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História Candy - Capítulo 5


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Notas do Autor


Vamos começar o dia com Yoonseok?

Segundo os especialistas, começar o dia lendo sope previne sentimentos ruins.

Espero que gostem, boa leitura <3

Capítulo 5 - O ponto certo de um encontro


Conforme a gente comia e bebia eu pude notar que Yoongi ia ficando mais soltinhos, rindo, com as bochechas coradas por conta do álcool. Enquanto ele ficava alegre, eu parecia entrar em um universo paralelo conforme ficava meio bêbado. Não queria entrar na “bad” e começar a desabafar sobre a minha vida ruim logo no nosso primeiro encontro. Por isso eu diminuí o quanto bebia, também porque eu teria que dirigir e para isso seria necessário estar sóbrio.

— Você disse que é músico, me fala mais sobre isso? — pedi curioso pra ouvir ele falando mais sobre sua vida.

— Profissionalmente pianista, sou ótimo nisso, antes de trabalhar naquela loja eu era professor de piano, mas lidar com criança todo dia estava me deixando doido — riu.

— Você professor de crianças, difícil imaginar.

— Demais... Mas era legal, um dia quero voltar a lecionar. Mas agora eu quero focar mais em aprender do que ensinar.

— Aprender? — perguntei.

— Sim, agora estou me dedicando a guitarra.

— O que mais você sabe tocar? — Eu estava tão fascinado sobre ele, eu estava apaixonado por um cara extremamente talentoso e isso me deixava ainda mais apaixonado.

— Bem como piano talvez só violão, porque ambos eu toco desde muito novo, mas bem como guitarra que eu tenho que melhorar, violino, bateria e baixo. 

— Eu pensava que violão e guitarra fosse a mesma coisa — comentei.

— A mecânica sim, por isso eu sei tocar, mas a sonoridade muda, então eu não sou tão bom assim — respondeu.

— Eu te achei ótimo, é difícil imaginar o quanto de esforço você não teve que colocar pra aprender tantos.

— Eu amo música, nenhum esforço é em vão, as vezes é difícil mesmo, mas quando você aprende, compõe, tem firmeza até pra ensinar, tudo vale a pena, é gratificante — explicou.

— Eu sei como é isso, quando estava aprendendo a cozinhar e queimava tudo ou ficava meio cru no meio eu pensava em desistir, mas hoje em dia vendo o quão bom tudo fica eu me sinto muito feliz.

Era disso que eu tenha esquecido, de como eu ficava feliz apenas de acertar o ponto do Petit Gâteau. 

— E quando a gente ganha dinheiro pela primeira vez em algo que nós mesmo fizemos, você lembra como foi com você? — questionou.

— Eu lembro eu tinha dezesseis anos e uma tia pediu pra eu fazer o bolo da festa da minha prima — contei, não conseguindo conter o sorriso, mal ganhei dinheiro, de lucro não deu nem pra comprar uma camiseta, mas eu fiquei tão feliz que fiquei sorrindo o mês todo pensando que me tornaria um chef famoso. — E você?

— Eu tinha dezoito anos e fui chamado pra tocar em um casamento, meu professor da faculdade que me indicou, meus dedos tremiam, eu pensei que não conseguiria tocar de tão nervoso que estava — respondeu com o mesmo sorriso que o meu. Aquele sorriso de quem fala de algo extremamente importante por qual tem um carinho imensurável. 

— Obrigado, Yoongi, tinha me esquecido do quanto é bom fazer o que se gosta — comentei comendo, ficando com a boca cheia e mastigando, enquanto o olhava atentamente.

— Sei como é o desânimo de quando as coisas não estão indo tão bem, já passei por isso.

— Já passou? Não passa mais? — questionei curioso, afinal ele ainda trabalhava em uma loja...

— Eu trabalho na loja pelo desconto a funcionário, todo o salário de lá eu gasto com instrumentos novos, é terapêutico afinar os instrumentos novos e cuidar deles — explicou como se pudesse mesmo ler a minha mente.

— Então você trabalha lá por que gosta?

— Sim, no começo era por não ter grana, mas ainda não saí de lá porque é um emprego bom e pelo fato dos meus compromissos serem sempre a noite.

— Então você é um pianista profissional?

