História Camuflagem - Capítulo 8


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Cora (Mills), Daniel, David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Sr. Gold (Rumplestiltskin), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Swan Queen
Visualizações 75
Palavras 5.665
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, paçoquinhas! 😁
Desculpem a demora, mas tive alguns imprevistos.

Então, eu gostaria de saber o que estão achando da estória?

Sabemos que nem tudo são flores, mas nossas meninas não vão sofrer, eu as amo demais para fazer isso. 😍

Chega de falar, vamos ao que interessa... Tchamtcharam! Mais um capítulo para vocês!
Boa leitura, primos!

Capítulo 8 - Desentendimentos acontecem


 

Finalizo uma reunião com o novo rapaz que será responsável pela contabilidade, mostro o novo formato de horários da empresa e entrevisto dois estagiários.

- Senhorita Boyd, pode fazer duas cópias desses contratos para mim? Envia um para a contabilidade e o outro para o cliente. – Peço ao deixar a pasta na mesa dela.

- Sim senhorita.

- Depois liga para a matriz e peça ao Gold para me enviar o pedido do senhor Harris.

- Mais alguma coisa? – Termina de anotar.

- Preciso da planta do Match, peça para separarem e leva para mim. – Me viro em direção a minha sala.

- Senhorita, reunião com a senhorita Navarro em dois minutos. – Ela me lembra. – Todos já foram para a sala e acabo de saber que a senhorita Navarro chegou.

- Obrigada senhorita.

Entro na sala atraindo os olhares dos novos funcionários, adoro esse silêncio que fazem ao me verem. E a carinha de pânico me dá vontade de rir.

- Boa tarde. – Cumprimento a todos. – Senhorita Navarro, como vai?

- Exausta! – Sorrir ao apertar minha mão. – Senhorita Mills, lamento sua perda.

- Obrigada. – Aponto a cadeira. – Mas a que devo a surpresa?

- Surpresa fico eu em te ver assim. – Me olha dos pés à cabeça. – Você está ainda mais linda.

- Agradeço. – Sorrio simpática. – Mas aposto que não veio aqui elogiar minha aparência.

- Posso aproveitar a oportunidade. – Rimos. – Mas o principal motivo é um Spa. – Ela senta.

- Um spa? – Faz que sim. – E onde seria?

- Aqui na cidade. – Me entrega uma pasta com fotos de um terreno e a documentação.

- Excelente espaço. – Vejo os metros quadrados e a avaliação do local. – Pensei que não estivesse dando certo essa tua ideia.

- Não está, mas eu não vou desistir de um sonho. – Ela apoia as mãos na mesa. – Olha, esse será meu último espaço e quero o melhor outra vez. Por isso estou aqui, Mills. Quero seu trabalho novamente.

Apresento minha equipe a ela, começamos a anotar as ideias e o que ela exige para o local. Ela explica o que espera e as cores, tudo o que devemos saber.

- Senhorita Navarro. – Yan ganha a atenção. – Disse que seus negócios não estão indo bem, mas deixou bem explícito que não irá desistir dos seus sonhos.

- Exatamente. – Ela continua me olhando e nem preciso olhar para saber.

- Sua equipe de marketing está desenvolvendo o trabalho de forma adequada? – Pergunta.

- Realmente não sei responder. – Ela vira a cadeira para ele. – Eu contratei uma pessoa para fazer esse trabalho.

- Então você não se importa com o seu sonho? – Agora eu atraio seu olhar como profissional.

- Claro que me importo, estou investindo cada centavo da minha fortuna nisso.

- Ella, você só está jogando dinheiro fora. – Sua cabeça encosta no estofado. – Vou fazer o meu melhor outra vez, ganharei novamente dinheiro com o meu trabalho, mas e você?

- É por isso que sempre te procuro, Regina. – Sorrir. – Não quero desistir!

- Senhorita Navarro. – Megan ganha nossa atenção. – Pelo que vejo, a minha chefe está querendo preservar seu sonho e sua conta bancária. Então deve mudar sua estratégia de administrar e divulgar.

- Megan tem razão, Ella. – Estico um cartão para ela. – Vamos fazer o seguinte. – Navarro pega o cartão e o analisa por alguns segundos. – Entra em contato com eles, procure pela Swan e diga que foi uma indicação minha.

- Confiável? – Questiona.

- Extremamente confiável. – Sorrio passando segurança.

- Se conseguir que aceitem o marketing da sua empresa, você estará feita! – Yan fala com empolgação. – Swan faz milagre em grande escala. – Nos faz rir.

- Um acordo. – Ela me olha. – Irei com minha equipe olhar o local, faremos a planta, iremos deixar tudo no esquema para sua avaliação. Enquanto isso você terá tempo para dar um up nos negócios, melhorando seu lado, levantamos outro Spa.

