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História Can You Help Me ? - KaiSoo - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Olá Leitores, faz algum tempo desde nos vimos da última vez.

Vim trazer uma Oneshot que comecei a escrever a pouco tempo e consegui terminá-la da maneira que eu queria, eu ando tendo bloqueios criativos constantemente e além do mais minha mente está um pouco cansada, mas aqui estou eu mais uma vez pra vocês, não que isso importe a muitas pessoas mas confesso que senti bastante falta de postar algo aqui.

Can You Help Me é uma ficção que gira em torno do universo colegial e as descobertas da puberdade na adolescência até a primeira experiência sexual, ela tem um texto leve, bobinho e descontraído na maioria das partes e claro, não poderia faltar a safadeza porque é pra isso que estamos aqui, espero que Kyungsoo e sua mente leve você para o mundo dele e que faça você se divertir um pouco também !

Boa Leitura !

Capítulo 1 - Voce Pode Me Ajudar ?


Fanfic / Fanfiction Can You Help Me ? - KaiSoo - Capítulo 1 - Voce Pode Me Ajudar ?

Eu não conseguia entender o porque aquelas palavras continuavam rondando minha mente, era apenas um assunto de garotos desesperados ao entrar na puberdade, chegava até ser engraçado como eles falavam, mas a real questão é que eu sempre fui muito curioso com absolutamente tudo que estava entre cochichos e falas abafadas, afinal eu também era um adolescente que ficava confuso com algumas coisas que aconteciam comigo mesmo.

A aula de história estava para acabar então eu me apressei para terminar um exercício sobre a monarquia francesa, eu não gostava de levar nenhuma atividade para casa, por motivos de que algo se apossava de mim e me tornava um tanto quanto preguiçoso com tudo que envolvesse estudos.

O sinal tocou e as pessoas logo correram para fora da sala como se aquilo valesse suas vidas por inteiro e enquanto eu guardava meus livros o grupinho dos meninos de sempre se juntou no fundo da sala para falar sabe-se lá o que, voltei a me sentar na cadeira para esperar Minseok, nós íamos sempre juntos embora, mas o corredor onde ele estudava era bem longe então eu tinha que aguardar com a barriga roncando, já era a hora do almoço.

Peguei meu celular e dei um resmungo baixo por não ter carregado noite passada, eu precisava trabalhar minha preguiça em casa, procurei uma música para ouvir e quando coloquei os fones em minhas orelhas o telefone descarregou, fiz uma expressão de desgosto, nem pude avisar Jongin que mais tarde iria precisar passar na casa dele, minha mãe havia feito bolo e ela queria que eu levasse um pedaço para a mãe do meu amigo.

— Pelo amor de Deus Chanyeol, conta logo, como que foi ? — Sehun, o garoto magro gritou atraindo a minha atenção e em seguida todos fizeram um sinal para ele falar baixo, mais ainda sim eu conseguia ouvir.

— Okay, vou contar, mais saiba que eu sou muito sortudo. — o resto dos garotos deram risadas debochando de Chanyeol.

— Ele pegou e segurou nas mãos dele, com as duas mãos, eu senti um arrepio porque estava gelado, mas depois foi esquentando, ele olhou e ponderou sobre qual seria o gosto, eu dei um incentivo porque ele estava ficando nervoso, e aí cara, ele colocou tudo na boca de uma vez, eu me assustei. — eu franzi o cenho, eu não estava acreditando no que eu estava ouvindo.

— Mas era grande ? — perguntou Suho.

— Eu não quero me gabar, mas é grande, se quiser depois você vem dar uma conferida, tenho fotos — outra onda de deboche.

— Continua. — Yixing disse bravo.

— Tá bom, como eu ia dizendo, a boca dele mexia bem devagar tentando degustar bem sabe, sentir no paladar o gosto do meu...

— Para de enrolação, Yeol. — protestou Yixing.

— Durou alguns minutos, eu tentei avisar que ele poderia se sujar mas quando eu fui tentar falar... ficou um pouco no rosto dele, mas no final ele disse que aquilo tinha um gosto muito bom e queria de novo, então eu precisei dar mais um pouco, ele deu mais uma abocanhada e eu lambeu tudo. — todos os garotos soltaram um som de surpresa e iniciaram outros comentários.

A minha mão estava sobre minha boca cobrindo meu choque ao ouvir aquilo, levei um susto ao ouvir Minseok me chamar da porta da sala e fui ao encontro dele ainda com a cabeça naquelas palavras.

[...]

