História Can I Have This Dance - Capítulo 1


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Categorias Super Junior
Personagens Cho Kyuhyun, Choi Siwon, Heechul, Henry Lau, Lee Donghae, Lee Hyukjae "Eunhyuk", Lee Sungmin, Park Jungsu
Tags Bottom Eunhyuk, Bunnykook, Eunhae, Haehyuk, Top Donghae
Visualizações 364
Palavras 7.255
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, Lemon, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


FINALMENTE terminei essa eunhae, e pra ser sincera não estou muito segura, já que só havia postado uma antes mas apaguei auhfhafus

De qualquer forma eu gostei do resultado, já que eu sou apaixonada no amor e no chamego desses dois e precisava escrever algo, então espero que gostem!

ps: acho que me empolguei um pouco, perdão pelo tamanho da OS uhfasuhfsa

Capítulo 1 - Não acha que já enrolou o bastante?


 

Donghae não fazia ideia do porque estava ali aquela noite. Sua cabeça doía com todo trabalho que teve naquele dia e as luzes do clube só faziam seus olhos arderem ainda mais. Não sabia em qual dose estava, mas pelo jeito que Heechul enchia seu copo na medida que terminava seu próprio gole, sabia que já não estava tão sóbrio.

Devia estar em casa, ainda que fosse uma noite de sexta feira. Queria sua cama, queria descansar e acordar de tarde no dia seguinte.

— Desamarra essa cara de bosta. — Heechul praticamente gritou em seu ouvido, antes de soltar uma risada.

— Eu não devia estar aqui. — Gritou de volta devido a música alta.

— Oh, ok. — O mais velho riu novamente, inclinando-se para o lado de Donghae, e o mais novo não sabia se era pela bebida ou apenas para debochar ainda mais da sua cara. — Quer mesmo me dizer que eu seu não tivesse te chamado, você não viria sozinho?

— Eu estaria em casa dormindo!

— Tenho certeza que sim. — O Kim deu dois tapas em seu peito, balançando a cabeça. — Então sinta-se à vontade pra vazar, eu vou ali dançar com pessoas mais divertidas do que você!

Viu o amigo se perder na multidão de pessoas e soltou um suspiro aliviado. Finalmente podia ir embora, andar para fora do clube, pedir um uber, chegar em seu aconchegante apartamento e ficar confortável em sua cama quentinha.

Então por que não estava o fazendo?

Balançou a cabeça, entornando mais uma dose e levantando o olhar com um sorriso amargo nos lábios. Heechul estava certo, no final das contas. Estaria ali mesmo que o mais velho não tivesse o chamado e o maldito sabia, não podia perder a chance de esfregar aquele fato em sua cara.

E aparentemente o motivo havia acabado de aparecer.

A primeira coisa que Donghae viu foi um sorriso com gengiva demais. Depois olhinhos comprimidos com marquinhas embaixo.

Não pôde deixar de sorrir também, embora algo em seu peito se apertasse ao desejar tanto que aquele sorriso fosse direcionado a si.

Mas, como seria? Nunca haviam ao menos se falado. E o Lee não fazia ideia como aquilo havia começado, pra ser honesto.

Só aconteceu.

Um dia se sentou no bar do clube e tirou um tempo para observar todos aqueles corpos dançando e de repente o viu. E embora estivesse tão dentro da multidão, havia algo que se destacava, fazendo quase impossível desviar seu olhar. Mas Donghae não queria parar de olhar.

E foi assim por mais duas noites, até finalmente ser notado. Então achou que seu coração iria parar por um instante, quando seus olhos finalmente se cruzaram com os dele, e não fazia ideia de quanto tempo ficaram naquilo, mas o garoto havia parado de dançar e estava parado ali, apenas o encarando.

Por um momento Donghae achou que ele não havia curtido muito a ideia de estar sendo observado e, honestamente, não podia julgá-lo, afinal, quem gostaria?

Mas então aconteceu algo que o Lee não soube como lidar a não ser manter a mesma expressão idiota no rosto.

Ele sorriu.

Ele sorriu para Donghae. E embora seu sorriso fosse tão suave, seus olhos diziam outra coisa. Eram tão firmes e cheio de mistérios que o Lee não fazia a menor ideia.

E então voltou a dançar, ainda que seus olhares continuassem grudados, e se separaram apenas quando, o que parecia ser um amigo do garoto, segurou seu ombro e sussurrou algo em seu ouvido, o fazendo ignorar totalmente a presença de Donghae.

E, não iria mentir, sentia seu ego ligeiramente ferido ao sentir ciúmes de um garoto que nem conhecia.

O quão patético conseguia ser?

Conseguia piorar.

Quando em uma das noites o garoto chegou com uma jaqueta preta que o fazia parecer tão pequeno, e o bordado de uma rosa enorme nas costas, Donghae achou que precisava agir, e foi o que disse para Heechul, já que o amigo estava consigo naquela noite.

— Finalmente vai falar com ele? — O Kim perguntou entediado.

Não foi exatamente o que o Lee fez.

Ao invés disso, levava uma rosa todos os dias consigo e a entregava para o barman, junto à uma gorjeta, e o pedia para que quando o garoto fosse beber algo, a entregasse para ele.

Acabou ficando amigo do barman, que descobriu se chamar Henry e estava mais do que animado para ajudar naquela história, alegando que quase se sentia num filme de romance mal feito.

Mas pediu para que fosse discreto e não dissesse que havia sido ele a mandar a rosa, apenas um admirador secreto.

E Donghae sabia que em algum momento precisava criar coragem e conversar com o garoto de lábios gordinhos, mas simplesmente não conseguia. Tinha medo de ser rejeitado ou chamado de louco, principalmente depois que Heechul deixou escapar seu segredinho para o resto dos amigos e agora todos ficavam no seu pé.

Imagina se chegasse contando que havia tomado um fora?

Nunca iam o deixar viver.

