História Candy Shop - Capítulo 4


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Kim Seokjin (Jin)
Tags Candy, Jin, Romance, Seokjin
Visualizações 7
Palavras 1.766
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Fantasia, Festa, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


GENTE! se eu demorei? bastante. Mas eu espero do fundo do meu coração que valha a pena.

Sentei aqui enrolada no meu cobertorzinho, calçando minhas polainas da sorte, e deu nisso.

Esse capítulo estava ficando muito grande, mas aí eu decidi que iria dividir, a notícia boa? o próximo já está quase na metade, mas me conhecendo como eu me conheço isso não é garantia de nada. MAS FOCO NA META, eu termino o capítulo antes do final do mês talvez? e eu posto em setembro revisadinho e bonitinho.

~agradeçam a Fox, porque se não eu só ia postar esse capítulo só Deus sabe quando... hahahha

Boa leitura <3

Capítulo 4 - Morangos estrategicamente posicionados


Estou posicionando estrategicamente morangos e suspiros em uma encomenda de bolo que levou horas para ficar pronta. Quando me ocorre que talvez eu e Seokjin fossemos como esses morangos: estrategicamente posicionados para cair de paraquedas um na vida do outro, mas é claro que eu só poderia dizer isso em um mundo perfeito e utópico onde ele efetivamente volta a minha confeitaria mesmo depois de já ter resolvido todos os assuntos pendentes referentes a crítica. Coisa que nunca aconteceu.

E é quando eu me afasto para olhar se a disposição de toda a decoração do bolo está harmoniosa que a porta é aberta rapidamente. E aí mora o problema: o bolo está atrás da porta, por ser o único lugar da cozinha inteira que acomodaria ele sem atrapalhar a circulação de pessoas pelo recinto, mas questiono a minha decisão no exato instante em que por reflexo eu posiciono meu pé para bloquear a porta e impedir que o bolo — e as diversas horas investidas nele — fosse destruído.

— Ai, meu Deus! — Jungkook grita ao me ver agonizando pelo pé recém atingido pela porta espalhafatosamente aberta por ele. Começo a pular em um pé só, com medo de sentir mais dor do que eu já estava sentindo.

— Eu que tinha que falar isso... — falo em um gemido. Como era possível que ele tivesse atingido todos os dedos de uma vez só?

— Eu não sabia que você estava ali! Eu só...

— Eu sei. Só fala logo. — digo respirando fundo para não soltar um berro naquele exato instante, a dor começa a passar e apoio meu pé novamente no chão esperando pelo que ele tem para contar.

— A matéria sobre o StrawCake foi publicada! — No momento em que ele grita isso todos os confeiteiros presentes na cozinha param tudo o que estão fazendo e me encaram.

Eu estou furiosa e meu pé ainda dói, então quando todos saem correndo afobados para lerem o veredito final do grande crítico Kim Seokjin, inclusive Jungkook, eu apenas permaneço encarando o bolo. Coloco mais alguns suspiros aqui e ali e então ele está definitivamente pronto. E meu pé passa bem, Jungkook, obrigada pela preocupação.

Levo ele calmamente a uma bancada distante da porta e vou em busca da caixa padrão usada pela confeitaria para embalar esse tipo de encomenda. Pego a última embalagem disponível e faço uma nota mental para me lembrar de pegar mais no inventario da confeitaria. Anoto as informações do comprador com calma e cuidado e então deixo a caixa no espaço destinado para as encomendas que serão retiradas posteriormente para entrega.

Tiro o avental e o penduro em meu cabide. Já fora da cozinha, solto meus cabelos e dou o dia por encerrado. Quando passo perto do escritório de Jungkook vejo que todos foram para lá a fim de ler a matéria, eles também me vêm e ficamos todos nos encarando por algum tempo.

— Não me contem, tudo bem? — eles ficam confusos com a minha fala, mas logo assentem em concordância. — Leio assim que chegar em casa. Até amanhã.

