História Can you hold me? - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Jungkook, Kookv, Taehyung, Taekook, Top!taehyung, Vkook
Visualizações 217
Palavras 4.322
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá!

Primeiramente eu gostaria de agradecer o 100 favs do primeiro capítulo aaaa fiquei muito feliz!! Obrigada!!

Eu trouxe hj a segunda parte do prólogo e dessa vez ele está maiorzinho, então espero que vocês gostem!

Arthur, se vc estiver lendo isso, quero que saiba que eu te amo muito e não vejo a hora de te abraçar novamente :(

Ps: mexi na formatação dos parágrafos pq os espaços gigantescos estavam me incomodando muito, então se ficar estranho eu vou ficar full desesperada

Boa leitura!

Capítulo 2 - Memórias


Fanfic / Fanfiction Can you hold me? - Capítulo 2 - Memórias

 

Três anos atrás.


“ —  Jeongguk-ssi  — o mais velho cutucou levemente a barriga lisinha e alva de seu namorado, vendo o garoto de fios escuros resmungar, manhoso. Jeongguk se encolheu na cama de casal, com os olhos fechados e um biquinho extremamente fofo nos lábios pêssegos, recusando-se a sair do calor dos edredons e dos braços de Taehyung. Era uma manhã fria de outono e Jeongguk não tinha coragem alguma para sair do conforto de sua casa, seja para sair com os amigos ou para fazer qualquer outra coisa. — Nós precisamos encontrar o Namjoon e o Jin daqui a pouco, amor.

— Eu não quero, Tae. Quero ficar agarradinho em você o dia inteiro! — puxou a coberta grossa até o topo de pescoço, deixando apenas o rosto para fora. Taehyung riu com a marra toda de seu amor. Conhecia o mais novo e sabia que Jeongguk não levantaria daquela cama tão cedo, o jeito era ceder e deitar novamente, tendo o calor e o perfume do moreno inebriando-o. O casal poderia remarcar o almoço para outro dia, afinal. No momento, ele faria o que Jeongguk queria. Sempre acabava fazendo o que o garoto queria. Era um bobo apaixonado. — Amor, me abraça?

Taehyung sorriu com o pedido, enfiando-se embaixo das cobertas quentinhas e abraçou a cintura delgada de seu namorado, sentindo os fios escuros e cheirosos acariciarem a epiderme amorenada de seu rosto. Jeongguk amava sentir os braços de Taehyung envolta de seu corpo, protegendo-o. Se sentia seguro e amado. O perfume masculino do Kim misturado ao adocicado aroma de maracujá do moreno tornavam tudo mais gostoso, mais apaixonante; gostavam da combinação que formavam. Os dígitos longos do castanho massageavam a epiderme alva do Jeon, enquanto o mais novo sorria, sentindo o sono voltar aos poucos. Gostaria de dormir a manhã inteira com Taehyung, e depois passar a tarde na cama, trocando beijos e assistindo a alguma comédia romântica; Jeongguk era um grande fã dos filmes com finais clichês e tinha orgulho de admitir.

— Amor — Taehyung murmurou, escutando Jeongguk ronronar como um gatinho sonolento e feliz. Suspirou, se acomodando mais e apoiou o queixo na curva do pescoço do moreno. O suéter de lã que Jeongguk usava aquecia o corpo do Kim, que usava um moletom de tecido fino. Taehyung novamente se pôs a pensar sobre o que estava prestes a falar para o mais novo. Ao seu redor, só era possível escutar a respiração serena de seu amado, que parecia mais um anjinho dormindo. Bem, Taehyung ao menos acreditava que Jeongguk estava dormindo. Respirou fundo, sentindo os batimentos cardíacos aumentarem o ritmo, denunciando o quão nervoso e ansioso estava para falar; mesmo com o frio, sua destra estava levemente molhada de suor. Precisava falar o que estava guardado dentro de seu coração ou explodiria. —  Eu te amo.