Suspirou, vendo o garoto começar a se movimentar aquela noite. Achava um pecado alguém se mover daquela forma, ele ao menos sabia o quão perfeitos e suaves seus movimentos pareciam? Era quase como se estivesse flutuando, quase como se estivesse no espaço, livre e rodeado por estrelas.

Passou a mão pelos cabelos, os jogando para trás e sentindo Henry cutucar seu braço, mas apenas empurrou a mão do garoto, não querendo ser atrapalhado naquele momento.

Henry bufou atrás de si, revirando os olhos e dando de ombros. Sabia que era impossível manter uma conversa com Donghae naqueles momentos. Bom, o que tinha para dizer era importante, mas já que o mais velho queria se comportar daquela forma, não podia fazer nada.

Ou podia, certo? Não doía tentar novamente.

Então o cutucou.

— Henry! — O mais velho reclamou. — Eu já disse que te levo na droga do jogo domingo, ok? Agora para de cutucar.

O mais novo apertou os olhos, finalmente desistindo. Pelo menos havia tirado algo de bom disso e veria o jogo do estádio com seu hyung. E de graça!

Sorriu consigo mesmo, enquanto limpava o balcão.

Voltando para o Lee, este, mais uma vez, mantinha o olhar fixo no garoto a sua frente, esperando sua vez de receber a atenção do mesmo.

E não demorou muito a acontecer. Finalmente o garoto olhou em sua direção, e Donghae se iludiu por alguns segundos ao parecer que o mesmo estava o procurando.

Naquele mesmo momento Animals do Maroon 5 soou pelo lugar, e o menino não tardou a voltar a dançar, enquanto ainda encarava Donghae por cima do ombro. Os fios escuros caindo por seus olhos, deixando aquilo tudo ainda mais difícil para o Lee suportar.

Naquela hora não queria nada além de se levantar e dançar com ele.

Não que não soubesse dançar. Na verdade era muito bom, mas tinha certeza que pisaria no próprio pé caso tentasse com ele.

Mas então aconteceu algo que o Lee não esperava. Algo que nunca havia acontecido até então e o deixou completamente desarmado.

O garoto levantou uma de suas mãos e usou o dedo indicador para lhe chamar, o convidando a dançar consigo.

Parte sua queria correr até onde ele estava mas, outra parte, a que comandava seu medo, estava gritando mais alto e, definitivamente, não se orgulhava do que fez em seguida.

Pegou a carteira do bolso, deixou algumas notas em cima do balcão, e sem nem olhar para Henry, ou dar uma última encarada para o garoto, simplesmente foi embora como um foguete.

 

Tinha os olhos arregalados e a respiração pesada ao sair do clube, levando uma das mãos até o peito como se fosse ter um ataque a qualquer momento. Sabia que aquilo era ridículo, só tinha 24 anos, mas sentia que o garoto poderia o matar apenas com um estalar de dedos.

E, bem, quase havia o feito apenas ao mover o dedo em sua direção.

Soltou um grito frustrado, batendo com as mãos na própria cabeça ao se lembrar do vexame que havia dado.

Nunca mais seria notado ou agraciado com aquela atenção especial depois de hoje, tinha certeza.

Pegou o celular do bolso da jaqueta, pedindo seu uber e querendo sair dali o mais rápido possível.

Foi só quando chegou em seu apartamento e enfiou a mão no bolso da calça que percebeu o que Henry, provavelmente, estava querendo lhe dizer.

Não havia o entregado a maldita rosa aquela noite.

 

-x-

 

No dia seguinte acordou com a cabeça ainda mais dolorida do que na noite passada. O relógio já marcava meio dia quando abriu os olhos, e sabia que provavelmente teria dormido mais se não fosse seu celular tocando. Até tentou ignorar, mas sabia que seus amigos eram insistentes.

Viu o nome de Jungsu na tela e suspirou, já sabendo do que se tratava.

— Teuk hyung. — Disse sonolento.

— Wae, achei que estivesse morto. — O mais velho reclamou. — Heechul disse que não te encontrou no clube ontem.

— Estava cansado. — Mentiu, embora fosse uma meia verdade.

— Tanto faz. Você vem hoje, né?

— O que tem hoje? — Brincou, ouvindo o amigo bufar. — Tô’ brincando, é claro que eu vou.

— Não se atrase. — Jungsu resmungou, antes de desligar.

Suspirou, largando o celular de lado e largando o braço em frente aos olhos enquanto se lembrava da noite passada.

— Ya, patético. — Murmurou para si mesmo.

Pensou então que, talvez, a festa de aniversário de Jungsu aquela noite não fosse tão ruim, afinal, poderia espairecer um pouco e se distrair, antes de pensar mais claramente em como se posicionar diante a tudo que vinha acontecendo.

Talvez a noite passada tivesse sido um sinal para que finalmente conversasse com o garoto.

De repente sentiu algo em seu peito e quando olhou, viu que era sua gata, Dory. A puxou para mais perto, sentindo-a ronronar em seu pescoço e ficar confortável ali. Sorriu de canto, antes de adormecer novamente.

 

Quando acordou novamente só teve tempo de comer algo e ir tomar banho. Novamente sentiu vontade de ficar em casa e rezou para que Jungsu ligasse avisando que havia alguma mudança de planos, e aí Donghae diria ‘’Oh, mesmo? Eu já estava na metade do caminho, mas que pena’’, quando na verdade já estaria apenas de cueca e blusa, se jogando no sofá e ligando a TV.

Esperou um, dois, três minutos. Mas é claro que isso não aconteceu.

Olhou-se no espelho uma última vez, vestia uma camisa com escritas aleatórias e uma calça jeans. Enrolou uma camisa xadrez ao redor da cintura e vestiu uma jaqueta amarela e azul.

Sabia que Heechul falaria poucas e boas de seu estilo, alegando que não tinha motivo daquela blusa xadrez estúpida se estava usando a porra de uma jaqueta.

Deu de ombros, pegando a chave do carro e sua carteira, antes de finalmente sair o conforto de sua casa.