— Kyung, você avisou o Jongin que você vai ir lá, eu queria que você pegasse emprestado dele um HQ da mulher maravilha, já combinei tudo com ele.

— Não sei, Minha mãe não para de ficar me pedindo pra levar aquele bolo, parece até que é um presente atrasado, é só bolo.

— Como você pode andar comigo e ao mesmo tempo dizer que "É só bolo" ? Retire o que disse agora ! — disse o Seok indignado.

— Óbvio que não, eu ando enjoado de tanto bolo na minha vida.

— Inclusive o bolo que as garotas te dão, não é Kyung ? — Minseok levou dois socos no braço e foi rindo pelo resto do caminho.

Seguimos em silêncio até onde ficava a casa de Seok, dei um "até amanhã" para ele e segui até minha casa, mas aos gritos, Minseok me fazia parar para ouvi-lo.

— Ei, já que você vai visitar o Jongin, pede pra ele te ensinar algumas coisas.

— Me ensinar o que ? — perguntei desanimado.

Minseok me respondeu com um movimento impróprio feito com as mãos, simulando masturbação, eu revirei meus olhos e voltei a andar.

— E não esquece da minha HQ, te vejo amanhã.

— Eu não sei nem porque eu ainda sou seu amigo Minseok. — falei em um tom para que ele pudesse ouvir.

— Porque você me ama. — e então, definitivamente, eu fui para minha casa.

[...]

Eu estava me despindo tranquilamente quando ouvi a voz autoritária e dócil da minha mãe me chamando no andar de baixo, com certeza era sobre o assunto do bolo, já que eu não toquei mais no assunto desde o dia anterior, na verdade a preguiça que sempre me acometia dentro de casa havia se apossado do meu corpo.

— Filho, assim que almoçar por favor, leve a torta a casa da Min Seung Ha, acabei de conversar com ela no telefone e prometi que ainda hoje levaria para ela, você já aproveita e visita o Jongin, Min disse que ele cresceu bastante.

Eu olhei pro travesseiro e o colchão e soltei um murmúrio sobre a situação lastimável a qual eu me encontrava, ser um adolescente preguiçoso não trazia muitas vantagens.

Respondi com um "Ok" e voltei a tirar as roupas como se estivesse em slow motion, não poderia me esquecer do HQ que Minseok pediu, eu odiava ser mediador de empréstimos entre as pessoas, era algo que não tinha nada a ver comigo e ainda sim eu estava no meio.

[...]

Jongin não era um jovem estudante igual a mim, que enquanto os outros jogavam conversa fora estava tentando ao máximo aprender algo nas aulas, mas sim alguém que conseguia tudo sem muito esforço.

Ele era alto demais pra alguém do ensino médio e desenvolvido corporalmente num nível um pouco acelerado, ou era eu que não tinha me desenvolvido o bastante.

A verdade é que ele tinha aquele jeito insolente e despreocupado, onde parece que tudo em volta é chato e entediante, sempre andava com um pirulito de morango na boca e usava a camisa do uniforme com dois botões abertos, mas ele mudou de colégio quando estava terminando o segundo grau, o mesmo me disse que recebeu uma proposta de uma instituição que oferecia treino de vôlei junto com a matriz curricular normal, então eu deixei de o ver com frequência.

É, eu também não sei em qual ponto desenvolvemos essa estranha amizade porque as nossas diferenças são nítidas a olho nu, mas o ponto é que, estava eu sentado na beira da cama dele vendo os adesivos colados na perna da escrivaninha de estudos que ele tinha, um deles eu mesmo colei, era um pônei azul com rosa.

O bolo ficou lá em baixo na cozinha onde a mãe dele com dois beijos nas minhas bochechas me agradeceu por ter uma mãe com mãos de fada, fui involuntariamente destinado a levar também um pedaço para o meu grande amigo e aproveitar pra dizer um "Oi", como a responsável por ele disse.

Jongin havia ido no banheiro assim que eu entrei então pediu pra que eu o esperasse, então assim eu fiz, rolava meus olhos pra lá e pra cá, fazia tempo que eu não frequentava aquele local, acho que houve alguma mudança nas cores das paredes, além de que acho que estava tudo mais espaçado.

— Voltei Kyung. — aparentemente, não foi uma simples ida ao banheiro, já que o cabelo dele estava molhado.

— Se eu estiver atrapalhando eu posso ir embora. — eu ainda estava pensando na minha cama, mas também algumas ocorrências de mais cedo começaram a pipocar das minhas memórias.

