História Can You Help Me? - Capítulo 2


Escrita por: e LIAMX

Postado
Categorias Seventeen
Personagens Jeon Wonwoo, Kim Mingyu, Lee Jihun "Woozi", Soonyoung "Hoshi", Wen Junhui "JUN", Xu Ming Hao "THE8"
Tags Da Série: Otp Maravilhoso, Jun Leva Corno Mesmo, Meanie, Menção Wonhui, Mingyu, Otp, Otp Da Vida, Seventeen, Soonhoon, Wonwoo
Visualizações 232
Palavras 1.883
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OI GENTE. Apareci do nada né?

Não tem um motivo para eu ter voltado, achei o capítulo antigo no porão e falei "quer saber? Vou editar" e cá estou. Espero que alguém ainda esteja ai :3 Boa leitura!
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Capítulo 2 - Wonwoo, Wonwoo, Wonwoo, Wonwoo.


– Tsc...

 Mingyu sorriu de canto ao ouvir mais uma vez o resmungo de Wonwoo, que parecia estar impaciente sentado no banco do passageiro. Já era a terceira ou quarta vez que ele suspirava desde que haviam deixado a pequena garota nos braços de uma das boas senhoras que trabalhavam no orfanato, contando toda a história falsa de Mingyu. Ele ficava olhando pela janela a paisagem caótica que era a cidade de Seoul a noite, enquanto abraçava o próprio corpo na tentativa de se esquentar, pois sentia frio por estarem com as janelas abertas. 

– O que foi desta vez? - Perguntou com os olhos ainda presos a rua. 

– A gente não deveria ter deixado ela lá. Era tão pequenina e indefesa... Nós podíamos cuidar dela! 

– Não é tão fácil cuidar de uma criança. Ainda mais sem mãe, ela precisaria de leite por meses e muitos outros cuidados que nenhum de nós dois deve saber ter. Foi melhor pra ela ficar lá, vai ser bem cuidada por aquelas senhoras e, com sorte, vai ter dois pais que amem muito ela.

– Eu sei, é horrível admitir, mas tem razão. Só que você vai me prometer que se tivermos condições e ela ainda estiver lá, nós iremos voltar para buscá-la! 

– Eu prometo. Depois de resolvermos a sua vida, nós vamos procurar por ela de novo. - O moreno sorriu largo, abraçando ainda mais o próprio corpo como se estivesse abraçando ao outro, mas sem muita intimidade. – Mas agora, minha criança é você. 

– Eu não sou criança! Não preciso de uma babá. 

– Claro, senhor Jeon adulto Wonwoo. 

Com essa pequena discussão rolando, Mingyu decidiu parar em uma cafeteria para comer algo, utilizando o dinheiro que o menor tinha e uns trocados que tinha nos bolsos. Ele parou um pouco a frente do estabelecimento e desceu junto a Wonwoo, entrando e se sentando logo nos primeiros bancos vazios. 

- Um expresso simples com uma torta de abacaxi e um suco de laranja com leite, junto com um bolo de morango com chantilly. - Mingyu sorriu fraco para a atendente e esta saiu, deixando que sua atenção caísse sobre o moreninho de pijama, que aproveitara aquele tempo para olhar sua ficha, lendo calmamente as inúmeras letrinhas impressas em papel ofício. Tudo ali era estranho demais para si, mesmo que fosse tudo sobre sua personalidade.

- Dezessete de junho de mil novecentos e noventa, tipo sanguíneo... Aish, não tem o porquê de eu ter perdido a memória?

- Deve ter sido por algum acidente. - O moreno mais alto disse, virando seu rosto para a janela. Parecia que iria chover, pois o céu estava carregado de nuvens.

- Mingyu... - Jeon chamou a atenção do outro, mas esperou a garçonete entregar os pedidos para começar a falar enquanto comia. - Você pode me falar mais sobre você?

- Sua boca está suja de chantilly. - Fora a única coisa que Kim disse limpando o canto dos lábios de Wonwoo.

- Não mude de assunto Mingyu Hyung. - Mingyu se permitiu rir, bebendo um gole de café, e colocou os dois cotovelos sobre a mesa para se aproximar do menor. - Do que você riu?

