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História Can we always be this close? - Capítulo 6


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Notas do Autor


Muito muito obrigada por cada comentários e favorito. Eu fico muito feliz em saber a opinião de vocês (mesmo eu sendo bem ruim em responder os comentários, sorry).

Capítulo 6 - Capítulo 5


A noite está extremamente fria, da forma que deveria ser no meio de janeiro. Levi sobe os degraus de braço dado com Mikasa, ambos cobertos por sobretudos, luvas e cachecóis, mas ainda assim sentem o frio os atingir, de maneira que é um completo alívio quando eles chegam no hall quente e bem iluminado.

"Erwin disse que você não vinha. O que te fez mudar de ideia?", Mikasa pergunta enquanto eles tiram as roupas de frio para deixarem na chapelaria.

"Eu quis fazer uma surpresa, então disse que não ficaria em casa", Levi diz simplesmente, dando de ombros enquanto a vê sorrir de canto.

"Ele vai gostar de te ver aqui. Ele não disse nada, mas ficou óbvio para mim que ele gostaria de te ter aqui hoje", os dois entregam as peças e voltando a dar os braços, indo em direção às pesadas cortinas carmim que separam o Hall do evento em si.

"Eu sei. Ele insistiu que era tudo bem eu ficar em casa, mas eu sei que ele gostaria que eu viesse e eu também quero estar aqui para ele", Levi admite, de alguma forma sabendo que sua relação com Mikasa é assim e ele compartilha esse tipo de coisas com ela, "Eu estou desmemoriado, mas com certeza não estou menos orgulhoso do meu marido", ele sorri e Mikasa ri fraco ao seu lado.

"Eu sei que está. Todos estamos. Erwin é sempre muito dedicado e solícito com todos", os dois seguem até o bar que fica bem próximo da entrada e olham em volta enquanto esperam serem atendidos.

O ambiente é amplo, num estilo industrial: teto alto com vigas aparentes, paredes de tijolos expostos e portas de metal, de maneira que o local acaba sendo descontraído, ainda que todos estejam em roupas formais. As pessoas estão espalhadas, a maioria em pé, mas Levi consegue notar mesas ao fundo, próximo a um palco. Ele pede um uísque para ambos, sem nem mesmo perguntar para Mikasa como ela quer a bebida.

"Você se lembrou", Mikasa fala, tomando um gole enquanto direciona os dois para o meio das pessoas. Levi a olha em dúvida e ela indica o copo, "Uísque com gelo. Do jeito que tomo".

"Eu sou capaz de lembrar muitas coisas aleatórias, pelo jeito", Levi ri, tomando um gole da própria bebida, olhando em volta em busca do marido, mas não conseguindo vê-lo no meio de tantas pessoas. É um evento grande, com todas as pessoas do escritório e outros convidados, então ele realmente não se surpreende por não ver Erwin de primeira, "Às vezes eu consigo lembrar de uma música do ano passado ou que Erwin tinha uma blusa em específico que eu gostava, mas não consigo lembrar do meu próprio casamento".

Mikasa o olha por um instante, parecendo prestes a dizer alguma coisa, mas ela apenas toma mais um gole de bebida antes de seguir com ele por entre as pessoas. Levi observa as pessoas à sua volta, tentando encontrar algum rosto conhecido ou que lhe traga alguma lembrança. Ele não é exatamente bem sucedido naquela atividade.

"O que devo esperar hoje? Além de horas de conversa fiada, claro", Levi olha para o palco ao fundo que parece pronto para ser ocupado a qualquer momento.

"A gente sempre tem essa premiação ridícula no começo do ano: melhor funcionário, melhor estagiário, melhor puxa-saco, pessoa mais insuportável e coisas do gênero. E depois Leonhart vai anunciar a promoção de Erwin", Mikasa fala sem se importar se as pessoas em volta irão escutá-los, mas ambos duvidam que qualquer pessoa esteja prestando atenção neles.

