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História Camren - What Is Love? - Capítulo 4


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Notas do Autor


EU RETORNEI DAS CINZAS! Mentira eu nem demorei tanto assim. Fiquei sem internet por uns dias e minhas aulas voltaram, eu estudo a noite e trabalho durante o dia, então perdão, mas é difícil pra cacete manter tudo funcionando HSUAHSUA
Sem mais enrolação, nesse cap 'toca' uma música durante a história e o link dela está nas notas finais, OUÇAM ESSE HINO PORQUE TORNA A HISTÓRIA MAIS REAL, juro.
Enfim, bom cap 💙💙

Capítulo 4 - Problem


Fanfic / Fanfiction Camren - What Is Love? - Capítulo 4 - Problem

POV LAUREN

- Lauren Jauregui, entre e seja bem vinda.

Escuto o meu nome ser pronunciado e o meu coração se tivesse pernas já estaria a quilômetros daqui. Entro em passos lentos pela sala e vejo uma multidão de olhares curiosos em mim. Reconheço alguns rostos vagamente, por causa daquela festa. Vejo um garoto acenar para mim ao mesmo tempo que indica uma mesa, era minha melhor opção até agora. Começo caminhar em passos lentos até ele, e o meu olhar se cruza com o da garota atrás dele, não me era estranho. Ao me aproximar reconheço definitivamente o rosto da garota atrás de sua mesa.

- Oi. - Digo ao me aproximar deles.

- O-oi. - a garota diz.

- Algum problema, Mila? Ela não morde. - O moreno que antes me chamou diz.

- Nick... eu vou enfi... Não! Nenhum problema!

Vejo a garota - que chuto o nome ser Camila, se minha memória vagamente bêbada não esteja errada - voltar a encarar o seu caderno, enquanto começo a trocar algumas ideias com o garoto. Ele se chama Nickolas, temos a mesma idade e até gostamos de algumas séries em comum. O nosso tempo de conversa não passou de 10 minutos, logo os assuntos padrões foram sumindo e acabamos quietos, cada um em sua mesa encarando alguma coisa.

O professor - que antes apresentou eu e alguns outros alunos - começava a dar vida ao ambiente. Ele se chama Willian Green, era baixinho, seu semblante era cansado e não tinha menos que 50 anos. Minha primeira aula foi nada mais e nada menos que biologia. Eu realmente achei muito interessante a metodologia de ensino do senhor Green, ele começou a nos contar algumas curiosidades sobre a anatomia humana. Primeiramente falamos sobre o coração, que ele é um órgão tão assimilado ao amor e que - para Green - deveria ser assimilado a algum tipo de guerreiro, pois ao longo de um dia o nosso coração bate cerca de 100 mil vezes para dar conta de bombear o equivalente a 7,5 mil litros de sangue pro corpo todo, logo, um guerreirinho sem o devido mérito.

Depois de tirarmos algumas dúvidas sobre as artérias e o transporte do sangue, passamos a falar sobre os pulmões, Mr. Green fez uma votação sobre quem acreditava que nossos dois pulmões eram perfeitamente iguais e quem achava que não. Ficamos com cerca de 70% dos votos confirmando que ambos são iguais. Errado. O professor nos explicou que a diferença é pouca, mas o pulmão direito tem a largura maior do que o esquerdo. No direito estão localizados três lóbulos, e no esquerdo apenas dois, por conta do coração estar localizado nessa área do corpo.

A aula foi interessante e curiosa e o tempo passou bem rápido. Depois tivemos algumas aulas dispersas e entre elas a espetacular matemática financeira, a qual me fez querer escalar aquelas paredes e fugir pra alguma caverna, sinceramente, achei um saco. Você fica analisando cálculos para melhor organizar e controlar o dinheiro. Meus pais já fazem isso muito bem por mim, podem acreditar. Mas pelos deuses, essas aulas chatas passaram bem rápido. Logo me vi entrando no ônibus para enfim voltar para o meu habitat de preguiça e sonolência, denominado casa.