Jeongguk rapidamente abriu os olhos negros, virando-se para olhar o Kim. Tinha o seu mais doce sorriso plantado nos lábios macios e seus olhos pareciam brilhar tamanha a felicidade que sentia. Em dois anos de namoro, era a primeira vez que Taehyung falava que o amava e isso mexia muito com o seu emocional. Levou os dedos trêmulos até o rosto amorenado do mais velho, contornando sua boca rosada e carnuda. Taehyung fechou os olhos com o contato de seu amor e suspirou, aliviado por finalmente ter falado o que guardara por meses dentro de si.

— Eu também te amo. — capturou os lábios doces e apetitosos do castanho para um beijo calmo e apaixonado. Os músculos logo se encontraram e se embolaram, num ósculo que transparecia todos os sentimentos mais bonitos e sinceros que tinham um pelo outro. O amor era assim, afinal.

Logo Jeongguk teve o peso do corpo de Taehyung sobre o seu, que apoiava os braços no travesseiro do moreno. Se encararam por breves segundos, vendo o quão apaixonados estavam um pelo outro. Taehyung voltou a beijá-lo com mais intensidade, apertando a carne da cintura do mais novo, sentindo o Jeon suspirar em seus lábios. Deus, como amava aquele homem. Enlouqueceria somente com a ideia de perdê-lo.

— Promete ficar comigo para sempre? — Taehyung separou o beijo, respirando com dificuldade. Suas bochechas bronzeadas tinham um tom rubicundo e suas pupilas estavam dilatadas; queria Jeongguk inteiramente para si. Queria escutar da boca do Jeon que ele não o deixaria nunca.

Jeongguk deu um selar no nariz fofo do Kim, descendo para as bochechas e então para os lábios. Queria ser de Taehyung mais do que tudo nesse mundo.

— Eu prometo.“

 

A primeira noite de Taehyung foi horrível. Deitou-se na cama e aquilo apenas serviu para trazer memórias à tona. Viu Jeongguk em cada cantinho daquele quarto gigantesco e sombrio, sentiu seu cheiro doce de maracujá em seus lençóis e conseguiu até mesmo ver o Jeon sorrir para si, mostrando os dentes proeminentes que tanto encantavam o Kim. Era louco por cada pedacinho do garoto.

Chorou incessantemente e percebeu que não dormiria naquele dia. Então apenas ficou jogado na cama, sendo torturado por aquela solidão que já se estabelecia naquela casa. As paredes até mesmo pareciam escurecer, assim como o clima parecia mais frio que o normal. Ficou encolhido, totalmente desprotegido e vulnerável, desejando que aquilo acabasse o mais rápido possível.

— Por favor, agora não. — desligou a ligação. Faziam dois dias que estava jogado naquela cama, sem se alimentar direito, sem dormir e sem viver. Aquilo estava bem longe de viver, na verdade. Recusava qualquer contato, tanto dos amigos, como dos pais. Queria ficar sozinho, sem lamentações dos outros em sua orelha. Recusava levantar daquela cama para fazer qualquer coisa. Seu estômago pedia por alimento, o seu corpo estava fraco e abatido, assim como suas roupas amassadas e grudadas a epiderme do mesmo. Sabia que não poderia ficar daquele jeito para sempre, mas não tinha coragem para levantar. Não conseguiria seguir em frente, não agora, pelo menos.

Sentindo uma pontada horrível lhe atingir a cabeça, resolveu enfiar qualquer coisa no estômago para enganá-lo. Levantou e pisou no chão gélido, querendo voltar correndo para a cama, como uma criança assustada. Praguejou o enjoo que fez sua cabeça girar e se escorou na porta, fechando os olhos. Tinha que ser forte por Jeongguk. Suspirou pesadamente e voltou a caminhar, entrando na cozinha mobilada estilo americana. Pegou um pacote de salgadinhos de alga e abriu, sentindo o fedor impregnar no cômodo. Esqueceu-se que passou um mês sem reabastecer a despensa da casa. Teria que sair caso quisesse sobreviver. Ponderou se deveria mesmo sair de casa e depois de mais reclamações e dores, percebeu que precisava comer ou desmaiaria ali mesmo.