"Eu não preciso falar nada, certo?", Levi pensa naquele tópico pela primeira vez desde que decidiu que participaria daquela noite ao lado de Erwin. Mikasa ri e ele não consegue evitar de rir fraco também, pensando o quão desastroso seria se ele tivesse que dizer algo na frente de todas aquelas pessoas.

"Não. Nossa sorte é que só Erwin precisa dizer algo", a mulher pisca para ele, divertida, "E falando no homem da noite...", ela indica um pequeno grupo a poucos passos deles e por um momento Levi se esquece como respirar ao ver Erwin tão perfeitamente lindo em um terno preto listrado - como se ele não visse o maior de terno todos os dias, mas algo diferente nele naquele momento.

Ele observa a forma com que o loiro fala com as pessoas e como elas reagem ao redor dele, sorrindo e prestando atenção no que ele tem a dizer, porque Erwin é simplesmente cativante dessa forma. Os olhos de Erwin estão mais evidentes devido a gravata azul que Levi tinha escolhido mais cedo para ele e ele tem um sorriso tranquilo no rosto, enquanto toma um gole de bebida de sua taça e escuta outro homem do grupo falar, acenando com a cabeça. Levi sente Mikasa o guiando em direção ao grupo e antes que se dê conta é para si que Erwin está sorrindo.

Levi se esquece por um momento que há outras pessoas e ele deveria cumprimentá-las, ficando completamente focado em Erwin e na forma como seu rosto pareceu se iluminar ainda mais ao vê-lo ali. Eles trocam um rápido beijo e Erwin deixa uma mão na base das suas costas, o colocando como parte do grupo imediatamente.

"Oh, é tão bom te ver aqui, querido", uma mulher por volta de seus 50 anos diz. Ela tem o cabelo castanho curto e olhos azuis e Levi não faz ideia de quem ela seja, "Erwin tinha nos dito que você provavelmente não vinha, mas vejo que está se recuperando muito bem. Não é ótimo, Edward, querido?", a mulher se vira para o homem de cabelos grisalhos ao seu lado, que sorri ao vê-lo. Levi sabe que aquele é Edward Leonhart, chefe de Erwin, e logo entende que aquela mulher é a esposa dele.

"Eu disse que Levi não perderia hoje por nada, não é, Smith?", a risada do homem é alta e divertida, enquanto ele dá um tapinha no braço de Erwin e olha para Levi, "Como você está, Levi? É muito bom saber que você está em boa forma, ficamos muito preocupados com tudo o que aconteceu", o homem coloca uma mão em seu ombro, o apertando de leve.

"Eu estou bem e me recuperando bem, no geral", Levi dá um pequeno sorriso e toma um gole da própria bebida. Essa é a primeira vez que ele tem que lidar com pessoas que não são seus amigos, profissionais de saúde e família, então ele não sabe muito bem como reagir àquela pergunta. Ele sente a mão de Erwin envolver sua cintura de leve, o trazendo mais para perto de si de maneira carinhosa e um pouco protetora, o que deixa o menor um pouco surpreso.

"Muito bom. Você sabe que pode contar comigo e Caroline sempre que quiser. Até mesmo com Annie, ainda que ela esteja na Inglaterra, ela ficou muito preocupada com você, sempre te considerou muito, já que é tão próximo de Petra, assim como ela", Edward dá um novo aperto no ombro de Levi antes de soltá-lo, "Preciso fazer algumas pequenas coisas antes do jantar e nossa premiação, com licença", e se despedindo do restante do pequeno grupo ele se afasta.

A conversa volta, outras pessoas do grupo dizendo o quão feliz estão de saber que Levi está bem e por estar ali naquela noite importante, enquanto Erwin mantém um aperto delicado em sua cintura, o corpo próximo de seu de maneira confortável. Levi apenas se deixa envolver pelo marido, sorrindo pequeno e agradecendo as palavras, sentindo como os meses em casa o deixaram ainda mais desconfortável com interações sociais.

