História Can you hear me? (Long Imagine - Jungkook) - Capítulo 4


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Época, Imagine, Jungkook, Nem Tão Antigo Assim, Tinta
Visualizações 96
Palavras 1.263
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Não joguem pedras em mim por ter demorado um século para ter voltado. Aconteceram muuitas coisas comigo, até tinha desinstalar o spirit e raramente entrava pelo navegador para ver as notificações.

Me perdoem mesmo por ter sumido e por não ter respondido o comentário de vocês no capítulo anterior.

Mas cá estamos trazendo mais um capítulo dessa fanfic maravilhosa 💕

Tive que dar uma boa lida nos 3 últimos capítulos, já que não me recordava de alguns detalhes, então se houver alguma parte que não bata com o restante que foi escrito, me perdoem novamente.

Espero que vocês gostem desse capítulo por mais que esteja curto. Foi o máximo que consegui escrever depois de todo esse tempo parada.

Eu finalmente achei uma música para as partes que ela toca o violoncelo, então deixarei o link nas notas finais.

Um beijão e boa leitura meus amores ❤

Capítulo 4 - Liberdade


Após descansar por algumas horas, Amélia se arrumou com a ajuda de _____ e saiu novamente da casa, dizendo que só voltaria daqui quatro dias, deixando a sobrinha aliviada e ao mesmo tempo atônita por não ter tido a chance de contar o que fez. Para falar a verdade, ela não sabia dizer se estava aliviada por não ter contado e ficar livre das consequências ou por ter perdido a chance de contar e receber um castigo menor do que ia receber se não contasse logo. Resumindo, _____ não sabia distinguir se sua situação era boa ou ruim. E para afastar seus pensamentos para longe, ela foi limpar os quartos, começando com o da sua tia.

Enquanto limpava, notou que em cima da penteadeira havia cartas, muitas cartas. A jovem se lembrava de recebê-las, porém como não era do seu interesse nunca havia lido uma única palavra do conteúdo ou de quem havia mandado, mas como precisava arrumar a bagunça que estava instalada lá, não tinha outra escolha senão a de mexer ali. 

Juntou elas e leu o nome do remetente.

Sr. Bryan.

Nunca ouviu falar desse homem ou escutou de Amélia sobre qualquer assunto que o envolvia, mas não era de se surpreender, uma vez que a tia jamais abriu ou abriria a boca para falar sobre seus assuntos pessoais com a sobrinha. Não, isso estava bem longe de acontecer.

Mesmo que uma pitada de curiosidade estivesse atiçando seu ser, _____ guardou as cartas dentro de uma gaveta. Não iria ser burra de ir contra as vontades de Amélia mais uma vez em menos de uma semana.

Terminou de limpar o quarto e foi arrumar os outros, principalmente o seu, já que não tivera tempo para fazê-lo de manhã ou no dia anterior.

Ontem.

A jovem suspirava enquanto varria o chão, desejava ir até o teatro tocar novamente seu lindo violoncelo. Queria sentir seu corpo vibrar com o som e deixar com que todas as suas mágoas e frustrações se esvaísse de seu ser por meio da linda melodia. Ela precisava se sentir completa. Mas sentia receio de voltar lá por conta do príncipe. Tinha medo de falar novamente. Céus, por que sua tia havia proibido ela de falar? _____ queria dizer tantas coisas, fazer tantas amizades, viver tão feliz, isso era tão injusto com ela. Por mais que alguns cidadãos falassem que pelo menos ela tinha o que comer e onde dormir, ela não se sentia feliz. Quer dizer, ela era grata por ter tudo isso, nunca desmereceu nada disso, porém não era o suficiente para que sua felicidade estivesse completa.

Depois que terminou suas tarefas da casa, tomou coragem e, após se lavar com uma água fria de congelar a espinha e se vestir, foi rumo ao teatro. Se o príncipe aparecesse lá, oras, não iria dizer uma palavra para ele, nem que o mesmo insistisse. Ela só queria mesmo era tocar seu violoncelo.

Chegando lá, verificou cuidadosamente se não havia ninguém por lá e, aparentemente, não tinha sinal de uma alma viva naquele lugar. Adentrou o prédio e foi em busca do seu violoncelo. Ele estava lá, do mesmo jeito que havia deixado no dia anterior. Tão lindo e especial para si, somente vê-lo era o suficiente para deixá-la bem. 

Foi até o palco e se sentou na cadeira, posicionando o instrumento na sua frente. Respirou fundo, fechou os olhos e pôs-se a tocar.

