História Camren na Turnê 3 - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Tags Camila Cabello, Camren, Fifth Harmony, Lauren Jauregui
Visualizações 380
Palavras 2.135
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Saga, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


😙

Capítulo 5 - Tour Vidente 3


Fanfic / Fanfiction Camren na Turnê 3 - Capítulo 5 - Tour Vidente 3

A enorme casa provocava arrepios em Camila.

A construção secular parecia da época renascentista, e passar pelos seus corredores extensos e escuros era tudo, menos confortável.

A cada passo que dava Camila via quadros gigantes de pinturas com rostos sisudos e pálidos parecendo uma família de vampiros de várias gerações.

"Uau... Talvez sejam parentes da própria vidente..." - pensou ainda assustada.

A longa escada que dava para o andar de cima era bem perto da sala e Camila sentiu alívio ao saber que ela e a equipe de reportagem não subiria nela.

A entrevista seria ali mesmo onde estavam e dividiria-se em duas salas: uma para a leitura da vidente e outra para ela e o jornalista.

Em um dado momento, lembrou-se da mansão da família Adams que ela havia visitado na Disney e só assim sentiu-se mais relaxada.
 

As grandes cortinas pesadas , porém, tomavam quase toda a casa e Camila se perguntou:

-Para que cortinas se não existem janelas? 

Havia muitos detalhes para reparar naquele recinto, em meio a luz fraca que o iluminava, mas um enorme candelabro de cristal e ouro chamou-lhe a atenção e Camila não se conteve:

-Uau... 

-Gostou? - perguntou a vidente surgindo ao seu lado.

-Jesus Cristo! - gritou, dando um pulo e gargalhando em seguida. - Desculpe! Desculpe...  Eu levei um susto porque não te vi ao lado... - disse sorrindo totalmente sem jeito.

A vidente sorriu de volta e suspendeu a bandeja que trazia em suas mãos:

- O chá! Você me pediu água, mas achei que um chá seria melhor.

-Claro! Obrigada! Muito obrigada. - disse tomando a xícara nas mãos e bebendo o conteúdo rápido - Humm... Chá de Camomila? 

 -Parece mesmo! - disse o jornalista provando também do outro lado da sala.

A vidente ainda ofereceu mais xícaras para o cinegrafista e a produtora:

-Este é um chá que serve para espalhar energia acumulada. - disse solenemente. - É necessário tomar para liberar os chacras fechados. Mas não é camomila... 

-Seria chá mate? - perguntou o cinegrafista recebendo um tapa na nuca pela produtora. - Ai!!! Que foi?!

-Deixa ela dizer o que é! - disse a produtora o repreendendo.

-Não senhores. Nem chá mate, nem chá de camomila... É chá de pó de bruxa. - sorriu a vidente, fazendo todos tossirem.

Discretamente cada um devolveu o conteúdo para a xícara, sorrindo em seguinda.

-Vocês vão se acostumar. - disse a vidente sorrindo.

-Eu vou é vomitar... - murmurou bem baixinho a produtora .

-Bem feito... - disse o cinegrafista irritado.

-Muito delicioso! - disse Camila devolvendo a xícara para a vidente. - Mas está ficando tarde e precisamos agilizar esta entrevista. Eu tenho outros compromissos ainda hoje. Não é galera? 

-É sim! - disse o jornalista despejando o conteúdo numa planta samambaia assim que a vidente deu-lhe as costas.

-Jogue o meu aí também... - cochichou a produtora fazendo uma careta.

-Ela vai perceber. - disse o jornalista rindo.

-Senhores. - disse a vidente alto, abrindo uma das cortinas pesadas e deparando-se com uma nova sala.

-Uau. - disse Camila novamente admirando o novo espaço.

-É aqui que faço as minhas leituras de tarot. Podemos começar com as cartas já que Camila não quis saber das minhas primeiras impressões ao vê-la.

-N-não é bem isso... - disse Camila mais uma vez sem jeito. - Entenda que eu aprecio as suas impressões ao me ver assim, de primeira, mas é que eu prefiro que a sua leitura seja só através das cartas mesmo.

-Mas eu errei? - perguntou a vidente intrigada. -  Eu errei no que disse?

Todos olharam para Camila curiosos:

-Não... É que eu prefiro as cartas mesmo...

-Muito bem. Sentem-se. Eu estou pronta para gravar. - disse a vidente ajeitando os cabelos num dos espelhos.

- Estão vamos lá! - disse Camila empolgada.

O cinegrafista e a produtora posicionaram a câmera a alguns metros de distância, Camila e o jornalista sentaram-se de um lado e a vidente de um outro.

Uma mesa retangular separava todos eles:

-Embaralhe as cartas, Camila. Corte três vezes e me entregue - disse a vidente.

Camila assim o fez e ao entregar à vidente, seus olhos se arregalaram ao ver a expressão de surpresa da senhora:

-De novo! Uma mulher! 

