História Can you smile? - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Visualizações 42
Palavras 1.911
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, meus amores! Como estão, hm?
Quero agradecer aos favoritos, fiquei muito contente por isso!!!
Bem, vamos agora ao primeiro capítulo, uh?
Boa leitura, amores <3

Capítulo 2 - Primeira Lição


Fanfic / Fanfiction Can you smile? - Capítulo 2 - Primeira Lição

 

 

 

Era quarta-feira, 9h da manhã e eu já terminava o meu café, enquanto assistia ao noticiário, como de costume. Eu odiava as quartas-feiras, ao contrário de muitas pessoas, eu até que gostava das segundas, mas nunca entendi o porquê. No entanto, aquela quarta-feira estava agradável, apesar de eu precisar fazer algo que não desejava; a manhã estava fria, nublada e sem indícios de chuva forte, o clima perfeito para um dia perfeito! Terminei o meu café e coloquei a caneca de vidro dentro da pia, nem ao menos cogitando a possibilidade de colocar minhas mãos naquela água fria para lavar a louça. Coloquei o sobretudo escuro e fechei os botões, para então puxar as chaves da estante e desligar a televisão, mas ao entrar no carro, antes de dar a partida, senti o celular vibrar no bolso. Olhei para a tela e coloquei o cinto, pensando se deveria ou não atender, mas acabei cedendo.

— Estou um pouco ocupado agora, pode me ligar mais tarde? 

— Nam, sobre aquela nossa discussão... estávamos de cabeça quente, desculpe-me por dizer aquelas coisas.

Respirei fundo, observando o volante em silêncio. Joguei a cabeça para trás e fechei os olhos, recordando-me da discussão ridícula que tivemos.

— Tudo bem, eu já esqueci. 

— Podemos nos ver hoje? Se quiser almoçamos juntos. 

— É melhor vir depois do almoço, tenho alguns compromissos e não sei que horas volto. Até logo, Sunyoung.

E sem esperar sua resposta, desliguei o celular, jogando-o no banco ao lado. Sem pressa segui pelas ruas movimentadas até o hospital, do qual eu infelizmente ainda lembrava bem a localização. 

Estacionei o carro em frente ao hospital e ativei o alarme, correndo meus olhos pela construção do prédio. Suspirei e coloquei as mãos nos bolsos, encolhendo-me graças ao frio, então subi a pequena escadaria o mais rápido que pude, facilmente chegando à recepção. Percebi que algumas pessoas se entreolhavam e o ambiente se calou, fazendo-me erguer as sobrancelhas. Uma enfermeira olhou para mim e curvou-se antes de abrir um gentil sorriso.

— Senhor Kim? Pode seguir até o final do corredor! O Doutor Kim já o espera.

Assenti e retribuí a reverência, para então me dirigir ao final do corredor, já percebendo Jin parado em frente a uma porta de vidro, carregando um sorriso de ponta à ponta.

— Você realmente veio! — Disse ele, apertando uma de minhas mãos.

— Eu disse que viria. — Bufei, soltando-o a mão. — Vamos acabar logo com isso.

Jin empurrou a porta atrás de si e pude ver um grupo de crianças, com idades variadas, esperando por ele ansiosamente. Então, com um gentil sorriso, ele deu um passo para o lado e imediatamente fui atacado com abraços apertados, inesperadamente, acabei soprando um riso, observando cuidadosamente cada rostinho. Uma menina, provavelmente a mais jovem, se esgueirou entre os outros e estendeu uma rosa para mim, eu agachei diante a ela e segurei a rosa.

— É para mim? — Perguntei e ela assentiu.

— Para deixar o seu dia mais colorido!

Ela se apoiou em meus ombros e beijou uma de minhas bochechas, para então se retirar junto de seus amigos. Levantei-me, ainda com um sutil sorriso, então ergui a cabeça e percebi que havia uma garota mais velha entre eles, mas ela sequer se deu o trabalho de vir me receber, apenas continuou ali, sentada na grande janela, desenhando algo que eu não pude ver. Senti um pequeno par de mãos tocar meu pulso e olhei para baixo, vendo um garotinho ocidental sorrir.

— Posso te mostrar os meus desenhos, hyung? 

— Claro.

Apesar de não ser coreano, provavelmente foi criado na cultura, julgando por sua pronúncia. Tony, o garotinho que sonhava em ser um ninja, guiou-me até uma grande mesa redonda e colocou uma almofada para eu me sentar ao seu lado, colocando um caderno de desenhos em minha frente. Comecei a olhar folha por folha, e mesmo que os desenhos não fizessem sentido, elogiei cada um deles, no entando, quando cheguei a uma bela pintura em tons de azul, em uma junção de incontáveis obras famosas, surpreendi-me. 