Não é como se eu não estivesse tão ansiosa quanto eles, talvez eu estivesse até um pouco mais levando em consideração que quem fez o cupcake fui eu, mas a verdade é que eu não queria estar perto deles para o caso de a crítica ser negativa, pois eu tenho certeza de que a minha reação não seria nada madura, com direito a gritos e ofensas da qual eu, muito provavelmente, me arrependeria depois. Então era melhor não ter ninguém para presenciar. As palavras ditas por ele, afirmando que foi o melhor cupcake que já havia comido, não foram o suficiente para me convencer e muito menos acalmar todos os meus pensamentos negativos.

Naquele dia peguei o caminho mais longo para casa, tentando adiar o máximo possível a leitura da matéria em questão. Durante o percurso pensei na última vez em que vi Seokjin. Fazia mais de um mês que que ele tinha aparecido de repente alegando querer provar novamente o doce para ter certeza do que escreveria em sua crítica. Às vezes eu me pegava olhando ansiosamente para a porta esperando vê-lo passar por ela, exalando confiança e com um imenso sorriso nos lábios, somente para ao final do dia ficar decepcionada e precisar fingir que nada de mais aconteceu.

Ao chegar em casa coloquei a bolsa de qualquer jeito sobre a mesa e liguei o computador. Quando estava prestes a clicar no link que me direcionaria as palavras daquele que tanto rondava minha mente, eu hesitei. Talvez fosse melhor nem sequer saber o que estava escrito, não é mesmo? Não. A curiosidade está me corroendo de dentro para fora e eu não tenho nem como negar isso.

Respiro fundo e então decido tomar um banho quente para tentar relaxar. Talvez isso até me ajudasse, me dando mais tempo para me preparar para ler quaisquer palavras que haviam sido escritas naquela matéria.

De banho tomado, e agora vestindo meu pijama favorito, me sento cautelosamente em frente ao monitor e começo a ler.

Levo algum tempo para processar todas as palavras juntas formando — imagine minha felicidade — elogios. Leio diversas vezes para ter certeza e sim, eu consegui! Obviamente com a ajuda de todos os outros funcionários, é uma conquista conjunta.

Agora sorrindo passo os olhos pela minha parte favorita de toda a matéria: "a massa leve, com um recheio doce e longe de ser enjoativo, combinado com uma cobertura que mescla a acidez e o doce das frutas de forma excelente é com certeza o que o torna tão encantador a todos os paladares”.

E-N-C-A-N-T-A-D-O-R

Quando termino de pular pela casa tudo o que consigo pensar em fazer é ir encontrar Kim Seokjin o mais rápido o possível, pra admirar toda aquela bele… para agradecê-lo, é claro.

O único problema, sabe, daqueles bem pequenos? Eu não tenho como entrar em contato com ele. Ou talvez tenha?

Procuro no site em que a matéria foi publicada meios de entrar em contato, números de telefone, e-mails, qualquer coisa, mas todos os que encontro são referentes a equipe que produziu a matéria e não ao autor dela, que no caso é quem me interessa.

Descarto a ideia de ir a uma de suas redes sociais, pois eu provavelmente passaria batida no meio de tanta gente tentando todos os dias conversar com ele. O fato de que ele é uma celebridade é irrefutável.

Caminho desanimada até o quarto e me sento na cama. Talvez depois dessa frustração eu devesse apenas dormir e esperar pelo dia de amanhã. Tenho uma preocupação a menos, e apesar de sentir o peso em meus ombros diminuir consideravelmente, não me sinto completamente tranquila.

Com isso em mente quando estou prestes a me deitar avisto o que talvez seja minha salvação: o bloco de notas, onde a primeira folha tem registrada o bilhete que ele deixou com o número pedindo por notícias, na noite em que o encontrei em um bar.

Sem pensar muito profundamente sobre o assunto, nem sequer sobre como iniciar a conversa, eu disco rapidamente o número dele, quando estou quase desistindo ele finalmente atende.

