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História Candy - Capítulo 1


Escrita por: bearcute

Notas do Autor


Cada capítulo é um nome de um doce ou coisa parecida.

E essa fanfic começou a ser postada lá no wattpad e eu decidi trazer pra cá também, não sei se vai vingar aqui, mas né.

Baekhyun e Junmyeon falam muito palavrão. Se não gostam sugiro que não leiam e é ABO

Capítulo 1 - Bolo de chocolate


Elkar é um país bonito, dividido em quatro reinos; 


Alkwon que ficava no norte.


Tsahi que ficava no sul.


Fthur que ficava no leste.


E Wkou no oeste. 


O país era governado pelos quatro reinos, haviam reis que foram decididos para liderá-los e assim juntar-se para governar o país num todo, em relação à guerra ou exportação de alimentos, etc.


Byun Baekhyun era o príncipe de Alkwon, já estava com os seus vinte e dois anos e seu pai queria que ele começasse a pensar no futuro, por isso havia dado uma sugestão: que Baekhyun fosse a Tsahi visitar e quem sabe conhecer alguém. 


— Por que Tsahi? — Junmyeon perguntou ao amigo enquanto terminavam de carregar lenha. — Quando poderemos ter aqueles aquecedores mesmo? 


— Quando meu pai morrer. — Baekhyun disse brincando e Junmyeon riu.


A tecnologia já estava no país, mas os reis preferiram manter a essência da cultura de todos, Alkwon era adepta a telefones e poucos eletrodomésticos, Tsahi era do mesmo jeito, Fthur já tinha um pouco mais e Wkou não via tanta necessidade em usar celulares, gostavam de cartas. 


— Mas sobre Tsahi… Minha mãe era de lá, meu pai acha uma boa ideia tentar encontrar alguém por lá, mas se eu quiser posso visitar outros reinos — comentou o alfa. — JongIn é de Fthur e ele veio morar aqui por causa do Kyungsoo, esqueceu?


— JongIn é todo estranho, cara. Porra, ele é... Estranho. — Junmyeon resmungou. 


— Ele só é mais na dele — deu de ombros — O povo de Fthur é mais calmo e pensativo, meu pai diz que adora o rei Jaehyo porque ele é tão calmo que lhe dá sono. 


— Acho Kyungsoo e JongIn estranhos. Ponto. — o beta disse de novo e Baekhyun riu — Kyungsoo fala mais do que sei lá o que, não sei se é porque nossa cultura é conversar e falar merda, mas sei lá, o JongIn parece não combinar com ele.


— Falamos de sexo e tudo mais, bem mais abertamente que os outros reinos — Baekhyun pegou o carrinho e começou a empurrar. — Já pensou crescer acreditando que saiu do cu da cegonha? 


— Cegonha tem cu? 


— Claro idiota — Byun riu — Voltando, estou pensando em ir a Tsahi final de semana, acho que dá uns dois dias de viagem de carro. 


— Você quer mesmo se casar? 


— Não, mas se a outra pessoa que eu achar gostar de foder, pra mim tá ótimo. 


— Nojento — Arin disse parando o carrinho do alfa com o pé — Vá se arrumar, temos visita em casa. 


— Como assim? — perguntou confuso olhando para a irmã. 


— Os filhos do rei de Wkou estão aqui para fazer um acordo de comércio, papai precisa de você. Não esqueça, seja educado.


— Porra. — bufou e saiu andando sem se despedir de Junmyeon. 


Byun Baekhyun… Ele se orgulhava de onde morava, tinham uma vida boa, pessoas boas e o melhor, não tinham papas na língua, deveria ser realmente algo do reino, do sangue daquele lugar, porque todos falavam o que tinham vontade, poderia ser sobre uma pessoa, sobre sexo, sobre palavrões, mas eles falavam. 


O alfa não tinha muita noção de como eram os outros reinos, apenas por pequenas coisas que seu pai contava, sua mãe falava pouco sobre o lugar de onde veio e JongIn que era o que veio de Fthur não falava mais do que uma frase consigo… O Byun queria entender um dia como o Kim conseguiu comer Kyungsoo em uma viagem que o Do havia feito a Fthur e como eles estavam juntos.


— Baekhyun! — o alfa olhou para o pai que estava sorrindo no meio da sala e se aproximou ao ver três homens e uma criança.— Príncipes, esse é meu filho, Byun Baekhyun príncipe de Alkwon. 


— Prazer — Baekhyun disse e os homens sorriram. 


— Sou Luhan, príncipe de Wkou e este é meu marido, Sehun. — apontou ao homem ao lado que apenas balançou a cabeça. 