- Quanto tempo? – Questiona ansiosa.

- Só um momento. – Ligo para a empresa de Emma.

- Swan Publicity, boa tarde.

- Mika, é Regina Mills.

- Irei transferi-la, senhorita Mills. Um momento!

- Swan!

- Boa tarde, senhorita Swan. – Impossível não sorrir. – Estou em uma reunião agora e tenho uma cliente que precisa de um milagre seu.

- Que interessante, Regina Mills. – O tom debochado me surpreende. – Mas não atenderei pedido seu por alguns dias.

- Que? Porque?

- Porque? Ainda pergunta? – Os risinhos ao meu lado me irritam.

- Se eu soubesse o que fiz, não estaria perguntando algo obvio. Idiota!

- Ainda me insulta. Garota irritante! – Fala alto. – Você fez torta de maçã?

- Fiz, era para ser uma surpresa. – Me levanto. – Como sabe disso?

- Porque a minha prima comeu tudo junto com a sua irmã. – Olho em direção ao aparelho. – Eu estou muito surpresa!

- Mas eu fiz para você, Emma. – Ella gargalha. – Esqueci que estamos no viva-voz.

- Estou descendo.

Emma encerra a chamada sem me dar direito de resposta, minha equipe se retira quando sinalizo para saírem e vejo minha loira sair do elevador com duas coisas na mão.

- Oi, garota irritante. – Me entrega um taco feito de espuma.

- Olá, loira boboca. – Sorrio. – Que isso?

- Como pode ser tão estupida de deixar uma torta sozinha perto delas? – Me acerta no quadril.

- Filha da mãe!

Vou para cima dela acertando e sendo acertada em várias partes do meu corpo. Entramos na sala de reuniões rindo enquanto continuamos nos batendo, até que caio sentada em minha cadeira e Emma aponta o brinquedo em meu peito.

- Touché!

- Xeque mate! – Acerto entre suas pernas.

- Oh! – Se ajoelha em minha frente segurando entre as pernas. – Dios!

- Uma rainha como eu não perderia assim. – Ela rir deixando o tronco tombar em meu colo.

- Rainha malvada! – Sua voz fica abafada por estar em minha barriga. – E eu?

- Não! – Coloco minhas mãos em sua expressão de cachorro sofrido. – Não vale isso. – Rimos.

- Beleza. – Ela se levanta e vai em direção a Ella. – Boa tarde, Emma Swan. – Se apresenta.

- Ella Navarro. – Examina minha loira com atenção. – Modelo?

- Publicitária. – Emma senta na mesa e pega um bloco de papel. – Rainha má, pode me emprestar uma caneta? – Entrego a ela. – Ore para mim. – Brinca.

- Até de joelhos. – Ella faz Emma endurecer a expressão. – Desculpe.

Ella conta tudo sobre a forma como sua empresa está indo, pode até não parecer, mas minha loira está analisando tudo e averiguando a página do Spa. Ela torce a boca para algumas coisas e ergue a mão pedindo a palavra.

- Isso aqui é serviço de amador, se pagou por isso... eu lamento. – Ela me olha. – Vou ganhar uma torta?

- Vai! – Jogo a cabeça para trás.

- Aceito o desafio. – Emma sorrir. – Dois meses e você vai estar no auge. Pedirei meu assistente para entrar em contato.

- De quanto estamos falando? – Navarro pergunta.

- Teremos um contrato de um ano, os meus serviços se estendem por mais dois meses de bônus e vão além desse site. – Explica. – Além disso, estamos falando de recuperar seus negócios.

- Exato.

- Preciso de contato com seu administrador, junto com ele criarei promoções para atrair clientes e aumentar a visualização dos lugares.

- De onde você saiu? – Ella pergunta pasma.

- Da minha casa. – Emma nos faz rir. – Preciso de um mês para analisar sua situação e dois meses para te trazer para a borda da piscina. Daí mais um mês e você terá problemas com agendamento.

- Tem certeza?

- Espero que Regina ganhe uma pulseira Vip. – Se levanta. – Agora tchau, estou morrendo de fome e me sinto ansiosa para começar. – Beija o rosto de Ella. – Bom te conhecer. – Me dá um selinho. – Minha torta! – Outro selinho e sai da sala.

- Quero ela pra mim, Mills. – Rimos alto.

(...)

Chego em casa e corro para um banho demorado e relaxante. Em minha mente projeto o visual do novo Spa de Ella Navarro, muitas ideias surgem e todas me agradam.

Se aproximava das sete horas quando estava tirando a torta de maçã do forno, Zelena estava chagando com algumas sacolas do mercado e em silêncio organizou as coisas em seus devidos lugares.

