História Can You Feel My Heart? - Chanbaek ABO - Capítulo 26


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Lay, Lu Han, Personagens Originais, Sehun, Suho, Xiumin
Tags Abo, Baekhyun, Chanbaek, Chanyeol, Exo, Fuga, Lobos, Preconceito, Romance, Tortura, Universo A/b/o, Violencia
Visualizações 1.920
Palavras 2.059
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Lemon, Magia, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


FALTAM 3 CAPÍTULOS!
Contagem regressiva para CYFMH, gente!
Quero deixar meu muito obrigada pelos quase 50 favoritos do capítulo passado pra esse e os 900+ favoritos! <3
E SIM, PRESTEM ATENÇÃO NA TIA: Agora que a fic tá acabando, tudo vai se esclarecer e todo o porquê dos meus exageros e coisas que são demais fora do comum na fic serão explicados devidamente. SIM, TUDO TEM UM PORQUE, NÃO SE PREOCUPEM!
Desculpem os erros e boa leitura! <3

Capítulo 26 - I long for that feeling to not feel at all


Fanfic / Fanfiction Can You Feel My Heart? - Chanbaek ABO - Capítulo 26 - I long for that feeling to not feel at all

Baekhyun's POV

Fui até o alfa e me aninhei a si com minhas pernas sobre a sua boa. Ele me cobriu com a coberta fina e então me olhou nos olhos.

-Apenas não fale nada enquanto eu falo, ok? Eu preciso organizar tudo em minha mente antes de contar, então pode ser que eu vá e volte várias vezes pela história ok?

- Tudo bem, Chan.

Não era fácil pra ele, eu podia sentir. Ele não queria se abrir, mas era necessário. Eu precisava saber da história dele para entender o que ele pensava e sentia todos os dias.

“-Como você já sabe, eu nasci em uma alcatéia no interior do país. Era uma região muito, mas muito pobre. Não tínhamos nem água encanada e as casas eram do tamanho dessa sala apenas. As pessoas eram humildes e boas, mas faziam de tudo para sair daquele lugar, mesmo se fosse preciso matar ou deixar um filho para trás. Lá não existe leis. O governo nem deve saber que existe aquela alcatéia. Vivíamos com suprimentos que o alfa lúpus, o líder da alcatéia, ia buscar na cidade mais próxima para nós. Os únicos que tinham uma profissão legal e que dava dinheiro eram meus pais.

Eles mandavam fotos e fizeram todos descobrirem sobre a nossa matilha e então começaram a ser odiados por todos que queriam continuar no anonimato. E foi nessa época que minha mãe Beta engravidou. Sim, por muitos e muitos anos betas eram inférteis e não gerariam um filho jamais, mas você sabe… De uns 30 anos pra cá eles descobriram mais e mais dos genes da nossa espécie e estão brincando com isso.

E então eu nasci e tudo piorou. Meus pais foram ainda mais odiados, pois não conseguiram salvar o bebê de um alfa por falta de materiais e ficaram conhecidos como traíras, já que eu nasci saudável. E então uma cadeia de coisas aconteceram e o ódio saiu do controle deles completamente. Tentaram entrar na nossa casa várias e várias vezes. Tentaram matar eles várias e várias vezes e não pensaram em mais nada a não ser tirá-los de lá a força.

Porém eles não tinham dinheiro algum guardado para sair de lá e os contratantes não queriam deixar que eles saíssem, então a opção foi usar aqueles supressores de bebê em mim. Funcionaram até que eu fizesse um ano e meio, depois foram perdendo a eficácia.

Nesse tempo mamãe engravidou de Kyungsoo e soubemos que estávamos perdidos. Não podíamos esconder outra criança e bem… Meu pai era ômega e minha mãe era Beta. Não tínhamos chance alguma contra a alcatéia.

A única opção era ter um alfa em casa para marcar território. Então minha mãe foi atrás de um ex dela que tinha doutorado em mutação gênica. Ele obviamente quis ajudar, já que tudo o que ele mais amava na vida era uma cobaia para seus experimentos.

Logo ele estava aqui. Tudo acalmou com sua presença, já que ele mesmo era um alfa e começou a atender o público raivoso. E ao mesmo tempo ele começou a mexer em mim. Eu tinha cerca de dois anos nessa época. Já sabia andar e quase falava.

Eu não sei como, mas eu ainda lembro. Lembro dos remédios rosas que ele me dava e eu me sentia péssimo depois. Eu continuei tomando supressores e agora esses remédios, eu estava completamente sedado e não sentia nada a não ser dor de cabeça e fraqueza.