Alguma música alternativa tocava baixinho no rádio enquanto dirigia pelas ruas calmas. Não demoraria muito até chegar na casa de Jungsu, mas também não ficaria muito por lá, não estava no clima, embora soubesse que insistiriam tanto que acabaria dormindo no sofá de lá mesmo.

 

Finalmente estacionou em frente ao prédio do amigo, coincidentemente no mesmo momento em que Heechul chegou.

— Cara de cu! — O mais velho gritou, vindo em sua direção e jogando um dos braços ao redor de seus ombros. — Bom te ver com saúde. Bom, não exatamente com saúde né, mas de pé, porque suas bolas devem estar azuis!

— Wae, para de gritar essas coisas no meio da rua. — Reclamou, empurrando o amigo.

— Estou errado? Por favor, me diz que eu estou errado e você foi pra casa com aquele garoto bonito.

Donghae ficou em silêncio por alguns segundos, antes de suspirar.

— Você não está errado. — Murmurou.

— Sabia. — Sorriu debochado, mordendo a bochecha do mais novo com certa força, antes de dar um tapinha ali. — Talvez na próxima, bonitão. Bora’, o Teuk já tá’ me ligando e se eu tiver que atender ele mais uma vez, vou ser obrigado a mandar para aquele lugar.

 

Subiram até o último andar enquanto conversavam e riam das pérolas que o Kim soltava. Donghae tinha que admitir, já se sentia muito melhor e, talvez, tivesse sido um pouco babaca mais cedo ao querer ficar em casa, afinal, não conhecia pessoas melhores para levantar seu humor do que seus amigos.

— Puta que pariu, hein?! — Jungsu disse assim que saíram do elevador, como se tivesse os esperando. — Se perderam, foi?

— Relaxa, Teuk Teuk, eu sou seu a noite toda. — Heechul sorriu, abraçando o amigo.

— Pode ir embora já. — O outro disse, o empurrando e fazendo Donghae rir com a cena.

— Parabéns, Teuk. — Falou, abraçando o mais velho e o entregando uma sacola de presente.

— Valeu, Hae. — Jungsu sorriu. — Agora entrem, vamos.

Assim que entraram Donghae viu vários rostos familiares, cumprimentando um a um.

— Ya, finalmente. — Sungmin disse, andando até o Lee e o abraçando de lado.

— Você também, Minnie? Eu nem demorei tanto. — Revirou os olhos, ainda que sorrisse para o outro.

— Eu sei, é que quero te apresentar uma pessoa!

— Quem?

— Meu irmão! Lembra que eu te falei dele?

— O que estava estudando fora?

— Sim. Ele voltou faz uns três meses, mas sempre acontecia um imprevisto quando íamos todos sair juntos. — Fez um beicinho. — Mas é aniversário do Teuk, então ele não podia perder.

Sungmin era primo de Jungsu, então Donghae entendia porque o garoto finalmente pôde comparecer. Pra falar a verdade não se lembrava muito do que Sungmin havia lhe contado sobre ele, apenas que fazia faculdade fora, mas estava feliz ao ver o amigo tão contente, e um pouco curioso também para finalmente conhecer o outro.

— Ele deve estar com o Kyu e o Siwon. — Revirou os olhos, agarrando a mão de Donghae e o puxando. — Ele não desgruda deles desde que ele chegou, é um saco, sabia? Parece até que são mais importantes do que eu.

Donghae riu com o ciúmes do amigo. Típico de Sungmin.

— Ele só estava com saudades, provavelmente.

— Tanto faz. — O outro murmurou.

Acabaram achando Heechul no meio do caminho e Sungmin o agarrou pela mão também, querendo apresenta-lo ao irmão.

— Hyukjae! Hyukjae! — Sungmin chamou.

Pararam em frente a um garoto que estava de costas, com Kyuhyun de frente para si e um outro rapaz – Siwon, pelo o que Sungmin havia dito –, com um dos braços ao redor de seus ombros.

— Hyukjae, dê atenção ao seu hyung! — Sungmin reclamou novamente e finalmente o garoto se virou.

De repente tudo pareceu parar e Donghae tinha medo de cair mortinho ali mesmo. Tinha os olhos arregalados enquanto encarava o garoto e sentia o corpo gelar.

O rapaz o encarava surpreso, mas com um ar quase divertido.

— Hyuk, esses são meus amigos, os que te falei antes, sabe? Heechul hyung e Donghae. — Sungmin os apresentou. — E esse é meu irmão mais novo, Hyukjae.

Heechul parecia se divertir com tudo aquilo, já que seu rosto quase parecia rasgar com o sorriso. É claro que havia reconhecido o rapaz do clube. Rapaz este que era irmão de Sungmin e se chamava Hyukjae.

— Hyukjae! — Heechul disse animado, puxando o garoto para um abraço. — Você é ainda mais fofo que o seu irmão.

— Eu nem sabia que o hyung era fofo. — O garoto disse com uma risada. — Mas eu gostei do seu cabelo, será que você deixa eu—

— Não! — Sungmin logo interviu. — Hyung, é melhor deixar seu cabelo longe das mãozinhas grudentas dele. Ele tem mania de criar penteados nada convencionais e acha divertido jogar glitter pra te fazer parecer uma fada. Experiência própria.

— E daí? Eu sou mesmo a porra de uma fada foda pra caralho. — Heechul deu de ombros, ainda segurando Hyukjae pelos ombros, como se fossem amigos há anos. — Eu acho que achei meu novo mascotezinho.

— Hae perdeu o lugar. — Siwon comentou, encostando-se na parede enquanto observava a cena.

Só então o Lee pareceu sair de seus pensamentos, soltando uma risada sem graça.

— Não vou sentir falta. — Murmurou, tentando entrar na brincadeira.

— É claro que não. — Heechul lançou o sorriso mais podre em sua direção, enquanto cheirava os fios negros de Hyukjae.

Donghae sentiu vontade de mostrar o dedo do meio para o amigo, mas ao invés disso apenas revirou os olhos, enfiando as mãos nos bolsos da jaqueta.