— Não, por favor, eu estava suado do treino de vôlei, minha mãe avisou em cima da hora que você vinha, eu não estava num bom estado. — então eu acho que ficaria um pouquinho.

— Tudo bem, na verdade eu só vim trazer um bolo que a minha mãe insistiu em dar a sua, o seu pedaço está ali em cima da mesa, é de chocolate e avelã com recheio de chocolate meio amargo e glace de baunilha.

Ele foi ate o prato rápido demais para o meu gosto, pegou o garfo e colocou um pedaço muito grande dentro da boca, eu me assustei, os treinos de vôlei proporcionavam toda aquela fome ?

— Desculpa eu não comi nada ainda e eu amo os bolos da sua mãe, senti falta deles.

Ele abriu o laptop que estava em cima da mesa e se sentou ainda mastigando o pedaço de bolo, fiquei em duvida se deveria puxar alguma conversa ou só fingir que não estava ali, mas ele foi mais rápido.

— Então, como vai o colégio, ainda tira notas altas ou não ?

— Continuo a mesma pessoa, não mudei em nada, e a propósito, Minseok pediu que emprestasse o seu HQ da mulher maravilha, ele anda me enchendo com isso desde ontem. — eu não tinha muito o que falar de mim.

— Certo, quando for embora não esqueça de me pedir novamente. — mas eu não pretendia ficar.

— E você, como anda ? — perguntei só por educação.

— Muito treino, muito estudo e muita dor de cabeça também. — Ele fez uma expressão cansada.

— E a sua namorada ?

— Nós meio que perdemos um pouco o contato, as coisas esfriaram depois que ela foi pro Canadá, além do que eu tinha que passar por varias coisas quando eu estava com ela, era um pouco estressante.

— Terminamos por vídeo chamada. — um tom de tristeza veio a aparecer nas palavras dele.

Não vou fingir que não fiquei surpreso, eles pareciam tão bem juntos, e foi por isso também que a minha frequência naquela casa se tornou quase nula, não era um espaço onde eu deveria estar, ou o espaço não cabia três pessoas, relacionamentos são um tanto quanto complicados.

— Mas e você, me conta um pouco de como está a sua vida, faz um bom tempo desde que te vi pela última vez. — o vi mudar de assunto. 

— Como eu havia dito, continuei minha vida da mesma forma, sem nenhum acontecimento tão fora do normal, apenas frequento casa, escola e de em quando o parque. — falei eu percebendo o quão sem graça era viver daquele jeito. 

— Não teve ninguém especial por esse tempo ?

— Não que eu consiga me lembrar — falei sem importância, eu estava criando coragem pra perguntar algo mas a vergonha estava me impedindo.

— Olha, se você quiser sair, eu posso te apresentar algumas pessoas, você pode gostar.

— Eu não sou muito de sair sabe, prefiro a minha cama e meu travesseiro. — na realidade eu não me sentia bem com pessoas que eu não conhecia.

— Tudo bem, se precisar se algo é só dizer. — ele voltou ao laptop.

Era a oportunidade perfeita.

— Eu acho que eu preciso. — falei mais para mim do que para ele.

— Pode dizer, quero compensar esse tempo em que não te vi. — a atenção dele ainda estava na tela do aparelho.

— Você já fez...alguma vez...é. — como era difícil falar somente duas palavras

— O que ?

— Você já fez sexo oral ou qualquer outra coisa relacionada a isso ?

Eu despejei tudo num fôlego só morrendo de vergonha, com as bochechas queimando, eu mal cheguei e já estava fazendo uma pergunta daquelas que no mínimo era inconveniente da minha parte, mas ele fechou a tampa do computador e virou a cadeira pra mim.

— Você está com algum problema sobre isso ? — Jongin perguntou com a atenção voltada a mim.

— É que, hj eu vi uns meninos na sala fazendo uns comentários idiotas sobre isso, então...eu não sei, queria saber sobre.

— Mas o que você quer saber ? — o Kim relaxou na cadeira estalando os dedos.

— Eu fiquei curioso... — eu não sabia pra onde olhar.

— Bom, é basicamente uma outra forma de proporção de prazer só que com a boca, assim como também pode se usar as mãos. 

— E que sensação tem ? — eu questionava transpirando vergonha.

Ele abriu a boca e fechou varias vezes, parecia formular um texto dentro da cabeça, e então se levantou e foi até a porta girando a chave levemente.

— Fechei a porta pra você ficar mais confortável, mas respondendo a sua pergunta, a sensação é relativa, ela se diferencia de pessoa pra pessoa, mas no geral é boa.