Vestiu-se, colocando um casaco azul por cima das roupas desajeitadas, e saiu naquele estado mesmo. O sol machucava a sua vista acostumada com a escuridão de sua casa, e o barulho da cidade tornava-o sensível demais, machucando seus ouvidos. Dois dias foram capaz de desgastarem o Kim em demasia. Foi andando então lentamente até qualquer lugar que tivesse comida; seus pés, porém, sabiam exatamente onde deveria ir. Quando deu por si, estava de frente à padaria onde se conheceram. Taehyung abriu a boca, soltando um grito mudo e respirou fundo, sem saber se deveria entrar. Eram lembranças de Jeongguk, afinal. Precisava manter a sanidade e talvez aquilo fosse tortura demais. Mas a vontade de sentir o aroma único do lugar, que fazia-o lembrar dos encontros que tinha com o mais novo era, sem dúvida, maior. Seu corpo precisava daquilo, era como se necessitasse daquelas lembranças. Sem mais delongas, escutou o sino da porta avisando que ele estava ali. Já não tinha mais volta. O cheiro de café fresco e massa fazia o estômago do castanho roncar e todo o lugar tinha a cara de Jeongguk. Se conheceram há quatro anos ali. O Jeon estava sentado numa mesinha distante e Taehyung o olhava encantado, admirado com a beleza e graciosidade do rapaz de olhos jabuticaba. Naquele dia ele caminhou até a mesa do Jeon, este que o recebeu com seu sorriso encantador de sempre e ambos passaram o resto da tarde ali mesmo, conversando. Aquela memória destruía as barreiras do Kim e sentia que deveria sair correndo dali, porém se manteve firme, sentindo suas feridas arderem com aquele choque de realidade; Jeongguk nunca mais estaria ali novamente.

As lágrimas começaram a descer copiosamente, molhando a epiderme amorenada do rapaz. Seu coração parecia esmagar-se e sua cabeça latejava em puro desespero e dor. Os funcionários olhavam o homem parado e se entreolharam, sem saber o que fazer. Taehyung queria correr dali, mas não tinha forças para fazê-lo; seria um alívio para si e o sua alma estava longe de ceder um capricho como aquele. Taehyung se sentia no direito de sofrer pela culpa de ter deixado o seu amor sozinho naqueles dias. Se não fosse por aquela maldita viagem, Jeongguk ainda estaria ao seu lado.

— O senhor está bem? — um funcionário baixinho aproximou-se lenta e cuidadosamente do Kim. Taehyung o olhou e tentou dizer que não, mas apenas chorou mais, abraçando de supetão o corpo pequeno e forte do desconhecido. O rapaz entorpecido com o inesperado contato, demorou alguns segundos para responder o abraço, segurando firmemente o corpo magro e fraco do rapaz. Ele não conseguia entender o motivo pelo pranto incessante do castanho, mas não o deixaria desamparado ali. Era apenas um homem que aparentava carregar uma dor imensa dentro de si. — Venha, sente-se aqui e me conte o que aconteceu.

O rapaz de fios claros levou o Kim para uma mesa distante daquela muvuca que assistia ao sofrimento do homem em silêncio. Taehyung não deveria estar ali; estava apenas atrapalhando a todos. Ao menos era isso que pensava.

— Quer contar o que aconteceu? — o garçom perguntou novamente, levantando o rosto de Taehyung cuidadosamente. Taehyung queria desabafar com alguém, mas de seus lábios só saíam palavras emboladas e soluços. Seus olhos castanhos que antes brilhavam agora estavam opacos e vermelhos, denunciando o choro que estava sempre consigo; aquilo machucava o coraçãozinho do funcionário. que pegou as mãos frias e trêmulas do rapaz, entrelaçando os dedos compridos aos seus que eram gorduchos e pequenos. — Tudo bem, você precisa se acalmar e depois tenta contar, okay? — Taehyung concordou, olhando o rapaz suspirar, sorrindo fraco para si. — Me chamo Park Jimin e você?

— K-Kim Taeh-hyung. — gaguejou na hora de falar seu nome, sentindo as lágrimas salgadas entrarem em contato com o seu paladar. Jimin sorriu doce pelo “avanço” com Taehyung e olhou as mãos do rapaz que estavam juntas a sua. Quem sabe conversando normalmente com o rapaz ele não se acalmasse.