POV CAMILA

Após chegar em casa e tomar um longo e quente banho, na esperança de dispersar todos os pensamentos presentes em mim, me vejo falhando miseravelmente após dar cinco passos até o meu quarto. Volto a lembrar da manhã de hoje, de Nick ter falado a verdade sobre Lauren, os dois até ficaram de papinho, o que eu sinceramente não dou a mínima. Mas de alguma forma me senti desconfortável perto deles, não dela em si, mas dela com Nick, caralho, eu tô com ciúme? Não, definitivamente não.

- Filha? - Ouço minha mãe me chamar no andar de baixo, ela havia chegado.

- Oi, mãe? Tô descendo. - Falo um pouco alto me preparando para descer.

- Oi. - Digo assim que a vejo de costas na pia da cozinha.

- Oi. - Escuto sua voz tensa.

Reparo seu rosto e tinha uma certeza absoluta que ela estava chorando a pouco. Seu olhar se fixa ao meu e ela solta um leve sorriso sem mostrar os dentes.

- Senta aqui, filha. - Minha mãe se senta perto da mesa e indica com a mão a cadeira ao seu lado.

- Aconteceu algo, mãe? Você tava chorando? - Começo a bombardear com perguntas.

- Sim e sim. Mas calma, vamos com calma, sim? - Apenas concordo com a cabeça para que ela prossiga.

- A Olivia, minha chefe, me chamou para conversar hoje. Disse que os gastos dos últimos meses ultrapassaram os lucros, e que ela precisaria cortar gastos.

- Não... - Digo começando a ligar os pontos.

- Ela me afastou por tempo indeterminado, a loja está com riscos de fechar por algum tempo para suprir os gastos.

Ficamos em silêncio por um tempo, não havia muito a ser dito. Sinu levava essa casa sozinha, ela trabalhava em uma transportadora de tecidos, onde vendiam os mais demasiados tipos possíveis. O salário dela não chegava perto das mil maravilhas, mas era ótimo para manter nós duas. Vivíamos em uma pequena casa com apenas dois quartos, cozinha e sala que se encontravam, um banheiro e um curto jardim. O aluguel não era caro, e por sorte minha mãe sempre pagava um mês adiantado, mas sem ela estar trabalhando eu sentia que tudo estava começando a desandar.

- Camila? - Ouço ela me chamar gentilmente.

- Oi? Desculpa, eu só estou pensando em como vamos ficar.

- Ei, fica calma, sim? Eu vou conseguir um outro emprego, não vai ser tão difícil.

- Não vai ser difícil, mãe? Você está sempre pulando de emprego para emprego tentando agarrar o mundo com os braços, só pra manter isso aqui de pé.

- E é exatamente por isso que vamos ficar bem.

- Como você consegue ser sempre tão otimista? As coisas nem sempre dão certo, você precisa começar a pensar fora dessa bolha.

- Camila! - Escuto o seu tom se alterar um pouco. - Eu me divido em três só para te dar algum tipo de conforto, você bem sabe que até já trabalhei em turnos duplos só para não deixar você desamparada. Então me diz pra que ter um pessimismo como alternativa?

- Porquê as coisas NUNCA dão certo por muito tempo para nós, mãe!

- Nunca? Você só pode estar brincando! Me diz o que te faz pensar isso, porque sinceramente eu não entendo, as coisas sempre deram certo para nós, com um pouco de dificuldade talvez, mas no final tudo se acertava. - Me levanto indo em direção a escada.

- Se as coisas dessem certo para nós... - Respiro fundo encarando os olhos de minha mãe. - O papai estaria aqui, cuidando de nós.

Começo a subir as escadas com pressa. Percebo que os meus olhos passaram a ser dois borrões procurando algum lugar seguro para desmoronar. Eu não sei o motivo de ter dito aquelas palavras a minha mãe, justamente nesse momento onde ela precisava de mim para se manter firme. Não sei se foi pela saudade de papai, dos momentos felizes que não voltam, da segurança que ele nos passava, ou se apenas foi por eu ser uma cretina ingrata. Fecho a porta do quarto com força e me jogo na cama, me encolho entre as cobertas e deixo as lágrimas virem. Conforme eu chorava me vinham flashbacks de Alejandro, meu pai.