— Entendi. — respondi vago porque aquilo eu já sabia.

O Kim engoliu mais um pedaço de bolo e voltou a me olhar, parecia que ele tentava me ler e pensar ao mesmo tempo.

— Você já tem alguém pra fazer isso ? — perguntou limpando os lábios.

— Não, eu nunca fiz esses tipos de coisas, era só que esse assunto não sai da minha cabeça e enfim, agora estou aqui perguntando esse tipo de coisa pra você sendo que não te vejo mais ou menos um ano, acho melhor eu ir agora. — o arrependimento bateu na porta.

— Kyung, espera, você acabou de chegar, não tem nenhum problema em falar sobre isso.

— Eu acho que eu tenho que voltar Jongin, se não minha mãe vai me linchar quando eu chegar em casa depois do horário.

— Olha, eu não sou um expert nisso mas... — ele ponderou alguns segundos com uma expressão séria.

 — Você quer sentir como é ? — eu estava prestes a tomar todo impulso pra sair por aquela porta mas eu tive que me sentar novamente

— O que ? Não, não, você é meu amigo, não tem nada a ver.

— É por nós sermos amigos que eu estou propondo isso, amigos ajudam uns aos outros certo ? Eu não tenho problema nenhum em você ser um cara.

Quem ficava oferecendo esse tipo de coisa por aí assim ? estou no mínimo sem jeito de estar na situação que eu acabei entrando, eu estava contraindo os dedos dentro do tênis, ninguém nunca perguntava se eu queria algo, além do que ele me propôs aquilo com uma seriedade tão intensa que era até estranho, não teve risadinhas ou piadas. 

— Vamos fazer o seguinte, eu sei que você está surpreso, então vou deixar esse último pedacinho de bolo aqui, caso você quiser, é só dar uma mordida, vou pegar um copo de água.

E Jongin saiu do quarto deixando a porta escancarada, aquilo era muito surreal, olhei aquela massa doce com glace branco e por longos segundos uma briga interna acontecia dentro de mim.

Morder ou não morder ? Deixar um amigo que a tempos eu não via me propor algo indecente ? Aceitar essa proposta ? Eu me arrependeria ? E a nossa amizade ?

Ouvi os passos de alguém se aproximando então arremessei tudo dentro da boca e engoli rápido, o medo e todas as outras questões deram vida aos meus impulsos.

E ainda derrubei a faca no chão fazendo um barulho imenso para as minhas inseguranças.

Jongin voltou com o copo de água na mão caminhando para dentro sem pressa alguma, como se não estivesse nem aí pra o que talvez iria acontecer. Ele chegou, mirou o olhar sobre o prato vazio e para a faca suja caída no chão, tomou a água devagar e corou.

Ele ficou tímido ?

— Mãe, vou ajudar o Kyung com um trabalho, se quiser algo me peça depois, tudo bem ?

— Tudo bem filho, vou dar uma saída e logo volto. — ouvi a senhora Min Seung Ha dizer no andar de baixo.

E então ele fechou a porta devagar, a trancou e deixou o copo perto do notebook, apoiou as duas mãos na cintura procurando algo em volta, foi até o banheiro e voltou com uma caixa de lenços, trouxe também balas de hortelã que estavam dentro de um pote de vidro, até a caixa de lenços eu estava compreendendo, mas pra que as balas ?

Ao terminar, em passos um tanto quanto calmos, Jongin veio a se sentar na cama junto a mim, escondi minhas mãos entre as coxas, eu estava tremendo.

— Olha, como isso é novo pra você eu queria saber se quer tentar fazer ou se quer que eu faça.

Eu me encontrava morrendo de medo e sem jeito e ele ainda me fazia aquele tipo de pergunta como se eu fosse saber escolher.

— Eu não sei, o que você acha melhor ?

— Okay, eu faço. — afirmou sem pensar muito.

O Kim se levantou e abriu novamente o laptop para dar play em uma música ambiente.

— Isso é só por precaução, não sei sobre como você geme, então, vamos descobrir ? — deu um sorriso curto para me entreter.

— Isso está estranho, eu não imaginei que seria assim. — precisei falar a verdade no mínimo uma vez.

Eu nunca tinha feito nada mas eu possuía minhas expectativas, e, aquilo estava sem nenhum tipo de.... afeto ? Não que eu esperasse flores, velas, chocolate, ou algo do tipo. 

É certo de que eu não deveria esperar nada além do meu amigo, que era só um amigo, mas sei lá, acho que poderia ser um pouco mais.... não sei a palavra ao certo.