— Você fez esse desenho? — Perguntei, mas ele negou e apontou para a garota da janela. 

— Haewon fez, é ela quem nos ensina a desenhar. Sabia que ela desenhou um ninja para mim?

Ele sorriu novamente, então soprei um riso, mas mantive meu olhar fixo àquela garota, a qual sequer olhou para os lados. 

— Namjoon, preciso resolver algo, ficará bem sozinho?

— Sim, qualquer emergência eu chamo alguém.

— Certo, obrigado. Volto logo.

Jin saiu às pressas da sala, e enquanto Tony ainda falava, continuei olhando a misteriosa artista. 

 

 

Seokjin

 

 

O telefone, agora mudo, estava ainda em minhas mãos, e eu o olhava incrédulo, com meus olhos ardidos e um misto de raiva e tristeza no peito. Dongwoon, um dos residentes, tocou meu ombro e tirou o telefone de minhas mãos. 

— Eles não quiseram aumentar o prazo? — Neguei em silêncio. — O que faremos, doutor?

— Eu não sei, Dongwoon. Temos menos de um mês para sairmos daqui. 

— Não é justo! São muitos pacientes!

— Eu sei que não é justo, mas disseram que a estrutura do hospital está comprometida, mesmo que não seja aparente. 

— Eu não acredito que esteja comprometida. 

— Isso é só uma desculpa, tenho certeza! Já haviam dito que a nossa região não é adequada para um hospital. Acredita nisso? 

— Temos que correr contra o tempo.

— Dongwoon, peça na recepção o telefone do nosso diretor, ele não está no hospital hoje. — Falei rapidamente, levantando-me. — Conte a ele o que está acontecendo, ele pensará em algo. Após isso, reúna nossos médicos para estudarmos as fichas dos pacientes, assim daremos preferência para os casos mais graves e ganharemos tempo, tudo bem?

— Sim, doutor! 

— Ao final nos encontramos, com licença.

Dongwoon reverenciou rapidamente e eu saí às pressas da minha sala, para então voltar à sala anterior. Quando Namjoon percebeu a minha presença, levantou-se e ajeitou as roupas, mantendo uma expressão séria em seu rosto, mas acabei rindo das manchas de tinta espalhadas por seu rosto.

— Namjoon, você está imundo! Não é conveniente manter uma postura tão séria.

— Ah, droga! — Ele rapidamente passou a mão pelo rosto. — Ignore isso e me diga o que aconteceu. Algum paciente piorou?

Limpei a garganta e mostrei o meu melhor sorriso, balançando negativamente a cabeça. Afinal, não deveria preocupar o meu melhor amigo.

— Não foi nada grave, já estamos resolvendo o problema.

— Jin.

Uma voz suave soou atrás do meu amigo, fazendo-nos olhar para Haewon. Ela estava sorridente, com seu caderno de desenhos em mãos.

— O que desenhou hoje? 

— Desenhei você!

Ela sorriu e virou o caderno em minha direção, surpreendendo-me com a beleza daquele desenho. Eu sorri e ergui a mão até seu cabelo, bagunçando-o. 

— Você será uma grande artista, sabia? Está lindo.

— Eu sei, e você comprará todos os meus quadros, porque você é um grande fã!

— Isso mesmo.

Haewon deixou um riso escapar, então voltou para sua posição anterior, fazendo Namjoon franzir a testa e colocar as mãos na cintura.

— Ela está me ignorando?

— Acho que está. — Brinquei. — Acho que alguém está ligando.

Apontei para o bolso alheio após ouvir o toque baixo do celular dele, deixando-me sorrir ao perceber que o toque continuava o mesmo após tantos anos. Ele puxou o celular do bolso e seu olhar se entristeceu, mas mesmo assim atendeu a ligação.

— Sunyoung. — Disse ele, ficando em silêncio. — Certo, estou saindo daqui agora. Até logo.

Ele desligou o celular e suspirou, olhando-me.

— Amigo, por que ainda está com ela?

— Eu gosto dela.

— Não, você sabe que não gosta. Ela não te merece, você sabe disso.

— Jin, não é o lugar e nem o momento certo para falarmos sobre isso. Tenho que ir agora.

— Tudo bem, tudo bem. Foi muito bom receber você aqui hoje, espero que volte mais vezes.