E foi só então que reparou como Hyukjae fazia o mesmo.

E então reparou em suas roupas também. Uma camisa azul escuro com detalhes cinzas, calça jeans escura, uma blusa xadrez enrolada na cintura e jaqueta vermelha.

Engoliu a seco. O que era aquilo? Estava na porra de um MV do Zico?

Voltou o olhar para o rosto do garoto, apenas para descobrir que este já o encarava, então desviou rapidamente.

— Ah, Minnie, acabei de lembrar, trouxe um jogo novo pra gente. — Heechul falou de repente, já sabendo que aquilo chamaria a atenção de Kyuhyun também e, bem, quanto a Siwon, precisava apenas o puxar pelo braço e este viria.

Logo os quatro haviam se afastado, deixando apenas Hyukjae e Donghae ali, num silêncio quase constrangedor.

Donghae olhava para qualquer canto que não fosse o garoto, e este bebericava a bebida em seu copo.

— Então... Você é amigo do hyung. — Ouviu Hyukjae dizer de repente, e virou a atenção para o garoto.

— Uhum. — Respondeu simples.

— Então você é meu hyung também? — O garoto perguntou com uma risadinha.

Donghae franziu o cenho com aquilo. Não sabia se queria aquele título. Não queria ser um hyung do garoto que desejava tanto.

— Eu não sei. — Murmurou. — Eu tenho 24, e você?

— 22. — Hyuk respondeu.

Caíram em um silêncio novamente, e Donghae suspirou depois de alguns segundos.

Patético.

— Eu vou ali. — Disse. — Pegar alguma coisa.

Hyukjae apenas assentiu.

 

Donghae correu na direção de onde era o banheiro, mas antes que pudesse entrar, sentiu seu braço ser puxado e deu de cara com Heechul o segurando.

— Então?

— Então o quê?

— Ya! Conversaram?

— Uh, ele tem 22 anos. — Deu de ombros.

— Isso foi tudo que você conseguiu? — O Kim revirou os olhos.

— Eu fiquei apavorado, ok? Como ia imaginar que logo ele era irmão do Minnie? O que eu faço agora? Digo pro Sungmin que tô’ apaixonado pelo irmão dele que gosto de ver dançar no clube nunca nem havia trocado um Oi ou sabia o nome?!

— Sungmin não precisa saber de merda nenhuma. — Heechul bufou. — Isso é tipo o universo te dando a sabe-se lá qual chance. Você não pode abrir mão disso!

— Só deixa eu me acalmar um instante, sim? — Pediu, respirando fundo, antes de passar pelo amigo e se trancar no banheiro.

 

Não sabia há quanto tempo havia ficado ali, mas só saiu quando suas vidas no jogo que estava jogando acabaram. Suspirou, passando uma água pelo rosto e finalmente abrindo a porta.

Porém, assim que virou o corredor, bateu de frente com alguém.

— Wah, desculpa. — Disse, só então percebendo quem era.

— Tudo bem. — Hyukjae riu, esfregando a testa que havia batido no queixo do outro. — O Teuk estava falando sobre você agora, disse que você sumiu.

— Oh, foi mal. — Riu sem graça, e Hyukjae apenas balançou a cabeça, passando por si.

Mas antes que pudesse seguir seu caminho, ouviu o mais novo murmurar:

— Tudo bem, você é bom mesmo em sumir.

Engoliu a seco com aquilo, não sabendo se havia escutado direito. Porém, ao virar-se, viu que Hyukjae o observava por cima do ombro, então seguiu na direção do mesmo, segurando levemente em seu braço.

— O que disse?

— Eu disse — Hyukjae começou, levantando o nariz. — Você é muito bom mesmo em sumir.

Ficaram se encarando por algum tempo, até Donghae suspirar.

— Não podemos fingir que aquilo nunca aconteceu?

Hyukjae riu baixinho, balançando a cabeça.

— Não devia ser eu pedindo isso? Eu que fui rejeitado.

— Você- Eu não- Ugh — Bufou, abaixando o olhar, perdido, antes de voltar a encarar o mais novo. — Eu não te rejeitei. Eu só fiquei em choque.

— Por que? Não costuma ter garotos bonitos te chamando pra dançar?  — Hyukjae sorriu.

Donghae mordeu o lábio com aquilo, sorrindo bobo.

— Não tão bonitos quanto você.

— Boa resposta. — O mais novo murmurou, dando dois tapinhas em seu peito. — Acho melhor você voltar agora, antes que o Teuk venha te puxar pelos cabelos.

O Lee não teve tempo de dizer algo, e ao invés disso voltou para a sala, onde os amigos estavam jogando alguma coisa.

Hyukjae apareceu de novo alguns minutos depois, sentando-se no sofá enquanto observava o jogo.

— Merda, hyung, você caiu na armadilha. — O garoto de lábios cheios riu, apontando para o tabuleiro.

Jungsu seguiu o dedo do primo, só então percebendo que este estava certo. Havia caído numa armadilha feita por Kyuhyun.

— Puta merda. — Reclamou, ouvindo os outros rirem.

Donghae, que estava sentado no chão, ao lado dos amigos, resolveu levantar-se e sentar com Hyukjae, esperando que estivessem prestando atenção no jogo e não vissem seus movimentos.

Exceto por Heechul, claro, que estava todo o tempo os vigiando.

— Não vai jogar? — O mais novo perguntou, e Donghae negou.

— Nah. Eles ficam descontrolados jogando RPG, não é um ambiente seguro. — Disse. — E você, não gosta?

— Eles não me deixaram jogar, aparentemente eu fico descontrolado jogando RPG. — Riu.

— Mesmo? — Donghae perguntou de olhos arregalados.

— Sim. — Hyukjae sorriu. — Eu fui banido eternamente das campanhas deles depois que eu mordi o Siwon.

— Selvagem, huh?

— Você nem imagina.

Donghae limpou a garganta com aquilo, resolvendo mudar de assunto.

— Não se preocupe, eu te deixo participar do meu RPG.