— Mora aqui em Seul? — perguntou, vendo o rapaz balançar a cabeça positivamente. O pranto já cessava aos poucos. As gotas de lágrimas manchavam a pelagem do casaco caro de Taehyung e Jimin respirava fundo, tentando incentivar o Kim a fazer o mesmo. — Eu também. Bem, eu tenho 24 anos e você?

— Também tenho 24 anos. — Taehyung falou rouco, sentindo a garganta arder, porém, já não chorava mais como antes, apenas algumas lágrimas finas e sorrateiras escorriam por suas bochechas. Jimin abriu um grande sorriso, mostrando uma fileira de dentes bem alinhados e branquinhos. Estava feliz por ter conseguido cessar aquele choro angustiante do rapaz.

— Agora que você já está mais calmo, quer me contar o que aconteceu? — Jimin passou os dígitos curtos pela pele do Kim, limpando as lágrimas que pingavam. Taehyung não sentiu maldade ou malícia no ato do rapaz que não o conhecia, apenas via um gesto amigável, um rapaz doce que tentava o acalmar como fazia quando alguém tinha alguma recaída; se sentia até mesmo uma criança sendo mimada pelo loiro.

— Eu conheci alguém aqui há quatro anos atrás — começou a contar, olhando para baixo. Não queria encarar os olhos vivos de Jimin, muito menos as pessoas que os olhavam de longe, sussurrando sobre o que acontecera minutos atrás. — E eu a perdi.

Jimin abaixou o olhar, suspirando com a revelação triste do rapaz. Deveria imaginar que era alguém que ele amava muito, uma namorada talvez, ou um amigo. Não sabia, mas também não queria pressioná-lo. Por isso se levantou rapidamente, fazendo o Kim estranhar e fez um sinal para que esperasse. Jimin andou até o balcão da padaria, sendo seguido por vários olhares curiosos, os funcionários que atendiam no balcão se amontoaram para falar com Jimin, este que apenas apoiou os braços no vidro da vitrine, sem qualquer intenção de fofocar.

Taehyung sentia-se melhor após ter sido escutado por alguém, mesmo que não tenha falado muito. Falou o essencial para Jimin entender que a sua angústia e dor era algo que o dilacerava por dentro e que estava tendo mais recaídas do que poderia contar. Também se sentia bem por não ter que aguentar um olhar julgador; mesmo que acreditasse merecer. No momento se achava egoísta por ocultar os detalhes e apenas ter aquele conforto para si.

— Não tenho como trazer essa pessoa de volta, mas posso transformar o meu conforto em forma de café e um ombro amigo, caso precise. — Jimin estendeu um copo de isopor quentinho em sua direção, mostrando seu doce sorriso que em poucos minutos de convivência, Taehyung já aprendeu a gostar e admirar. Agradeceu e bebericou o café quentinho e gostoso, que aqueceu momentaneamente o frio que habitava dentro de si.

Passou horas conversando com Jimin, que parecia não se importar com o trabalho. Taehyung falou sobre seu emprego, seus pais e sua vida, acabou falando até mesmo sobre Jeongguk. O Park falou diversas vezes que a morte de Jeongguk não era culpa de Taehyung, afinal, ele não poderia saber que algo aconteceria com o rapaz. Ele precisava se perdoar e entender que infelizmente ele não poderia fazer nada. Bem que Taehyung gostaria de acreditar naquelas palavras do seu mais novo amigo.

Voltou para casa depois de um tempo com algumas sacolas de supermercado em mãos. Jimin tinha o incentivado a comprar as coisas necessárias para o mês e assim fez. Precisava se manter vivo por Jeongguk, pois sabia que o mais novo não iria querer vê-lo definhar aos poucos. Jogou as compras no armário sem se importar em arrumá-las e foi para seu quarto, a fim de tomar um banho e tentar tirar aquela dor que voltava aos poucos; estava novamente sozinho e sem as palavras de conforto do Park.