-Ai meu Deus... - disse Camila. - É a minha mãe?

-Não! É uma outra mulher! Vocês duas tiveram algo muito forte e ainda estão unidas como um karma! O relacionamento de vocês...

-Espera! Calma aí! Wow! - interrompeu Camila com a voz quase esganiçada.

Olhou ao redor reparando a cara curiosa que todo mundo fazia e engoliu seco em meio ao silêncio enquanto o seu coração pulava:

-Eu já falei que não quero saber das suas primeiras impressões... Eu apenas... Apenas quero que diga o que as cartas têm a dizer ok?  - disse dando por fim um sorriso sem graça.

-Mas como assim querida? Eu estou falando o que as cartas dizem agora, é a leitura das cartas! - disse a vidente chateada.

-Eu sei, mas por quê só tem mulher nisso? Só existe mulheres em minha vida? - disse Camila rindo de nervoso.

-Não. - disse a vidente. - As cartas mostram uma única coisa agora: existe uma mulher, um relacionamento amoroso, uma conexão entre você e esta mulher muito, muito forte. E diz aqui que houve e ainda há muita atração sexual, muito sexo e muito amor, mas muita dor também, muita mágoa. Parece-me uma mistura de sentimentos dos quais ambas lutam para não sentir, e você parece ser a que mais quer sair desta situação agora, quando antes era o contrário. Não é mesmo?

-Eu não sei do que ela está falando. - disse Camila rindo agora nervosamente para tods. - Está ainda gravando?

-Está. - disse o cinegrafista quase com pena dela.

-É ao vivo? Não? Podemos regravar?

-Claro. - disse o cinegrafista.

A vidente fez uma cara confusa para Camila e falou:

-Mas porquê gravar outra vez? As cartas não mentem, querida! Está duvidando de mim?

-Não! - disse Camila prontamente.  - Não senhora. Entenda.... - suspirou tentando ficar calma. - Longe de mim duvidar da senhora. Eu respeito muito a sua profissão e...

-É um dom! Não é profissão! Um dom!

-Sim senhora. É um dom e eu a admiro muito por isso e eu respeito e...

-Vamos regravar. - interrompeu o jornalista. - Mas vamos pular essa parte amorosa, tudo bem? Vamos?

-Sim! Por favor! Por favor... - suplicou Camila em agonia.

-Tudo bem. - disse a vidente ainda desconfiada. -Vamos regravar... Posso começar tudo de novo, mas sem falar da parte de amor.

-Por favor. - disse Camila com as mãos em prece.

A vidente remungou ainda um pouco e entre algumas palavras todos claramente ouviram quando ela disse:

-Mas que tem mulher no meio tem... Ah se tem. Minhas cartas não mentem não.

...

E no Brasil...

O grupo 5H desembarcava no aeroporto de Guarulhos após longa viagem.

A ideia era irem direto para o hotel, antes de encararem um evento de merchandising na loja John John, mas os planos mudaram com o atraso do avião.

-Pai... Mal chegamos e nem vamos para o hotel? - perguntou Ally para o assessor Papa Jerry.

-Filha. Ficou tudo em cima da hora. Parte da equipe vai para o hotel e eu vou com eles para preparar logo tudo por lá, mas vocês precisam cumprir horário nesta loja e vão ter que ir agora. Acho melhor trocar de roupa na própria van com a ajuda da maquiadora e assim que terminarem as entrevistas e sessões de fotos, podem ir direto para o hotel e descansar até amanhã a noite. Vão ter tempo livre. Eu prometo.

-Tudo bem, pai. Não tem problema. - disse Ally recebendo um beijo carinhoso do pai na testa.

Já dentro da van...

-Eu preferia ter tomado um banho antes... - disse Lauren emburrada enquanto era maquiada.

-Eu sei... Eu também queria..
Mas não ia dar tempo. - disse Ally.

-Quem quiser que espere por nós na loja! - disse Lauren.

Normani reparou a irritação dela e falou:

-Ainda pensando em Ty Dolla?

-O que você acha? Tem como não pensar? Depois de tudo o que Dra Lipolt falou? Era para ficar bem? Era para eu estar sorrindo?

-Ai. Calma! Eu apenas perguntei... Eu hein... - disse Normani já ofendida, sentando-se do outro lado da van.

-Hey gente. Ânimos alterados? Vamos relaxar, respirar fundo... Assim... - disse Ally fechando os olhos e inspirando profundamente.

-Ally... Fazer yoga a essa hora não dá. - disse Dinah a cortando e virando-se para Lauren. - Gata, vai dar tudo certo... Tente pensar em outras coisas. Vamos aproveitar o show aqui em São Paulo, ok? Vamos pensar positivo. Quer chiclete?

-Joga. - disse Lauren abrindo a boca para Dinah.