- Acho que realmente precisamos falar sobre mim, hm? Bom, como você já sabe, meu nome é Kim Mingyu, tenho vinte e três anos. - Parou alguns segundos para pensar no que mais poderia falar.  – Moro numa casa alugada, faço uns bicos pra sobreviver, sou solteiro, moro sozinho desde cedo... Acho que só. - Deu os ombros, se sentindo satisfeito quando Wonwoo assentiu, mesmo que fosse tudo uma grande mentira. 

Depois de saírem da cafeteria, Mingyu e Wonwoo seguiriam para o endereço da tal carta, deixada por um ser até então desconhecido. Talvez irmão, ou um amigo muito próximo de Jeon.

- Wow. - Foram as únicas falas que saíram dos lábios que Kim, assim que chegaram ao prédio destino. O mais velho estava tão abismado que nem sequer conseguira dizer nada.

- Senhor, tem permissão para subir? - Reparou na atendente baixinha, de pele bem clara e bochechas cheias. Seus olhos eram tão pequenos que ele se perguntava como ela ainda conseguia enxergar com a franja grande sobre o rosto.

- Sim. Eu estou acompanhado de um dos donos do apartamento. - Apontou ao moreno mais baixo, que permanecia imerso a beleza exuberante do prédio.

- E você quem é? - A garota direcionou sua pergunta a Jeon, que por hora arregalou os olhos pretos, migrando seu olhar para o Kim ao lado, enquanto - pelo olhar. - o perguntava qual era o seu nome. Mingyu quis rir do esquecimento do mais velho, mas se segurou por um instante, ao lembrar da  situação deste. Não havia esquecido de tudo porque queria.

- Sora-Yah! - Levantaram seus olhares a outra moça que chegara agora, dando leves tapas na mais baixa dos quatro, a repreendendo. - Ele já mora aqui, é Jeon Wonwoo. Podem subir! - Ela sorriu fraco, tentando consertar o mal entendido. Mingyu a olhou com desprezo, - expressão que, para ele, estava sempre estampada no rosto dos nobres. - e estendeu o braço a Wonwoo, o puxando dali para seguirem ao elevador.

- Você é louca? Sorte a sua que Wonwoo estava de bom humor, senão ele já teria arrancado seus olhos!

- Que dramática Unnie. Ele parecia ser fofo e bem inofensivo. - Apoiou o rosto sobre as mãos, encarando os dois garotos um pouco mais longe.

- Parecia. Eu aposto que deve ser fetiche daquele outro lá, ele nunca é calmo assim.

- Não sei, só sei que parece. - Sorriu, mesmo que de canto. - Mas, Unnie... Onde será que ele conseguiu aquele homem tão bonito? - A mais velha de os ombros, se colocando na mesma posição que a garota, com o rosto sobre as mãos.

- Sei lá. São tantos que eu me mordo inteira de inveja. E aquele chinês então? Que pecado de homem!

- É feio falar do namorado dos outros assim Unnie!

 –  Difícil é saber se é ele o namorado mesmo. 

As duas riram o mais baixo que podia, continuando a falar sobre a vida do moreninho, que agora mesmo se concentrava em gravar o seu próprio nome. Repetiu pelo menos dez vezes, tentando enfincar aquelas "quatro" letrinhas na sua mente. Não entendia por que raios sua mãe havia o dado um nome com a pronuncia tão diferente da escrita. Afinal o que tinha a ver Wonwoo com Wonu? Ele poderia anotar se não fosse tão complicado.

- Wonwoo, Wonwoo, Wonwoo, Wonwoo... - Ele sussurrou, abraçando fortemente ao braço de Mingyu, já dentro do elevador partindo para o andar que queriam.

- É tão fácil de lembrar. Por que a dificuldade? - Kim acariciou seu rosto, sentindo o choque entre as peles de temperatura diferentes.

- Não sei. - Jeon suspirou pesado, parando para prestar atenção nos espelhos em volta dele. Então aquele era ele? Com os cabelos extremamente pretos, meio cacheados meio lisos, a pele branquíssima, e o rosto quase pálido, tendo traços quadrados muito bem marcados. O corpo era bem magro, levemente raquítico, e parecendo ser delicado. Talvez ele se sentisse muito bem com seu corpo antes de perder a memória.

- É bonito não é? - Ele ouviu do maior e logo o viu olhando para si no espelho, ficando com as bochechas ruborizadas pelo elogio.