A água morna descia pela epiderme amorenada do rapaz, seus cabelos castanhos grudaram na testa molhada e tentava ao máximo não deixar aquela dor tomá-lo por inteiro novamente, mas num momento de recaída e descuido, pegou-se pensando em Jeongguk e em como ele amava tocar o corpo do Kim na hora do banho. Quantas vezes os dois se amaram naquele cômodo agora frio. A cada azulejo, Taehyung conseguia ver uma parte de Jeongguk pintada. As lágrimas grossas voltaram a descer, desta vez aos montes e Taehyung sentiu o peso de suas pernas fraquejarem, sentando-se aos poucos no chão liso do box. A água que caía do chuveiro se misturava ao pranto que estava longe de acabar e era possível escutar os gritos de dor serem abafados pelo banheiro, tornando-se um pesadelo angustiante para qualquer pessoa que visse o estado em que o castanho estava. Estava mais próximo de seu declínio do que poderia imaginar.

 

“— Eu te amo tanto, Tae… — os lábios fervorosos do Kim chocaram-se contra os do moreno, iniciando um ósculo afoito e sedento. As mãos de Jeongguk desciam descontroladamente pelo corpo nu do castanho, sentindo cada pedacinho de pele esquentar com o seu toque. Seus cabelos negros grudavam na testa e Jeongguk enlouquecia cada vez mais. O vapor quente do chuveiro inundava o box, as mãos curiosas de Taehyung apalparam a carne da bunda do rapaz, levantando-o, colando seu corpo ao azulejo frio e molhado do banheiro, arrepiando cada pelinho do corpo de Jeongguk. Os lábios do castanho marcavam toda a tez branquinha, antes livre de qualquer cor, mas que agora ostentava marquinhas vermelhas e leves mordidas. Jeongguk segurava os fios macios do namorado, puxando-os quando sentia o contato quente da boca do rapaz brincar com seus botõezinhos amarronzados. Sua sensibilidade crescia cada vez mais e os sons pecaminosos que soltava já eram audíveis até mesmo para os vizinhos, mas não se importavam. Estavam se amando e isso não era crime algum.  — Oh, Tae!

As ereções chocaram-se e Jeongguk se deleitava nas mãos do namorado, este que enlouquecia cada vez mais com os sons que Jeongguk soltava pelos lábios inchadinhos e avermelhados. Taehyung impulsionou o quadril numa falsa penetração, fazendo o choque de sensações atingir o corpo de ambos, que gemeram em resposta. Jeongguk puxou os lábios do castanho para um beijo lento, que parecia gravar cada segundo daquele momento. Taehyung e Jeongguk gostariam de lembrar daqueles dias únicos para sempre.

— Eu também te amo e muito.”

(...)

Já fazia um mês que Jeongguk havia falecido e Taehyung parecia cada vez mais propício a se entregar para a dor que não se dissipara de dentro de seu peito. Em um mês, tudo poderia mudar, mas na vida do Kim, apenas o resto de sua vontade de viver tinha ido embora, dando o lugar para a tristeza que consumia-lhe a cada dia. Sentia-se um verdadeiro desafortunado.

Passava os dias trancado dentro de casa, jogado pelos cantos, chorando e pensando no que tinha acontecido com a sua vida. Sempre se considerou um homem cheio de vida, objetivos e sonhos, o principal deles era casar-se com Jeongguk e formar uma família, mas o destino tinha arrancado cruelmente o rapaz que tanto amava de si e isso o fazia desistir de todos os outros. Às vezes, recebia a companhia de seus pais em casa — estes que nunca gostaram do namorado do filho — e muitas vezes acabavam indo embora com discussões e gritos do Kim mais novo, implorando para deixá-lo sozinho. Não se conformava que os pais não aceitassem a sua dor, o seu luto; queriam apenas ver o rapaz com um sorriso no rosto e disposto a comandar a empresa de seus pais. Por outro lado, seus dias melhoravam um pouquinho quando tinha a companhia de seus amigos e os pais do Jeon, que sempre vinham cheios de disposição para arrancar um sorriso e distrair a mente conturbada do rapaz.

Mesmo com um mês já de luto, Taehyung ainda não conseguia abrir a caixa que Yujin havia dado para si no dia em que recebera a notícia. Também não teve coragem para visitar o túmulo de Jeongguk; mesmo sabendo estar vazio, ainda se sentia incrivelmente fraco para encarar a lápide de seu namorado. Não saberia lidar com aquilo no momento.