"Olha quem tá aqui", a voz de Eren é alta como sempre e ele passa um braço em torno dos ombros de Levi, de uma forma camarada, "Quem bom que veio, cara".

As pessoas do grupo não parecem se importar com o jeito de Eren, provavelmente acostumadas com o jeito dele, porém Levi nota como Mikasa rola os olhos para o amigo. Ao mesmo tempo, uma bonita mulher de cabelos castanhos claros em belos cachos e olhos esverdeados se aproxima de Erwin, colocando a mão em seu braço - de uma forma íntima demais para o gosto de Levi -, antes de notar o menor.

Levi não precisa que ninguém lhe diga, ele sabe que aquela é Ava Corey e ele sabe que não gosta dela, que nunca gostou. A mulher parece surpresa por um momento, mas então se recompõe e lhe dá um sorriso educado, soltando o braço de Erwin.

"Ah, Erwin não tinha dito que você estaria aqui hoje, Levi", sua voz é tranquila e educada, "Eu sou Ava. Nós já nos conhecemos, mas imagino que não se lembre de mim", ela ajeita o cabelo, "Eu vim buscar Erwin para conhecer uma juíza da suprema corte".

Levi apenas acena com a cabeça, os olhos fixos em cada movimento que Ava faz. Ele sente Erwin pressionar sua cintura de leve e então o acariciar ali, chamando sua atenção para si. Levi vira o rosto e encara o marido, que dá um pequeno sorriso para ele, "Vamos?". O moreno acena e os três pedem licença para o grupo e vão ao encontro da juíza.

Levi consegue perceber pela postura de Ava que sua presença ali não é algo bem-vindo para ela como foi para os demais, nota que a expressão dela muda quando ela vê os dois de mãos dadas enquanto conversam com a juíza - uma mulher que o deixa extremamente a vontade, de maneira que ele participa ativamente do assunto, ainda que deixe o foco mais voltado para Erwin.

Eles conversam com outras pessoas, pulando de grupo para o outro até que Levi está sentindo sua perna realmente dolorida a ponto de quase não conseguir ficar em pé, "Eu preciso me sentar...", Levi comenta em tom baixo para Erwin que o olha com preocupação, "Minha perna está ficando dolorida", ele explica e o loiro assente, o levando para longe do grupo sem demora.

Levi xinga baixa quando se senta, esticando a perna esquerda e a massageando. Erwin senta-se ao seu lado, meio que frente para si, "Você pode trazer água? Eu vou precisar tomar o remédio para dor", ele quase choraminga, lembrando-se da dor que sentiu após subir as escadas de casa pelas primeiras vezes e quão próxima a dor do momento é daquela.

"Claro que sim. Eu já volto", Erwin o beija de leve e se levanta, dando um pequeno afago em seu rosto, a expressão de preocupação ainda presente.

Levi continua a acariciar a própria perna, os olhos fechados pela dor, ao mesmo tempo que se sente um pouco grato que possa ficar em silêncio por algum tempo, cansado de interagir com tantas pessoas. Ele puxa o celular do bolso e vê as horas, notando que o jantar começará em meia hora e apenas depois eles vão ter a premiação. Ele se pergunta se faz aquilo todos os anos, não se imaginando com paciência para tal ato, a não ser por Erwin.

Erwin parece demorar uma eternidade e mais de uma vez Levi olha para trás, tendo quase certeza que o loiro foi parado por alguém. Ele range os dentes, a dor diminuiu muito pouco desde que ele sentou, oferecendo apenas um alívio momentâneo nos primeiros minutos para depois se intensificar de novo. O moreno está quase se levantando para resolver o problema da água ele mesmo quando sente a mão de Erwin em seu ombro.

"Caralho, Erwin. Você foi purificar seu próprio mijo para conseguir a porra da água?", ele vira-se para olhar o marido e o encontra acompanhando de um outro homem, um homem que ele conhece das notícias: Senador Corey. O homem mais velho parece achar a reação de Levi divertida, pois ele sorri enquanto dá a volta na mesa, sentando-se do outro lado para poder ficar de frente para os dois.