— E se eu acabar te mordendo?

O Lee franziu o cenho com aquilo, dando de ombros.

— Eu deveria achar ruim?

Hyukjae caiu na gargalhada ao ouvir aquilo, batendo seu ombro no do mais velho.

— Você deveria! — Respondeu, abrindo a boca e puxando o lábio superar para cima, pra mostrar seus dentes ao outro. — Olha, eles são grandes e perigosos.

Donghae riu, tampando a boca do mais novo com sua mão.

— Ok, eu estou mesmo assustado agora, Oh Senhor das mordidas. — Brincou de volta.

— Tão’ conversando aí, é? — Sungmin perguntou de repente, os encarando desconfiados.

— Que bosta de pergunta é essa? — Heechul interviu.

— Óbvio que eles estão conversando, tá’ surdo? — Kyuhyun resmungou, dando um tapinha na nuca do mais velho.

Os garotos no sofá sorrirem sem graça com aquilo, mas nada os impediu de continuar conversando. Era uma sensação estranha no começo, como se fossem velhos conhecidos e ao mesmo tempo nunca houvessem se visto antes.

Descobriram várias coisas que nem imaginavam um do outro, e pelo resto da noite aquele sofá foi quase um diário pessoal dos dois.

 

-x-

 

Já fazia um mês desde a festa, e surpreendentemente Donghae e Hyukjae mantiveram contato durante todo o tempo, e agora o mais novo sempre aparecia quando todos iam sair juntos.

Porém, já não se viam mais no clube e, pra ser honesto, o Lee mais velho precisava dizer que sentia falta de vê-lo dançando. Não sabia explicar, mas Hyukjae tinha essa expressão no rosto quando estava dançando e Donghae não sabia o que era, mas era lindo. Queria ver de novo.

Donghae também não havia criado coragem para chamar Hyukjae em um encontro, embora saíssem sozinhos de vez em quando. Mas em sua cabeça aquilo não contava, já que saíam mais como amigos pra fazer qualquer besteira que dava na telha.

Como naquela noite, quando Hyukjae o mandou uma mensagem dando instruções diretas para se encontrarem em um lugar.

Donghae já estava em frente ao prédio fazia uns cinco minutos quando Hyukjae finalmente chegou.

— Hae! — O mais novo disse animado, o abraçando. — Eu te fiz esperar muito?

— Não, eu acabei de chegar. — Sorriu, afastando alguns fios da frente dos olhos de Hyukjae.

— Que bom. Vem, temos muito a fazer hoje!

Nem conseguiu protestar, já que o garoto segurou sua mão e o puxou para dentro do prédio. Viu Hyukjae cumprimentar algumas pessoas de forma animada até entrarem no elevador, e até então o garoto nada lhe disse.

— Você não me disse o que viemos fazer aqui. — Falou.

— Não se preocupe, não é nada que você já não esteja acostumado. — Riu, novamente puxando Donghae pela mão quando o elevador parou no andar escolhido.

O mais velho franziu o cenho.

— Do que está faland— Mas as palavras morreram em sua boca quando o garoto abriu uma sala e o puxou para dentro dela.

Era um pequeno estúdio de dança.

— Eu ainda não sei do que estamos fazendo aqui. Você resolveu me dar um show particular ou—

— Não, idiota! — Hyukajae riu, acertando um tapa em seu braço. — Eu poderia te levar pro clube, mas lá é muito apertado, não teria graça nenhuma.

— Teria sim, seria mais fácil pra eu te dar um perdido e te observar de longe. — Murmurou com uma risada.

 O mais novo suspirou, virando-se para si.

— Não acha que foi plateia por muito tempo já? — Falou. — Vai ser legal, eu prometo. Além do mais, Chullie disse que você dança muito bem.

— Ah, Hyuk, não sei se te contaram, mas não se deve confiar em tudo que aquele homem diz.

Hyukjae riu baixinho, antes de segurar suas mãos e apenas aquele movimento fez o mais velho engolir a seco.

— Por favor, Hae. É mais do que justo que eu veja você dançando também.

— Aish, você é o pior dos piores, Lee Hyukjae.

O mais novo sorriu grande com aquilo, beijando a bochecha do outro.

 

Foi só depois de duas horas, quando estava pingando suor, que se lembrou do porquê não dançava mais. Não sabia porque havia deixado Hyukjae o convencer a dançar tantas músicas de Girl Group.

O pior de tudo era como o mais novo ainda parecia tão calmo e suave. Era como se não tivesse feito esforço nenhum.

— Está tudo bem aí, garotão? — Hyukjae perguntou, o entregando uma garrafa de água, que ele prontamente tomou.

— Se por tudo bem, você quer dizer morto e só esperando cair, então sim.

— Você é o próprio rei do drama, não? — Riu, balançando a cabeça. — Vem, vamos comer alguma coisa.

— Você não pode ir comprar alguma coisa e trazer? — Pediu com um beicinho e viu Hyukjae considerar aquilo por um momento.

— Se eu sair agora, te tranco aqui e só volto amanhã. — Finalmente o mais novo falou.

— Ya, por que você é tão mal?

— E por que você parece tão surpreso com isso? — Hyukjae sorriu. — Tinha uma ideia diferente de mim?

— Na verdade sim. — Donghae falou, se levantando e seguindo o mais novo para fora da sala e em direção ao elevador.

— E qual seria? Entretenha-me.

O Lee mais velho deu de ombros.

— Talvez uma hora você descubra.

No mesmo momento as portas do elevador se abriram e Donghae passou por elas rapidamente, deixando um Hyukjae nada contente para trás.

— Ya, Lee Donghae!

 

 

Enquanto andavam até alguma lanchonete mais próxima, Donghae se perguntava de onde vinha tanta energia, já que o mais novo não parava de pular e agarrar seu braço, o incentivando a correr.

Em algum momento Hyukjae subiu em um pequeno murinho, tentando manter o equilibro. Porém se distraiu com um pássaro passando ao seu lado, desesperado demais para notar cada detalhe ao seu redor, e pisou em falso. Por sorte Donghae correu para seu lado, passando um dos braços ao redor de sua cintura e o levantando.