— Obrigado.

Ele sorriu e se despediu de cada um dos pacientes com um longo abraço, pegando a rosa que ganhou de presente antes de também se despedir de mim.

Suspirei olhando-o se afastar, então coloquei as mãos no bolso do jaleco e vi Haewon passar apressada por mim.

— Boa sorte para mim!

Ela disse entre um sorriso, correndo em direção ao meu melhor amigo.

 

 

Namjoon

 

 

O clima pareceu ainda mais frio quando cheguei ao meu carro, fazendo-me praguejar em silêncio; abri a porta do carro, mas assim que eu entrei, a garota de antes também entrou, sentando-se no banco do passageiro.

— O que você está fazendo no meu carro? É um assalto? — Ela revirou os olhos.

— Kim Namjoon. — Falou pausadamente, batendo os dedos no próprio queixo. — Formado em arquitetura e publicidade, um homem elegante, discreto e que teve sorte de nascer em família rica. Tem um coração lindo, mas se finge de durão. — Disse ela, olhando-me em seguida. — O típico protagonista de filmes de romance, não acha?

— Decidiu falar comigo? 

— Eu estava te analisando. — Deu de ombros, abrindo o porta-luvas e fuçando em tudo o que eu guardava ali. — Jin me contou muito sobre você, sei bastante da sua vida, e por isso eu decidi te ajudar.

— Me ajudar? — Ela assentiu. — Com o que?

— A acreditar na felicidade.

Ela ajeitou-se no banco, fazendo-me ranger os dentes por um breve momento.

— Eu sei que não acredita nisso, mas e se eu puder provar que você pode ser feliz?

— Isso é ridículo.

— Vai ser divertido, hm? Confie em mim.

— Por que você quer fazer isso?

— Eu acredito que todas as pessoas têm missões, e a minha missão é fazer você encontrar a felicidade.

— Está dando em cima de mim?

Ela gargalhou, fazendo uma careta logo em seguida, enquanto negava com as mãos.

— Nem pensar!

— Desista, essa coisa não existe, Haewon.

— Ao menos me deixe tentar, hm? 

— Não.

Falei, colocando o cinto antes de abrir um pouco as janelas do carro,  levei a mão até o contato, mas a minha chave não estava mais lá,então ela suspirou e ergueu a chave do meu carro, mas quando tentei pegar, ela guardou no sutiã. 

— Eu devolverei se aceitar a proposta. Vamos, ao menos me deixe tentar!

— Haewon, devolva, por favor. 

— Terá que pegar!

Ela sorriu e mostrou a língua, abrindo a porta do carro  e correndo para fora. Imediatamente corri atrás dela, e então consegui a alcançar em poucos instantes, segurando-a pela cintura, ela gargalhava e eu acabei rindo junto a ela. Era como uma criança. Recuperei meu fôlego e acabei cedendo.

— Tudo bem, eu aceito! Mas até eu dizer chega, entendeu?

— Certo!

Ela ergueu sua mão direita e eu a apertei, finalmente recebendo a minha chave novamente. Ela respirou fundo e prosseguiu:

— Gostou de hoje, não gostou?

— Sim, eu gostei.

— Sentiu-se confortável com eles?

— É, digamos que sim.

Ela mordeu o lábio para conter o sorriso e relaxou os ombros, batendo palmas em seguida.

— Parabéns, você já conseguiu passar na primeira lição! 

— Primeira lição?

— Sim! — Ela continuou a sorrir. — A primeira lição é: afeto. Hoje você aprendeu um pouco sobre isso, não é? — Concordei. — Mas não pense que acabou por aí! Ainda temos um longo dia pela frente, então pratique isso, uh? O quanto mais sentir afeto, melhor será! 

— E qual será a segunda lição?

— Quando você voltar amanhã eu direi.

— Eu não voltarei mais, Haewon. — Soprei um riso, mas ela continuou convicta. 

— Virá sim. 

Ela ergueu suas pequenas mãos e tocou meu rosto, limpando um pouco da tinta que ainda havia. 

— Até amanhã, Namjoon.

Antes que eu a respondesse, Haewon voltou para dentro do hospital, e eu permaneci ali, sorrindo feito um idiota enquanto olhava suas costas. 

Como pode uma pessoa com os dias contados ser tão cheia de vida?


Notas Finais


Por favor, digam-me o que acharam, é importante para o desenvolvimento, uh?
Obrigada a quem leu e até o próximo, amores!
Beijinhos <3


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