— Entendi. — então ele tirou a camiseta.

— Como é a sua primeira vez, acho que merece algo especial. — disse calmo e seminu ao meu lado

Ele tinha feito tatuagens, algumas inscrições em latim e números romanos, o que me fazia sentir coisas a mais, o corpo estava no ponto correto, ou seja de tirar o fôlego, tinha mais músculos e definição desde a ultima vez que o vi, mas ele ainda era meu amigo.

Jongin olhou para o prato sujo de bolo e agarrou o garfo com uma mão levando a boca lambendo explicitamente todo o glace restante nas hastes metálicas, eu fechei ainda mais as pernas em volta das mãos.

Talvez fosse demais pra mim ver aquilo, só não mais do que ver ele jogar o cabelo úmido para trás, meu olhos observavam os movimentos tentando aprender o que ele fazia, o que era óbvio que não estava dando certo.

O Kim me olhava tentando deixar o ambiente confortável, me jogava mais sorrisinhos, passava a língua pelos lábios de vez em quando, vi ele ficar de pé, o quadril estava na direção do meu rosto, vi a borda da cueca preta sobressair o shorts fino, passei a observar formas e volumes, coisas que talvez poderiam ser frutos do nervosismo.

— Quer me tocar ? — ele me olhava de cima.

A pergunta veio fácil como se ele quisesse que eu respondesse sim, mas fiquei receoso, a minha cabeça estava sendo bagunçada e saindo fora do ar.

Então ele segurou minhas mãos levando-me a encostar na pele sobre o peito quente, Jongin deixou minha mão ali como um incentivo me olhando com um sorrisinho de lado, aquilo era para me deixar confortável ou envergonhado ?

Depois de saber a textura que um corpo atlético possuía, desejos malucos passaram pela minha mente, corpo e boca, então resolvi pegá-los e joga-los longe, Jongin abriu minhas pernas e ficou de joelhos entre elas, meus dedos ainda estavam sobre si, ele arrumou os cabelos mais uma vez

Muito inseguro ainda, passei minhas digitais mais uma vez por vontade própria sobre as tatuagens reconhecendo o corpo dele na minha mente, posso dizer que estava tentando me soltar um pouco, senti o coração alheio bater num ritmo totalmente diferente do meu, era injusto ter meu peito quase expulsando meu coração e o dele numa calma quase irritante.

Eu parei os toques para não arriscar tanto a minha inexperiência, era triste saber se eu poderia ou não poderia.

O boné que estava na minha cabeça foi tirado gentilmente, o colete escorregou pelos meus braços com a ajuda dele, e em dois segundos a minha camisa estava no chão.

Vi o Kim agarrar uma bala, desembrulhar e jogar dentro da boca, o papel foi guardado dentro do bolso da frente da minha calça, o doce era movimentado visivelmente indo de uma bochecha a outra, o cheiro refrescante veio até mim relaxando meus sentidos agitados.

— Quer me beijar Soo ?

Naquela hora eu torci os dedos dentro do meu tênis tamanho trinta e sete de um forma tão rápida que a circulação deve ter parado, eu tinha a oportunidade, ou na verdade, tinha quase tudo esperando para acontecer.

Balancei a cabeça em negativo.

Sim, eu neguei, talvez eu fosse medroso demais para aquela fase, mas foi o que aconteceu.

Ele deu uma risadinha curta e murmurou um "tudo bem" insinuando estar chateado, eu pensei que tudo tinha acabado ali e que seria eu e minha imaginação dali pra frente, mas o jogador de vôlei ainda tinha alguns "saques" para se fazer.

Jongin se levantou e se curvou sobre mim, me deitando sobre a cama, eu observava atento com as pupilas nas dele com todo o medo o mundo de estragar a situação mesmo sem entender nada.

— Você cresceu Kyung.

Ele me olhava de um jeito específico, querendo algo mais e fazendo um esforço enorme para não fazer absolutamente nada.

A fala me fez enrubescer mais do que eu já podia e estava, me fez desviar o olhar para outro ponto enquanto o dele estava sobre meu corpo descoberto.

De repente ele levou a boca em direção a minha mas desceu para o meu ouvido batendo a respiração misturada a hortelã bem perto da minha pele.

— Eu quero te tocar aqui, posso ? — Falou baixo roçando os lábios na curvatura da minha orelha.

— Ahan. — Jongin sorriu perto da minha bochecha.