- Obrigado. Eu não tinha me visto antes daqui. - Ele sorriu, se agarrando mais ao braço longo e não se soltando deste até que chegassem a porta do apartamento, onde ele se separou para pegar a chave da porta.

-Posso falar Wow de novo? - Jeon riu de Kim, observando todo o local antes de dizer algo. Era grande, sofisticado, bonito. E logo no centro da parede vazia, um enorme quadro de Wonwoo estava pendurado. Suas expressões eram estranhas naquela foto, onde se sentava sobre uma janela com panos finos no corpo, o cigarro nos lábios estava em seu início, e parecia como qualquer outro. Mas ele não fumava, certo?

- Esse tal de Jun deve te amar mesmo, para ter colocado um quadro seu bem na sala. Além do dinheiro gasto para uma foto desse tamanho. - Wonwoo sorriu a fala de Mingyu e assentiu calmo, reparando em um pequeno bilhete em cima da mesa.

"Gostou da surpresa? Achei que adoraria ter essa foto em um quadro, já que elogiava tanto ela. Eu deixei algumas coisas na geladeira caso você chegue com fome, seu quarto ainda está intacto como lá, e o guarda-roupas eu nem sequer abri, a chave ainda está na porta. Você sempre diz que aquele negócio tem tudo que te representa..."

- É isso. - Ele sussurrou, ignorando toda escrita no final do bilhete, até ali já o bastava.

- É isso o que? -Kim tentou roubar o papel, mas esse foi amassado e jogado no bolso do casaco de Wonwoo, que seguiu até o corredor sem dizer nada. - Wonwoo? Wonwoo? Wonnie-ah...

Ele chamou manhoso e ganhou a atenção do outro, que quase se derreteu ao ver o biquinho do homem mais novo. Como ele poderia já ter uma via formada, vinte e três anos e ainda parecer uma criança!?

- Eu preciso ver um coisa. Apenas me siga, hm?

Assentiu, seguindo Wonwoo na empreitada de abrir as portas do corredor e vasculhar o guarda-roupas de cada quarto, fazendo Wonwoo praguejar o tal Jun por ter tantos móveis iguais. Ao chegar a ultima porta, ele achou vários quadros empilhados no chão, todos seus. Alguns eram pintados, outros eram apenas fotos com filtro, mas eram muitos, muitos quadros.

Devagar, ele seguiu até o guarda-roupas preto e abriu as duas portas, tentando assimilar tudo aquilo ao seu eu do passado. Aquilo não podia ser seu.

O móvel era pequeno, composto por duas portas e três gavetas. Dentro das portas, um espelho simples grudado no fundo, as caixas eram cheias de piercings e brincos pequenos, assim como alguns anéis. As caixas com colares eram separadas, estes extremamente femininos, com pedras grandes e luminosas, banhados a ouro. Não haviam roupas naquele espaço, - não caberiam afinal, já que eram muitas joias. - e sim na última gaveta, roupas estranhas, curtas, femininas, apertadas. Era tão estranho como o mundo antigo de Wonwoo girava em torno na feminilidade e delicadeza. Ele não se enxergava daquela maneira. A segunda gaveta era repleta de preservativos, dildos, algemas, correntes e vibradores de cores variadas, todos com suas iniciais cravadas em algum lugar. Ele fechou rapidamente a gaveta e colocou a mão sobre o rosto vermelho, fechando os olhos para tentar esquecer o que havia acabado de ver. Aquilo, definitivamente, não podia ser seu.

- O que foi? - Ele despertou ao ou ouvir a voz de Mingyu, nem sequer lembrava que o outro estava ali. Suspirou, abrindo a primeira gaveta para disfarçar o nervosismo.

- Nada. Eu fiquei um pouco tonto, apenas. - Sorriu ameno, e focou seu olhar em todas as fotos e Polaroids a frente de si. Não que fosse estranho ter tantas fotos, só era estranho o fato de que - tirando as fotos que era de Wonwoo sozinho. - em todas elas o moreno estava abraçado a um homem diferente. Por que ele conhecia tantos homens? E, pior, por que tinha fotos com todos eles?



Afinal, quem era realmente Jeon Wonwoo?


Notas Finais


Mingyu babacão mesmo. :v Não o odeiem ainda, daqui a pouco chega o Jihoon pra fazer isso, só relaxem e comentem, se quiserem é claro. Até o próximo!


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