"Você não estaria com tanta dor se não tivesse vindo sem bengala", Erwin fala com tranquilidade, voltando a ocupar a cadeira ao seu lado, fazendo um carinho na perna esquerda de Levi.

"Não ia vir parecendo a porra de um velho manco na sua festa", Levi resmunga enquanto abre a garrafinha de água, tomando um longo gole depois de colocar o comprimido na boca. Ele sabe que mais tarde Erwin irá o repreender de verdade pela bengala, mas naquele exato momento ele não se importa.

"Você sabe que esse é o Senador Corey, certo?", Erwin diz divertido, indicando o homem na frente deles.

"E...? Eu tenho certeza que o próprio Senador já falou alguns palavrões na vida", Levi escuta o senador rir.

"Ele está completamente certo, Erwin. E eu realmente aprecio pessoas sinceras, uma característica pouco comum na política, se você quer saber minha opinião", ele pisca um dos olhos verdes - como os da filha - para Erwin e então se volta para Levi, "É um prazer finalmente conhecê-lo", ele estende a mão e os dois se cumprimentam brevemente.

A conversa que se segue é fluída e Levi mal consegue acreditar que aquele homem é pai de Ava, a mulher que descaradamente parece dar em cima do seu marido. O assunto só é interrompido quando Corey precisa ocupar seu lugar em outra mesa, uma vez que o jantar será servido. Os lugares na mesa em que estão são então ocupados pelos Leonhart e outras pessoas que Levi conheceu durante a festa, mas que não fez questão de guardar os nomes.

O jantar passa de maneira agradável conforme sua perna passa a doer cada vez menos. Em determinado momento Edward se levanta e ocupa seu lugar no palco bem iluminado. Aos poucos as conversas morrem e todos em suas mesas voltam a atenção para o homem. Ele faz um pequeno discurso de abertura, algo meio motivacional e de agradecimento, e em seguida passa para os prêmios.

Apesar das grandes críticas, Mikasa ganha um prêmio de advogada revelação e é obrigada a subir ao palco, dizendo poucas palavras, parecendo tão perdida quanto Levi ficaria numa situação como aquela. Ainda assim, os olhos da mulher se encontram com os seus quando ela desce do palco e os dois trocam um sorriso.

"Bem, eu acho que chegamos no momento mais importante da noite", Edward toma um longo gole de água e sorri. Não há mais prêmios na pequena mesa organizada ao fundo do palco, então é bastante óbvio o que vem a seguir, "Eu lembro como meu pai, Richard, falava da importância de se reconhecer grandes talentos e recompensá-los por sua dedicação sempre que possível. Eu me lembro de quantas vezes vi meu pai na mesma posição que eu, anunciando que mais uma pessoa tinha feito tanto por nossa empresa que só um prêmio não seria mais o suficiente para mostrar nossa gratidão e a satisfação de ter essa pessoa como parte vital do nosso time. De tempos em tempos, nós somos contemplados com pessoas que possuem qualidades além das minhas palavras e posso dizer, com muito orgulho, que há anos não vejo um trabalho como o de Erwin Smith".

Levi sente os olhos de todos se voltarem para seu marido e ele mesmo está olhando para o homem ao seu lado, que mantém um sorriso educado e uma postura humilde, como se ele não merecesse aquelas palavras, ainda que seja óbvio que elas são suas por direito. Edward diz mais coisas que passam despercebidas para Levi enquanto ele observa o marido, a mão do loiro vai para sua perna, a apertando de leve de maneira carinhosa.

"É uma grande honra anunciar que hoje, Erwin Smith se torna associado de nossa empresa", Edward finalmente diz, é uma salva de palmas percorre o lugar. Erwin se vira para Levi e os dois trocam um beijo rápido, com Levi fazendo um pequeno carinho no rosto do marido antes que ele se levante e suba até o palco.