Aquela boca perigosa veio a percorrer um caminho refrescante até meu mamilo esquerdo, e quando o ar quente bateu ali fechei os olhos tentando não parecer hipersensível. Assim que os lábios foram fechados em volta do local mordi minha própria boca com força, a ardência da hálito de hortelã estava penetrando as camadas do meu corpo, a língua quente entrou em ação causando um pequeno choque, pressionando em movimentos circulares as sensações eram diferentes, totalmente novas.

— É gostoso pra você Soo ? — Balancei a cabeça em afirmativo.

Então como se estivesse com o garfo sobre a boca ele lambeu forte o local fazendo meu ar parar, foi com muita pressão, abri um pouco os olhos e notei o que senti, toda a língua estava para fora da boca sobre mim, se esfregando e pressionando minha pele, meu membro deu um pequeno espasmo dentro do meu shorts logo abaixo dele.

E o Kim sentiu.

Sugou rapidamente a pele do meu abdômen deixando uma mordidinha perto do umbigo, voltou a se encaixar entre minhas pernas, jogou o cabelo para trás novamente, a mesma visão pareceu arrancar toda a força do meu diafragma, minha expressão era a mais amolecida possível, olhar o meu amigo de outra forma e fazendo outras coisas me causavam outros tipos de coisas.

Secretamente enfiou outra bala dentro da boca e mastigou rápido.

— Posso continuar ? — perguntou com a mão no botão do meu shorts, e eu dei um movimento afirmativo porque se não eu iria desistir, minha confiança e autocontrole não durava por muito tempo.

Jongin retirou o botão de sua casa e desceu o zíper, onde o cursor passou sobre a borda inchada da minha glande, meu quadril deslocou alguns graus para o oeste.

A peça de roupa foi tirada com um pouco de dificuldade levando em conta que eu estava perdido na imagem do meu amigo com as minhas pernas sobre seus ombros facilitando o ato, mas logo eu estava sem ela, me preparei para tudo o que poderia ocorrer, puxei todo o ar que pude mesmo que com dificuldade, quando olhei de novo, ele estava umedecendo os lábios com meu pênis em mãos.

Primeiro o Kim mordeu a pele das minhas coxas, deu mini selares, para então subir lambendo tudo o que podia até a base do meu falo duro, eu queria gemer, fechar as pernas, parar de tremer, tentar não olhar, então tudo deu errado quando ele bateu o topo na palma da mão tirando um gemido doloroso de mim.

— Seu pau está inchadinho Soo.

Eu amaldiçoei o universo por ouvir aquilo, fez meu coração disparar e o meu traseiro formigar, eu tentava suplicar silenciosamente com o olhar para que meu amigo não dissesse mais aquelas palavras, e ele fez questão de me ignorar.

— Vou bater uma pra você.

Entortei todo o meu corpo enquanto ele me masturbava fazendo aqueles barulhos que os meninos imitavam dentro da sala de aula, meus gemidos saiam por entre os dentes ao senti-lo apertar mais os dedos em volta, mas quando ele parou eu o olhei como um cãozinho carente de atenção.

— Posso por na boca ?

— Pode sim — minha voz saiu misturada com gemido e desespero.

Jongin abriu a boca e quase engoliu toda a minha extensão, agarrei os lençóis, ainda o hálito de hortelã presente naquela boca fez tudo arder tão gostoso que eu não poderia parar quieto.

Meu corpo se remexia, as pernas estavam escancaradas encostadas nos ombros largos dele, uma explosão de sensações e sentimentos se apoderavam de mim sem minha permissão, e quando a língua dele raspava sobre meu comprimento minha cabeça entrava numa espécie de euforia colorida, o ato do meu amigo irradiava ondas de calor intensas demais, era surpreendente.

— Olha pra mim. — ele pediu com o timbre de voz rouco.

Prestei atenção nos sons da boca alheia indo e vindo, abrindo e fechando, sugando e deixando, ora me massageando ora me mordendo, era tão bom quando ele encaixava o topo como se fosse um pirulito de morango entre os lábios.

Em certo momento ele firmou as mãos sobre meu quadril, acho que eu estava agitado demais devido aos trabalhos orais do jogador sobre mim.

Então ele resolveu raspar os dentes de leve e me limitar de enlouquecer logo, Jongin queria que eu ficasse preso embaixo de suas mãos, e o engraçado é que de um momento para o outro ele impulsionou-me rápido contra ele mesmo segurando tudo bem firme pra não perder nenhum centímetro do controle.