— Honestamente, como você pode ser tão inquieto? — O mais velho resmungou, ainda sem o soltar e ouvindo a risada do outro.

— Wah, me põe no chão, eu não sou um saco de batatas!

— Não, eu estou com fome e você vai continuar se distraindo e nos atrasando. — Disse firme, ainda que carregasse um sorriso no rosto.

 

-x-

 

— Aqui. — Hyukjae murmurou, inclinando-se por cima da mesa para colocar ketchup nas batatinhas fritas de Donghae, antes de voltar a sentar-se.

O mais velho franziu o cenho.

— Ya, não modifica minhas batatinhas. — Reclamou.

— Eu só incrementei! — O mais novo deu de ombros — Ei, vamos jogar um jogo.

— Ok, Jigsaw.

Hyukjae riu, dando uma mordida em seu sanduíche, antes de propor:

— Eu te faço uma pergunta e aí você me faz outra, mas temos que ser muito sinceros.

Donghae sorriu de canto, já sabendo onde aquilo ia.

— Tudo bem.

— Que ideia você tinha de mim?

O mais velho gargalhou com aquilo, vendo que tinha acertado exatamente o que se passava pela cabeça do outro.

— Você não vai largar disso, né? — Perguntou, vendo o outro balançar a cabeça. — Bom, eu não sei se era a luz, mas você sempre parecia com um anjo pra mim.

Hyukjae parou de mastigar por alguns segundos, encarando Donghae com uma expressão entediada.

— Clichê. — Murmurou e o outro deu de ombros.

— Você é quem queria saber. Mas pra ser sincero, eu gosto mais do que sei agora.

— E o que seria?

— Só... Você. Você de verdade.

O mais novo desviou o olhar com aquilo, pegando seu refrigerante e chupando o canudinho até ouvir o barulho do gelo no fim do copo.

— Minha vez. — Donghae disse de repente. — Por que nunca se importou que eu te visse dançando?

Hyukjae deu de ombros.

— Quando eu estava estudando fora eu costumava fazer aulas de dança também. A gente se apresentava de vez em quando e era muito bom. — Contou. — Mas quando voltei pra cá não parecia o mesmo. Meus amigos não gostam muito de dançar e eu estava ocupado demais pra comparecer a aulas de danças. Daí eu resolvi ir nesse clube uma noite, Yesung disse que seria legal, então por que não? Mas ainda assim não era o mesmo. Digo, é bom dançar com todas aquelas pessoas, sabe? Ninguém liga pra o que você está fazendo e todo mundo parece muito livre. Mas eu sempre fui um pouco inseguro sobre o que eu fazia, e quando te vi me olhando achei que parecia ridículo. — Riu. — Mas então eu vi o jeito que você me olhava, e eu não sei, eu só gostei. Você não pareceu rude, como um stalker pervertido. Só pareceu... Interessado. Admirado, talvez? Eu não sei, mas gostei. Oh, eu também adorava as rosas.

Donghae arregalou os olhos com aquilo.

— Você sabia?

— Henry me contou logo na primeira vez. — Riu.

— Mas que porra, aquele garoto...

— Preciso dizer que fiquei um pouco triste quando não recebi uma aquele dia. — Disse com um beicinho.

— Ei, você disse que ia esquecer aquele dia!

— Desculpa, eu não consigo esquecer quando sou rejeitado.

— Hyukkie!

— Ok, ok, parei. — Riu, roubando uma batatinha do mais velho.

 

-x-

 

Donghae decidiu acompanhar Hyukjae até em casa, já que o garoto morava por perto. Porém, o mais novo parou de repente, enfiando as mãos nos bolsos da jaqueta que usava.

— O que foi?

O Lee mais novo apenas olhou para o prédio onde haviam parado em frente e só então o mais velho reparou que estavam na frente de seu próprio prédio.

— Não vai me convidar pra entrar? Já estou cansado de andar. — Disse com um beicinho, e o mais velho riu.

Hyukjae já havia estado em seu apartamento algumas vezes, mas sempre tinham companhia.

— Então finalmente se cansou? — Perguntou com uma risada, cumprimentando o porteiro ao entrar no prédio.

— Uhum, e estou com saudades da Dory.

— Oh, eu devia saber. Você só quer passar mais tempo comigo por causa da minha gata.

— Droga, você me descobriu. — Fingiu estar frustrado, rindo logo em seguida.

 

 

— Ei, quer tomar um banho? — Donghae perguntou depois de um tempo, enquanto Hyukjae se sentava no chão da sala com Dory no colo.

— Por que? Eu estou fedendo?

— Um pouco. — O mais velho brincou.

— Você também está! — O acusou. — Mas sim, eu aceito.

O mais velho deixou que Hyukjae fosse primeiro, emprestando algumas roupas ao mais novo, já que era praticamente do mesmo tamanho.

Depois foi sua vez de banhar-se, e quando saiu encontrou o mais novo sentado no chão de seu quarto, com as costas encostadas na cama enquanto fazia um carinho em Dory e assistia algo na TV.

— Você tem alguma obsessão com chãos?

O mais novo desviou o olhar para si por alguns segundos, antes de voltar para a TV.

— Eu gosto, é confortável.

Donghae deu de ombros, acabando por sentar ao lado do outro enquanto tentava entender o que passava na televisão. Odiava pegar as coisas pela metade, mas não queria ser chato e pedir para trocar o que o garoto estava assistindo.

Hyukjae já segurava a gatinha perto de seu peito, e o Lee mais velho quase pulou ao sentir a cabeça do outro em seu ombro.

Passaram algum tempo daquele jeito, até o mais novo parecer inquieto.

— Qual o problema? — Perguntou preocupado, e o outro levantou a cabeça, o encarando.

— Hae, eu não estava cansado. — Disse.

— É, eu sei, você só queria brincar com a Dory. — Riu, mas Hyuk não o acompanhou, ao invés disso balançando a cabeça negativamente.