Enquanto o acompanha com o olhar, Levi encontra os olhos de Ava em si, sua expressão um tanto rígida. Ele apenas dá um sorriso desdenhoso para a mulher - ele nem sabia que poderia parecer um marido tão ciumento como ele está se mostrando naquela noite - e volta a atenção para o marido, sua expressão se suavizando enquanto ele escuta Erwin falar e agradecer não somente a todos, mas especialmente Levi.

Levi se sente corar enquanto Erwin fala de si e como não poderia fazer nada daquilo se não tivesse o apoio de Levi como sempre teve. Os olhos azuis do maior estão completamente em si, assim como de várias outras pessoas que olham na direção dele como se achassem aquele o momento romântico ou qualquer coisa do gênero. E ele consegue ver na expressão de Ewin o quanto aquele homem o ama e parece continuar completamente apaixonado por ele, mesmo tantos anos depois.

 

 

Levi se deixa ficar na cama, os olhos fechados enquanto espera Erwin terminar o próprio banho. Ele tomou uma ducha rápida e apenas se secou, ficando somente de roupão sobre o edredom fofo de seu quarto provisório, a perna esquerda descansando apoiada em uma almofada. Erwin quase o xingou no caminho de volta para casa por ele ter saído sem bengala, mas Levi não se importa, apenas confirmando para o marido que usará o objeto por quanto tempo for preciso de agora em diante, independente da situação. E no fundo ele acha que de fato fará isso, depois da dor que sentiu naquela noite pela própria teimosia.

Ele abre os olhos quando escuta Erwin entrar no quarto, os cabelos loiros úmidos, uma calça de moletom folgada e uma regata branca justa que faz Levi se distrair por um momento. É ridículo o quanto ele passa cada vez mais tempo reparando no corpo de Erwin, querendo o tocar livremente e saber como é ter Erwin sobre si - e dentro de si ou o envolvendo com os lábios ou qualquer coisa que Erwin queira lhe dar -, a ponto que se viu precisando se aliviar durante o banho uma série de vezes nos últimos tempos.

Ele simplesmente não sabe como trazer o assunto à tona, como dizer para Erwin que, bem, eles são casados e deveriam estar transando por aí, ainda que ele esteja se recuperando da fratura na perna. Parece óbvio que ambos querem - não é como se Levi não tivesse reparado na maneira que o maior o olha às vezes - e provavelmente precisam disso depois dos últimos meses.

Erwin afunda-se ao seu lado na cama, sorrindo pequeno enquanto o olha, "Obrigado por hoje, foi muito importante te ter lá comigo".

Levi vira o rosto para ele e sorri de volta, aceitando o carinho de Erwin em seu rosto. Ele beija a palma da mão do loiro, observando seus olhos claros que o olham com tanto carinho, "Eu sei e estou orgulhoso de você. De verdade. Acho que só não estaria lá se não tivesse outra opção".

Erwin vira de barriga para baixo, se apoiando em um dos braços para poder segurar o rosto de Levi e o beijar demoradamente. Levi deixa que suas mãos passem pelo rosto do marido, por sua nuca, que deslizam por suas costas fortes e o traga mais para si, ainda que ele não possa se virar da cama para envolver as pernas nas dele e o ter mais perto sem que isso seja desconfortável para si.

Como sempre, o loiro parece ler seus pensamentos, pois de repente ele está sobre Levi, uma das pernas entre as dele, não deixando que o corpo pese sobre o menor com o apoio firme de um dos braços. Eles se beijam com ainda mais vontade do que antes, explorando a boca um do outro afinco, os dedos de Erwin deslizam por seu peito, pela abertura do roupão, mas parecem considerar a amarração da peça como um limite a ser seguido, pois ele nunca deixa que seu toque passe dali.

Levi usa a perna boa, presa entre as de Erwin, para se mover contra o maior, roçando na crescente ereção do loiro e fazendo com que o outro também o sinta contra sua coxa. Ele ofega com o contato, quebrando o beijo e encarando o homem sobre si. A respiração de ambos é pesada pelo desejo e ele estremece sob o olhar de Erwin que deixa tão claro quanto aquele momento é esperado.