- Pode dizer agora como foi que conseguiu lesionar sua mão daquele jeito? – Ela bufa.

- Quando vi aquela mulher no funeral acertei um soco no vidro do carro dela. – Fico surpresa.

- Você sempre teve problemas com os carros dela? – Brinco. – Sua mão está melhor?

- Estou fazendo o exercício de fisioterapia ainda. – Mostra a cicatriz. – Eu queria poder socar a cara dela, mas aí eu iria de tobogã para o inferno.

- Corremos esse risco. – Rimos. – Emma e eu caímos no tapa hoje, lá na empresa. – Ela arregala os belos olhos caribenhos. – Durante uma reunião. – Abre a boca. – E foi divertido.

- Bateu a cabeça? – Me analisa. – Emma bateu em você? – Seus punhos cerram.

- Nos batemos com um brinquedo de espuma que ela levou. – Dou risada. – Por causa disso aqui sabe. – Aponto a torta. – Vocês comeram a torta que fiz para ela.

- Ruby que disse para comermos. – Se defende. – Me diz como se sente com a Emma.

- Alguma vez já me viu brincar de luta dentro da empresa? – Faz que não. – Estou realmente feliz com a Emma. É como se nos conhecêssemos a séculos, e nossa ligação é perfeita.

- Sinceramente sis, eu não sei se algum dos outros dois bostas teriam feito por você o que Emma fez durante esses meses. – Zelena afasta as lágrimas. – Foi horrível a vovó naquele estado. Foi doloroso ver quem agente amou tanto nem lembrar quem éramos.

- Foi sim. – Seco meus olhos.

- E sua namorada conseguia nos fazer rir em meio a tanto sofrimento. – Sorrimos. – E ainda chega Ruby para aumentar mais as loucuras dos dias e nos ajudar a segurar a barra.

- Lembra quando a vovó passou a chamar a Ruby de mãe? – Rimos alto.

- Foi engraçado e lindo. – Choramos em meio as risadas. – Ruby passou a cuidar dela como se fosse um bebê. Foram momentos tristes que se tornaram especiais demais, sis.

- Eu ainda acordo assustada de madrugada pensando que ela está gritando no quarto.

- Vovó está bem agora. – Segura minha mão. – Como foi para você, ver a Emma nessa situação? Digo, tento que ver sua namorada sendo agarrada pela vovó.

- Eu achava tão engraçado. – Rimos. – Teve uma única vez que tive uma pitada de ciúmes, mas daí eu vi o quão boba estava sendo, tratei logo de me recompor. Mas foi algo tão singelo, que apenas vejo a beleza do cuidado e da ação de Emma. Ela não precisava se submeter a isso, ela não é a Ruth, mas..., mas para amenizar a dor de todos nós e trazer conforto a vovó, ela se tornou o que Morgana mais pedia na vida. Ruth!

(...)

Ruby está na sala conversando com minha irmã, quando Emma entra trazendo um envelope e uma caixa de tamanho médio. Seu rosto está cansado, a pontinha vermelha do seu nariz revela que havia chorado a um tempo atrás.

- Oi, loirão! – Fico na ponta dos pés para lhe dar um selinho.

- Podemos conversar? – Pede olhando as meninas.

- Todas nós ou só Regina e você? – Zelena pergunta.

- É melhor todas nós de uma vez.

Ela vai para o meio da sala e deixa sobre a mesa a caixa de papelão. Retira da pasta o HD e um chumaço de papel.

- Cora não abandonou vocês, meninas. – Zelena deixa o controle cair. – Ela estava protegendo vocês e seu pai. Além de Morgana, é claro.

- FICA FORA DISSO! – Zelena grita ao se levantar. – Por culpa dela o meu pai está morto!

- Eu sei que vai ser complicado. – Emma calmamente se aproxima de Zel e a abraça forte.

- Você leu? – Pergunto já chorando.

- Fui além de ler o que está aqui, amor. – Começa. – Precisa me escutar, Zelena. Eu não quero machucá-las, não estou fazendo isso por mal. Acredite em mim.

- Porque está fazendo isso? – Zelena soluça. – O que quer com isso?

- Que vocês tenham a verdade. – Zelena a abraça mais forte. – Me escuta, tá? – Faz que sim.

- Aqui ruivinha. – Ruby traz ela para sentar ao meu lado. – Descobriu alguma coisa?

- Tudo começou com um acordo feito por seus bisavôs. O senhor Gregory Mills associou-se ao senhor Thomás Walker, juntos abriram uma construtora e tomaram posse de muitas terras por aí. Com o passar dos anos, as leis foram sendo mais rigorosas e Thomás quis segui-las corretamente.

- Pera aí, está dizendo que meu bisavô era um safado? – Zelena se agita.

