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História Candy Shop - Capítulo 1


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Notas do Autor


Essa é uma outra história originalmente escrita para o projeto KiriBaku, que acabou sendo excluída junto com o perfil do projeto. Agora estou repostando ela no meu perfil, com essa capa linda feita pela capista mais linda do mundo, a Nona. <3 o @ dela vai estar nas notas finais hehehe
Bem, boa leitura! <3

Capítulo 1 - Capítulo Único


— Mas que merda, Deku! — Gritou o loiro, enquanto o pequenino verde o puxava para dentro da loja.

A loja era como um paraíso para “Deku”, e o inferno para Bakugou. Midoriya disparou na frente de seu amigo, indo para a sessão dos chocolates, onde mais se deliciava. Se sentia na própria fábrica de chocolate do Willy Wonka. Já Bakugou, agora estava convencido que aquilo era o inferno — pois havia visto o demônio em pessoa.

Os cabelos vermelhos, olhos brilhantes e o sorriso hipnotizador capturaram toda a atenção que o loiro de cabelos bagunçados poderia dar no mundo — inclusive para Midoriya, que estava de volta, cutucando a bochecha levemente vermelha de Katsuki.

— Kacchan! — Desta vez, com um puxão na bochecha de seu amigo, Izuku conseguiu chamar sua atenção. — Vamos! Você tem que ver os chocolates que eu quero!

— Tô pouco me fodendo — Estava falando com o esverdeado ali, porém sua atenção estava em outro mundo. Ou melhor, em outra pessoa.

Mesmo sendo puxado pelo pequeno ao seu lado, que o segurava pela manga da camisa, seus olhos seguiam nas ações do ruivo. Suas mãos eram tão rápidas. Trabalhando no caixa da loja, suas mãos rapidamente ensacolavam os produtos que passavam por ali, além de cobrar por todos eles e receber o pagamento. Eram ações simples, mas Bakugou não parava de pensar no que poderia fazer com aquelas mãos.

— Aqui, Kacchan! Vou querer este, e este, e este.. — Entregava todos nas mãos do loiro, que só faltava babar. Seu olhar estava inteiramente vermelho, efeito de ficar encarando seu mais novo amado. — Kacchan?

Um olhar de curiosidade e confusão consumiu todos os traços do belo rosto de Midoriya, que logo olharia para a mesma direção que Bakugou, tentando observar o que capturava a atenção do loiro, mas apenas conseguia ver um belo garoto ruivo, de cabelos espetados, fazendo seu trabalho muito bem, por sinal.

Ah, mas não era aquilo que Katsuki via. Claro que não. A visão e interpretação dele saltava do campo da fantasia para o campo da realidade, e mesmo o campo da fantasia era dividido. Não sabia se acreditava que o mesmo era um anjo, pronto para lhe puxar para fora de uma vida cheia de profanidades e pecado, ou se era um demônio, desgraçado e preparado para fazer Kacchan cair nos prazeres da carne.

Provavelmente era os dois. Mas ele não teve tempo de pensar naquilo. Sua mente estava perdida nos pensamentos, não sabia o que fazer. Então, sua alma pensou por ele. E partiu para o ataque, deixando o pequeno esverdeado para trás, comendo poeira. Porém, ele também já havia entendido o que estava acontecendo.

Bakugou não entendia como estava se movendo. Na verdade, não entendia mais nada, sua cabeça misturada em pensamentos. Como um garoto poderia mexer tanto com sua cabeça? Ainda mais um garoto com quem teria sua primeira conversa agora. Como estava tão nervoso? A nossa cabeça é uma merda. Mas não era tempo de filosofar. Decidiu aproveitar a chance que a vida estava lhe dando. Mesmo que não desse em nada no final.

— Oi. — Disse em um tom seco e um volume baixo. O ruivo não o ouviu. Estava organizando algumas coisas ali no caixa, mexendo em algumas notas de dinheiro, nada importante. — Oi.

Tentou novamente. Suas cordas vocais não estavam colaborando com a situação. Na verdade, todo seu corpo estava uma bagunça. A única razão para não ter dado um grito ou um tapa sobre o balcão do caixa. Era balcão o nome? Uma questão cutucando o cérebro do loiro. Mas foda-se, tentou novamente.

— Com licença — Com a voz mais grossa e finalmente mais alta, conseguiu chamar a atenção do ruivo.

— Ah, desculpa! Eu não vi você aí — Disse, tentando recompor sua compostura no local de trabalho. — Eu posso te ajudar? Não consegue achar algo? 

— Não, apenas quero.. — Se interrompeu. Estava suando frio, algo incomum. Também era incomum responder outra pessoa sem ser grosso. Mas queria causar uma boa impressão. Sim, o inferno congelou. — Uma informação. Simples.

— Pois bem, pode perguntar! — O sorriso bobo porém encantador do ruivo foi o suficiente para derreter mais o coração do loiro, que tentava se manter de pé naquela luta.

— Eu queria saber.. — Fechou a mão em formato de punho, suando ainda mais. Nem estava tão calor. — Seu nome.

— Bem.. — O ruivo olhou para baixo, ato que fez com que o rosto de Bakugou queimasse ainda mais. Seu nome estava bem na fitinha sobre o uniforme, cobrindo seu peitoral.

Kirishima. Um nome que necessitava de muito esforço por parte da língua de Katsuki para ser dito. Mas era belo, e como era. Era másculo. Apaixonante. E parecia bem ser a kryptonita do loiro. Porém, ele teve um momento de lucidez. Sua cabeça virou para o lado, e seu olhar focou em Midoriya, que rapidamente se aproximava. Um pouco desesperado por dentro, Bakugou ergueu o braço em direção ao esverdeado, pedindo um momento “sozinho” com o ruivo, apesar de estarem cercados por pessoas que entravam e deixavam a loja toda hora.

