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História Can You Hold Me - Capítulo 6


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Notas do Autor


Desculpem pelo atraso em atualizar, a quarentena bagunçou um pouco minha rotina, mas creio que conseguirei me estabilizar nas postagens novamente.
Fiquem saudáveis!!

Capítulo 6 - Presentes


O tempo na UAC transcorria de forma rápida. Em meio a casos e pequenas diversões, nossa equipe muitas vezes mal via os meses passarem e logo o gênio da equipe completara seus 24 anos.

No último ano eu e Spencer havíamos construído uma amizade mútua e quase poderia dizer que o tinha como um irmão mais novo e ele a mim como irmã mais velha. Tanto que por vezes já que ambos morávamos sozinhos, eu acabava no apartamento dele para assistir a algo juntos, costume esse que começou de uma conversa casual onde comentei que nunca tinha assistido Doctor Who e o rapaz achara o fato um absurdo e tomara a decisão de que teria que mudar aquilo. A partir daí, passamos a conviver fora do ambiente de trabalho e por incrível que pareça, nós combinávamos de certa forma, ele parecia gostar de ter alguém que apreciava ouvi-lo divagar, provavelmente devido ao fato de não ter exatamente com quem conversar e apesar de as vezes gostar do silêncio, eu apreciava ter companhia depois de anos em que apenas o trabalho me cercava de pessoas. Logo fora benéfico a nós dois.

- Faz um pedido – Elle dissera a Spencer que se encontrava em frente a um bolo com várias velas acesas e usando um chapéu ridículo o qual ele não conseguiu recusar.

- Vamo lá garoto. Sopra! Sopra! Sopra – Morgan incentivara enquanto o Dr. tentava por várias vezes sem sucesso e os demais sorriam com a cena

- Eu achei que você fosse mais forte Reid.

- Vamo lá Reid.

- São feitas pra não apagar Spence, elas sempre voltam a acender – JJ explicara de forma simpática. Ela era uma das pessoas ali dentro que mais se importavam com o garoto e por vezes o defendia de algumas das brincadeiras dos outros membros.

- Ah, pede ajuda a mamãe – Derek zombara mexendo no chapéu do aniversariante.

- Mamãe?

- Não é incrível ele saber o que sabe e só ter 24 anos? –Perguntei a Gideon com uma leve pontada de orgulho. O mais velho havia entrado na equipe a pouco tempo, mas se mostrara exatamente como sua fama descrevia: Um perfilador nato. E desde que passara a trabalhar junto na UAC, dera lições de como resolver um caso que não se encontrariam em livros nem cursos. Era a mais pura demonstração de inteligência a cada Descon.

- Imagina o que vai saber aos 50 – Respondeu ainda observando a “festa” a nossa frente.

- Tomara que goste de chocolate – A loira comentara começando a dividir o bolo e o mais novo aproveitara a deixa para vir em nossa direção.

- Se divertindo? – Perguntei encarando o rapaz e contendo a vontade de rir do chapéu em sua cabeça.

- Sim. Com certeza. Eu to me divertindo com certeza.

- Faz um pedido – Gideon dissera e o gênio imediatamente olhara pra cima.

- Posso tirar esse chapéu?

- Eu não tiraria – O mais velho respondeu e Reid dera um sorriso torto de compreensão.

- O Spence, o primeiro pedaço é pro aniversariante – JJ se virara estendendo um prato a ele, mas antes de seguir para onde fora solicitado, ele se virara a nós novamente.

- Sabia que ela é a única pessoa no mundo que me chama de Spence? – Ele sorrira.

- Sim Reid, eu sei – O respondi com um olhar divertido e pisquei pra ele, afinal já estava em meus planos tentar juntá-los, já que ela parecia realmente gostar dele. Além disso eles me pareciam esteticamente formar um bom casal. Mas antes que pudesse seguir com minhas ideias a respeito disso, a voz de Hotch ressoara pelo local assim que desligou o telefone.

- Desculpa gente. A festa acabou.

[...]

O caso fora felizmente bem sucedido, onde conseguimos salvar a última vítima antes que o pior acontecesse. O Descon no final, não seria tão difícil de ser lido, mas apenas a mente de Gideon fora capaz de compreende-lo no momento em que precisamos, até porque não era algo tão simples associar a posição das vítimas mortas e com os olhos colados abertos, ao fato do assassino ser alguém que poderia ser visto da janela, nesse caso em específico, um técnico de telefonia. Mas apesar de toda a resolução, o que me chamara a atenção no agente mais experiente, fora o que ele fizera durante nossa volta.