O moreno desfaz a amarração do roupão rapidamente e olha de volta para o marido, como se estivesse dando o consentimento que Erwin espera e com aquilo os beijos do loiro descem por sua mandíbula, pescoço e peito, criando uma trilha molhada em direção o seu abdômen. Erwin parece saber exatamente como tocá-lo para fazer com que Levi se entregue e não pense sobre nada além dos dois naquele momento.

Ele arfa quando sente os dedos de Erwin em seu mamilo, o apertando de leve antes de o lamber e o envolver com os lábios, repetindo o mesmo com o outro em seguida. Levi apenas fecha os olhos enquanto as mãos de Erwin deslizam até suas coxas e os beijos continuam por seu corpo antes de pararem, o obrigando a olhar para o maior em busca de respostas.

"Me dê um minuto", Erwin se levanta e corre para fora do quarto, deixando Levi com uma expressão confusa, apoiado sobre os cotovelos. O maior volta extremamente rápido, deixando o frasco de lubrificante do seu lado na cama, enquanto tira as próprias peças de roupa sem cerimônia, de maneira que Levi pode observar seu corpo livremente.

O moreno fita cada parte do corpo de Erwin, sendo obrigado a morder o próprio lábio quando o vê completamente ereto, deslizando a mão para o próprio pênis para poder se tocar.

"Não ouse", o tom de Erwin é autoritário e Levi ofega ao perceber o quanto gosta daquilo - quando eles descobriram esse pequeno detalhe? ele não faz ideia -, desistindo de se tocar como o outro ordena. Ele volta para cama, se posicionando entre as pernas do menor, "Tudo bem assim?", ele acompanha o moreno concordar com um aceno de cabeça.

"Não acho que eu vá aguentar essa posição por muito tempo sem que fique desconfortável", Levi admite, pois já está daquela forma tempo o suficiente para que sua perna comece a reclamar, "Mas podemos...".

"De lado, sim", Erwin completa e sorri, "Então você andou fazendo pesquisas também, hm?", ele sorri divertido, passando as mãos pela parte interna das coxas de Levi antes de envolver seu pênis com uma das mãos, o masturbando devagar.

"Não é como se eu pretendesse ficar muito mais tempo sem transar com você", Levi geme baixo pelo toque, afastando as pernas um pouco mais para que Erwin tenha mais espaço ali. O loiro ri fraco, um sorriso safado ficando em seus lábios enquanto se inclina sobre o menor, o beijando de novo, "Você é gostoso para caralho, Erwin Smith", ele sussurra enquanto o maior dá beijos pelo seu corpo e de repente para de o tocar novo, o fazendo resmungar.

"Você é sempre apressado demais, Ackerman", Erwin ri, "E talvez não se lembre, mas eu gosto de me prolongar em preliminares", ele pega o frasco de lubrificante e deixa entre as pernas do menor, voltando a se inclinar sobre seu corpo, a respiração quente sobre a ereção de Levi, "É bom saber que você ainda fica assim por mim...", ele sussurra antes de envolvê-lo com os lábios.

Levi fecha os olhos e geme, alcançando rapidamente os fios loiros de Erwin com uma das mãos. Ele não consegue responder ou pensar em outra coisa além do calor úmido dos lábios de Erwin em si e então ele sente o líquido frio pegajoso em sua entrada, seguido de movimentos circulares dos dedos de Erwin em torno dela. Ele sabia que seria bom, porém não imaginava que seria assim, que Erwin faria as coisas exatamente da maneira que ele gosta e ainda o faria recordar de muitas outras coisas que ele não se lembrava de gostar.