Como dizem, um mês pode trazer tudo que o mês anterior nos preparou. No caso de Taehyung, os trinta dias que vivenciou foram horríveis e se perguntava todos os dias sobre o porquê daquilo ter acontecido consigo. Nunca fez mal para alguém e parecia que as divindades estavam dispostas a lhe presentear com a mais pura desgraça. Mesmo assim, rezava todos os dias para que tivesse o seu menino de volta, de preferência em seus braços.

— Os dias nunca foram tão frios assim aqui em Seul. — Jimin colocou sobre a mesa uma caneca de chocolate quente e pedaços de diversos bolos que tinha comprado na padaria que trabalhava. Era o seu dia de folga e gostava de visitar o amigo; fazia isso toda semana. Em um mês, a amizade dos dois cresceu e logo já se consideravam melhores-amigos. Jimin era o ombro e o porto-seguro de Taehyung, este que não poderia imaginar ganhar um amigo tão bom. Jimin era um anjo em sua vida.

— O natal já está chegando. — observou os flocos cristalinos de neve caírem na rua que tinha o asfalto completamente branco. Em outros tempos, Taehyung estaria totalmente animado e pilhado para comemorar o feriado natalino, entretanto, esse ano o Natal estava fora de qualquer plano seu. Estava totalmente sem clima para comemorar algo. Bebericou o chocolate quente, sentindo o líquido morno entrar em contato com seu paladar, estava mais do que divino. Olhou então para Jimin, sorrindo triste. O Park segurou a mão ossuda do amigo, fazendo um carinho gostoso na epiderme do mesmo. Odiava ver seu amigo daquele jeito; tão desesperançoso.

— Esse ano eu vou comemorar junto com o Hobi — Jimin se referia ao namorado, Jung Hoseok. Taehyung gostava e muito do casal, mas não queria estragar o feriado dos dois, seria covardia demais. Provavelmente choraria e acabaria totalmente com o clima do lugar. Sem chances. — Se quiser passar lá em casa, está convidado, viu?

— Obrigado, Chim, mas eu prefiro ficar aqui. — suspirou, cansado. — Eu estragaria o feriado de vocês e nunca me perdoaria por isso.

— Não fale uma bobagem dessas, Tae! — Jimin repreendeu o castanho. Ele amava a companhia de Taehyung e queria muito tentar trazer algo de bom para o dia do rapaz. — É sério, Tae. Eu queria muito ter você conosco. Você precisa ser feliz e ficar enfurnado nessa casa não vai trazer nada de bom.

Jimin não entendia que a única coisa que faria o Kim feliz era a companhia de Jeongguk. Ah, só o rapaz de pele alva e cabelos negros como a noite poderia fazer o castanho sorrir como antes. Infelizmente, Taehyung acreditava estar fadado a sofrer até a morte.

— Eu prometo pensar no assunto, ok?

(...)

As músicas natalinas ecoavam por toda Seul. Era possível ver uma variedade de Guirlandas penduradas nas portas de casas e lojas, assim como diversos pisca-piscas e figuras do Papai Noel pela cidade inteira.

Graças ao feriado, as ruas estavam vazias e Taehyung não precisaria se importar com o trânsito. Era dia vinte e cinco e Taehyung estava indo ao lugar que mais evitara em seus dois meses de luto; o cemitério.

Acabou que na noite anterior passou o natal na casa de Jimin – por pura implicância do mesmo – e até que se divertiu. Deu mais sorrisos do que poderia imaginar em dois meses e até bebeu um pouco de vinho, comeu o Peru e abriu os presentes junto com os amigos. Logo quando amanheceu, sentiu-se vazio novamente. Sabia que Jeongguk adoraria estar embaixo de uma lareira naquele dia, tomando chocolate quente e vendo o Kim entregar seus presentes. Era sempre assim. Na maioria das vezes, Taehyung aparecia com um suéter costurado pela mãe do namorado e Jeongguk achava a coisa mais linda do mundo quando o Kim apareceria vestido com o tricô de sua mãe; Taehyung respeitava muito Yujin e Jiyoung.