— Ei? — Kirishima ergueu a sobrancelha. Estava tão confuso quanto Bakugou naquele momento. — Meu nome é Kirishima, não sei se já viu. Em que mais eu posso ajudar?

Decidiu ser direto. O velho Bakugou de sempre. Já estava passando uma vergonha ali, praticamente. Lembrou-se das “aulas de cantadas” que teve com Kaminari, semanas antes. Não pensava que seu conhecimento teria que ser aplicado tão cedo.

— Olha, tem uma coisa nessa loja que eu preciso urgentemente, mas não sei se está a venda. — Bateu a mão sobre o balcão, assustando o ruivo. — Eu preciso da porra da sua ajuda.

— Cara, a gente pede pra não falarem palavrão na lo.. — Interrompido por um novo tapa no balcão por aquele em sua frente. 

— Eu não quero essas porras de chocolate que parecem bosta. Nem esses pirulitos que vão me dar a porra de uma diabete no futuro — Respirou profundamente, nem estava pensando no que dizer. Seu coração estava falando, não seu cérebro. — E eu com certeza não quero um chiclete que vai me deixar meus dentes mais pretos do que um..

— Calma, cara! Só me diz logo o que você quer! — Respondeu o ruivo, quase no mesmo tom que Bakugou alcançava, claro que um pouco abaixo. Katsuki era o rei da gritaria.

— Eu quero seu telefone, seu ruivo burro. — Revirou os olhos. — Desde que entrei nessa merda de loja você capturou minha atenção, o que você é? Um demônio que quer a minha alma? Porque se for, se prepara que eu vou te encher de porrada!

— Olha, cara. Eu sou só uma pessoa normal, já passou a época onde acusavam os ruivos de coisas ruins! — Foi uma resposta que deixou Bakugou vermelho. Algo tão raro. Repito, o inferno congelou. — E essa é a sua primeira vez cantando alguém, não é?

— Não, seu, seu.. — Segurou o punho fechado, mais uma vez. Iria explodir de raiva. Ao mesmo tempo que queria socar Kirishima, queria também beijar e cuidar de seus ferimentos após a briga. — Buce..

— Eu já falei, sem palavrões! — Os cabelos ruivos de Kiri se balançaram assim que o mesmo fez um movimento brusco com a mão, o movimento de tapar a mão de Kacchan. — E usar um palavrão desses não é nada másculo.

Ao sentir sua mão ser mordida pelo loiro, o soltou rapidamente, e pegou um papel, anotando alguns números no mesmo, seguidos por palavras. 

A cena anteriormente escrita foi observada por Izuku, já que Bakugou acabou nem ligando mais para sua presença no local. Como antes, toda sua atenção foi sugada pelos cabelos vermelhos de Kirishima, seus olhos apaixonantes e seu sorriso brilhante, apesar destes não serem visíveis enquanto seu olhar estava direcionado ao papel.

— Olha, tá aqui. — Entregou o papel para o loiro, paralisado de raiva, com os dentes rangendo. — Meu número e meu endereço. Me liga ou passa lá em casa que eu vou te ensinar uns palavrões novos.

Nossa, que mente mais bagunçada a deste Katsuki. Seus sentimentos estavam misturados, entre raiva, alegria e amor pelo ruivo em sua frente. E como não conseguia pensar em nada para falar ou fazer na frente dessa nova paixão, apenas segurou o braço do esverdeado e tratou em seguir até a saída da loja. Claro que isto foi interrompido por Kirishima.

— Vai sair da loja sem me dizer seu nome? — Kiri riu de uma maneira tão boba, porém tão apaixonante, que o coração de pedra de Bakugou se tornou em um simples coração, agora com um dono que nem sabia que era o dono. — Injustiças não são nada másculas. 

— Bakugou.. — A letra B foi repetida várias vezes pelo jovem, antes de conseguir repetir seu nome inteiro. — Katsuki.. Bakugou.

— É um prazer te conhecer, Bakugou! — Mais uma vez, um sorriso bobo porém apaixonante. Foi o limite para Kacchan.

— Vai se foder.

Apenas disse isto, antes de deixar a loja com Deku, chateado por não conseguir arrancar nenhum doce de seu amigo. Mas, decidiu aproveitar a situação para provocar seu amigo raivoso, que andava quieto em sua frente, com as mãos no bolso.

— Ei, Kacchan! — Correu até o lado do mesmo. — Como você vai contar este momento para seus futuros filhos? Como vai contar que conheceu o pai deles em uma loja de doces?

— Quer levar uma surra, nerd maldito?! — Gritou o loiro, fechando o punho e o apontando em frente ao esverdeado, que ainda estava rindo.

Mas era verdade. Bakugou queria contar muito para seus futuros filhos, que conheceu seu belo pai, de cabelos ruivos, olhos apaixonantes e sorriso brilhante, em uma loja de doces, ou como preferia dizer, no inferno.

Pois Kirishima foi o demônio que roubou o coração de Bakugou.


Notas Finais


Como eu falei antes, a capa foi feita pela mais linda capista, a @jjggkxs-. <3
Ela tá com os pedidos abertos, então quem quiser pedir, pode ir lá. Eu boiolo muito por ela. (?)
Queria agradecer também a @zixuaan. Foi ela quem originalmente doou o plot para o projeto, então obrigado! É um plot que eu amei desenvolver. <3
Enfim, é isso! Obrigado por ler, até a próxima. sz


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