O loiro parece o preparar por uma eternidade, de uma maneira lenta e provocante, o deixando muito próximo de gozar antes de parar tudo, dando um beijo carinhoso em sua coxa. Levi se sente suado e ofegante apenas com aquilo e a expressão de Erwin é de mais completa satisfação por deixá-lo daquela maneira. Ele tira o roupão e se vira na cama com a ajuda de Erwin, a perna machucada confortavelmente deixada descansando sobre as almofadas.

Eles se beijam de novo enquanto Erwin se posiciona atrás de si e então desliza devagar para dentro dele, gemendo contra seu ouvido, "Você é sempre tão bom, Levi...".

E mais uma vez Levi não consegue pensar em nada para responder. Erwin mantém uma mão em sua cintura, aumentando os ritmos aos poucos, atento a cada som que Levi deixa escapar, enquanto Levi apenas se derrete contra o maior, beijando cada parte do rosto de Erwin que consegue alcançar quando vira a cabeça, o puxando mais para si com uma das mãos. Eles se beijam de maneira desajeitada antes que Levi seja obrigado a enterrar o rosto no travesseiro para abafar os próprios gemidos e sente Erwin cheirar seu cabelo, da maneira que ele sempre faz.

Eventualmente Levi precisa tocar a própria ereção enquanto Erwin investe com mais força e antes que eles se dêem conta ambos atingem o ápice quase que juntos, Levi se contraindo em torno do maior enquanto ele dá as últimas estocadas. Erwin beija o ombro do menor antes de se afastar, deitando de barriga para cima, ofegante e suado, sendo copiado por Levi, que não consegue se importar com a bagunça entre as próprias pernas, estômago e mão.

Os dois se olham e sorriem, Levi se estica para selar os lábios do marido carinhosamente antes que Erwin o ajude a se limpar. Pelo menos tudo não está o mais completo caos e eles apenas deixam o roupão sujo de Levi no chão - em que momento Levi passou a não se importar com o tipo de caos que o sexo traz? Ele não faz a menor ideia também, mas com Erwin isso não parece ser incômodo de verdade -, se enfiando embaixo das cobertas em seguida, adormecendo um nos braços do outro.

 

 

Levi acorda com a cama vazia, cheiro de café e barulho de panelas. Ele se levanta devagar, vendo que Erwin recolheu a peça suja do chão, então se veste e vai para o banheiro fazer sua rotina matinal antes de ir até a cozinha. Erwin está focado em fazer várias coisas ao mesmo tempo e o cheiro de comida faz o estômago de Levi roncar.

Levi se aproxima e deixa um beijo sobre as costas do maior, um braço em volta de seu corpo, "Bom dia...", ele sussurra de maneira melodiosa e Erwin vira para ele, o abraçando e sorrindo grande antes de o beijar.

"Bom dia", Erwin sussurra de volta e ajeita os cabelos bagunçados do moreno, "O café está quase pronto", o soltando para voltar

"Hm... Tudo cheira muito bom", Levi caminha até o armário, pronto para pegar canecas e pratos, mas Erwin o segura pelo braço com delicadeza.

"Nada disso. Vá para mesa. Eu estou cuidando do nosso café hoje", o tom dele é mais delicado do que da noite anterior, mas ainda com um toque autoritário que faz Levi se arrepiar e seguir o que lhe é dito.

"Quando começou a mandar em mim?", Levi pergunta de maneira relaxada em seu lugar, observando o outro homem se mexer pela cozinha com tranquilidade, "Durante o sexo, quero dizer".

"Você gostou?", Erwin tem um sorriso divertido enquanto ajeita a mesa para eles, servindo café para Levi.

"Você sabe que sim", o moreno o observa sorrir ainda mais, "Seu tom autoritário é excitante".

"É uma coisa que aconteceu por acidente uma vez e que você gostou, então... Eu apenas incorporei. Nós incorporamos muitas coisas ao longo dos anos. As vantagens de estar muito tempo com a mesma pessoa...".

"Se ambos forem mente aberta o suficiente para aproveitar isso", Levi complementa, tomando um gole de café, "Não posso negar que fiquei pensando como seria o sexo entre nós, depois de tanto tempo juntos e... Bem, foi ainda melhor do que eu esperava. E minhas expectativas já eram altas".