Vestiu-se rapidamente – com o último suéter que ganhara de natal da sogra – e quando viu, já estava dirigindo rumo ao cemitério. Não poderia evitar mais, precisava vê-lo. Chegou poucos minutos depois e parou em frente a entrada do lugar, sentindo o clima fúnebre tomar conta de todo o seu corpo. Respirou fundo e tirou o buquê de rosas do carro, pronto para entrar.

O caminho até a lápide de Jeongguk era longo e silencioso. O gramado era muito bem aparado, assim como cuidado; várias flores cresciam na terra do lugar, assim como as lápides estavam inteiras e bem cuidadas. O dia estava frio mas por sorte não estava nevando ou chovendo – apesar que a neve branca e fofinha cobria grande parte do lugar. Seguiu as instruções de seus sogros para chegar até o lugar e quando deu por si, estava de frente para a lápide de Jeongguk, que ficava embaixo de uma árvore totalmente branca mas que aparentemente sobreviveu ao inverno rigoroso, o que fazia lembrar do mais novo; Jeongguk sempre foi demasiadamente forte e nunca se deixou abalar com os obstáculos que apareciam no seu caminho, seja em questão de trabalho, como também os pais do Kim, que o odiavam.

Fechou os olhos, procurando coragem para lidar com aquilo e se ajoelhou frente a lápide de mármore que tinha o nome inteiro de Jeongguk, sua data de aniversário e falecimento e uma frase da família. Levou os dígitos trêmulos até o mármore gélido e tocou, sentindo o ar faltar. Precisou puxar o ar várias vezes antes de fazer qualquer outra coisa.

— Jeongguk — chamou o moreno com apenas um fio de voz que lhe restava. O corpo tremia demasiadamente e todo o seu espírito corajoso que o levara ali estava deixando-o justamente naquele momento delicado; estava com medo. Medo de não conseguir se reerguer nunca. — Eu sinto a sua falta…

Caiu em lágrimas, deixando as flores caírem no matinho que ficava em frente a lápide, junto com as outras flores e a neve. Taehyung balançava o corpo para frente, segurando o mármore, enquanto o pranto vinha com força total, arrancando soluços e gritos do pobre castanho. O corpo inteiro doía e as lágrimas salgadas molhavam todo o rosto do rapaz, que sentia o seu mundo desabar por completo. Não aguentava mais a saudade de Jeongguk.

— Se você estiver me ouvindo, saiba que eu te amo muito. Muito mesmo, Jeongguk. E eu peço perdão por tudo que eu fiz e não fiz. A culpa é minha, meu amor.

— Não, a culpa não é sua, criança. — a mão de Yujin tocou delicadamente o ombro de Taehyung, fazendo o garoto erguer o rosto molhado e sofrido em sua direção. O coração de Yujin se quebrou com aquela cena, mas se manteve firme, por Taehyung e Jeongguk. Ajoelhou-se ao lado do rapaz e o abraçou, sentindo o casaco molhar com as lágrimas grossas que desciam cruelmente pelos olhos de Taehyung. — Vai ficar tudo bem, eu prometo.

Jiyoung – que estava estacionando o carro – emocionou-se quando viu a cena, por isso juntou-se ao abraço, apertando os dois corpos como se não quisesse largar nunca mais. Ah, como sentia falta de seu filho querido.

E assim ficaram por muito tempo, abraçados a Taehyung que chorava de saudades de Jeongguk.


Notas Finais


Eu fico muito triste com esse plot :(
vem cá Tae, vou te dar colo :(

Meu Jimin querido entrou na história aaaa amo muito!!

Bru, minha esposa linda, eu gostaria tbm de agradecer a sua ajuda com o desenvolvimento do plot de CYHM, vc é muito o meu amor <3

Eu sei que as coisas aconteceram um pouco rápidas, mas era só para vcs terem uma noção msm de como o Tae lidou com o luto nesses primeiros meses e agora vem o primeiro cap, então ele vai contar sobre o terceiro ano e vai ter alguns flashbacks sobre algumas coisinhas que eu deixei no ar nesses dois primeiros momentos!

Deixei o arroz no fogo e só lembrei agora, sou muito sonsa msm

Até! <3

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