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História Candy - Gojo Satoru - Capítulo 1


Escrita por: Jusstya

Notas do Autor


Postando aqui antes de postar no Wattpad por preguiça de arrumar o capítulo lá- sabe como é, eu sou preguiçoso.

Não esta revisado, portanto contem erros, repetição de palavras e escrita chula, mas eu tentei.

Depois reviso melhor, juro~

Boa leitura! ♡

Capítulo 1 - Único: Diabético.


QUANDO O BARULHO AGUDO E FINO DO SINO QUE HAVIA EM CIMA DA PORTA TOCOU, O SORRISO QUE APARECEU NOS LÁBIOS DE FILYA FOI QUASE AUTOMÁTICO.

Entretanto, o sorriso gentil e hospitaleiro foi substituído por um irônico e sarcástico assim que viu quem era o primeiro cliente que entrava em sua loja.

Os cabelos espetados em um tom albino, o traje azul e principalmente os olhos vendados jamais a enganariam.

— Satoru — pronunciou o sobrenome do mais novo lentamente, ao mesmo tempo em que apreciava o som que a palavra tinha em sua língua, parecia zombar do próprio.

O canto dos lábios de Gojo se ergueram minimamente ao ouvir a forma que a mulher de cabelos em tons rosa pastéis e olhos da mesma cor pronunciava seu sobrenome.

A maneira que ambos se provocavam era excessivamente educada para pessoas que antigamente não poderiam ficar um minuto sequer no mesmo espaço sem se xingarem dos piores nomes possíveis e existentes.

— Bom dia, Filya — o mais alto cumprimentou-a o mais habitual que conseguiu, tentava não provocá-la em plena seis da manhã de uma segunda-feira.

Se aproximando do balcão, o feiticeiro apoiou o antebraço no espaço plano da madeira pintada nas cores branco e rosa; seu sorriso crescendo cada vez mais ao ver a feição um tanto raivosa da rosada ao vê-lo apoiar-se no balcão.

Se havia algo que Filya odiava, era que as pessoas se apoiassem no balcão principal, e Satoru tinha pleno conhecimento deste fato.

O sorriso que ele tinha nos lábios já era o suficiente para irritá-la, mas a rosada tentou não demonstrar e apenas sorriu de volta, voltando ao sorriso gentil e amoroso de quando ele havia entrado pela porta.

— O que irá pedir hoje, senhor Satoru? — o tom educado na voz dela o surpreenderia se o mesmo já não tivesse visto-a mudar da água para o vinho tantas vezes.

Não era nenhuma surpresa para o feiticeiro ver aquilo, de qualquer forma.

— Dois cupcakes de chocolate, um pedaço de bolo de morango, e um café expresso.

— Com bastante açúcar, eu imagino.

— Mais de cinco colheres hoje.

— Ainda irá ficar diabético se continuar comendo tantos doces — a rosada comentou enquanto anotava o pedido do albino em um pequeno bloco de notas que havia pego do bolso de seu avental com um desenho de diversos morangos e flores na frente, e o nome "Candypop" em letras cursivas.

Mesmo que ainda não houvessem clientes (além de Satoru), Filya sempre seguia o protocolo que ela mesma havia criado para sua confeitaria. Além do mais, só havia dois funcionários trabalhando naquele horário, já que a própria dava conta da maioria dos pedidos por conta de ser uma feiticeira jujutsu rápida e ágil.

— Provavelmente sim, mas acredito que não hoje. — se escorando ainda mais no balcão, a rosada o fuzilou com o olhar, mas novamente tentou ignorar o sentimento.

E, tentando burlar a raiva que crescia em seu peito, Filya pensou em o quão rápido o mais alto sairia se ela desse logo o que ele queria, e voltasse a sentir a paz que uma segunda-feira poderia proporcioná-la — e no dinheiro que ganhava, é claro.

O sorriso hospitaleiro voltou aos lábios — estes que brilhavam graças ao gloss que usava — da mulher por poucos segundos, mas os olhos treinados do feiticeiro puderam observar com facilidade quando o sorriso sumiu tão rápido quanto apareceu.

Gojo Satoru sempre estava atento aos mínimos detalhes da mulher de longos cabelos na cor rosa pastel, não importava se estava com venda ou não.

— Vou fazer seu pedido. — Filya informou, e em seguida virou-se, pronta para ir em direção a cafeteira no canto ou pedir para um de seus funcionários ajudá-la.

Entretanto, a rosada se viu parada quando seu braço foi segurado por uma mão grande e fina, a mesma pertencendo ao homem de cabelos espetados e mais de um e noventa de altura que se encontrava ao seu lado.

Após mais de dois minutos sem se mover, ou sequer virar o queixo para o mais novo, Filya falou:

— Está me impedindo de me mover.

— Eu sei. — Ela tinha certeza que conseguia ver o sorriso irritante que deveria estar nos lábios de Satoru.

Respirando fundo, Filya contou até vinte e sete da maneira mais calma que conseguiu, tentando acalmar seus nervos o mais rápido possível. Se havia algo que ela fazia bem além de doces, era se irritar fácil, e isso era um prato cheio para o feiticeiro que parecia sentir prazer em tirá-la do sério.

— E como espera que eu efetue seu pedido? — questionou baixo, o timbre de sua voz carregada de raiva, e Gojo notou isso.

Aumentando o sorriso coberto por sarcasmo, Gojo aproximou-se do rosto da mulher e, ao chegar perto de seu ouvido, pronunciou lentamente:

— Você paga seus funcionários pra quê? — Aquele foi o estopim para Filya.

Batendo uma das palmas perto de um dos antebraço de Gojo no balcão, a rosada virou o queixo; os olhos violeta encararam o pano preto que era a venda de Satoru, mas mesmo que não olhasse diretamente para as orbes púrpuras, o albino conseguia sentir a seriedade tanto no olhar, quanto na aura, à distância.