I wrote for you my most beautiful song

And I sent it to you in a bottle all my love

It's hard to think you are beyond this point

Where the blue of the sea meets the blue sky

At least the moon is the same for both of us

Eu escrevi para você minha mais bela canção

E enviei a você todo o meu amor em uma garrafa

É difícil pensar que você está além deste ponto

Onde o azul do mar se encontra com o céu azul

Pelo menos a lua é a mesma para nós dois

As coisas nunca pareciam completas desde que ele se foi, porque de fato elas não estavam. Eu só queria sentir que pertencia a algum lugar, que tinha um propósito e não apenas fingir estar tendo alguma melhora e acreditar em dias melhores, que por sinal nunca vinham. Cansei se sentir, cansei de pensar e cansei de existir. Começo encarar meu quarto e percebo que papai sempre esteve em tudo. Na primeira estante de partitura que ele me deu quando comecei a tocar piano, no quadro que fizemos juntos quando eu tinha 5 anos, onde sua mão e a minha estavam pintadas lado a lado. Na bola de basquete que ele me deu no meu oitavo aniversário quando começou a me incentivar a praticar algum esporte. Era uma droga tudo se conectar a ele.

Fecho os olhos com força desejando simplesmente sumir. Se amar alguém é se sujeitar a passar por isso, pelas perdas, eu desejo como mil infernos, nunca amar novamente. Porquê é uma dor insistente, que não diminuí, que não some. Ela sempre fica aqui te lembrando de como tudo era e de como tudo nunca vai ser o mesmo.

And I go

I take a boat

To move on

To the other side of world

And row

Against the flow

To where I see

There's you, the ocean and me

E eu vou

Pego um barco

Sigo adiante

Para o outro lado do mundo

E remo

Contra o fluxo

Para onde eu olho

Há você, o oceano e eu

- Camila? - Escuto a voz de minha mãe, tão baixa quanto um sussurro do outro lado da porta.

- Eu sei que está me ouvindo, e olha, eu sei o quanto não ter ele aqui dói para você. - Ela fica em silêncio durante um tempo.

- E isso também dói muito pra mim, e acho que isso vai além da sua compreensão. Eu perdi o meu melhor amigo, o meu refúgio, o pai da minha garotinha... - Escuto sua voz ficando embargada. - o meu amor.

- Se eu pudesse, Camila, eu juro que teria feito tudo diferente. Teria lutado mais por nós dois... Por nós três. Me desculpa por não ter feito diferente as coisas. - Nesse momento pude perceber que sim, ela estava chorando.

Me levanto duvidosa da cama e em passos curtos chego perto da porta e me sento de costas na mesma. O mundo caiu para mim ao ouvir as palavras de minha mãe. Ela não tinha culpa disso, ninguém tinha, só era pra ser assim. Penso em mil coisas pra dizer, em como eu também me arrependia de não ter feito as coisas diferentes, em como eu sentia falta de nós três juntos, de como eu queria mudar as coisas entre mim e ela. Mas nada funcionava direito dentro de mim, então apenas respirei fundo e me permiti tentar.

- Não foi culpa sua. - Percebo o nó em minha garganta se formar.

- Camila? Você está bem? - Ela parece um pouco desesperada.

- Sim.

- Me perdoa eu só... - A interrompo antes de começar tudo de novo.

- Eu ouvi tudo, não tem nada a se desculpar. - Sinto o silêncio pairando sobre nôs novamente.

- Me deixa sozinha, foi... Difícil, isso tudo, quero um tempo pra pensar. - Falo tentando ser cautelosa.

- Certo, mas se precisar de algo eu estou aqui. - Ouço seu corpo começar a se levantar.

- Obrigada.

E depois disso as únicas coisas que ouvi foram os passos dela se afastando e os meus soluços misturados com as lágrimas me atingindo como mil balas.

I wrote for you my most beautiful song

And I sent it to you in a bottle all my love

All I want is to find

All I want is to find

You

Eu escrevi para você minha mais bela canção

E enviei à você em uma garrafa todo o meu amor

Tudo que eu quero é encontrar

Tudo que eu quero é encontrar

Você.


Notas Finais


LINK: https://youtu.be/pVYv0gHhswM
Comentários serão sempre bem vindos, até breve 🌞💙


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