— Eu só queria passar mais tempo com você. — Admitiu, com o olhar meio perdido. — Hae, posso perguntar uma coisa?

— Claro.

— Eu estou vendo as coisas de forma errada aqui?

O mais velho franziu o cenho, confuso com a pergunta.

— O que quer dizer?

— Quero dizer, por que nunca me beijou?

Donghae arregalou os olhos com aquilo.

— Eu sei que você gostava de me ver dançando e coisa assim, mas era só aquilo? — Continuou o mais novo, e Donghae suspirou.

— Olha, Hyuk, eu preciso me conter o tempo todo pra não beijar você. — Disse com uma risada sem graça. — Mas eu não quero adiantar as coisas demais e, além de tudo, eu nem te chamei pra um encontro ainda e—

— Mas eu chamei! — O mais novo falou rapidamente, colocando Dory no chão e virando-se para Donghae. — E depois eu quem sou o distraído, uh? Eu sempre te chamo pra ir no cinema ou comer fora. Eu até te chamei pra ir no parque de diversões comigo. E, sério, você não acha que a gente já enrolou o bastante?

O Lee mais velho parecia em choque com aquilo tudo, embora seu peito parecesse querer explodir de alegria.

— Então, será que eu posso te beij—

— Ugh.

Viu Hyukjae revirar os olhos, antes do mesmo colar os lábios nos seus.

— Oh. — Disse, quando se separaram.

Encararam-se por alguns segundos, antes de Donghae beijar-lhe dessa vez.

— Oh. — Hyukjae o imitou ao separarem-se novamente.

Não sabiam quem havia iniciado o beijo daquela vez, mas honestamente nem estavam curiosos, e não demorou muito até que o mais novo estivesse em seu colo, as mãos em seu rosto e o beijando de forma quase desesperada.

— Isso é real? — Donghae perguntou, encostando sua testa no do mais novo, soltando um gemido ao sentir um beliscão em seu braço.

— Real o bastante pra você? — Hyukjae riu. — Hae.

Apenas assentiu, espalhando beijinhos pelo rosto do outro.

— Tira minha roupa. — O mais novo pediu, procurando o olhar do Lee. — Não, tira a sua roupa. Que está em mim. E a que está em você também.

O mais velho soltou uma risada, apertando os braços ao redor da cintura de Hyukjae e levantando com o mesmo em seu colo, antes de jogar-lhe na cama e não perder tempo em cair por cima do garoto.

Não demorou muito até que estivessem despidos, Donghae deixando um traço de beijos por cada lugarzinho que descobria em Hyukjae, dando uma atenção especial a barriga do mesmo. Por algum motivo havia achado o umbigo do mais novo adorável, e os gemidos que escapavam de sua boca quando lambia aquela parte em particular, ainda mais.

Preparar Hyukjae foi provavelmente uma de suas partes preferidas. Só então percebeu o quão sensível o garoto realmente era quando seus dedos mal haviam entrado por completo e este já tinha as costas arqueadas.

Um pensamento quase maldoso passou por sua cabeça, queria levar o mais novo ao limite, então o tomou em sua boca, sentindo as mãos deste voarem até seu cabelo, o puxando enquanto tentava se empurrar mais contra seus dedos e sua língua.

Quando achou que o outro estava devidamente preparado – e sua ereção já doía, levando em conta que cada grunhido saído de Hyukjae ia direto para seu pau –, deixou o pênis do mais novo escorregar de sua boca.

Viu quando Hyukjae sentou-se, os cabelos uma bagunça e a respiração pesada.

— Ei, deite-se. — Sorriu, empurrando-o levemente pelos ombros.

— Mas você—

— Eu só quero estar dentro de você agora, Hyukkie. — Murmurou, esfregando a ponta de seu nariz no do outro. — Eu posso? Posso te sentir assim?

O mais novo não perdeu tempo em assentir, e Donghae inclinou-se para o lado da mesinha perto de sua cama, tirando de lá uma camisinha, que foi tirada de suas mãos por Hyukjae.

— Deixa que eu faço isso. — Falou, e Donghae se perguntava como coisas tão pequenas podiam o fazer parecer tão sexy, como quando abriu o pacotinho com os dentes, tirando a camisinha ali de dentro e a rolando no pênis do Lee mais velho, o bombeando algumas vezes.

— Como você quer? — Perguntou, deixando um beijo na testa de Hyukjae, antes de, novamente, afastar os fios de seus olhos.

Aquilo havia virado uma mania, mas o que podia fazer? Adorava os grandes olhos de Hyukjae.

— Eu quero sentar em você. — O mais novo pediu num tom quase dengoso, e Donghae não perdeu tempo em novamente o puxar pela cintura, trocando de posições.

Quando Hyukjae afundou-se em seu pênis, precisou juntar toda sua força para não agarrar suas coxas e começar a meter nele de forma descompassada.  Deixou que se acomodasse, aproveitando para observar a forma que tinha os olhos fechados e a cabeça tombada para o lado. Observou também seu corpo, cheio de mordidas e chupões que apareciam até mesmo em seus bíceps.

— Hae. — Ouviu seu nome cair dos lábios do mais novo. — Eu consigo te sentir tão bem dentro de mim.

Seu pênis já latejava, e ouvir a voz de Hyukjae só acrescentava na situação. Acabou por sentar-se, um de seus braços ao redor da cintura do garoto e sua mão livre atrás da cabeça do mesmo, tomando sua boca em mais um beijo.

Seus lábios já estavam inchados e molhados, mas a necessidade de sentir a boca um do outro era maior. Os gemidos eram abafados quando começaram a se mover em conjunto, Hyukjae rebolando enquanto subia e descia em seu membro, e suas mãos acariciando toda pele que podia alcançar do mais novo, o masturbando na mesma velocidade que o garoto pulava em seu colo.