Foi por anos assim. Até que eu completei 12 anos. Você sabe como é um adolescente de 12 anos. Eu estava me descobrindo e ainda cuidava do meu irmão. Meus pais já não passavam mais tempo em casa, então era apenas eu e o Soo o tempo todo.

Nesse ano meus pais decidiram que mudariam definitivamente meu tratamento. Nos dez anos que o cara estava com a gente, ele estudou todos os dias sobre os genes alfa para dar um jeito de me mudar, ao menos que apenas o cheiro. E então chegou o dia em que ele “conseguiu” e disse que precisava de 10 sessões para ter certeza de que tudo funcionaria bem.

Foi assim que começou. Minha mãe conversou comigo e disse que era necessário, que era pra nossa sobrevivência. Então, só então eu aceitei e nas duas primeiras sessões ela me acompanhou.

Logo quando eu entrei na sala, o alfa me prendeu na cadeira e colocou a agulha grossa no meu braço. O líquido era oleoso, pois era puro hormônio e doía como o inferno quando entrava em meu corpo.

Eu gritava e não conseguia me controlar. Minha mãe odiava meu escândalo e por isso vivia gritando para que eu me controlasse. Então eu mesmo pedi para meu pai me acompanhar pelo resto das sessões.

Ele gritou e chorou comigo, estava lá pra mim, ao meu lado, me abraçando e chorando comigo até que acabasse aquela sessão de tortura.

Quando acabava, ele me ninava e me deixava dormir até tarde no dia seguinte. E é por isso que eu não podia reclamar que ele não era um bom pai, pois ele era ótimo. Eu o amava de verdade. Mas como todos a minha volta, ele vacilou comigo mais tarde.

Depois que todas aquelas sessões de tortura acabaram, eu apenas tinha que continuar a usar os hormônios para reprimir meu ômega e pronto, estava tudo bem, pois eu já cheirava a alfa. Tudo ia bem e nossos vizinhos achavam realmente um milagre aquilo ter acontecido comigo. Tanto é que faziam filas para ver o doutor e pedi-lo que fizesse o mesmo com algum parente. Claro que ele não fez, pois era muito arriscado e eu realmente era um milagre… Eu não queria ter sobrevivido, mas cá estou, não é?!

Bem… O tal amigo de minha mãe continuou lá em casa por mais dois anos para se certificar de que eu não morreria e estar lá quando meu primeiro cio acontecesse. Contudo, ele não imaginava que um dia eu pegaria ele e minha mãe na cama onde ela e meu pai dormiam. Ele me viu lá e então ficou louco com aquilo -nos dois sentidos-, me pegou pelos braços e trancou a porta atrás de si enquanto minha mãe se vestia e descia ver se meu pai já estava em casa.

Ela não subiu novamente e então ele abusou de mim. Ele tirou minha virgindade justo quando meu corpo estava em desenvolvimento… E eu não estava preparado para aquilo.

Depois daquilo eu comecei a ter acessos de raiva e ter pensamentos homicidas. Meu pai estava muito preocupado comigo desde que eu tive o primeiro acesso de raiva em sua frente, então ele resolveu que voltaríamos pra cidade.

Umas semanas mais tarde já estávamos instalados devidamente em Seoul e aquele tal doutor havia sumido por um tempo, mas não demorou muito até que ele voltasse. E ele voltou com tudo. Voltou a me assediar e eu sempre tentava de alguma forma falar para meu pai, mas ele machucava o Soo toda vez que percebia que eu tentava falar.

Então o medo tomou conta de mim e eu não tentei falar mais nada. Ele se fez de bonzinho por muito tempo, até que meu pai pegou ele e mamãe na cama. Acho que eu nunca chorei tanto. Foi naquele dia que eu contei, finalmente, que ele me abusava sexualmente. Logo ele me ensinou a lutar e a me defender de coisas como aquela… Como um ômega, claro, mas ainda assim eu aprendi muita coisa e me defendi de várias tentativas dele, já que eu continuava o tratamento com ele.

O problema foi quando eu tive meu primeiro cio. Foi exatamente uma semana depois do meu aniversário de 15 anos. Eu me tranquei em meu quarto e ameacei qualquer um que entrasse lá. Tive ele quase todo como um alfa, mas então meu último surto foi como ômega.