Erwin ri, claramente de bom humor enquanto coloca o prato na frente de Levi: ovos beneditinos. E então se senta na ponta da mesa, acariciando a mão do menor, "Eu gosto de ouvir isso. Saber que te satisfaço dessa forma depois de tanto tempo sempre é bom".

Levi sente que poderia corar com aquilo, mas também sabe que a relação deles passou dessa reação há muitos anos, então ele apenas sorri, "Eu lembrei da nossa primeira vez".

"Argh, Levi. Você me faz um elogio e em seguida me joga um balde de água fria?", Erwin passa a mão pela nuca, rindo um pouco sem jeito, o que sempre o deixa completamente fofo aos olhos do moreno.

"O que? Não foi tão ruim. Na verdade, eu acho que foi muito bom para ser sua primeira vez com um cara. Foi sua primeira vez, certo?", ele observa Erwin concordar, "E funcionou, não? Eu até me casei com você. Eu não casaria com alguém que o sexo é ruim, não importa quão boa essa pessoa é em todo o resto".

"Ainda assim... Você foi paciente comigo", Erwin comenta, começando a comer como se quisesse se esquivar daquele assunto.

"E você deve sempre ter ouvido o que eu gostava e queria, então, acho que ambos fizemos nossa parte", o moreno complementa, começando a comer e suspirando, "Isso está ótimo e fico pensando se você sempre gostou de cozinhar, porque na verdade você me passa a ideia de um filhinho da mamãe que não precisava fazer nada por si mesmo".

"Ouch! Você acordou com vontade de me atacar hoje?", ele ri alto, balançando a cabeça de leve, "E você está certo, quando começamos a sair minha especialidade era tipo... cereal?", ele franze a testa, como se estivesse tentando lembrar de algo em que não pensa há muito tempo, "Mas você sempre gostou de cozinhar, então eu comecei a aprender com você".

"E agora você me fode e depois faz um bom café da manhã? É uma situação onde eu só vejo vantagens", Levi pisca, fazendo Erwin rir de novo.

Eles conversam enquanto comem, rindo por nada e se sentindo felizes. Depois Levi toma um banho demorado enquanto Erwin arruma a cozinha - mais uma vez dizendo que está responsável por tudo naquele dia - e os dois passam o dia largados na cama, conversando, assistindo e trocando carícias de maneira preguiçosa. Levi sente que já ficaram daquela forma um milhão de vezes, especialmente quando começaram a ficar e não podiam simplesmente sair por aí.

"Eu acho que essa é uma das minhas formas favoritas de ficar com você", ele sussurra e Erwin o olha, parando de fazer o carinho preguiçoso em seus cabelos, "Eu sinto que poderia fazer isso todos os dias e não me cansar".

Erwin sorri de canto, deslizando os dedos pelo rosto de Levi e beijando o topo de sua cabeça, "Eu acho que sempre foram meus momentos favoritos também. De toda forma, eu gosto de fazer tudo com você".

Levi tem vontade de falar o quão meloso Erwin é, mas percebe que ele mesmo se sente meloso perto do outro, então apenas o beija demorado antes de continuar, "Você nunca quis sair com outro cara?".

"Não, você sempre pareceu certo para mim, não via motivo de ficar com qualquer outra pessoa depois que ficamos a primeira vez. Nós conversamos sobre isso no começo, sobre ser tudo bem se de repente eu percebesse que, bem, você era pessoa para mim".

"Eu estava tentando não dizer, mas somos terrivelmente melosos", Levi sussurra, enquanto acaricia o peito de Erwin, o fazendo rir fraco. Ele não precisa dizer que sabe que Erwin é a pessoa certa para ele, mesmo sem memória, porque ele fez aquela escolha aos 17 anos e parece estar a fazendo de novo agora.


Notas Finais


Fiz uma playlist para fic: https://linktr.ee/iamlosingtouch


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