Novamente estava ali. Não escondendo nada do que sentia e deixando a música falar tudo que ela não podia dizer. Mesmo que a melodia não saísse da forma como deveria por estar desafinado, era lindo. Mas não por conta da música em si, mas sim por conta da forma que a jovem tocava. Era apaixonante de se ver e ouvir. Poderia ficar ali para sempre, tocando e tocando até que seus dedos não se movesse mais. Era libertador para _____, pois só assim se sentia livre. E isso era triste.

Quando terminou de tocar, abriu os olhos e viu um par de olhos vidrados em si e um sorriso gigante contornando os lábios do príncipe. Se assustou um pouco pois não tinha notado quando ele havia entrado no teatro.

— Perdoe-me, _____. Não queria te assustar ou deixá-la sem jeito.

Por um momento a jovem ficou surpresa. Sabia que havia sido ela quem disse seu próprio nome, mas ouvi-lo sair da boca de outra pessoa que não fosse Amélia, era muito chocante.

— Sei que não irá falar comigo por motivos pessoais. Porém eu só queria dizer que nunca vi ou ouvi alguém tocar como você. — não havia entendido muito bem o que ele quis dizer, já que para si havia violoncelistas muito melhores que si — É diferente quando te ouço tocar. Isso porque eu já ouvi muitas pessoas tocando e nenhuma me impressionou tanto como você. — _____ ficou sem jeito ao ouvir o elogio — Seu violoncelo está todo desafinado mas é incrível como consegue exalar tanto sentimento quando encosta o arco nas cordas enferrujadas. É como se você me mostrasse todos os seus sentimentos mais profundos. Toda sua tristeza e amargura. Como faz isso?

Ela nada respondeu. Não podia falar novamente, não devia, mas aquele olhar e o que havia acabado de ouvir. Ninguém a olhava desse jeito desde que seus pais faleceram. Um olhar de admiração e ternura. Algumas lágrimas rolaram pelo rosto da garota. Ela já ouviu falar que o príncipe era gentil e bondoso, mas nunca tinha visto sua gentileza de perto ou bondade. Também não sabia dizer se ele era assim com todos, mas se fosse, então ele fazia as pessoas se sentirem muito bem somente dizendo ou fazendo algumas coisas.

Deus, a jovem queria chorar tanto nesse momento, pois lembrava exatamente de quando era menor e fazia algo bom para as pessoas e os pais. Todos a olhavam desse mesmo jeito e ela sentia falta disso. Desse olhar. Desse mesmo olhar que, antes de tudo mudar, as pessoas lhe lançavam com o sorriso mais gentil que alguém poderia dar.

— Me desculpe! — falou o príncipe desesperado — Se eu disse algo que não gostou, perdoe-me. Não foi minha intenç-

— Não peça desculpas. — os olhos do Jeon se abriram mais ainda em surpresa por ouvir sua voz — Não peça desculpas por ter me dito algo que me deixou feliz, por favor.

Nesse momento Amélia não importava mais. Pela primeira vez alguém havia dito algo bom e belo para si e não a olhou com pena ou desprezo. Ela estava se sentindo tão bem naquele momento que esqueceu completamente que havia dito para si mesma que não iria falar com o príncipe.

— Você…

— Obrigada. — disse a menina enxugando suas lágrimas e deixando um lindo sorriso estampar seu rosto — Obrigada por conseguir sentir o que eu sinto a cada vez que toco este arco nas cordas e mesmo assim achar que é a coisa mais maravilhosa do mundo. Obrigada.

Que sua tia nunca soubesse que havia falado com alguém, principalmente se esse alguém fosse o príncipe. Não conseguia calcular o tamanho do castigo que iria receber caso isso acontecesse. E mesmo que soubesse que estava errada em quebrar uma regra de Amélia, no fundo, bem no seu ser mais íntimo, ela não estava sentindo remorso algum por ter dito aquilo para Jeon, pois _____ sabia que, desde que tinha chegado na casa da tia, essa foi a primeira vez que sentiu, por poucos minutos, a liberdade que sempre foi tirada de si para falar. E talvez, somente talvez, ela praticasse isso mais vezes.


Notas Finais


Então, o que acharam?? Eu achei maravilhoso ela ter dito aquilo para o Jungkook. Tipo, mano, pra ela é tão gratificante saber isso que, nossa, eu estou com muita vontade de chorar porque ela é meu bb e eu sei como ela se sente. Sabe, quando alguém coloca correntes pesadas em você, é difícil se mover. Porém quando ela escutou aquilo, parecia tão leve que era muito fácil andar. Não sei se vocês estão entendendo e compreendendo o que eu estou querendo dizer haha

Mas, bom, aqui está a música que ela toca:
https://youtu.be/g5nfUnFJInY

Espero mesmo que vocês tenham gostado!

Muito obrigada e até o próximo capítulo 👸🏽❤


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