Em algum momento o Lee mais novo empurrou seu peito, o fazendo deitar novamente na cama enquanto deixava que este tomasse o controle da situação. Sabia que estavam perto do ápice, suas respirações pareciam ainda mais bagunçadas, e quando Hyukjae cravou as unhas em seu peito soube que o garoto iria gozar logo.

Mudou as posições novamente, ficando por cima dessa vez e levantando uma das pernas do mais novo, indo ainda mais fundo em si e ouvindo os gemidos roucos ecoarem pelo quarto.

Finalmente chegaram ao orgasmo juntos, ficando naquela posição por algum tempo, enquanto recuperavam a respiração e a sanidade também. Lentamente soltou a perna do mais novo, a alisando enquanto o observava ainda de olhos fechados.

Abriu a boca para dizer algo, mas foi interrompido quando sentiu sua cama afundar ao seu lado, e olhou a tempo de ver Dory andando calmamente até Hyukjae e colocando uma patinha em seu rosto, como se quisesse chamar sua atenção.

O mais novo abriu os olhos, parecendo confuso de início, mas logo rindo ao ver Dory ali.

— Agora não. — Donghae reclamou, segurando a gata e a tirando de perto do outro, a ouvindo miar como se resmungasse.

Removeu-se do interior do mais novo lentamente, o ouvindo grunhir um pouco. Tirou a camisinha de seu pênis e saiu da cama, indo até o banheiro para jogar fora e voltar com uma toalha segundos depois, a passando pela barriga de Hyukjae, onde o mesmo havia gozado.

— Obrigado. — O garoto murmurou, sentando-se.

Donghae o encarou alguns segundos, antes de lhe envolver em um abraço e enterrar o rosto em seu pescoço.

— Hae. — O mais novo riu, sentindo a respiração do mesmo fazer cócegas, mas o abraçou de volta.

— Alguém já disse o quão lindo você é? — O mais velho perguntou de repente, fazendo um cafuné nos cabelos do outro.

— Eu vou ficar ainda mais bonito quando tomar outro banho. Não consigo dormir todo grudento. — Fez um beicinho.

— Banho? — Donghae franziu o cenho. — O que está dizendo? Só te dei um momento pra se recuperar, ainda não cansei de você.

Disse, caindo por cima do mais novo novamente, o ouvindo gargalhar.

— Oh, mesmo? Você sabe o quanto eu tenho energia, acha que consegue acompanhar?

— Eu só preciso olhar pra você e minha bateria já está toda cheia. — Brincou, não podia evitar seu clichê natural.

O resto da noite foi composta por gemidos altos e marcas de prazer desenhadas na pele um do outro.

 

-x-

 

Quando Hyukjae acordou na manhã seguinte grunhiu, os raios de sol batiam em seus olhos e arrependeu-se de não ter deixado Donghae sair da cama para fechar a persiana.

Franziu o cenho ao pensar no mais velho, lembrando muito bem que havia dormido o fazendo de ursinho de pelúcia, mas agora estava enrolado apenas no cobertor.

Sentou-se lentamente, sentindo o corpo dolorido. Olhou em volta do quarto, percebendo que estava sozinho. Bom, exceto por Dory, que o encarava intensamente. Abriu os braços então, deixando que a gata pulasse em seu colo. A fez um carinho.

— Onde está seu papai, uh? — Perguntou, mas o animal apenas o ignorou, deitando ali.

Porém não precisou pensar muito, já que no minuto seguinte a porta do quarto foi aberta e Donghae o encarou surpreso, rapidamente escondendo algo atrás das costas.

— Oh, já acordou.

Assentiu, esfregando os olhos.

— Você deixou a persiana aberta. — Disse com um beicinho.

— Ah, desculpe. — Riu, entrando no quarto.

— Onde estava?

O mais velho sentou-se da cama, dando de ombros e finalmente mostrando o que havia escondido. Uma rosa.

— Fui comprar pra você. — Murmurou. — Fiquei te devendo aquele dia.

— Ah, então agora falamos sobre aquele dia? — O mais novo riu, aceitando a rosa que o outro lhe entregara.

— Só agora. — Brincou. — Ei, está com fome?

Hyukjae assentiu, espreguiçando-se e soltando um bocejo, antes de voltar a encará-lo, segurando a rosa em frente ao rosto enquanto a cheirava.

— Mas eu preciso mesmo de um banho. Não acredito que você me fez dormir grudento.

Donghae riu, pegando controle da Smart TV e ligando em alguma estação de rádio do youtube, como de costume. Geralmente ficava sozinho em casa e não gostava do silêncio.

Viu Hyukjae levantar-se, pegando a blusa que estava usando no dia anterior e a vestindo, já que ia até metade de suas coxas. O observou pegar o celular também, franzindo o nariz ao ver as notificações do aparelho.

Novamente, não entendia como podia transformar algo tão simples em algo tão adorável.

De repente Dance, Baby! do Boy Pablo começou a tocar, e não sabia de onde veio aquela vontade, mas levantou-se e caminhou até Hyukjae, o abraçando por trás.

— Nós dançamos ontem, mas não dançamos juntos. — Murmurou, vendo o garoto virar a cabeça para lhe olhar confuso. — Você me concede uma dança?

Hyukjae sorriu, ficando de frente para o mais velho enquanto moviam-se em conjunto, as mãos de Hae em sua cintura, e suas mãos nos ombros do mesmo. Porém, a medida que a música ia tocando, ficava ligeiramente mais agitada, os fazendo mover os corpos de maneira engraçada, enquanto riam juntos.

O Lee mais velho o pegou pela mão, o girando e então o puxando para seus braços, deixando um beijo em sua têmpora.

— Obrigado, Hae.

— Por que? — Perguntou confuso.

— Por dançar comigo.

Sorriu então, apertando Hyukjae em seu corpo e beijando sua mão.

— Você me faz querer dançar até minhas pernas virarem pó.

O mais novo o encarou por alguns segundos, antes de apertar seu nariz levemente.

— Clichê. — Brincou.


Notas Finais


Então, o que acharam? hufashas me deixem saber nos comentários! <3


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