— E eu sou Yifan, príncipe de Wkou. 


— É uma honra conhecê-los — sorriu e olhou para a criança — Sua cria? 


— Minha filha — Sehun quem disse, a voz um pouco grossa que assustou Baekhyun. 


— Irei conversar com Yifan sobre o comércio, leve Luhan e seu esposo mais a cria para comerem algo — o rei disse e Baekhyun assentiu. 


— Por aqui — apontou e Luhan fez uma careta, mas o seguiu — E então, irão ficar por quanto tempo? 


— Apenas três dias — Luhan disse e viu Sehun colocar a filha na cadeira — Por que chamou nossa filha de cria? 


— Chamamos as crianças daqui assim — deu de ombros oferecendo as frutas e bolos que estavam na mesa.


— O nome dela e Kyri. — Sehun disse olhando para Baekhyun — Se importa de não chamá-la de cria?


— Tudo bem. — sorriu sentando — E então. Estão juntos faz tempo? 


— Dez anos — Luhan respondeu sorrindo — E você, alfa? Não sinto cheiro de parceiro.


— Estou a procura. 


— Oh, em Wkou há ótimas pessoas — Sehun disse servindo a filha que comia devagar sem prestar atenção nos adultos — Teria que mudar um pouco sua maneira de vestir-se, mas ainda sim conseguiria alguém. 


― O que tem de errado com a minha vestimenta? ― Baekhyun perguntou. Usava uma calça larga e uma camisa grande, quase todos se vestiam assim, as mulheres quase nunca usavam vestidos e os homens não era adeptos a camisas apertadas demais. Gostavam de roupas coloridas.


― Você anda parecendo desleixado segundo nossa cultura ―  Luhan quem disse arrumando a manga de sua camisa social. ― Roupas muito soltas e coloridas, além de parecerem amassadas, sem querer ofender, é claro. 


― Vocês já andam arrumados demais ―  Baekhyun riu ― Até a criança tem as unhas pintadas. 


― É algo comum, nosso povo é vaidoso ― Sehun explicou ― Nunca havia saído de Wkou, é um pouco confuso ver as vestes que usam e a maneira em que falam. 


― Aqui falamos que quem tem boca fala o que quer e o caralho do ouvido que aguente ― disse rindo e Sehun colocou as mãos nos ouvidos da filha. ― Desculpe. 


― Palavras assim não são bonitas ―  Luhan disse sério ― Vocês falam assim normalmente? 


― Sim ―  Byun deu de ombros ― Vocês não gostam de falar ou não podem? 


― Esse tipo de palavra não é permitida com tanta frequência, chamamos de palavra de baixo calão ― Luhan explicou e Baekhyun fez uma nota mental de que namorar alguém de Wkou não seria algo legal. 


― Bom saber. 


[...]


― Eles são chatos ― Baekhyun murmurou e Arin riu sentada ao lado do irmão na cama dele ― Sério, se for procurar um casamento, que seja em outro lugar, porque Wkou está fora de cogitação, coelhinha.


― Eu só tenho dezenove, Baek ― disse ― Diferente de você eu não preciso casar logo, papai disse que eu que decido. 


― E só eu me lasco tendo que casar. 


― Vai levar o Junmyeon com você para Tsahi? 


― Sim ―  deitou na coxa da irmã ―  Ele é meu melhor amigo, com certeza vai me ajudar a escolher uma pessoa legal. 


— O que espera encontrar em Tsahi? — perguntou Arin — Nossa mãe diz que lá é completamente diferente do nosso reino, que ela mesmo se sentiu em um novo mundo quando conheceu nosso pai e veio morar aqui. 


— Espero encontrar alguém que me aguente —  disse e Arin riu — Tô pensando em sair para pegar alguém. 


— Como você é nojento — Arin disse — Falando em pegar, eu saí com aquele cara, o chefe da segurança do papai. 


— Fodeu bem?


— Deu pro gasto. 


— A bundinha dele é gostosinha. 


— Também achei —  disse e Baekhyun riu. 


[...]


— Kyungsoo, minha cadelinha! — Baekhyun gritou quando viu o amigo ômega andando com JongIn pela rua — O que estão indo fazer?


— As compras, pau no cu — Kyungsoo disse e JongIn resmungou envergonhado. 


— Eu vou na frente, Kyungsoo — JongIn disse e saiu andando.


— Ele ainda não se acostumou — O ômega disse e Baekhyun riu — A gente se ama, sinto isso na alma, ele carrega a minha marca e eu a dele, mas porra, ele não se acostuma com um palavrão. Juro que tento, mas às vezes irrita.


