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História Câncer - Capítulo 1


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Notas do Autor


Mas, será que essa escritora não tem o que fazer?! Não. Não tenho. Agora não tenho, porque estou felizassa por estar em quarentena. Aish. Espero que minha mãe desista de viajar ninguém merece ficar sem Internet durante sadisgrama dessa crise. Enfim. Curtam meu drama, miamores.

Capítulo 1 - Estar morrendo


O negro cobria seu sonho. Foi clareando aos poucos e logo pode avistar o teto branco e monótono do quarto de hospital. Ouviu algo pouco desconexo a princípio, mas, assim como sua visão, logo sua audição acostumou-se. 

—… sinto muito em dizer isso mas... O seu filho está com um tumor no pulmão. Ele teve um edema pulmonar, por isso não conseguia respirar. Os pulmões precisaram que drenassemos o líquido. Lógico, isso foi devido ao câncer. 

Câncer. 

A última palavra que o esverdeado esperava ouvir. Não queria aquilo. Odiava hospitais e saber que estava doente a tal nível, apenas o deixava mais ansioso que comumente.

Respirou fundo com a ajuda do CPAP — aparelho que auxilia na respiração do paciente —, e fitou sua mãe, que em seguida olhou para o médico.

— Quanto tempo? — a esverdeada recebe apenas um olhar confuso em retorno, suspirando — Quanto tempo resta? Quando ele vai morrer? — sua voz falhou ao questionar tal coisa. Não estava preparada para perder o próprio filho.

— Ele tem no máximo um ano... E na pior das hipóteses um mínimo de três meses. Pode optar por fazer radioterapia ou químio, mas a possibilidade de sobrevivência é de trinta por cento. Talvez menos. — O desespero na face de Inko foi claro. Izuku estava morrendo e sua mãe acabara de receber a notícia. Quão ruim tal coisa soava?

Sentiu novamente sua consciência esvair.

Tudo havia começado há algumas semanas. Izuku já não se sentia bem. Tossia com sangue. Não conseguia respirar corretamente. Estava tudo prosseguindo de maneira preocupante. E então, desmaiou no banheiro de seu quarto, sendo levado às pressas para o hospital.

A notícia não se proliferou feito doença no ar por conta de um pedido direto do garoto à sua mãe. Dentro de um mês, seria necessário que, ao menos dentro de casa, usasse um aparelho que auxiliaria em sua respiração.

Izuku discordava de tal. Se recusava a aceitar que estava morrendo, entretanto era um fato irrefutável.

E então... Cerca de uma semana após o ocorrido, as aulas se reiniciaram. Segundo ano do ensino médio. Quem diria? Carregando uma bolsa cheia de medicamentos, os quais deveria tomar oralmente e sem falta para que pudesse ao menos respirar. Sua vida já estava ruim o suficiente, até Katsuki decidir infernizá-la ainda mais. Suspirou já irritado enquanto ouvia as provocações do garoto, evitando respondê-las.

— Você devia morrer, seu filho da puta. — Foi a gota d'água. Precisava fazê-lo silenciar-se. Já estava morrendo e era suficiente ele mesmo saber disso para essa ser a última coisa que desejava ouvir do amor de sua vida.

— Kacchan... Eu te odeio. — A voz sai firme e então os olhos verdes fitam o garoto albino de olhos carmesins. Seus olhos demonstravam total certeza do que estava dizendo.

— Quem liga para o que você sente?! Tsc! Nerd de merda! — O mais alto então, passou por si e esbarrou de propósito contra Midoriya, que caiu. 

Sua bolsa — sabe-se lá como — abriu e derrubou alguns dos medicamentos. Eram tantos que mal cabia seu material ali dentro.

Izuku virou-se rapidamente e recolheu os remédios, colocando-os dentro da bolsa, como se guardasse um segredo muito importante que ninguém pudesse saber.

Os olhos carmesins o fitavam, passando o quão incrédulo Katsuki se encontrava.

O mais alto se aproximou pouco sem saber ao certo o que dizer.

— Isso é...

— Por favor, não conte a ninguém. — O desespero do menor foi claro. Ao fitar um determina pote de comprimidos, o mais velho teve a certeza. Sim. Já havia visto tais remédios.

Bom. Não exatamente os mesmos. Alguns eram e outros não. Sua mãe havia morrido devido à um tumor cerebral. Demorara anos até seu pai deixar o luto e se reerguer na vida.

Agora, engolia a seco enquanto fitava o melhor amigo de infância e, talvez, amor de sua vida, tentando levantar após tentar de forma falha, esconder os remédios que tratavam o próprio câncer.

Bakugou novamente tentou forçar a pronunciar-se, mas nada saía, então, a coisa mais inusitada que viera em sua mente, saiu.

— Você... Vai morrer...?

— Sinto muito em te dizer mas... A químiterapia com certeza não vai me deixar morrer. Sinto muito em não poder realizar seu sonho, Kacchan. — Apesar de tentar transmitir confiança, o esverdeado estava claramente inseguro. 

— Quimio? Porra... É tão grave assim? — Izuku finalmente ergue-se, ficando quase da altura do loiro. 

— Por que se importa? Há um minuto estava me mandando morrer. — Sua voz sai meio baixa, como se na realidade, não fosse o que queria dizer. 

— Duvido que vá sobreviver. Mas... Escuta. Tem algo que queira fazer... Mesmo que não pretenda morrer ainda. — O garoto em tom “quase” albinos fala confiante, porém logo diminui o tom de voz. 

— E-Eu... Ka-Kacchan... Por que está agindo assim agora? Não precisa sentir pena de mim! Eu não estou incapaz eu... — Sentiu os braços de sua antiga paixonite envolvê-lo, tentando de forma falha, conter o choro, que passa a cair incessávelmente. — Por favor... Não diga nada sobre isso a ninguém... Por favor.

— Não direi... Quando iniciará as seções da quimio?

— Em três meses... Até lá, tomarei remédios experimentais. Disseram que eu podia escolher o tempo que... Queria até lá. — Respondeu com voz de choro e suspirou, ainda tentando conter as lágrimas.

— Eu vou perguntar outra vez, seu merda. Tem algo que queira fazer? Algo que realmente seja importante para você...

— E-eu... Kacchan... Você... — O esverdeado calou-se, recebendo um bufar de Katsuki.

— Eu...? Pode dizer. Farei qualquer coisa.

— Não quero que faça nada por pena.

— NÃO É PENA CARALHO! Que merda! Eu vou fazer porque quero! Você devia me conhecer melhor que ninguém! — Falou já irritado, notando o pequeno encolher-se em seus braços. — Diga logo o que quer.

— Você... Pode sair comigo...? — O loiro pela primeira vez pôde sentir seu rosto ruborizar excessivamente.

— Só isso. — Questiono tentando não deixar transparecer a vergonha. Sentiu o pequeno anuir e respirou fundo. — Certo. Eu sairei com você. Satisfeito? Temos trinta minutos até às seis. Te espero nesse horário para irmos onde você quiser.

Disse soltando lentamente o esverdeado que se aconchegou em si.

— Só... Mais um pouco. — Sussurrou ainda aconchegado enquanto tentava não sorrir largamente em meio às lágrimas. Iria sair com o garoto por quem sempre fora apaixonado. Talvez pudesse culpar o fato de estar morrendo, mas por hora, sentia que poderia surtar a qualquer momento. 


Notas Finais


Espero que tenham gostado, porque, particularmente, eu não gostei. Mas enfim, comentem se possível, meus dengos.


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