-Assim vai borrar! - disse a maquiadora tirando o rímel de perto dela

-Pode borrar! Quero ficar feia! Horrenda! - disse Lauren fazendo as outras rirem.

-Pára Lauren. - disse a maquiadora.

-Toc toc.

-Ai para. De novo essa piada?

-Vamos. Toc toc. - insistiu Lauren.

-Quem é?

-Toc Toc.

-Ai.. Saco. Quem ééé?

-Vai se.

-Vai se?

-Foder! - disse gargalhando.

-Ótimo! Muito bom Lauren. Pode se maquiar sozinha. - disse a maquiadora jogando o rímel na poltrona da vã.

-Que rude! - disse Ally chocada, enquanto Normani meneava a cabeça reprovando e Dinah cobria a boca com as mãos rindo baixinho.

-Estamos na porra do Brasil, gente! Cadê o espírito esportivo, hein?  - disse Lauren. -Hein? Vamos, eu tava brincando! - disse para a maquiadora que já estava chorando.

-Ai, não... Foi uma brincadeira! - disse já arrependida.

As meninas consolavam a maquiadora e Lauren falou:

-Vai. Pode me xingar também. Vamos. Eu aguento. Eu mereço. Xinga...

-Eu não quero te xingar! Sua sapatão do caralho! 

-Huhuuul! - disse Lauren aplaudindo.

-Aeee!! - disse Ally rindo com as meninas.

-Sapa bonde! - gritou a maquiadora agora rindo também.

-Isso. Desabafa! Põe pra fora. Eu mereço! - disse Lauren brincando.

Chegando no bairro da loja, a van teve dificuldade em entrar na rua fechada por uma multidão de fãs.

-Nossa... Quanta gente! - disse Dinah boquiaberta.

-Brasil, Dinah. - disse Lauren agora mais tranquila. - É Brasil... - suspirou, sorrindo e olhando para cima, reconhecendo em cada canto um pedaço do seu coração que estava longe.

-Que foi? - perguntou Normani reparando seu semblante. -Olha... Não pensa em Ty dolla... Esse cara é tão...

-Não, Mani... - disse Lauren com os olhos marejados. - Eu só queria que mais uma pessoa estivesse aqui neste momento. Só mais uma...

...

Em Los Angeles...

Ty Dolla fumava seu charuto junto com os parças, dentro de um estúdio.

-Yo, Dolla! Tamos finalizando essa faixa, mas tem muito macho, cara. Muita testosterona nesse album! Chama a Rihanna! Chama a Nicky fuckin Minaj! Tem de ter mulherada aqui, mano! Uns peitos, se liga?

-Yo! - disse Ty Dolla dando uma baforada para cima. A fumaça tomou conta da sua figura e ele, ainda segurando seu charuto, falou:

-Eu tenho uma sugestão... Eu acho que ela é a pedida.

-Quem? A branquela que você diz que tá pegando? A que dança "work work work"? - disse o parça dançando e sarrando.

-Essa aí. - disse Ty Dolla rindo. - Ela vai cantar uma faixa comigo. Eu vou chamá-la pra cantar. Ela vai cantar e depois vai me dar prazer... - disse sorrindo.

-Aeh mermão. Tanta mulher mais gostosa, com peitão, bronzeada, cheia de marra querendo te dar... E tu me arranja esse macarrão sem sal? E disseram que ela gosta é de pepeka! Tu tá a perigo mermão! Ela vai te comer!

Ty Dolla riu mais e falou:

-Ela só precisa do Mickey aqui... É o que todas precisam. Eu dou um trato e elas vidram. Não querem mais parar...

-Aaeeh Dolla! Eu quero é ver ela aqui. Quero é ver.

-Vai ver... - disse ele.

....

BIIZZZ BIIZZZZ

No Brasil Lauren recebia uma mensagem no celular:

"Beach House 3. É o nome do album. Quero parceria pra ontem. Topa?"

"Não, obrigada. Estou ocupada".

"Teremos parceria com todos os rappers, Kendrick Lamar... Teremos Pharrel... Inclusive eles querem te conhecer na minha festa... " - escreveu Ty Dolla.

Lauren engoliu seco.

"Ah, e Rihanna também vai". - ele completou.

Lauren olhava o cel agora atordoada. Deveria combater aquele assédio? Ou deveria ceder para este novo mundo que se apresentava em sua frente?

Por que será que queriam  misturar sua carreira profissional com a pessoal? Para que mentir sobre um relacionamento entre os dois?

Fazer uma parceria significava endossar a mentira de que ela e Ty Dolla estavam juntos...
Valeria a pena seguir adiante pela carreira?

Lauren suspirava confusa.
Abriu o YouTube e viu uma perfomance fantástica de Camila com Havana.

-Sim. Vale. - pensou séria.


Notas Finais


https://youtu.be/aSfISLoWBs4 - in ur phone - legendado.

https://youtu.be/Ko9YVEpyuMA - camila e vidente.


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