. Os gramados esverdeados e as árvores bem cuidadas eram convidativas para os estudantes sentarem-se e aproveitarem os dias quentes. As primeiras aulas já começavam, e os estudantes calouros corriam de um lado para o outro, ainda tentando se situar pelo campus, que era enorme.

E esperara muito por poder por os pés ali, sempre sonhava acordado coma universidade, por isso, se esforçara muito nos anos da escola,tirando notas invejáveis. Ele queria o melhor, competiu arduamente para ter sua vaga na renomada universidade da capital. Sentado em um dos vários parques espalhados pelo campus, inspirou profundamente o ar, como se ele fosse mágico. Não estava sonhando, aquilo tudo ali era sua realidade.

Seus amigos decidiram outros futuros para eles, então para o calouro, ali tudo era novo. Um recomeço ou um novo começo para sua vida. A vida que tanto almejara. Tinha em mãos os planos das aulas para aquele período e estava satisfeito com as escolhas das aulas. A faculdade de Letras e Literatura era apenas o começo, queria ser escritor. Um romancista de verdade, não somente mais um leitor em uma loja, mas sim, a estrela nos eventos, a foto na contracapa do livro.

Tudo nele transmitia essa aura intelectual do que queria ser quando crescesse. Apesar dos recém 21 anos, vestia-se formalmente. A camisa branca bem alinhada com calças sociais escuras ajustadas à moda mais moderna. O par de sapatos bem engraxados. O estilo bem que casava com seu porte físico, bem definido, o maxilar marcado, o nariz fino e alto, os olhos pequenos e escuros, fundos em olheiras mas que ainda tinham algo de inocente. Tinha deixado o cabelo crescer e os tingira em tons claros, ressaltando o tom caramelo de sua pele, os deixava bagunçados, dando um tom um pouco de desleixo.

Caminhava tranquilo entre uma aula e outra, como se pertencesse aquele lugar há muito tempo. Observando tudo, embriagado pela nova realidade que o cercava, pouco deixava se incomodar pelos outros. Focado em seu mundinho, criando expectativas para tudo que estava por vir.

Entre as aulas, observando o quadro verde de avisos com chamadas para as atividades extracurriculares, à procura de algo que lhe interessasse, foi quando a viu pela primeira vez. Primeiro foram os tacos apressados no chão de linóleo que lhe tiraram a concentração.Voltando seu olhar para os lados de onde vinha o barulho irritante,pousou os olhos em uma figura pequena, esguia. Usava os cabelos tingidos de vermelho presos em um coque apertado. O rosto pequeno e levemente maquiado estava sério. Vestida em um conjunto de saia e paletó bege, de tecido leve, para o verão, carregava vários livros que tampavam seu colo.

A pesar do curto espaço de tempo, sua beleza não passou desapercebida pelo calouro. Era uma veterana? Não sabia dizer. Por mais que seus olhares se demoraram por sua passagem, a bela moça não lhe dirigiu em nenhum momento um olhar em troca. Sua presença passara desapercebida para ela. Desejava saber quem era, seu nome, suas aspirações, seu corpo, embaixo de todos aquele corte reto.

Acompanhou discretamente ela virar a esquina. Um grupo de veteranos mais afrente também notara sua presença. A forma como andava a passos firmes, queixo erguido, beleza inquestionável, seria muito difícil deixa-la passar em branco.

- Ih, Cruela está nervosinha, coitado dos calouros. - Escutou quando se dirigiu a sua próxima aula, passando pelos estudantes mais velhos.

Quando entrou na classe, ela estava lá, sentada em sua mesa, aprontando papéis para a aula. Então ela não era estudante, era professora.Parecia tão nova para o cargo. Carregava um expressão muito séria.Saber que ela estava ali, fez com que Ed fosse minucioso ao escolher o banco que sentaria. Encontrou uma boa posição, ao centro, não muito próximo, um pouco mais afastado, onde pudesse observa-la sem medo.

A aula começou com sua apresentação, já tão rotineira, como era todo o começo de curso. Após escrever seu nome no quadro, anunciou seriamente:

- Boa tarde classe, me chamo Min Hyuna, serei a professora de Introdução à Literatura Estrangeira. Apesar de muitos acharem que sou muito nova, certifico-lhes que já sou formada e tenho mestrado em literatura inglesa. Então, sem gracinhas para o meu lado. Minhas avaliações são feitas de maneira que os trabalhos valem 50% da nota, por isso, não adianta me trazerem textos copiados da internet, se quiserem passar na minha aula. – Passou entregando as primeiras carteiras blocos de folhas que foram repassadas para paras as cadeiras de trás. – Esse será nosso cronograma de estudos e as obras que faremos analises juntos. Por isso, quanto antes começarem a leitura, melhor entenderam minhas aulas. - Continuou, agora olhando os rostos novos, sondando a nova leva de calouros.