- Apenas escuta, Zel. – Emma pede. – Com muita atenção. – Ela concorda. – Seu bisavô não queria seguir dessa forma, visto que os lucros seriam reduzidos e o governo estaria ganhando as custas deles.

- Como sempre. – Ruby cobre a boca.

- Então decidiram terminar a sociedade, cada um seguiu seu rumo e dividiram o que tinham seguindo até então as normas do contrato. – Explica. – Dez anos depois voltaram a se associar, mas seguindo as leis exigidas. Thomás havia casado e teve um filho, Steven. Com o tempo ele desfez a sociedade novamente e anos depois Steven assumiu os negócios do pai. Steven casou teve dois filhos. Alba e Samuel Walker.

- Pode começar a simplificar cunhada? – Zelena pede esfregando o rosto.

- Samuel Walker se aliou aos negócios com a Mills, agora com seu avó. Juntos eles arrumaram um esquema, mas apenas Samuel Walker foi preso e perdeu tudo o que tinha quando descobertos. Samuel teve um único filho. Dimitri Walker, ele passou a se apresentar como...

- Dimitri Peterson. – Concluo. – Amigo do papai?

- Dimitri falsificou muitos papeis, adulterou inúmeros documentos para que seu pai perdesse tudo o que havia conseguido de forma honesta. – Entrega os papeis. – Sua mãe descobriu isso, e tentou reverter a situação.

- Como? – Pergunto.

- Ele sempre teve olho na sua mãe. Enviava presentes anônimos, não disfarçava as insinuações e ela sempre evitou qualquer contato.

- Como pode ter certeza? – Questiono.

- Porque eu consegui algumas filmagens das câmeras da sua antiga casa. – Me surpreendo com essa informação dela. – Cora faz um acordo com Dimitri, para não tocar em nada que atingisse vocês e seu pai. – Ela me estende um Pen driver. – A propósito... Zelena que pendurava suas meias nos lustres.

- Ei! – Ela reclama. – Fofoqueira!

- Você era uma peste mesmo. – Ela mostra a língua.

- Nesse vídeo é possível ouvir a mãe de vocês implorando por vocês. – Avisa. – Ela aceita abandonar seu pai, com tanto que Dimitri deixasse metade do que tinha nas contas para vocês duas e nada de colocar Henry na cadeia.

- Mentira. – Zelena lê os papeis em suas mãos. – Ela não é boa! Cora não é boa!

- Ela é sim, cunhada. – Emma abre a caixa. – Eu consegui as coisas no tal esconderijo. Achei o diário de Morgana, algumas fotos dela com minha avó e muitos documentos da sua mãe contando o esquema do Dimitri Walker.

(...)

Assistimos aos vídeos que Emma recuperou, isso rende muitas lágrimas e risadas. Me ver pequena novamente é engraçado. Ainda mais em situações que eu pensava não estar sendo vista.

- O que está fazendo, meu céu? – Ajeito minha postura para ver a filmagem.

- É... posso comer? – Mostro o pedaço de chocolate.

- Achou os chocolates do seu pai. – Sorrio arteira. – Nosso segredinho. – Ela põe o chocolate em minha boca e come o outro pedaço.

- Gostoso! – Abraço seu pescoço. – Vovó disse que tem um príncipe. – Ela me olha. – E que é um segredo só nosso também.

- Príncipe? – Faço que sim. – Como é o príncipe da vovó?

- É loirinho, branquinho e de olhos verdinhos. – Minha mãe rir. – E forte! – Ergo os braços.

- Sabe, as vezes penso que você é uma versão atualizada da vovó. – Rimos. – Ficará igualzinha a ela, quanta injustiça, pois foi eu que comi sardinha com sorvete por sua causa.

- Eca! – Faço cara de nojo e ela rir alto. – E a Lena?

- Zelena me fez comer banana com amendoim e pipoca com melancia. – Outra vez faço cara de nojo. – Zelena foi um bebê quietinho aqui dentro, mas quando nasceu... me deu cabelos brancos em dois dias. – Rimos.

- E eu?

- Você parecia uma pipoca, pulava muito aqui dentro. E quando sua avó conversava com você, nossa! Parecia que tinha um parque na minha barriga. – Dou risada. – E seu pai? Quando seu pai cantava ou tocava o piano, você parecia dançar.

- E você, mamãe?

- Você gostava de conversar com a mamãe quando morava aqui. – Toco a barriga dela. – Que?

- Quero ter um irmão!

- Pede outra coisa, meu céu. – Ela faz careta. – Já tenho as meninas da minha vida.

- Me dá um príncipe igual da vovó? – Ela rir alto. – Loirinho, branquinho e de olhos verdinhos.