Eu jamais queria sentir aquele desejo, aquele ardor dentro de mim novamente. Eu o culpava por aquilo. Na minha cabeça jamais teria acontecido se ele não tivesse me abusado tantas vezes. Eu poderia ter uma vida comum, como um alfa completo, mas ele não permitiu. O mesmo que me criou, destruiu e aquilo me corroía por dentro de uma forma muito intensa. E foi nessa parte que eu fiquei incontrolável. Fui diagnosticado com bipolaridade e depressão pós-traumática.

Com o tempo a depressão se foi e restou apenas a bipolaridade descontrolada. Era cada surto pior que o outro, pois eu comecei a querer matar as pessoas a minha volta quando acontecia.

Meu pai estava lidando até que bem comigo, mas eu já havia desenvolvido ódio dele por ainda manter minha mãe dentro de casa, mesmo sabendo que ela compactuou com o cara que me abusava. Mas aquilo não durou muito, já que quando ele voltou e tentou de novo eu já sabia lutar e me defendi da melhor forma que eu consegui. Entretanto, ele não quis parar. Eu fui obrigado a me defender, então eu fui para a cozinha e peguei a maior faca que tinha, já que eu sabia decor onde ela se encontrava.

Eu o matei. E quando minha mãe viu o que eu havia feito me xingou, chorou e tentou me atacar. Mas… Eu juro, foi sem querer. A faca entrou no peito dela e ela acabou caída por cima dele, morta.

Quando meu pai me viu, eu já estava em uma crise forte de choro. Ele ouviu cada palavra e jamais me culpou pelo o que houve. Me acobertou em tudo e escondeu muito bem aquilo tudo… Eles estão enterrados no quintal de meu pai, bem no fundo dele.

Depois de tudo isso, todos esses traumas, eu aprendi que eu não podia mais viver como eu sempre vivi. Eu deveria ser um alfa de verdade, então a partir daí eu comecei a agir como um e esqueci que um dia eu tive sentimentos aflorados como um ômega. Comecei pra valer com meu tratamento da bipolaridade e comecei a estudar.

Com 18 eu terminei meus estudos escolares e com 20 entrei pra faculdade de gastronomia. Meu pai bancou tudo, claro… E era aquilo que me motivava a viver. Comecei a trabalhar e juntei todos os meus salários até que eu conseguisse abrir meu restaurante após formado. Me dediquei e sempre fui o melhor da turma… E o único alfa nela.

Quando abri meu restaurante, jamais imaginei que faria aquele sucesso todo. Eu era apenas um chefe e o lugar era pequeno no começo. Jongdae foi meu único amigo da faculdade e quando ele me encontrou pedindo por um serviço, eu não pude negar. Ele era o irmão que eu não tive, já que minha mãe criou eu e Kyungsoo longe um do outro por ele ser ômega e eu estar passando por todos aqueles processos…

E é basicamente isso. Ah… Todo cio eu tentava achar alguém que me compreendesse e ficasse comigo, mesmo quando meu ômega interior saísse, mas ninguém ficou. Todos iam embora toda vez que eu falava ou acontecia. Por isso eu comecei a ficar cada vez mais frio e distante das pessoas. Era o melhor pra mim, já que ninguém me entendia e ninguém jamais nutriu sentimentos por mim após saber meus segredos.

Pelo menos até você chegar.

Era incrível como ele conseguia olhar pra mim sorrindo depois daquela história toda. Eu estava chorando e soluçando com tanta dor e tristeza por ele, enquanto ele sorria e fazia carinho em mim com o intuito de me acalmar.

- Como é que você… Sorri? -Pergunto em soluços. - Depois de tanta dor você simplesmente continua sorrindo…

- Bem… Agora eu tenho motivos para sorrir o tempo todo.

Eu não pude deixar de sorrir. Chanyeol era a pessoa mais forte que eu conhecia e agora eu tinha total certeza disso. Ele era apenas julgado de forma errada, pois ninguém sabia sobre seu passado.

- Yah! Pare de chorar, seu manteiga derretida. -Ele me abraça e eu choro ainda mais. - Está tudo bem, Baek. Já passou. Tudo passou.

- Não me esconda mais nada, Channie. -Peço e ele afirma. -Eu odeio imaginar o quanto você foi magoado e o quanto era assustador estar em sua pele…

- Ainda é um pouco assustador, mas agora está melhor que nunca, então pare de chorar.

- Obrigado por confiar em mim.

- Eu te confio minha vida, Baekhyun. Isso você pode ter certeza.


Notas Finais


Espero que tenham gostado!
Até logo! <3


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