Ela então deu início a explicar os fundamentos e objetivos da matéria para o curso. Mas Ed quase não conseguia entender uma palavras que aqueles belos lábios pintados em um tom avermelhado opaco diziam.Mesmo a uma certa distância, percebeu uma pintinha abaixo do olho esquerdo. O rosto pequeno e pontudo permanecia sério o tempo inteiro da aula.

Suas pernas eram finas, assim como todo seu corpo pequeno e magro, nos pés usava um par de sapatos de salto médio e escuro, feios e sem graça.Ela se esforçava para ter aquela aparência de mais velha e sábia.Mas mais parecia uma pirralha vestida nas roupas de trabalho da mãe.

 

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Introdução a Literatura Estrangeira se transformou então a matéria preferida de Ed, que chegava cedo as aulas para sentar-se sempre na mesma carteira. Eram quarenta minutos escutando a voz fina e firme da bela professora. Esforçou-se para manter suas leituras em dia e poder participar ativamente das palestras.

Quando não tinha aulas, ansiava por vê-la caminhando pelos corredores.Sempre carregando papéis, livros, com olhar firme adiante, ignorando os comentários dos alunos. O rosto estava sempre sério, gostaria dever-la sorrindo. Sem aquelas roupas que pouco combinavam com seu rosto. Ver seu cabelo solto, imaginando como seria o comprimento, o cheiro.

Estava obcecado por conhecê-la melhor. Não estavam mais na escola, já era um adulto. Qual problema se conversassem? Se se envolvessem...Adorava todos seus detalhes, a firmeza e a clareza de suas palavras quando estava em aula. A forma boba como ajeitava os trabalhos dos alunos. Como as vezes perdia um pouco a pose, demonstrando que era descuidada com as meias-calças, sempre com algum fio puxado, ou por alguma mancha pequena de café na camisa clara, abotoada até em cima. Ela era especial nesses pequenos detalhes também.

Ao se aproximar das primeiras provas, Ed começou a frequentar mais e mais a biblioteca. E caminhando pelos corredores enormes, encontrou sua querida professora no final das mesas, meio escondida pelas pilhas de livros à sua frente. Professores tinham escritórios, não entendia bem porque ela estava ali. Parecia compenetrada em seus estudos. Para o calouro, saber de sua pequena rotina e presença naquele recinto transformava ali em mais um lugar em que pudesse admira-la ao longe.

 

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- Hoje, falaremos um pouco mais sobre ética. Mais voltado para a questão: o que é ética de trabalho?...

Ética.O conceito preencheu os pensamentos do calouro, que geralmente pouco prestava atenção as monótonas aulas de filosofia. Relacionamentos entre estudantes e professores eram um tabu, pois batia de frente como conceito de ética. Mas será que isso também valia para o ambiente acadêmico? O rosto da professora voltou a aparecer em seus pensamentos.

Abriu um sorriso bobo para sua tolice. Ele era apenas um aluno apaixonado pela beleza de sua tutora. O relacionamento somente existia em sua imaginação fértil, em seus desejos íntimos, quando se encontrava deitado sozinho no minúsculo quarto para estudantes que alugava, ou em seus devaneios em aulas chatas e desinteressantes.

Pensando nisso, resolveu colocar seu desejo latente em sua escrita, em seus trabalhos. Aproveitando o sentimento que crescia como combustível para o prazer de escrever. Especialmente nos trabalhos acadêmicos que a professora Min pedia. Numa vã esperança que ela o notasse.

 

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Min Hyuna era professora fazia pouco tempo, mas a pouca experiência não a cegava sobre algumas pequenas coisas que sempre aconteciam no meio acadêmico. Sabia muito bem identificar quando um aluno mentia,principalmente, quando o trabalho era evidentemente comprado e não feito a mão, sabia também quando um aluno estava entendendo ou não o que ela explicava, podendo assim, melhorar suas sentenças de uma maneira a se fazer entendida. E principalmente, sabia identificar os alunos que lhe direcionavam um olhar de admiração além de suas aulas.

O jovem Kim Hyojong, com sua postura excêntrica, rosto sério, cabelos na cara escondendo os olhos, pouco a engava. Sentia seus olhares fixos nas aulas e no corredores. Percebia quando o calouro sentava-se em um cadeira próxima na biblioteca. Na forma como ele participava das aulas, tentando impressioná-la. E estava ainda mais explícito nas palavras escolhidas em seus trabalhos, que eram crus mas com grande valia.