- Prometo que irei te apontar o seu príncipe lindão.

- Olá! – Minha avó se aproxima. – Meu pedacinho. – Beija minha testa.

- Minha sogra, alguém me pediu um príncipe loirinho, branquinho de olhos verdinhos.

- Eita! – Ela fala ao parar de beber água. – Se vira aí, querida nora. – Nos faz rir.

- Vou ver se o seu príncipe tem um neto, faz um pacote só. – Elas riem.

- Cheguei! – Zelena entra correndo e abre a geladeira. – Clemencia Dios mio! – Ela vira a garrafa de água na boca e entorna em sua blusa. – Calor do diabo lá fora. – Prende os cabelos e arranca a roupa. – Sabiam que o capeta está vagando na terra?

- Zelena! – Mamãe rir chamando a atenção dela. – Filha, você está toda vermelhinha. Vem, vou preparar um banho para refrescar sua pele e passar um creme em você, meu amor.

- Lena! – Ela me abraça. – O capeta veio te buscar! – Saio correndo em direção a sala.

- Praga! – Ela corre atrás de mim e o vídeo encerra.

(...)

Emma decidiu deixar que essa noite eu e Zelena converse entre nós, para decidir o que iremos fazer e analisar todos os documentos que ela conseguiu.

Zelena passa a madrugada inteira lendo os documentos, já estava esgotada de toda a informação e acabo dormindo no sofá.

(...)

Estou cansada. Olho minha mesa com um projeto aberto e minha cabeça está uma bagunça. E lá está o meu porto seguro. Emma Swan!

Swan se aproxima da minha sala e Ashley aponta para mim. Sorrio autorizando sua entrada, espero a porta se abrir e só então vejo uma garota do lado dela.

- Senhorita Mills, como vai? – Beija meu rosto ao se aproximar.

- Bem. – Beijo seu rosto. – Eu nem sei. – Sussurro.

- Eu quero te mostrar o novo projeto para seu site. – A garota se aproxima. – Drizella, é nova na agência e apresentou o melhor visual.

Olho a garota e algo nela me causa arrepios sinistros. Continuo encarando-a e um alerta soa em minha cabeça, fazendo meu corpo inteiro se armar.

- Por acaso você chegou a fazer algum? – Pergunto.

- Fiz, mas o da Dri ficou melhor. – Estica o tablet. – Veja.

- Não! – Não olho nem por um segundo. – Outros?

- Que? – A menina me olha sem acreditar. – Como não?

- Não conhece o significado da palavra? – Devolvo o aparelho. – Não gostei.

- Pode dizer o que não gostou? – Ela olha o projeto. – As cores? A fonte?

- Tudo! – Volto a sentar. – Cores, fontes, fotos, escrita... tudo!

- Certo, compreendo. – Ela finge uma cara triste. – Irei fazer outro modelo.

- Quem fez meu último projeto? – Pergunto para Emma.

- Jacob, mas ele está com o projeto da senhora Reymond. – Explica. – Drizella pediu para ficar com o seu, e sinceramente achei incrível.

- Mas eu não achei. – Encosto a cabeça na cadeira e fecho os olhos. – E Lucy? Onde está?

- De férias, Regina. – Ela olha mais o trabalho da menina que sentou ao seu lado.

- Podemos colocar um violeta aqui. – Toca o braço de Emma. – E aqui podemos mudar para um magenta mais aberto. – Emma sorrir concordando.

- Tem certeza que não gostou, Regina? – Emma olha mais o tablet.

- É assim mesmo, Emma. Nem sempre acertamos de primeira. – A garota alisa o braço dela.

- Eu sei, mas... – Ela volta a me olha. – Nada?

- Quando Lucy voltar ela faz o meu projeto. – Me levanto e vou em direção a porta. – Não tenho pressa para atualizar mesmo.

- Tem sim, precisa expor os prêmios que ganharam. – Sorrir.

- Ficaria um máximo o selo da premiação. – A tal Drizella se empolga e aperta Emma. – A alta da credibilidade é um chamariz de clientes importantes.

- Exatamente por isso quero atualizar o site. – Emma sorrir para ela. – Acompanhou o raciocínio, menina.

Isso para mim foi a gota d’água. Saio da sala deixando as duas por lá e vou para a minha reunião. Minha equipe já está toda me esperando.

- Abra a planta do Spa. – Minha voz soa mais áspera do que sempre. – Yan, como foi o estudo do solo?

- A área está em excelente condições, senhorita. O terreno tem um pequeno caimento de meio metro aqui. – Aponta no papel.

- Nenhum problema quanto a isso. – Digo. – Engenheiro, alguma modificação?

- Sim. – Ao levantar o rosto vejo Emma saindo com aquela pulga saltitante. – Senhorita?