Cercando os dentes por dentro dos lábios que ainda se encontravam fechados em uma linha reta, as orbes de Filya brilharam em um tom mais claro. Em seguida, a feiticeira de nível especial permitiu que o albino sentisse um pouco de seu poder quando um anel de luz azul rodeou suas íris, e a mulher começou, dezenas de vezes mais áspera do que o habitual:

— Se você quer ficar brincando de gato e rato, o problema não é meu. — Filya falou, tentando ser o mais educada que conseguia no momento. — Mas faça isso em outra confeitaria e com outra mulher, de preferência uma que não tenha poder suficiente para quebrar você ao meio. Não estou com humor para suas gracinhas, estão ou você pega suas balas e come quieto, ou sai e só volta quando souber respeitar um estabelecimento.

O silêncio a seguir foi quase opressor, mesmo que tivesse durado menos de dois minutos.

Fechando os olhos e voltando a ficar atrás do balcão em tons rosa pastéis, a mais velha abriu os olhos e os mesmos estavam na cor de púrpura habitual novamente. Entretanto, ao contrário das outras vezes que discutiam, Filya não deu um único sorriso ou olhar educado quando puxou seu braço com força do aperto — agora brevemente frouxo — de Satoru.

Sem pronunciar uma palavra sequer, a mulher andou até a cafeteira no canto e pediu ao seu funcionário para pegar o melhor pedaço de bolo de morango feito mais cedo enquanto preparava o café que o feiticeiro jujutsu havia pedido minutos atrás.

Não demorou mais do que sete minutos até tudo estar pronto e, guardando os cupcakes em uma sacola branca que continha o símbolo do estabelecimento na frente, a mais velha colocou em cima de uma máquina, pesando tudo e logo colando o papel com o preço que saiu da balança etiquetadora no papel dos cupcakes para fechá-lo corretamente.

Se locomovendo mais uma vez pelo estabelecimento sem dirigir o mínimo olhar para o feiticeiro de nível especial, Filya ignorou facilmente as tentativas falhas do albino de fazê-la se irritar.

Pela primeira vez em anos, ela não se importava com o que quer que o homem falasse, ou fizesse. Ela preferia viver na ignorância eterna do que ouvir um pequeno som da voz de Gojo Satoru.

Parando na frente do caixa, a mulher decidiu somente fazer uma conta num papel e, estendendo o mesmo na direção do albino sem olhá-lo, pronunciou secamente:

— São mil e quinhentos ienes.

— Filya — Gojo tentou mais uma vez, mas nenhuma palavra foi dita. Entretanto, ela levantar o queixo e olhá-lo já havia sido um começo.

— Diga logo o que quer e saia daqui.

Tomando coragem, o mais alto apertou os lábios em uma linha fina e, respirando profundamente, pronunciou de uma vez:

— Saia comigo.

O silêncio a seguir foi quase mortal. Até mesmo o único funcionário no recinto — este que limpava as pequenas mesas pela segunda vez naquela manhã — parou o que fazia para olhar a cena. Não era segredo que Filya e Gojo não se suportavam, todos que já os viram uma vez no mesmo ambiente poderiam notar isso.

Droga, até um cego conseguia enxergar!

Então, por que o feiticeiro decidiu chamá-la para sair só agora? Mesmo que antes, ainda seria uma surpresa, mas após tantos anos era, no mínimo, suspeito.

Levantando uma de suas sobrancelhas quando o choque foi deixado de lado, a rosada observou o homem à sua frente com atenção redobrada.

Era uma piada?, Filya se perguntava.

— O que você disse? — indagou lentamente, preferindo achar que havia alucinado momentaneamente.

Suspirando ao ver que ela achava que ele estava brincando, Satoru levou a mão esquerda até o rosto; e com o dedão puxou a venda dos olhos, olhando dentro das íris arroxeadas da mais velha e foi ainda mais direto em suas palavras:

— Estou te convidando para um encontro.

— E por que você faria isso?

Virando os olhos brevemente, a expressão incrédula tomou conta do rosto de Satoru.

O que ela queria? Um outdoor somente para ela?, ele questionava mentalmente de forma irônica, querendo dizer em voz alta, mas sabia que isso só a irritaria naquela situação.

E, pela segunda vez na vida, o feiticeiro não queria que Filya se irritasse com ele.

Gojo teria de provar para Filya que ele estava falando sério se quisesse ser levado à sério por ela. E odiava isso com todas as suas forças.

Mordendo a língua levemente, o albino tentou ser ainda mais explícito, mas sua paciência estava escapando por entre seus dedos tão rápido que só poderia ser a ansiedade — que era raramente sentida pelo mesmo — falando mais alto.

— Porque gosto de você? — era uma pergunta retórica, e Filya sabia, mas ainda sim preferiu questionar novamente:

— Você está tirando uma com a minha cara, Gojo Satoru? — Ela havia usado o nome completo, era mau sinal. — Porque se for isso, eu juro que vou te jogar pra fora do meu estabelecimento e-

Antes que pudesse dizer outra coisa, a mulher foi calada no momento em que Gojo se curvou e, segurando ambas as maçãs de seu rosto, pressionou seus lábios nos dela, impedindo-a de dizer qualquer outra coisa.


Notas Finais


Penso em fazer um segundo capítulo? Sim.
Vou fazê-lo? Provavelmente não, mas pode acontecer se a Alice encher minha cabeça de ideias- eu juro, eu tenho 4 plots em andamento de Jujutsu Kaisen e não aguento mais-

Santa mãe, só falo coisa aleatória em notas-

Tá, não tem o que dizer, apenas: vocês gostaram?

Até o próximo (talvez). ♡


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