— Como é conviver com ele? — Baekhyun perguntou andando com o amigo até a feira. 


— Bom. Ele é carinhoso demais, um ótimo namorado meio marido — riu — Mas eu não posso falar um palavrão ou sei lá que ele fica com a cara fechada, para ele como morador de Fthur não consegue se acostumar com a gente, ele acha completamente sem educação falar palavrão ou falar de assuntos abertamente. Ele diz que essas coisas se falam em privado e não em meio jantares ou almoços, ainda mais na casa de outras pessoas.


— Te chamar de cadelinha deve irritá-lo — O príncipe disse e Kyungsoo riu. 


— Você não imagina, ele fica ‘’Kyungsoo, não se deixe chamar desse jeito, você é um homem que merece respeito, não interessa se o Byun é o príncipe” — Kyungsoo disse imitando a voz do Kim e Baekhyun riu alto — Soube que vai a Tsahi. 


— Sim, quer ir? 


— Não dá, JongIn quer que eu conheça os pais dele e eu preciso treinar pra não soltar palavrão e respeitar a cultura da terra dele, porque ele respeitou a minha e blá blá, pau no cu  — resmungou e Baekhyun soltou um risonho — Vai se aventurar lá, talvez comer alguém.


— Pare com isso, sou virgem — colocou a mão no peito e Kyungsoo riu. — Eu vou pra achar alguém pra transar e depois casar.


— Vai se foder então. 


— Como assim? 


—  Baek, você nunca ouviu falar da fama que Tsahi tem hoje em dia? — Kyungsoo perguntou parando na entrada da feira, JongIn estava em uma banquinha de folhas de chás.


— Não muito, dizem que eles são na deles, igual Fthur.


— Não, caralho — riu —  Em Fthur o sexo ainda é algo normal, JongIn é chato, mas ele fode bem pra caralho. Agora em Tashi é um tabu, só falam sobre sexo depois de casados.


— Como é? 


— As pessoas lá adoram a deuses e, queridinho — Kyungsoo colocou a mão no ombro do amigo — Você não vai conseguir enfiar o seu pau em qualquer buraco sem antes cortejar a pessoa.


— Puta que pariu. 


[...]


Enquanto isso em Tsahi… 


— Jaemin, faça o seu trabalho direito — Chanyeol disse terminando de confeitar um bolo e partindo para outro — Hoje tem oferenda, decidiu o que irá levar? 


— Acho que frutas, as deusas gostam — disse o garoto ao irmão. 


— Frutas as deusas… Hmmm — O Park sorriu e Jaemin revirou os olhos — Deseja receber a bênção do amor? 


— Talvez. 


— Não creio que meu irmão mais novo irá entregar uma oferenda pedindo amor. 


— Eu já tenho amor, Chanyeol. 


— Jaemin — O Park largou as coisas na bancada e encarou o irmão — Renjun e Jeno não podem namorar com você, é profano se envolver com mais de uma pessoa. 


— Porque? Os deuses têm várias mulheres, não posso ter dois homens? 


— Os deuses foram os deuses — Chanyeol resmungou — Vamos terminar isso aqui, temos que voltar para casa. 


— Ouvi Taeyong falar que dormiu com Jaehyun antes de casar — disse baixinho — Ele diz que eles se tocaram. 


— Jaemin! — Chanyeol disse sério — Esses assuntos só depois que você casar, por favor. 


— Merda — resmungou e Chanyeo bateu em seu braço — Ai! Desculpe. 


— Nossa cultura hoje é essa, não se fala sobre toques e nem palavrões, entenda isso, irmão.


— Papai e mamãe falaram que antes não era assim. 


— Mas hoje é. 


— Odeio como é hoje. 


— Termine seu trabalho. — Chanyeol murmurou e o garoto de cabelos azuis assentiu. — Não devemos falar disso, ok? Ainda mais aqui no trabalho. 


— Chanyeol, você não quer casar? 


— É o que eu mais quero — sorriu o de cabelos rosados  — Mas como nosso pai diz, temos que esperar a pessoa certa. 


— Yixing pegou na sua mão... — Jaemin comentou.


— Yixing é meu amigo — Jaemin cruzou os braços — Sei que pegar na mão é coisa de namorados, mas ele é super respeitoso. 


— Ouvi falar que o príncipe de Alkwon vem visitar o reino. 


— Espero que ele goste daqui — sorriu voltando ao seu bolo de chocolate. 


Notas Finais


até mais tarde :)


Views no hino: https://youtu.be/2IkoKhr6Tss


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