- Oi. – Volto a me concentrar. – Pode repetir.

- Coloquei mais duas saídas de emergência, o espaço exige isso. – Explica. – E reforcei essa área com mais duas colunas aqui e aqui. Porque nessa parte será um depósito. E aqui também é uma estrutura mais forte.

- Perfeito. – Olho para Megan. – Está maravilhoso. Eu apenas vou mudar isso aqui. – Sinalizo a janela de escritório. – Quero que seja redonda.

Todas as modificações são refeitas no mesmo instante, organizo a paleta de cores com a decoradora e envio para o e-mail de Ella.

Pego minha bolsa e saio da sala trancando a mesma. No elevador tenho o desprazer de encontrar aquela garota novamente. Fico em silêncio olhando para frente, eu tenho total certeza que ela está me analisando.

Saio do mesmo sem nem olhar para trás, ajeito o óculos em meu rosto e me deparo com a cena que rouba o fôlego de muita gente por aí. Emma sentada na moto.

Quando penso em ir na sua direção, travo ao ver Drizella correndo até ela. Emma rir ao ouvir o que a garota diz, entrega o meu capacete e minha jaqueta para aquela fulana.

- Regina, já dei uma...

Não paro para ouvi-la e entro em meu carro quando o manobrista sai, bato a porta com força e risco o chão ao arrancar com o mesmo.

- Se fode novamente, Regina. – Ligo o rádio bem alto. – Nasceu para ser sozinha, não entendeu isso ainda porquê? – Converso comigo mesma. – Diferente porque não querer seu dinheiro? E daí? E DAÍ! – Grito.

Chego em casa e passo a mão na garrafa de whisky, nem preciso de copo, viro diretamente no gargalo indo para meu quarto.

- Que vida fudida! – Falo quase berrando. – Tinha mesmo que me deixar aqui sozinha, vovó?

Tranco a porta e janela, fecho a cortina para escurecer o ambiente. Retiro minha calça e o blazer, minha garrafa já está na metade e tudo está girando.

- Eu deveria ter deixado outro peixe passar na minha frente. – Reclamo. – Você não tem do que reclamar, olha sua vida! – Minha voz fininha me faz rir. – Um brinde a essa merda de vida! Onde todos que amo vão embora. – Outro grande gole. – Que se foda! – Mais um gole e deito na cama. – Vem me buscar, papai! Por favor!

(...)

- Regina! – Sinto o meu corpo moído. – Regina, fala comigo!

- Não enche!

- Regina, o que foi que aconteceu? – Ouço a voz de Zelena.

- Nada! – Minha cabeça dói. – Porra! – Reclamo a dor.

- Isso se chama uma garrafa de whisky. – Seu sarcasmo me irrita. – Pode dizer o que tem?

- Preguiça de viver. – Entro no banheiro e tomo um banho de água morna. – Mais um dia, um muito obrigado a você aí de cima. – Falo olhando para o alto. – Família.

Visto uma bermuda jeans preta curta com desfiados, uma blusa de ceda vermelha com decote generoso. Um blazer também preto com detalhes nos bolsos. Uma sandália de salto vermelha e jogo meus cabelos para o lado. No rosto uma maquiagem leve e apenas o batom vinho bem forte e os olhos bem marcado.

- Até que ficou bom. – Falo para meu reflexo e borrifo o perfume.

- Toma. – Zelena me entrega um copo de suco. – Para ajudar com a ressaca.

- Você bebeu? – A voz de Emma me irrita profundamente.

- Chegarei tarde, tenho que ir ver a obra que estava parada. – Falo para minha irmã. – Não me espere, pois tenho duas reuniões hoje e um jantar. Fui!

- Espera aí. – Emma entra em minha frente. – O que você tem? – Me analisa.

- Pressa. – Me afasto dela e pego uma garrafa de whisky. – Bom dia pra vocês.

- Regina... Regina! – Zelena me alcança com a loira. – Onde vai com isso?

- Não tenho uma dessas em minha sala. Posso? Obrigada! – Entro no carro.

(...)

Os olhares em minha direção servem apenas para encher meu ego, nada além disso. Pego o elevador privativo, assim evito de encontrar quem não quero.

- Bom dia, senhorita. – Ashley me segue.

- Bom dia, senhorita Boyd. – Entramos em minha sala. – Não quero ser interrompida hoje, por ninguém. A não ser que seja uma emergência. Me diz os compromisso desses dias?

- Quinta e sexta não há nenhuma reunião, está livre para o que precisar. – Faz pausa. – Na semana seguinte, ah sim. Tem uma reunião com a equipe de publicidade na terça-feira.

- Ótimo, não marque nada para mim. Farei apenas trabalho interno. – Aviso.