— Eu sou o homem de ferro da música, pianista profissional, compositor interino de uma empresa de idol e de vez em quando eu sou rapper. 

— Quantas profissões, quando é que você tem tempo pra você? — perguntei surpreso.

— Nunca, até nas férias eu sempre estou trabalhando em algo, na verdade eu achava encontros uma perda de tempo, mas você me deixou curioso e cá estamos nós.

 — Essa é uma péssima hora pra que eu goste de alguém, mas eu estou feliz de estar te conhecendo. — Fui sincero.

— Vou mandar a real, eu nunca fui bom em relacionamentos, provavelmente vou te decepcionar muito, ainda mais que eu não tenho experiência com caras — falou. — Eu nem sei se eu gosto mesmo de caras.

— Eu entendo. — Talvez ele sequer fosse me corresponder algum dia, mas estava me dando uma chance e só com isso eu me sentia feliz, apesar de um pouco inseguro.

— Você é gay?

— Sim, eu só tive atração por caras na minha vida.

— Ah sim... Vamos pedir a sobremesa? 

Assenti em resposta, pois havia terminado de comer também, Yoongi chamou um garçom e pediu pela sobremesa, comer a sobremesa de outra pessoa era bem estranho. Será que o Yoongi se sentia assim escutando outros artistas musicais? Pensando no que ele mesmo tinha pra melhorar ou o que a outra pessoa estava fazendo de errado?

Comemos a sobremesa em silêncio, o Yoongi não parecia um homem de conversar muito, na verdade acho que se não fosse ele ter ficado alegrinho com o álcool nosso encontro nem teria rendido uma conversa legal. Eu normalmente sou mais comunicativo, mas me sentia nervoso com a presença dele.

— Quer mais alguma coisa? — perguntou.

— Não, tem certeza que vai pagar sozinho eu posso pagar a minha parte — ofereci, mesmo sabendo que isso traria problema depois. Porque o encontro foi tão incrível que eu sequer me importava se isso me deixaria com o saldo negativo. 

— Que tal você me pagar um hot-dog amanhã na hora do nosso almoço? — perguntou.

— Está me chamando para um segundo encontro? — fiquei surpreso.

— Isso aí, estou te intimando para um segundo encontro — sorriu divertido.

— Eu aceito.

— Eu vou pedir pra ter um almoço mais tarde, assim não te atrapalha em sua confeitaria, que horário fica bom para você? — perguntou. Yoongi também era extremamente atencioso e apegado aos detalhes, isso o fazia ser o “cara mau” mais fofo que eu conheci. 

— Duas e meia da tarde está bom para você?

— Está perfeito.

Yoongi chamou o funcionário novamente e deu o cartão de débito para pagar a conta. Eu não vi a nota, mas eu fiz uma conta por cima e tinha dado muito caro mesmo se a sobremesas tenham saído de graça. Ele pareceu tão adulto e rico deixando gorjeta. 

Nos levantamos e fomos até o meu carro, entramos ali e ficamos em silêncio, eu estava um pouco nervoso por estar em um espaço tão pequeno sozinho com ele. Mas respirei fundo e dirigi até a casa dele. Mas quando parei na frente do prédio onde ele morava eu não queria ter que me despedir ainda. 

Seria um sonho ter ele me chamando pra entrar, mas era só um primeiro encontro, ele nem sabia se gostava de homens e a mãe dele estava lá...

— Até amanhã, Hoseok. — Soltou o cinto e eu o olhei tentando dizer alguma coisa, eu queria o beijar, mas ele nem sabia se gostava de caras, não queria o deixar desconfortável.

— Até amanhã — disse por fim.

— Tenha uma boa noite.

Ele se aproximou, eu senti meu coração acelerar pensando que ele me beijaria na boca, mas Yoongi apenas encostou seus lábios na minha bochecha e saiu do carro. 

Esqueci até como que se respira, mas acabei sorrindo abertamente quando fui deixado sozinho, aquele garoto iria acabar mesmo com toda a minha sanidade mental. 




 


Notas Finais


Até o próximo capitulo <3

Tabela de preços:

Rocambole de goiabada: Um favorito
Petit gateau: Um comentário.
Bala de menta: Leu até o final e vai acompanhar.


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