Já havia experienciado esse tipo de paixonite juvenil vindo de outros alunos e até mesmo algumas alunas. Mas seus rostos quase infantis, suas posturas inocentes, faziam com que ela sentisse agradecida pelo sentimento mas nada mais do que isso. Porém, aquele aluno em específico, lhe chamava muita a atenção. E até começava a incomodar um pouco.

Gostava de tudo nele, suas roupas, porte físico atlético, postura altiva. O rosto de homem escondidos nos cabelos descoloridos e bagunçados.Seus olhos negros compenetrados, a pele caramelo. A forma como respondia suas perguntas, sempre pontual em suas frases.

Mas principalmente, lhe encantava a forma como escrevia. As escolhas das palavras, o tom, as pausas. Apesar de serem simples analises de obras que já sabia de cor, o que levava sempre as mesmas opiniões. Havia um certo encanto no ponto de vista do calouro, as vezes, ele se atentava a detalhes simples e os descrevia como se fossem o principal.

- Kim Hyojong-ssi, pode vir aqui um instante. - Convocou o calouro após a aula, os restante dos alunos já haviam saído, mas ele sempre estendia sua retirada, na esperança de um dia reunir coragem para conversar com a professora.

A professora Min lhe entregou sua pasta, ainda preservava a pose profissional, séria e compenetrada. Pontuou seus erros de ortografia e concordância. O calouro se permitiu admirar de perto os lábios bonitos, os grandes olhos castanhos, a pintinha que era assinatura de sua beleza.

- Tem muito potencial em sua escrita.

- Muito obrigado, senhora Min. - Abriu um enorme sorriso.

- Estou estudando para o meu doutorado e sempre te vejo na biblioteca...

Se pudesse, Ed teria ruborizado inteiro. Mas ele não era esse tipo de pessoa, quando sentia-se encabulado, apenas calava-se com o maxilar travado, os olhos um pouco arregalados. Desde cedo sempre fora diferente dos demais, era malandro e entendia das coisas. Sua inocência era quase nula.

- Gostaria de ver mais textos seus, então se quiser, posso te ajudar. - Ela disse, como se estivesse ainda orientando a um aluno. Mesmo que aquilo não tivesse nada a ver com suas aulas.

Aceitou prontamente o convite, aquela aproximação sutil. Não havia nada de errado em uma professora acadêmica ter um pupilo, não interferia nas classes e nem chegava a ser um favoritismo. Encontrar-la em um ambiente tão neutro também pouco chamava a atenção. Ao sair da sala, o calouro sorriu vitorioso.

Seus encontros se deram por serem semanais, sempre as terças, à tarde.No horário livre dos dois. Ed lhe entregava seus textos, elas os analisava com calma. Riscava linhas inteiras e fazia as anotações com caneta vermelha, tal qual como fazia nas aulas. Pouco podiam conversar, a biblioteca era um lugar restrito aos estudos silenciosos.

- Que tal irmos tomar um café? - Ofereceu o calouro, ousado em sua tentativa de conhecê-la melhor.

Os momentos juntos na biblioteca eram deliciosos. Ter-la tão perto, sem precisar disfarçar os olhares. Contemplar a forma como ela,compenetrada na leitura, passava a caneta vermelha pelos cabelos,orelha, bochechas, até chegar nos lábios, fechados em um pequeno bico. Batucava o objeto no bico, distraidamente, uma mania que tinha desde criança. Sortuda mesmo era aquela caneta.

Mas já não estava mais contente só com o exterior. Min Hyuna lhe era um mistério todo, não sabia nem ao menos como era seu sorriso e risada, muito menos o que a fazia rir ou quais eram seus medos, seus segredos... Sua paixão era física, mas queria apaixonar-se também pelo seu eu verdadeiro. A professora já conhecia bem. Queria saber mais que isso sobre a jovem moça.

- Queria saber sua opinião sobre uma ideia em que venho trabalhando. - Tentou convence-la. A professora ponderava calada o pedido. Respondeu um "ok" baixinho.

Então seus encontros passaram da biblioteca do campus, para a cafeteria perto da estação de metro.

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Notas Finais


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Olá leitores(as), espero que tenham gostado da primeira parte, escutaram a playlist? O link está no meu perfil.

Não deixem de comentar, votar e deixar suas teorias. A fic é curtinha, mas quero saber o que passa na cabecinha safada de vocês!

"Did I make you randy? Did I? XOXO"

Próxima atualização 27/08


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