Eu sabia que Jason não era exatamente sensível as pessoas e que por vezes até poderia ofendê-las ou irritá-las sem querer, mas ao mesmo tempo, o mais velho prestara atenção o suficiente e tivera a delicadeza de dar a Reid um presente que a princípio parecera estranho, já que o mais novo claramente não era fã de futebol, tanto que nem sabia que os ingressos eram para um jogo. Mas logo ficara claro seu objetivo. JJ era fã do time e Gideon incentivara o gênio a convidá-la pra sair, o que me fizera comemorar internamente. Ponto pro Jason!

Assim que chegamos de volta, eu me auto convidei a casa de Spencer e logo joguei meus pertences sobre o sofá, juntamente com minha bolsa.

- JJ aceitou sair com você? – Perguntei me sentando sobre o tecido macio enquanto via o rapaz gesticular de forma frenética ainda de pé.

- Sim! – Falara animado – Na verdade eu achei que tinha estragado tudo antes de começar, mas ela riu e disse que seria um prazer sair comigo.

- Doutor Reid arrasando corações – Brinquei de leve e ele balançou a cabeça em negação.

- Estatisticamente seria mais fácil ela fazer isso do que eu. JJ sabe que eu nunca sai com ninguém antes e nem tive uma namorada. Pensando bem, eu não faço ideia de como vou fazer isso. Do que eu falo? Eu devia comprar uma roupa diferente? Um presente pra ela?

- Ou ou, calma aí mocinho. Sem tanta ansiedade. É só um encontro. Se acalme.

- Mas e se eu fizer errado?

- Reid, encontros não são baseados em um padrão. Tem que ser você mesmo, até porque, o sucesso está mais baseado no fato da pessoa gostar de você do que em qualquer outro detalhe.

- Você já fez isso, não é?

- Hmm, sim? A maioria das pessoas aos 26 anos já saiu em um encontro – Falei sincera.

- Eu não – Ele baixara a cabeça preocupado.

- Primeiro que você tem 24, não 26. Segundo que felizmente isso não será um problema. Eu venho aqui no dia do seu encontro, nós conversamos pra evitar algum surto de nervosismo, tiro todas as suas dúvidas e te ajudo a escolher uma roupa. Simples assim.

- Você faria isso? – Ele perguntou mais calmo se jogando ao sofá

- Claro. Te ajudar com isso seria uma das minhas tarefas como sua melhor amiga – Sorri com minha própria afirmação e toquei os dois dedos indicadores em sua testa num gesto de carinho tirado de algo que assisti uma vez.

- Agora mudando de assunto, você não veio aqui só pra perguntar do meu encontro não é?

- Com certeza não – Lhe mostrei a língua de forma infantil – Vim aqui entregar seu presente – Falei de forma direta e ele parecera surpreso – Não achou que eu ia esquecer, não é? – Ele balançara a cabeça em negação, mas eu tinha a certeza de que ele não esperava nada já que não lhe dei durante a festa. Afinal meu plano era entregar naquele dia após o trabalho já que o mesmo estava em casa, mas como tivemos que sair acabei adiando o momento – Esse é um livro – Passei pra ele que abriu a primeira página vendo a dedicatória

- Você assinou e... Esse é seu perfume?

- Sim. Vi algo assim na internet e pensei em fazer igual. Pra ser uma lembrança minha se algum dia nos separarmos – Dei de ombros.

- Eu gostei. Obrigado.

- Sabia que você é uma pessoa difícil de escolher um presente? – Ele me olhara de forma interrogativa – Você ama livros, mas qualquer um que eu comprasse duraria só 40 minutos na sua mão – Ele sorriu sem graça – Então eu pensei em algo que seria mais duradouro – Falei retirando um pacote grande e dourado da bolsa – Vai. Abra! – Spencer logo retirara a embalagem como uma criança curiosa e seus olhos brilharam ao ver um tabuleiro de Go feito de madeira – Achei que o jogo de lógica mais difícil do mundo combinaria com seu QI, fora que poderemos jogar juntos.

- Você pediu do Japão. Isso é bem caro – Ele dissera com um brilho nos olhos como se não acreditasse no dinheiro que eu havia gastado com ele.

- Queria que fosse um bom presente e você merece. Além disso eu usufruirei dele também, você sabe.

- Eu adorei. Foi o melhor presente que eu ganhei.

- Melhor que um encontro com a JJ? Duvido muito Reid, mas vou fingir que acredito em você – Ambos rimos e logo estávamos retirando o jogo da embalagem apenas para testar como era.

Não seria uma surpresa se terminássemos dormindo ali.

 

“Passam-se os anos, apagam-se mais velas, mas ficam maiores os bolos e melhores os amigos. Tudo isso porque você existe e merece.”

Desconhecido



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