E eu quase gritava, quase virava do avesso por pensar em assimilar toda a situação absurda em que nos encontrávamos, sim, ele queria me deixar por um fio, e então uma sensação de satisfação estava preenchendo meu cérebro devagar, meu ventre tremeu e eu não estava com frio, algo estava aumentando no meu interior.

— Jongin, e-eu estou me sentindo estranho.

A situação a qual se sucedeu foi o Kim colar minhas coxas nos ouvidos, como se quisesse ouvir minha vibração interna, movimentou mais rápido a língua pressionando os lábios em volta e aumentando a sucção, como se estivesse a fazer um trabalho sério, em certos momentos eu ouvia ele dizer algumas palavras chulas soltas pelo ar.

— Goza pra mim Soo.

O jeito que a sentença saiu dos lábios lambuzados de saliva foi uma ordem no modo imperativo que arrepiou minha pele ao ponto da dor, um leve tapa sobre minha bunda foi a deixa para que meu primeiro orgasmo caísse sobre os lábios alheios.

Meu gemido manhoso foi ouvido por mais ou menos dez segundos, meu neurônios explodiram dentro do meu cérebro, meu abdômen se contraiu violentamente e sem perceber apertei o rosto de Jongin entre as pernas.

Um relaxamento instantâneo correu meus nervos como se eu tivesse perdido as forças, assim que consegui abrir os olhos, meu amigo limpava o rosto ainda entre mim, eu não conseguia falar muito, mas chamei por ele por ver o que eu tinha feito.

— Não se preocupe com isso, como se sente ?

— Eu não sei, é complicado explicar. — eu dizia um pouco cansado.

— Foi bom ?

— Sim. — foi bom pra caramba.

— Quer tomar um banho pra se limpar direito ? — eu aceitei.

Meu amigo saiu dentre as minhas pernas para pegar uma toalha limpa e depois me ajudar a levantar, enrolei o tecido sobre meu corpo porque apesar dele ter visto absolutamente tudo eu ainda estava envergonhado, tirei os sapatos e as meias, deixei em um canto e corri até a porta do banheiro, parei e olhei para trás, Jongin estava sentado apoiando-se nos cotovelos olhando para baixo, ele estava duro.

— Eu não achei que isso ia acontecer. — o jogador de vôlei me devolveu o olhar acompanhado de um sopro de risada.

— Vá para o banho, vou resolver esse problema. — pediu abrindo o zíper na minha presença.

Em passos largos eu entrei e fechei a porta, mas e se eu dissesse que eu queria ficar e assisti-lo resolver o problema ? Enfim, me infiltrei debaixo da água gelada mesmo para lavar todas as vontades incoerentes e devassas da minha cabeça, soltei um murmúrio com o banho de água fria literal que levei, a água esquentou gradativamente me deixando a vontade.

Entrei na dúvida de saber se era ou não era a hora de desligar o chuveiro, então diminui a vasão da água, saí do box e encostei meu ouvido na porta, tentei ouvir algo mais a droga da música ambiente de antes estava me atrapalhando, sorte minha que ela estava no final e parou então eu pude captar os efeitos sonoros das cordas vocais de Jongin.

Ainda que baixos, os suspiros de satisfação chegavam até mim, era como se ele estivesse em uma conversa suja com alguém, monossílabos eram soltos no ar e finalmente eu escutei de novo o barulho da mão se movendo sobre a pele, poderia ser loucura da minha cabeça, mas em certos momentos ele chamava por mim, fiquei ali até ouvi-lo avisar sobre o orgasmo e logo em seguida praguejar alto e com força.

Voltei ao banho, joguei toda água possível no rosto para não transparecer meu rubor, dei batidinhas sobre as bochechas, deixei a água molhar tudo de forma geral e desliguei o chuveiro. Gritei pare que meu amigo trouxesse minhas roupas e assim foi feito, me sequei, me vesti e saí

— É eu acho que vou indo agora, está esfriando.

— Tudo bem, eu vou te dar um moletom meu, depois você me devolve.

— Okay.

Peguei o agasalho e me vesti, Jongin vestia alguns números a mais que eu então era normal ficar sobrando um pouco, coloquei meu boné na cabeça e fui em direção a porta.

— Kyung, diga a sua mãe que o bolo estava ótimo, especialmente o glace de baunilha.

— Ela vai adorar saber que gostou. — informei.

— Domingo você está livre.

— Domingo ? Porque ? — perguntei não entendendo.

— Por causa do moletom. — Ah qual é, o moletom ?

— Eu te entrego amanhã, não se preocupe.