- Sim senhorita.

Sirvo um copo da bebida que trouxe, ela sai e fecha a porta. Em um grande golada esvazio o copo e o encho novamente.

Vou até a equipe que monta comigo as maquetes e apresento o projeto pronto no computador. Jogamos os detalhes para os materiais que serão cortador e modelados, bebo um pouco de água para me hidratar.

- Eita visão hein! – Zelena fala ao apontar meu decote. – Preciso falar com você.

- Você está bem? – Faz que sim. – Alguma emergência sobre trabalho? – Nega com a cabeça e olha para a planta. – Padrinho está bem?

- Está tudo bem, Regina. – Solta o ar. – Só preciso falar com você.

- Não posso , estou muito ocupada agora.

- Já está na hora do almoço, Regina. Podemos falar enquanto comemos. – Insiste.

- É falta de educação falar de boca cheia. – Retruco. – Podem ir almoçar pessoal.

- Não demoramos a voltar. – Megan avisa ao sair com os outros. – Quer alguma coisa?

- Traz uma...

- Ela não quer nada. – Zelena me interrompe. – Iremos almoçar.

- Você não manda em mim. – Saio da sala e sou puxada para o elevador. – Eu ando no outro!

- Tá, tá... – Sai me puxando e as portas do exclusivo se abrem. – Oi, loira!

- Estávamos indo mostrar a vocês o projeto. – Novamente a garota pendurada em Emma.

- Mostra a Zelena, tenho um compromisso agora. – Aperto o botão do elevador.

- Não! – Ela impede as portas de fecharem.

- É sério, me deixa ir. – Nos encaramos. – Solta as portas.

- Me diz o que você tem!

- NADA! – Meu grito sai mais forte do que imaginei. – Eu não tenho nada! – Meus dentes trincam por tanta raiva. – Quer saber... perdi a fome. – Vou a passos largos para meu escritório e me tranco ali.

- Regina! – Emma bate na porta.

Escureço os vidros e deito no sofá ouvindo-a chamar do lado de fora. Quinze minutos depois minha porta se abre, Ruby entra com um sorriso vitorioso.

- O socorro chegou. – Senta na mesa de centro. – Cara, sua sala é show!

- Como entrou?

- Pela porta. – Rir. – Posso me servir? – Pega a garrafa de bebida.

- Podemos. – Ela dá um gole e me dá a garrafa. – O que faz aqui?

- Queria te ver, soube que tomou uma dessa ontem. – Vira a garrafa novamente.

- Todo mundo tem seus dias. – Dou outro gole. – Então?

- Podia ter me chamado para beber contigo. – Rimos. – Esse é bom. – Bebe um grande gole.

- Era o preferido do meu pai. – Sorrio.

- Pensou sobre sua mãe?

- Eu preciso pensar em mim novamente, Ruby. – Olho para o alto. – Só acho injusto terem me deixado nessa vida. – Rimos. – Puxa! – Ergo os braços e Ruby rir alto comigo. – Injustiça!

- Morgana, você já foi mais compreensível. Leva duas pelo preço de uma, o que acha?

- Estão barganhando com a minha avó, sério isso? – Zelena pergunta ao entrar na sala.

- Acho que ela cansou da gente, baixinha. – Deito no colo de Ruby.

- Que vida fudida nós temos.

- Vocês reclamam demais. – Emma fala calmamente.

- Ih, tchau! – Me levanto e fico tonta. – Ashley!

- Sim? – Ela chega segundos depois.

- Cadê minha garrafa de água? – Olho minha mesa.

- Toma. – Ela me entrega uma garrafa. – Reunião agora, não esquece.

- Me leva, eu não chego sozinha. – Ruby gargalha. – Estou bêbada, mas não idiota!

- Você não pode comandar uma reunião nesse estado. – Emma nos impede de sair.

- E você deveria cuidar das suas coisas. – Rebato. – Sai.

- Estou cuidando. – Ela rebate.

- Achei você. – Drizella beija o rosto dela. – Não vai acreditar a conta que consegui.

- Conversaremos logo, Dri. – Emma sorrir para ela. – Preciso só arrumar uma coisinha.

- Ashley, você tem duas opções. Me fazer chegar naquela reunião é a primeira, ou pode assinar sua demissão se falhar na primeira. – Ela arregala os olhos. – Dois minutos. – Aponto o relógio.

- Mas... – Olha para as outras. – Vocês vão me enlouquecer. – Ela me ajuda a andar.

- Você não vai. – Emma rosna.

- Você pode gritar por socorro. – Sussurro para Ashley. – É o seu emprego que...

- Para com isso, Regina. – Zelena me assusta ao elevar a voz. – Ashley, ela não vai te demitir.