— Alô? — a voz dele soa suave e só naquele momento me lembro de olhar as horas para checar se não é muito tarde, felizmente não são nem oito da noite.

Certo, agora é a minha vez. Eu preciso dizer alguma coisa. Talvez ligar sem um planejamento prévio não tenha sido a melhor das minhas decisões, mas ou era isso, ou eu provavelmente me convenceria de que aquela era uma ideia ridícula e no fim das contas deixaria para lá.

— Hum... Oi! — percebo que minha voz saiu estridente demais devido ao nervosismo, então respiro fundo tentando me acalmar.

— Oi... quem está falando? — ele fala em um tom de voz divertido. Paro por um segundo tentando me recordar de algo que poderia ajudá-lo a me reconhecer.

— Poxa, o melhor e mais bonitão dos críticos não se lembra de mim. Pelo menos eu tentei. — digo tentando disfarçar o nervosismo na minha voz perante a possibilidade de ele não se lembrar de mim mesmo depois de repetir uma das últimas coisas que ele havia dito para mim quando esteve na confeitaria semanas atrás.

— Não creio! — ele disse rindo. Senti minhas bochechas esquentarem automaticamente, talvez aquela não tenha sido uma das minhas melhores decisões, parte dois.

— Não dê risada de mim... pelo menos eu tentei.

— Eu sei! Eu só estou rindo porque eu já sabia quem você era desde o começo, mas queria ver o que você diria. — ele disse se explicando. — Preciso dizer que você usou a tática mais inusitada o possível.

— Isso não foi legal.

— Na verdade foi superlegal. — ele diz com uma voz um pouco mais séria, senti meu corpo todo se arrepiar. — Mas e então? Porque decidiu me ligar agora?

— Ah. Bom... É porque... — eu liguei por um motivo, eu só preciso verbalizar, mas isso parece tão difícil para a minha mente que segue tentando processar o fato de que está ouvindo novamente a voz dele depois de tanto tempo.

— Já sei. Leu a matéria? — seria esta uma ajuda divina mandada por piedade da minha deplorável situação?

— Sim. Era exatamente por isso.

— Tem algum problema com ela ou...?

— Na verdade, ela está perfeita. E eu queria te encontrar para agradecer pessoalmente. — falo rapidamente antes que eu mude de ideia e desligue a ligação que eu mesma comecei.

— Entendi...

— Mas se você não puder... — acabo me desesperando e imaginando o pior. Eu não havia considerado aquela possibilidade até agora.

— Você está ocupada? — ele me interrompe.

— Hum... Não.

— Ótimo, eu também não. Vamos agora?

— O quê?!

— Já estou indo me arrumar! Isso vai ser divertido. — ele diz com uma empolgação genuína transbordando de sua voz, o que aquece o meu coração e me deixa terrivelmente desconcertada.

— Espera! Seokjin...

— Te mando o endereço por mensagem, porque agora que você finalmente decidiu usar o meu número eu posso salvar o seu também. — ele fala e eu consigo imaginar claramente o sorriso que ele ostenta nos lábios do outro lado da linha. Se eu pudesse descrever o humor dele em um gráfico, esse definitivamente seria crescente.

— Sim, mas...

— Te vejo lá! — e com isso ele desliga. Me deixando atônita olhando para a parede do quarto.

Por essa eu definitivamente não esperava.

Passo algum tempo tentando digerir a informação e só percebo que o que está acontecendo é real quando chega uma mensagem de um número que não está salvo na agenda de contatos, o que eu logo trato de fazer, falando um endereço no centro da cidade e repetindo a última frase dita na ligação "te vejo lá".


Notas Finais


MEU DEUS, morangos estrategicamente posicionados, tá aí uma metáfora boa para usar com o crush.

pra não acabar com o ritual eu comi diversos docinhos gostosos enquanto escrevia essa capítulo hahahaha

me conta o que você achou? por favorzinho!

Ah, se você quiser conversar comigo eu quero conversar com você, então vai na fé!
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