— E eu queria ir tomar um sorvete também, se você não se importar, tenho certeza que ainda tem coisas a me contar.

— Ah, eu acho que sim. — acho que fiquei feliz com o convite.

— Domingo então ? — perguntou esperando minha confirmação.

— Pode ser. — virei as costas para destrancar a porta pois estava difícil de sair daquele quarto.

Assim que voltei a me virar para a despedida final Jongin estava em pé, ainda sem camisa, em minha frente, sorrindo de lado, minha boca batia em seu queixo, meu nariz em seus lábios, e meus olhos em seu nariz, levei um susto, voltei a corar violentamente, pelo amor de Deus até quando aquilo iria acontecer.

— Você esqueceu algo. — disse baixinho.

— Esqueci ? 

— Ahan. — Uma mão saiu de trás do corpo dele para parar ao lado da minha cabeça ao se apoiar na porta, ele se aproximou tombando a cabeça para o lado direito, minhas mãos estavam tremelicando, uma gota de suor ameaçava a escorrer da minha testa, contraí os dedos do pé pela última vez.

— O HQ do seu amigo, eu te pedi para me lembrar mas acho que acabou esquecendo. — ele enfiou a revistinha entre nossos rostos deixando só os olhos amostras, que ódio.

— Ah, é verdade, obrigado, agora vou indo, até mais. 

Mas ele continuava ali, parado, me olhando com um sorriso no rosto, quantos sorrisos desses eu já tinha visto hoje, eu empurrei de leve o peito dele e o Kim respondeu meu toque se afastando, me virei, finalmente destranquei a porta, abri botando um pé pra fora, virei de costas, o que foi um erro.

Jongin avançou rápido e deixou um selar rápido na ponta do meu nariz me deixando incrédulo, estupefato e surpreso, o mais alto voltou pro quarto com um semblante de vergonha, se sentou na mesa e voltou a mexer no laptop como se nada tivesse acontecido.

— Até mais Soo. — e então eu fui embora.

[...]

Minseok estava todo contente pelo pacote que eu trouxe a ele, como se eu tivesse cara de entregador postal ou algo do tipo.

— Kyungsoo, obrigado, sabia que você faria isso pra mim. — disse enquanto folheava a revistinha.

— Por nada, só cuida direito disso porque não é seu.

— Relaxa, vou cuidar como se fosse minha, eu sei que é do seu Jongin. — eu o olhei torto.

— Se tivesse aprendido a não falar tantas besteiras as suas notas seriam bem mais altas.

— Eu liguei pra ele ontem somente pra confirmar se você tinha lembrado de pegar a minha encomenda e Jongin comentou que você passou a tarde toda lá, aprendeu algo pelo menos ? — e eu senti o deboche nas ultimas palavras.

— Aprendi que eu não devo me meter na vida dos outros, acho que você também deveria ter aulas disso com ele.

— Olha Kyung, se ele meteu em você ou não, eu não tenho nada a ver com isso, foi só uma pergunta. — Minseok levou um tapa na orelha.

— Ai minha orelha seu estúpido, pela raiva deve ter sentado gostoso então. — eu cansei de revidar.

O sinal tocou anunciado que era hora das aulas e enfim me separei do pé no saco do Minseok, que belo amigo eu fui arrumar, mas eu gostava dele.

[...]

Estávamos guardando as coisas para ir embora e mais uma vez Chanyeol e o grupinho se reuniram e começaram as risadas e os cochichos, então ouvi meu nome ser chamado, aquilo era muito estranho.

— Ei Kyungsoo, aqueles bolos que vendem na padaria central são os da sua mãe não é ? — Perguntou Chanyeol.

— Sim, são. — apenas confirmei sem me importar.

— Você poderia pedir a ela que nos passasse a receita do de framboesa e amora, eu eu os caras iremos tentar fazer.

— Porque vocês querem fazer bolo ? — questionei achando inútil aquela situação.

— Eu quero ser gastrônomo e estou fazendo um curso, além do mais acho que você ouviu um pouco da nossa conversa ontem, nós falamos alto demais, mas era sobre o bolo de floresta negra da sua mãe, eu tirei a sorte grande de encontrar um pedaço muito grande, precisei até dividir com o Baekhyun.

Espera, aquela conversa toda sobre morder, enfiar tudo, pegar nas mãos, ser grande, lamber e saber o gosto era sobre um bolo ?

 

 

 

Fim


Notas Finais


Obrigado a você que leu até aqui ! 😍💖💖💖

Até mais !


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