- Ah, ela vai sim. – Dou risada. – Ela vai fazer picadinho de mim antes.

- Que esperta. – A abraço. – Ashley, você é a melhor. Agora vamos!

- Leva eu também! – Ruby ergue os braços rindo. – Bora! – Ela estava muito melhor que eu e me ajudou a sair da sala. – Arrasa cunha!

- Cheguei, desculpa o atraso. – Me apoio em minha mesa. – Eu não estou bêbada, foi um remédio que me deixou um pouco tonta. – Sento. – Mas podemos iniciar.

(...)

Foi a melhor reunião da minha vida, nunca dei tanta risada de algo que costuma me irritar. Ashley me fez tomar um café forte e bastante água.

- Senhorita, o senhor Lin precisou cancelar o jantar. Ele está hospitalizado, teve um acidente no hotel e ele lesionou o braço.

- Que triste, Ashley. – Ela concorda. – Envia um arranjo e diz que estimo melhoras, que ele pode se despreocupar que estarei aqui quando precisar dos meus serviços. – Sorrio. – Então vou para casa, faça o mesmo.

- Farei sim. – Sorrir. – Tem alguém lhe esperando. – Aponta para a sala de espera e vejo minha mãe conversando com Emma e a garota que faz meu sangue ferver.

- Ah, não! – Ela rir. – Me tira daqui outra vez?

- Eita, fim do expediente. – Se levanta rápido pegando suas coisas. – Até amanhã!

- Hora extra com o valor dobrado? – Tento e ela rir negando. – E Férias por minha conta?

- Você vai me enlouquecer, Regina Mills. – Rir indo para o elevador.

- Eu pago o melhor passeio da sua vida! Te dou um carro do ano!

- Regina Mills, você é a melhor. – Aponta para o lado. – Vai lá.

- Eu te dou a empresa! – Ela rir alto negando. – Não me deixa!

- Não estou te deixando, estou te fazendo encarar de uma vez alguma situação. – Joga um beijo quando a porta se fecha.

Corro para minha sala juntando minhas coisas, saio do mesmo modo que entrei e tranco a porta, mas bem na frente do elevador três pessoas me esperam.

- Atrasada. – Falo antes de Emma. – Tenho...

- Vai, mente que eu vou adorar isso também. – Cruza os braços.

- Jura? – Sorrio falsamente. – Vou para um jantar. – O elevador chega. – Tchau!

- Sua mãe tem algo para te entregar. – Faço que não.

- Filha, eu ia deixar com sua secretária, mas tive uma surpresa...

- Solta essa maldita porta, Emma Swan. – Meu corpo endurece. – Agora! – Rosno.

- O que deu em você?

- Descubra! – Olho para Cora. – Eu ia te procurar sim, mas eu preciso de um pouco mais de tempo. Lamento por não querer adiantar as coisas.

- Tudo bem. – Ela entra no elevador e abre a bolsa. – Isso aqui era da sua avó, eu guardei por todo esse tempo, queria entregar. – Estende o estojo de joia.

Quando dou por mim já estávamos no saguão do prédio. Abro o estojo e vejo o colar de rubi com diamantes, ela havia ganhado do meu avó no aniversário.

- Como isso ficou com você? – Pergunto.

- Ela pediu que eu usasse na sua festa, não tive tempo de devolve-la. – Explica.

- Agradeço. – Sigo para a saída.

- Não aguento. – Drizella me abraça. – Olá, irmãzinha! Eu sempre quis ter irmãos e olha só.

- Ficou louca? – A empurro com força. – Nunca mais encoste em mim.

- Regina! – Emma a segura e me olha com espanto. A garota dá um sorrisinho escondida. – Ela é sua irmã. – Fala baixo.

- Eu tenho apenas uma pergunta. – Olho para Cora. – É filha do meu pai? – Faz que não. – Não preciso dizer mais nada. – Vou a passos duros para o carro. – Que surpresa! – Falo alto.

- Tudo bem? – O manobrista pergunta.

- Tudo muito fodido. – Olho meu carro. – Muito mesmo!

- Regina...

- Por favor, me deixa em paz! – Interrompo Cora. – Você ficou longe por tantos anos. Continue desse jeito e me esquece.

- Não fala assim com a minha mãe! – Drizella me empurra contra o carro e acerto um tapa em seu rosto.

- Eu avisei para nunca mais encostar em mim. – Abro a porta. – Fiquem bem longe de mim!


Notas Finais


Mundo, pode girar devagar que ninguém está com pressa. 😜

Mamãe Cora tentando se aproximar, meia irmã no pedaço, uma namorada lerda, a perda das pessoas que mais amava... é de cair o cu da bunda.
Sem sofrência, prometo!
Até breve, primos!


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